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	<title>tristes-tropicos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/tristes-tropicos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "tristes-tropicos"</description>
	<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 19:19:07 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Tristeza nos trópicos]]></title>
<link>http://tatibrown.wordpress.com/2009/11/05/tristeza-nos-tropicos/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 16:16:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>tatibrown</dc:creator>
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<description><![CDATA[“Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai termi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="color:#333399;">“Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele &#8211; isso é algo que sempre deveríamos ter presente&#8221;.</span></strong></p>
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<p><img class="alignleft size-medium wp-image-475" title="Captura de tela 2009-11-05 às 12.51.41" src="http://tatibrown.wordpress.com/files/2009/11/captura-de-tela-2009-11-05-as-12-51-41.png?w=200" alt="Captura de tela 2009-11-05 às 12.51.41" width="200" height="300" /></p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-478" title="Captura de tela 2009-11-05 às 12.52.32" src="http://tatibrown.wordpress.com/files/2009/11/captura-de-tela-2009-11-05-as-12-52-321.png?w=300" alt="Captura de tela 2009-11-05 às 12.52.32" width="300" height="195" /></p>
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<title><![CDATA[LÉVI-STRAUSS, ALCINO LEITE E PENSE MODA]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/2009/11/04/levi-strauss-alcino-leite-e-pense-moda/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 18:40:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
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<description><![CDATA[o luxo dos Bororo É engraçado que quando soube da morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss, nesse úl]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3644" title="BororoRituel" src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2009/11/borororituel.jpg" alt="BororoRituel" width="400" height="271" /><br />
<em>o luxo dos Bororo</em></p>
<p>É engraçado que quando soube da morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss, nesse último final de semana, mesmo nunca o conhecendo, parecia que tinha perdido um amigo ou um colega {para não fazer a íntima]. <a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/11/28/o-homem-que-odeia-a-baia-de-guanabara-faz-100-anos/">&#8220;Tristes Trópicos&#8221; teve grande impacto para mim como já escrevi aqui</a>. É inegável que, mesmo sem sabermos, hoje a contemporaneidade dialoga com a maneira como ele orquestrou o pensamento no chamado estruturalismo e todo seu trabalho na identificação do &#8220;espírito&#8221; do homem, [Nota: estruturalismo vem da noção de estrutura e é entendida como um todo que só pode compreender-se a partir da análise de seus componentes e da função que cumprem dentro do todo. A partir que uma dessas funções muda, muda também a sua totalidade]. Por mais críticas que o estruturalismo veio sofrer depois, e todo o debate e enfrentamento com os existencialistas e os marxistas, o antropólogo francês é um dos meus heróis pela liberdade de encaminhar seu pensamento para longe, no início, das grandes correntes de ideias vigentes em sua época.<br />
Alcino Leite escreveu <a href="http://ultimamoda.folha.blog.uol.com.br/arch2008-12-01_2008-12-31.html">dois textos interessantíssimos chamados &#8220;Lévi-Strauss e o Luxo dos Bororos&#8221; e Lévi-Strauss: A Nudez dos Nambiquara&#8221; no seu blog Última Moda</a> [Nota: os links dos blogs da Folha só fornecem páginas de certo período e não dos textos específicos, por isso procurem eles na página, estão quase no final]. Os textos descrevem passagens do &#8220;Tristes Trópicos&#8221; e o encontro de Lévi-Strauss com os ínidos bororos e nambiquaras, no Brasil da década de 30. A discussão &#8211; nos textos de Lévi-Strauss &#8211; sobre nudez e sexualidade, papéis sociais e gênero na vestimenta podem nos trazer grandes pensatas sobre o Brasil de hoje. O mesmo que discute a legitimidade de usar ou não mini-saia numa universidade (estaremos negando a nudez ancestral ao condenar a universitária?), ou o papel das roupas como definidora da orientação sexual (serão os índios bororos menos machos porque se maquiam e costuram?), ou ainda a necessidade do luxo (que ideia temos de luxo, algo caro? algo exclusivo? algo especial?). Bom, isso são só algumas idéias que o recorte de Alcino sobre o texto de Lévi-Strauss nos propõem. Isso é pensar moda!<br />
Acredito que esse é o papel de pensar moda, pensar ela de forma global, cultural, acima das marcas, dos desfiles e das semanas de moda. Pensar a moda como uma função que faz parte de um todo e se ela muda é por que algo na totalidade também mudou. Se identificarmos uma mudança muito brusca na moda é que algo no mundo mudou e é isso que tem que ser pensado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[   LÉVI-STRAUSS]]></title>
<link>http://misiglo.wordpress.com/2009/11/04/levi-strauss/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 09:21:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>jjulio</dc:creator>
<guid>http://misiglo.wordpress.com/2009/11/04/levi-strauss/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;La invención de la melodía es el supremo misterio de las ciencias humanas&#8221;. Esta frase ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-11975" title="LEVI STRAUSS.-BB.-foto Daniel Mordzinski.-EFE" src="http://misiglo.wordpress.com/files/2009/11/levi-strauss-bb-foto-daniel-mordzinski-efe.jpg" alt="LEVI STRAUSS.-BB.-foto Daniel Mordzinski.-EFE" width="500" height="331" />&#8220;<em>La invención de la melodía es el supremo misterio de las ciencias humanas&#8221;.</em> Esta frase de <strong><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Claude_L%C3%A9vi-Strauss">Lévi-Strauss</a></strong>, repetida muchas veces por<a href="http://es.wikipedia.org/wiki/George_Steiner"> <strong>Steiner</strong></a> en sus libros, asombraba al autor de &#8220;<strong>Gramáticas de la creación&#8221;.</strong></p>
<p>En 1967, las <em>Conversaciones</em> de &#8220;<strong>L´Express</strong>&#8221; con diversos intelectuales del mundo recogieron, entre otras, estas declaraciones del pensador recientemente fallecido: &#8220;<em>Es posible que nuestro mundo camine hacia un cataclismo o</em> <em>hacia una guerra atómica que extermine a las tres cuartas partes de la humanidad. En ese caso, el cuarto restante se encontrará en unas condiciones de vida bastante parecidas a las de las sociedades que estudiamos. Pero, incluso si se descarta esta hipótesis, podemos preguntarnos si nuestras sociedades, cada vez más grandes y cada vez más parecidas las unas a las otras, no tienden a recrear en su propio seno ciertas diferencias, centradas sobre ejes diferentes a los que ahora presiden el desarrollo de las similitudes</em>.&#8221;.</p>
<p>La mezcla de ideas materialistas, marxistas y freudianas llevó a <strong>Lévi-Strauss</strong> a una antropología que fue calificada por muchos como &#8220;antihumana&#8221;, entre otras cosas por la disolución que supone de la persona. <strong>Emmanuel <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Emmanuel_L%C3%A9vinas">Lévinas</a></strong>, filósofo del <strong>Otro</strong> y del <strong>Rostro</strong>,  <a href="http://misiglo.wordpress.com/2008/09/11/rostros-nacimientos/">al cual me he referido</a> más de una vez en <a href="http://misiglo.wordpress.com/2007/09/14/los-rostros-de-la-tele/"><strong>Mi Siglo</strong></a><strong>, </strong>declaró sobre <strong>Lévi-Strauss</strong>: &#8220;<em>El ateísmo moderno no es la negación de Dios, es el indiferentismo absoluto de</em> &#8220;<strong>Tristes trópicos</strong>&#8220;. <strong>Lévinas</strong> denuncia el lenguaje reducido a un sistema de signos, la formalización matemática. &#8220;<em>El pensamiento</em> <em>contemporáneo se quiere mover así en un ser sin trazas humanas, donde la subjetividad ha perdido su sitio, en medio de un paisaje espiritual que se puede comparar a aquel que se ofrece a los astronautas que, al llegar los primeros, ponen su pie sobre la luna donde la tierra misma se muestra deshumanizada&#8221;.</em></p>
<p>Recuerdan de algún modo estas frases de<strong> Lévinas</strong> las declaraciones que <strong>Heidegger</strong> hiciera a la revista <strong>Spiege</strong>l en 1966 mostrando su recelo ante ciertas actitudes del mundo actual: &#8220;<em>Todo funciona</em> &#8211; decía <strong>Heidegger</strong> -. <em>Esto es</em> <em>precisamente lo inhóspito, que todo funciona y  que el funcionamiento lleva siempre a más funcionamiento y que la técnica arranca al hombre de la tierra cada vez más y lo desarraiga. No sé si usted estaba espantado, pero yo desde luego lo estaba cuando vi las fotos de la Tierra desde la Luna. No necesitamos bombas atómicas, el desarraigo del hombre es un hecho. Sólo nos quedan puras relaciones técnicas. Donde el hombre vive ya no es la Tierra</em>&#8220;.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11989" title="cielo.-121.-por Cornelia Parker.-Galeria Carles Taché.-photogrfie.-artnet" src="http://misiglo.wordpress.com/files/2009/11/cielo-121-por-cornelia-parker-galeria-carles-tache-photogrfie-artnet.jpg" alt="cielo.-121.-por Cornelia Parker.-Galeria Carles Taché.-photogrfie.-artnet" width="500" height="328" /></p>
<p>(<em>Imágenes:-1.-Claude Lévi-Strauss.-foto Daniel Mordzinski.-EFE/ 2.-&#8221;Einstein abstract&#8221;.-1999.-foto Cornelia <a href="http://www.artnet.de/Galleries/Artists_detail.asp?G=&#38;gid=1029&#38;which=&#38;aid=691491&#38;ViewArtistBy=online&#38;rta=http://www.artnet.de">Parker</a>.-<a href="http://www.artnet.de/gallery/1029/galeria-carles-tach.html">Galería Carles Taché</a>.-artnet)</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Murió Claude Lévi-Strauss ]]></title>
<link>http://lucasemece.wordpress.com/2009/11/03/murio-claude-levi-strauss/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 23:51:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucasemece</dc:creator>
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<description><![CDATA[El antropólogo francés Claude Lévi-Strauss murió en la madrugada del domingo, según confirmó hoy la ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignleft" src="http://farm3.static.flickr.com/2030/2504830357_acc5ee0c8f.jpg" alt="" width="476" height="320" />El antropólogo francés Claude Lévi-Strauss murió en la madrugada del domingo, según confirmó hoy la Académie Française. El 28 de noviembre habría cumplido 101 años. Los cuatro tomos de sus “Mitológicas” constituyeron una de las obras más decisivas y originales de la antropología del siglo XX.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Creador de la corriente estructuralista de las ciencias sociales, falleció el sábado a los cien años, informaron hoy voceros de la editorial Plon, aunque no ofrecieron detalles sobre las causas o el lugar del deceso.</p>
<p style="text-align:justify;">Lévi-Strauss habría cumplido 101 años el 28 de noviembre y dada su edad no participó el año pasado de los años conmemorativos por su centenario, aunque se encontraba lúcido y en buen estado de salud, según informaron allegados al antropólogo.</p>
<p style="text-align:justify;">Nacido en Bruselas, en el seno de una familia judía, que enseguida se trasladó a París, Lévi-Strauss se licenció en filosofía y derecho en La Sorbona.</p>
<p style="text-align:justify;">Tras ejercer como profesor en Francia, aceptó un puesto en la Universidad de San Pablo, una decisión crucial ya que allí se despertó su pasión por la antropología al estudiar las culturas indígenas del Mato Grosso y de la Amazonia.</p>
<p style="text-align:justify;">Según sus propias palabras, &#8220;me convertí en antropólogo por pura casualidad, no porque me interesara la antropología, sino porque quería huir de la filosofía&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante la Segunda Guerra Mundial, en 1941, exiliado en los Estados Unidos, tomó contacto con las teorías estructuralistas del lingüista Roman Jakobson que ejercieron una gran influencia en él y así es como desde ese momento abogó por una antropología estructural.</p>
<p style="text-align:justify;">El antropólogo francés revalorizó conceptos como raza, cultura y progreso y su tesis de que el ser humano está subordinado inconscientemente a sistemas estructurales ha marcado toda su obra.</p>
<p style="text-align:justify;">También, Lévi-Strauss analizó las costumbres de las etnias y trató de detectar las estructuras de ritos y mitos.</p>
<p style="text-align:justify;">Su punto de partida fue que el hecho de que determinadas ceremonias aparecían una y otra vez en pueblos totalmente diferentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Su trabajo puso en evidencia, para conmoción de sus pares más conservadores, que los sistemas sociales de las etnias primitivas muchas veces eran más complejos que los nuestros.</p>
<p style="text-align:justify;">La prohibición del incesto, que a su juicio se hallaba implícito en el entramado de las relaciones sociales y de parentesco tanto de las sociedades primitivas como de las modernas, constituyó su estudio más famoso.</p>
<p style="text-align:justify;">Regresó a Francia en 1948 y fue profesor de religiones comparadas en la Sorbona y de Antropología Social en el Colegio de Francia: los cursos que dictó allí entre 1959 y 1982 los reunió en el libro &#8220;Palabra Dada&#8221;, publicado en 1984.</p>
<p style="text-align:justify;">El antropólogo manifestó sus reservas frente al progreso: &#8220;Lo que los viajes nos muestran en primer lugar es la suciedad con la que manchamos el rostro de la humanidad&#8221;, escribió en &#8220;Tristes Trópicos&#8221;.<br />
<img class="alignright" src="http://olamtagv.files.wordpress.com/2008/11/cls.jpg?w=217&#038;h=217" alt="" width="217" height="217" /><br />
Con la mirada puesta en los problemas y deficiencias de los tiempos modernos, Lévi-Strauss insistió una y otra vez en que &#8220;hay algunas cosas que perdimos y que quizá deberíamos intentar recuperar&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Enemigo de los viajes, Lévi-Strauss comentó también que &#8220;hay personas que viven dos o tres años con un pueblo y lo pueden observar. Yo no. Comencé a interesarme por la antropología cuando se había acumulado tantísimo material, que ya no se podía utilizar. Había que poner orden urgentemente. Y por eso comencé a escribir&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre otras obras, publicó Las estructuras elementales del parentesco (1949), Tristes trópicos (1955), Antropología estructural (1958 y 1973), &#8220;El pensamiento salvaje&#8221; y &#8220;El totemismo en la actualidad&#8221; (1962).</p>
<p style="text-align:justify;">Además, aplicó el estructuralismo al estudio de los mitos (&#8220;Tristes tópicos&#8221;, 1955; serie Mitológicas, 1964-1986: &#8220;Lo crudo y lo cocido&#8221;, &#8220;De la miel a las cenizas&#8221;, &#8220;El origen de las maneras de mesa&#8221;, &#8220;El hombre desnudo y La alfarera celosa&#8221;).</p>
<p style="text-align:justify;">Entre sus últimas publicaciones, cabe destacar también &#8220;Los símbolos y sus dobles&#8221; (1989) e &#8220;Historia de Lynx&#8221; (1991)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Claude Levy Strauss: cem anos de existência...]]></title>
<link>http://esestarreja.wordpress.com/2009/11/03/claude-levy-strauss-cem-anos-de-existencia/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 23:31:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>esestarreja</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8230;(&#8230;) Numa entrevista em 2005, Lévi-Strauss disse: &#8220;Dirigimo-nos para uma espécie d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.publico.pt/Mundo/morreu-claude-levistrauss_1408137">&#8230;(&#8230;) Numa entrevista em 2005, Lévi-Strauss disse: &#8220;Dirigimo-nos para uma espécie de civilização à escala mundial (&#8230;) Estamos num mundo a que já não pertenço. Aquele que conheci, aquele de que gostei, tinha 1500 milhões de habitantes. O mundo actual tem seis mil milhões de humanos. Já não é o meu.&#8221;(&#8230;)<br />
</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lévi-Strauss morreu. Quem? Tristes Trópicos ...]]></title>
<link>http://mamcasz.wordpress.com/2009/11/03/levi-strauss-morreu-quem-tristes-tropicos/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 21:11:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>MAMCASZ</dc:creator>
<guid>http://mamcasz.wordpress.com/2009/11/03/levi-strauss-morreu-quem-tristes-tropicos/</guid>
<description><![CDATA[                       Na sexta, postei “ A puta loira da Uniban. E se fosse negra?”                ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">                       Na sexta, postei “ A puta loira da Uniban. E se fosse negra?”</p>
<p style="text-align:justify;">                      Aliás, no plantão de Finados, alertei três colegas,  mulheres,  jornalistas,  diplomadas,  que falavam mal da estudante que foi com vestido curto para a aula na Uniban.</p>
<p style="text-align:justify;">                     Diziam, eufóricas, em uníssono:</p>
<p style="text-align:justify;">                      &#8211; Uma puta mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">                    Daí eu tive que, meio assim deseducadamente,   lembrar que ela tinha ido de ônibus, 40 minutos em pé, sem qualquer problema, antes de chegar à faculdade de merda, a UNIBAMBI.</p>
<p style="text-align:justify;">                    Então, completei:</p>
<p style="text-align:justify;">                    &#8211; Vocês mulheres devem tomar mais cuidado quando atacam uma mulher deste jeito. Parece até que estão defendendo os bandeirantes (homens e mulheres) que partiram pro estupro coletivo.</p>
<p style="text-align:justify;">                      &#8211; Não, Mamcasz, qué isso.</p>
<p style="text-align:justify;">                     Moral.</p>
<p style="text-align:justify;">                     Uma das três, concursada nova,  jornalista iniciante, já desanimada da vida, apesar de jovem,  é formada nesta tal de Uniban.</p>
<p style="text-align:justify;">                    Mas, prosseguindo.</p>
<p style="text-align:justify;">                   No post de sexta, 30 de outubro, lá pelas tantas falei, e repito  aqui pras meninas da Rádio Nacional que defendem o estupro moral da menina da Uniban:</p>
<p style="text-align:justify;">                  <strong> <em><span style="color:#0000ff;"> &#8221; Bons tempos os meus quando, na universidade, a gente brigava era mesmo para fumar unzinhos, paquerar à vontade, até surubar, mas sem ficar vidrado, tomar banho de rio todo mundo pelado, topar topless na praia e, de vez quando, até se meter na política, discutir Sartre, Levi-Strauss e os escambaus. &#8220;</span></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">                      Pois não é que no sábado o diabo do Claude Lévi-Strauss morreu, aos cem anos de idade? Parece até fantasma &#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">                      Em 1934, ele passou três anos no Brasil, viajando e dando aulas na USP (atenção, eu disse USP, não disse UNIBAMBI).</p>
<p style="text-align:justify;">                      No meu tempo de universitário, na ECO-UFRJ, no Rio, nos fundos do Pinel, na Praia Vermelha, o máximo era fumar unzinho, agarrar umas minas mas sem grudar, ter barba largada mas sem ser petista que nem existia, o lance mesmo era ser Libelú (???) e levar no sovaco um velho livro do Lévi-Strauss chamado “Tristes Trópicos”.</p>
<p style="text-align:justify;">                     <img class="aligncenter size-full wp-image-836" title="tristes tropicos - capa" src="http://mamcasz.wordpress.com/files/2009/11/tristes-tropicos-capa.jpg" alt="tristes tropicos - capa" width="147" height="225" /> </p>
<p style="text-align:justify;">                    Então, em homenagem aos Strauss e escambaus, aconselho ao estulto aí  ler este trecho do livro Tristes Trópicos pensando nos <a href="mailto:energúmeno@s">energúmen@s</a> da UNIBAMBI que detestam mulher bonita de vestido curto.<br />
                    Assim falou Lévi-Strauss sobre a nudez das brasileiras nhambiquaras:</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;"><em><span style="color:#0000ff;"><strong>                   &#8220; Povos que vivem completamente nus não ignoram o que chamamos de pudor: deslocam seu limite. Entre os índios do Brasil,   este parece se situar não entre um grau e outro de exposição do corpo, mas, de preferência, entre a tranquilidade e a agitação&#8221;  .  </strong></span></em></span><span style="color:#ff0000;"><em><span style="color:#0000ff;"><strong> </strong></span></em></span></p>
<p style="text-align:justify;">                      Puta que pariu.</p>
<p style="text-align:justify;">                      Está na página 270 na edição da Companhia das Letras.<br />
                      E só pra fechar o caixão do Lévi-Strauss de vez,  escute este trecho de uma antiga canção, também intitulada Tristes Trópicos, com letra e música do grande negro Itamar Assumpção (quem? porra, dá licença, mano!):</p>
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#0000ff;"><strong>&#8221; O trópico tropica</strong></span></em></p>
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#0000ff;"><strong>Emaranhado no trambique</strong></span></em></p>
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#0000ff;"><strong>A treta frutifica</strong></span></em></p>
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#0000ff;"><strong>E tritura todo o pique</strong></span></em></p>
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#0000ff;"><strong>A trapaça trina e troa</strong></span></em></p>
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#0000ff;"><strong>E extrapola cada dique. &#8220;</strong></span></em></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;">                       Outra vez:</span></span></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;">                      Puta que pariu. </span></span><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;"><br />
</span> </span><br />
<a href="http://mamcasz.wordpress.com/2009/10/30/a-puta-loira-da-uniban-e-se-fosse-negra/"><span style="color:#0000ff;"><strong>http://mamcasz.wordpress.com/2009/10/30/a-puta-loira-da-uniban-e-se-fosse-negra/</strong></span></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Falleció Claude Lévi-Strauss]]></title>
<link>http://mymanuel.wordpress.com/2009/11/03/fallecio-claude-levi-strauss/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 19:47:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dr. House</dc:creator>
<guid>http://mymanuel.wordpress.com/2009/11/03/fallecio-claude-levi-strauss/</guid>
<description><![CDATA[El antropólogo y filósofo francés Claude Lévi-Strauss, uno de los intelectuales europeos más influye]]></description>
<content:encoded><![CDATA[El antropólogo y filósofo francés Claude Lévi-Strauss, uno de los intelectuales europeos más influye]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tristes Trópicos: um livro para quem quer conhecer o Brasil.]]></title>
<link>http://trevodotalvez.wordpress.com/2009/11/03/tristes-tropicos-um-livro-para-quem-quer-conhecer-o-brasil/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 19:16:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Geraldo Teixeira</dc:creator>
<guid>http://trevodotalvez.wordpress.com/2009/11/03/tristes-tropicos-um-livro-para-quem-quer-conhecer-o-brasil/</guid>
<description><![CDATA[Dia 20 de agosto de 2008, publiquei aqui neste Trevo do Talvez um post cujo título, reproduzido adia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Dia 20 de agosto de 2008, publiquei aqui neste <strong>Trevo do Talvez </strong>um <em>post</em> cujo título, reproduzido adiante, resume o impacto que me causou, em 1985, o panorama desolador de uma região às margens da Estrada do Cerne, no Paraná.</p>
<div id="attachment_867" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><img class="size-full wp-image-867" title="Levi-Strauss" src="http://trevodotalvez.wordpress.com/files/2009/11/levi-strauss1.jpg" alt="Levi-Strauss" width="150" height="200" /><p class="wp-caption-text">Lévi-Strauss: “Cultura designa enriquecimento esclarecido do juízo e da capacidade de distinção”.</p></div>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Se Claude Lévi-Strauss</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>revisitasse os </em></strong><em>Tristes Trópicos<strong></strong></em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>morreria de desgosto. *</em></strong></p>
<p>Ainda habitada por grupos indígenas descendentes daqueles com os quais o etnólogo manteve contato, na década de 1930 a cobertura vegetal tornava a região digna do adjetivo exuberante.</p>
<p>São quase 16 horas de 3-11-2009; acabo de tomar conhecimento da morte dele, ocorrida no último sábado, 1, em Paris. Sei que estava prestes a completar 101 anos, pois encerro o referido <em>post</em> informando que em novembro ele completaria um século de vida.</p>
<p>Antes de tudo, motiva-me escrever este novo <em>post</em> minha profunda admiração por ele enquanto pessoa e por tudo que acrescentou ao patrimônio cultural da humanidade.</p>
<p>Outra razão é a oportunidade de agradecer ao cineasta paraibano Vladimir Carvalho que, informado por mim de que meu objetivo principal ao me mudar de Salvador para Brasília, em 1977, era conhecer o Brasil, me presenteou com a seguinte indicação bibliográfica:</p>
<p>- Para conhecer o Brasil comece lendo <strong>Casa Grande &#38; Senzala</strong>, <strong>Os Sertões</strong> e <strong>Tristes Trópicos</strong>.</p>
<p>Transmito esta indicação especialmente às l.035 pessoas que até hoje acessaram o <em>post</em> deste <strong>Trevo do Talvez</strong> que tem por título a seguinte pergunta:</p>
<p>Você se considera uma pessoa culta?</p>
<p><em>*</em><em> Sei que em algum momento da década de 1990 Lévi-Strauss esteve aqui no Brasil. Algumas das declarações dele a respeito de lugares que pôde rever superficialmente corroboraram a impressão que tive às margens da Estrada do Cerne e que registrei  como se fosse um haicai.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[...Tristes Trópicos ... Tristes Pérdidas ... ]]></title>
<link>http://islasdelpacifico.wordpress.com/2009/11/03/tristes-tropicos-tristes-perdidas/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 17:30:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Javier R. Miró de Mesa</dc:creator>
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<description><![CDATA[Claude Lévi-Strauss etnólogo francés nacido en Bruselas en 1908, ha fallecido hoy a los 100 años. Lé]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/_Vg4Jx3wzo4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/_Vg4Jx3wzo4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#99ccff;">Claude Lévi-Strauss etnólogo francés nacido en Bruselas en 1908, ha fallecido hoy a los 100 años. Lévie Strauss fue fundador de la antropología estructural e introductor en las ciencias sociales del enfoque estructuralista basado en la lingüística estructural de Saussure. Una de sus obras más conocidas<em> Tristes Trópicos</em> publicado en 1955, fue escrito después de realizar viajes por medio mundo, destacando sus expediciones científicas al Mato Grosso y Amazonia (Brasil) y a tribus indias de America del Norte. Tangata O Te Moana Nui muestra este pequeño homenaje a uno de los intelectuales más influyentes del siglo XX, tanto en el ámbito de la antropología como fuera de ella. através de este video que muestra una extraordinaria entrevista con Claude Lévi-Strauss.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[roma interrompida, argan]]></title>
<link>http://cosmopista.wordpress.com/2009/10/02/roma-interrompida/</link>
<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 22:12:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulo miyada</dc:creator>
<guid>http://cosmopista.wordpress.com/2009/10/02/roma-interrompida/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;É mais fácil projetar as cidades do futuro do que as do passado. Roma é uma cidade interrompi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8220;É mais fácil projetar as cidades do futuro do que as do passado. Roma é uma cidade interrompi]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MAO 2014 ]]></title>
<link>http://superficiedomundo.wordpress.com/2009/08/31/mao-2014/</link>
<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 23:16:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>laufranco</dc:creator>
<guid>http://superficiedomundo.wordpress.com/2009/08/31/mao-2014/</guid>
<description><![CDATA[No twitter de um órgão público hoje: Audiência pública, dia 4, às 16h, na UEA, sobre mobilidade urba]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No twitter de um órgão público hoje:</p>
<blockquote><p>Audiência pública, dia 4, às 16h, na UEA, sobre mobilidade urbana vai abordar critérios de seleção do modo de transporte de Manaus na Copa.</p></blockquote>
<p>É piada? Fico cá eu pensando com minha cabecinha de melão&#8230; &#8220;o que será de MAO depois dessa Copa?&#8221;&#8230;</p>
<p>Vai parecer a Lisboa de Saramago, quando todo mundo fica cego em &#8220;Ensaio sobre a cegueira&#8221;.</p>
<p>Ou então eu já imagino a cena: ônibus supernovos bonitinhos, ultramodernos circulando pelas limpas, aplainadas e recém asfaltadas  ruas da cidade&#8230; aí o nativo do triste trópico equatoriano sem dinheiro no bolso, mas com seu inseparável cartão passa-fácil, sobe o primeiro degrau e lá vem de imediato o certeiro pé-na-bunda, desferido pelo sempre simpático e alegre cobrador:</p>
<p>- Ô, mermão, te manca, é só turista aqui ó&#8230;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tristes Trópicos...]]></title>
<link>http://milifreitas15.wordpress.com/2009/07/31/triste-tropicos/</link>
<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 19:57:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miliane de Freitas</dc:creator>
<guid>http://milifreitas15.wordpress.com/2009/07/31/triste-tropicos/</guid>
<description><![CDATA[Saudades de escrever&#8230; Fui tomada pelo mal que atinge o século, não, não é a Gripe Suína, é a p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-29" title="logo3" src="http://milifreitas15.wordpress.com/files/2009/07/logo31.png" alt="logo3" width="390" height="95" /></p>
<p><span style="color:#808080;">Saudades de escrever&#8230; Fui tomada pelo mal que atinge o século, não, não é a Gripe Suína, é a preguiça&#8230; Desculpem, tentarei não repetir esse erro.. .(Sic)</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Dia desses estava lendo, não consigo recordar onde, sobre a triste história do nosso Congresso, do nosso Senado, enfim da nossa Política&#8230;Não sou partidária a nenhuma legenda, me interesso por política como qualquer ser humano normal, que por ela é influenciado, mais a podridão em que nos encontramos é vergonhosa.</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Claro que o Mensalão e seus dólares na cueca, me fizeram regurgitar, porém agora&#8230;. está difícil acreditar, que certos Senadores, certos políticos, são pessoas superiores a mim e a você, nobre leitor (ou eleitor),  ver o abraço caloroso que o nosso atual  Presidente deu em Fernando Collor (alguém além de mim,  lembra dos discursos do Lula na época do Impeachment? Creio que não né!)</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Diante deste escândalo do Sarney, como nosso Presidente pode dizer, que não é problema dele o que está acontecendo, e se o problema não for dele é de quem? Como ele pode, depois de todos esses atos secretos dizer que Sarney “tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”.</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Em uma coisa eu concordo com Lula, Sarney realmente não é um qualquer, merece tratamento especial, bem mais rigoroso que o habitual.</span></p>
<p><span style="color:#808080;">E o que nós, filhos desta pátria mãe, as vezes nem tão gentil, fazemos?</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Nada, absolutamente nada, escrevemos em nosso Blogs, em nossas colunas e &#8230; nada, onde estão os Jovens Caras Pintadas? Onde estão os eleitores de Lula e de sua &#8220;corja&#8221;? Onde estão os panelaços, as passeatas?<br />
</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Resposta: Apatia total,continuamos sentados, assistindo Tv, como se isso tudo que está acontecendo, não fosse em nosso País. Neste lado da linha do Equador, nestes trópicos existem apenas duas coisas que nos motivam a ir pra rua, duas coisas que nos fazem colocar a cara pra bater: Carnaval e Futebol.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#808080;">O título do post de hoje é também título do livro de Claude Lévi-Strauss, etnógrafo/antropólogo/filósofo, franco-belga morou no Brasil entre 35 e 39, como integrante do time de professores franceses contratado para dar início à USP (Universidade de São Paulo). <em>Tristes Trópicos <span style="color:#888888;">(</span></em></span><em><span style="color:#888888;">http://www.4shared.com/file/65005975/c2890da0/Levi-Strauss_Claude_-_Tristes_Trpicos.html?s=1)</span></em><span style="color:#808080;"><em>,</em> um livro que, além de etnográfico/antropológico/filosófico, é também – e sobretudo – uma obra-prima da literatura, constitui-se no relato, escrito vinte anos depois, da experiência brasileira do autor. Não se sabe o porquê do título do livro, mais este tópico não poderia ter um nome, mas adequado.</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Não consegui achar um site sobre Lévi-Strauss, só algumas páginas&#8230; Bem abaixo a que eu achei, mas interessante:</span></p>
<p><span style="color:#808080;"> </span></p>
<p><span style="color:#808080;">http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u642.jhtm</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Sempre os deixo com uma frase, hoje os deixarei com um pequeno texto do site Fora Sarney<span style="color:#888888;">(</span></span><span style="color:#888888;">www.forasarney.com</span><span style="color:#888888;">)</span><span style="color:#808080;">&#8230; achei o máximo&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#993366;"><strong>José Sarney </strong>é o símbolo de um Brasil atrasado e explorador.</span></p>
<p><span style="color:#993366;"><strong>José Sarney</strong> é um coronel do sertão, que transformou pedaços do país em propriedade familiar, particular e privada.</span></p>
<p><span style="color:#993366;"><strong>José Sarney</strong> é um sinhozinho que faz do espoliado povo do Maranhão e do Amapá um curral eleitoral pra ficar no poder.</span></p>
<p><span style="color:#993366;"><strong>José Sarney</strong> é a expressão viva do pensamento escravocrata que impede a modernização do Maranhão, Amapá e do Brasil.</span></p>
<p><span style="color:#993366;"><strong>José Sarney</strong> é um câncer político que precisa ser extirpado da vida pública brasileira.</span></p>
<p><span style="color:#993366;"><strong>José Sarney</strong> é traste político!</span></p>
<p><span style="color:#993366;"><strong>José Sarney</strong> é um incomodo.</span></p>
<p><span style="color:#993366;"><strong>José Sarney</strong> é motivo de vergonha internacional!</span></p>
<p><span style="color:#993366;">Agora, que fique bem claro:</span></p>
<p><span style="color:#993366;">a saída de Sarney não vai significar o fim imediato das mazelas nacionais!</span></p>
<p><span style="color:#993366;">Há outros como ele, e talvez pior que ele, ocupando cargos públicos no comando do país.</span></p>
<p><span style="color:#993366;">Basta de cidadãos privilegiados perante a lei. Queremos uma nação onde todos sejam iguais diante da Justiça!</span></p>
<p><span style="color:#993366;"> </span><span style="color:#808080;"> Até<br />
</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trópicos Tristes]]></title>
<link>http://blogmatias.org/2009/05/13/tropicos-tristes/</link>
<pubDate>Wed, 13 May 2009 18:43:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>jotamatias</dc:creator>
<guid>http://blogmatias.org/2009/05/13/tropicos-tristes/</guid>
<description><![CDATA[Verdeee usa pop art para dizer que os trópicos podem ser melancólicos Matéria reproduzida do Jornal ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="texto_aberto" style="text-align:right;">
<h2>Verdeee usa pop art para dizer que os trópicos podem ser melancólicos</h2>
<p><em>Matéria reproduzida do Jornal da Paraíba e assinada por Astier Basílio.</em></div>
<div>
<div>Está em cartaz no <span style="text-decoration:underline;">Hall de Exposições da Energisa, em João Pessoa, a exposição Tristes Trópicos, de autoria do artista plástico Thiago Verdeee</span> que tem como base para suas obras o trabalho com estêncil, molde vazado de um desenho ou ilustração.</div>
<div>.</div>
<div>A influência principal do artista é o pop art dos anos 1970. Dentre as influências, Verdeee cita os artistas Robert Rauschenberg e Jasper Johns, além da brasileira Robert Rauschenberg. Mas, quando se veem as cores e o tom adotado nos quadros por Verdeee, como no que recria a fotografia clássica de Billie Holiday, fica muito difícil não se lembrar das serigrafias do paraibano Dyógenes Chaves, além de ecos, da referência maior de ambos, Andy Warhol.</div>
<div>.</div>
<div>Verdeee, apesar de jovem, prefere trabalhar sua arte a partir de ícones de gerações passadas. <span style="text-decoration:underline;">O título da exposição inspira-se em um livro de meio século atrás, Tristes Trópicos, de Lévi-Strauss</span>. “Me apropriei um pouco do título porque as pessoas estão sempre relacionando os trópicos e o sol como coisas felizes, e minha visão particular com relação a essas citações é bastante melancólica”.</div>
<div>.</div>
<div>O flerte com o passado não para. Uma das principais inspirações de Verdeee é a Tropicália. O artista conta que também tem incursões pela música eletrônica. “A música foi o caminho de tudo para que eu desse início à minha arte, desde as capas dos discos até as próprias canções. Com relação à Tropicália, Caetano Veloso foi essencial para a influência das cores em minhas obras”.</div>
<div>.</div>
<div>Além dos rostos conhecidos da cultura pop, como a atriz Audrey Hepburn, alguns amigos de Verdeee são utilizados feito “cobaias” no seu processo criativo. Verdeee também se utiliza  de colagens e grafitagem.  Atuando com artes plásticas há dez anos, Verdeee ano passado ficou em 3º lugar no Salão de Novos Artistas Plásticos, promovido pelo Sesc.</div>
<div>.</div>
<div>Para quem quiser conferir <span style="text-decoration:underline;">a exposição Tristes Trópicos</span>, o trabalho fica em cartaz de segunda a sexta no horário das 7h30 às 17h30. A entrada é franca.</div>
</div>
<div style="text-align:right;">.</div>
<div style="text-align:right;"><em>Fonte: Jornal da Paraíba (13/05)</em></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tristes trópicos]]></title>
<link>http://juborges.wordpress.com/2009/03/31/tristes-tropicos/</link>
<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 05:04:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>juborges</dc:creator>
<guid>http://juborges.wordpress.com/2009/03/31/tristes-tropicos/</guid>
<description><![CDATA[Sobretudo, indagamo-nos: o que viemos fazer aqui? Com que esperança? Com que dificuldade? Meus condi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote><p>Sobretudo, indagamo-nos: o que viemos fazer aqui? Com que esperança? Com que dificuldade? Meus condisípulos mais ajuizados que se inclinaram para a política hoje eram deputados, em breve, ministros. Quanto a mim, eu corria os desertos perseguindo detritos da humanidade. Quem ou o que me levara, afinal, a jogar pelos ares o curso normal da minha vida? Era um estratagema, um hábil desvio destinado a me permitir a reintegração em minha carreira com vantagens suplementares e que seriam levados em conta? Ou minha decisão expressava uma incompatibilidade profunda com meu grupo social, do qual, acontecesse o que acontecesse, eu estaria fadado a viver cada vez mais isolado? Por um paradoxo singular, minha vida aventureira mais me devolvia o antigo univreso do que me abria um novo, ao passo que este que eu pretendia dissolvia-me entre meus dedos. Assim como os homens e as paisagens a cuja conquista eu partira perdiam, quando eu os possuía, o significado que eu esperava, assim também a essas imagens decepcionantes, conquanto presentes, substituiam-se outras, guardadas por meu passado e às quais eu não dera nengum valor quando ainda pertenciam à realidade que me cercava.</p>
<p>Semanas a fio, naquele planalto do Mato Grosso, eu vivera obcecado, não pelo que me rodeava, mas por uma melodia muito batida que minha lembrança empobrecia ainda mais: a do Estudo número 3, opus 10, de Chopin, no que, por um escárnio cuja amargura também me sensibilizava, parecia resumir tudo o que eu deixara atrás de mim.</p></blockquote>
<p>Tristes Trópicos, Lévi-Strauss</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TRISTES TRÓPICOS]]></title>
<link>http://larazonetica.wordpress.com/2009/02/09/tristes-tropicos/</link>
<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 21:33:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>YUDUBAI</dc:creator>
<guid>http://larazonetica.wordpress.com/2009/02/09/tristes-tropicos/</guid>
<description><![CDATA[El título es magnífico, pero no me pertenece. Os dejo aquí una obra monumental, que leí hace muchos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>El título es magnífico, pero no me pertenece. Os dejo aquí una obra monumental, que leí hace muchos años, escrita por el antropólogo Claude Lévi-Strauss. Mi objetivo es proponeros la lectura de las cinco bellísimas primeras páginas del libro, que tratan de viajes, aventura, dolor y mundos perdidos.</p>
<p>Hablamos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NOVELA TRISTES TRÓPICOS]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/2008/12/08/novela-tristes-tropicos/</link>
<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 12:49:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.wordpress.com/2008/12/08/novela-tristes-tropicos/</guid>
<description><![CDATA[A Alessandra Carvalho &#8211; Lain do blog Karapanã pediu para publicar aqui no blog e eu acho perti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A Alessandra Carvalho &#8211; Lain do <a href="http://karapana.wordpress.com/">blog Karapanã</a> pediu para publicar aqui no blog e eu acho pertinente pois o espaço da minha coluna na Revista da Folha de São Paulo é pequeno então editaram os links dos blogues que cito. Como aqui tenho bastante espaço, publico a coluna GLS do dia 07 de dezembro com os devidos links:</p>
<p><em>Cena 1 (escrita pelo designer <a href="http://www.marcosabino.com/blog/?p=3828">Marco Sabino em seu blog</a> sobre o lixo da juventude dourada): “Alguns pitboys agrediram o ator Marcello Novaes na boate 00 na Gávea no Rio de Janeiro. [Nenhum dos dois]  é gay, [...] mas a briga começou quando um amigo, que usava um pull [casaco] amarrado na cintura, foi alvo de gozação dos idiotas que tentaram ridicularizá-lo, insinuando que estava usando uma saia.<br />
O rapaz respondeu que não, mas aí a briga começou e Marcello Novaes, que veio em socorro ao amigo, acabou sendo ferido e levando mais de vintes pontos na testa”…</p>
<p>Cena 2 (escrita pelo editor de moda <a href="http://ultimamoda.folha.blog.uol.com.br/arch2008-12-01_2008-12-31.html">Alcino Leite em seu blog</a> citando um trecho de &#8220;Tristes Trópicos&#8221;,  de Claude Lévi Strauss sobre o luxo dos Bororo):<br />
[...] “Há que se entrar na casa-dos-homens para avaliar a atividade despendida por esses robustos rapazes em se embelezar: em todos os cantos, corta-se, modela-se, cinzela-se, cola-se; [...]. Com uma aplicação de costureira, os homens de físico de carregadores transformam-se mutuamente em pintinhos, graças à lanugem colada direto na pele&#8221;.</p>
<p>Cena 3: Pitboys invadem tribo indígena pra exterminar aqueles que usam elaboradas saias de penas, mas Santa Baby do Brasil aparece milagrosamente e explica, soletrando todas as letras que a vaidade dos índios é a mesma que eles cultivam seus músculos. E que aliás, eles são filhos bastardos das barbies, as primeiras gays no século 20 a massificar e divulgar a musculação. Confusas, as pitboys param de latir e umas até experimentam as saias, outras entretanto decidem encontrar suas mães em alguma boate bate-cabelo para pedir perdão. Choram descabeladas como quando Mariana Ximenes descobre quem era sua verdadeira progenitora!<br />
Fim.</em></p>
<p><img src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/12/garotos20fofos1.jpg" alt="garotos20fofos1" title="garotos20fofos1" width="299" height="263" class="alignnone size-full wp-image-1971" /></p>
<p><em>saia dessa encruzilhada!!!</em></p>
<p><img src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/12/indiopataxo2.jpg" alt="indiopataxo2" title="indiopataxo2" width="300" height="400" class="alignnone size-full wp-image-1972" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LÉVI-STRAUSS: SEXO, MENTE, ARTE, MÚSICA E PINGA]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/2008/11/28/levi-strauss-sexo-mente-arte-musica-e-pinga/</link>
<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 22:20:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.wordpress.com/2008/11/28/levi-strauss-sexo-mente-arte-musica-e-pinga/</guid>
<description><![CDATA[Lembro &#8211; quando você começa a lembrar muito é sinal que ficou véia &#8211; de Ismail Xavier em]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Lembro &#8211; quando você começa a lembrar muito é sinal que ficou véia &#8211; de Ismail Xavier em uma aula na ECA comentar que era engraçado como todos pensam o intelectual como alguém sem corpo, assexuado, como fosse apenas uma mente emitindo sinais sem pau como essas recentes revistas gays.<br />
<a href="http://djoh.wordpress.com/2008/11/25/meu-amor-pelos-intelectuais/">O Jorge Wakabara recentemente fez um post ótimo</a>, declarando sua queda [sexual] por Foucault. Personagem que eu também atenderia fácil assim como o Roland Barthes, já o Lévi-Strauss eu preferiria sair pra beber.<br />
Confira esse trecho divertido na Revista de Antropologia que Beatriz Perrone Moisés, em 1999, entrevista Lévi-Strauss.</p>
<p>Beatriz: O senhor gostava de pinga?<br />
Lévi-Strauss: <em>Ah, sim, gostava muito! E me lembro também, da fabricação, uma vez por semana, da rapadura, nas fazendas do interior, para o consumo dos peões, de seus filhos e de suas famílias, isso também tinha um cheiro e um gosto muito especiais.</em></p>
<p>Tipo mamava mesmo&#8230;</p>
<p>Mais um pouco dessa entrevista improvável: </p>
<p>Beatriz: No início do &#8220;Prólogo&#8221; a Saudades do Brasil o senhor se refere a uma memória olfativa das expedições pelo interior. De que outros odores o senhor se lembra?<br />
Lévi-Strauss: <em>Como se sabe, na época em que fui para o Brasil [1935], viajávamos de navio, não havia aviões, e os navios eram também cargueiros, e faziam muitas escalas [o navio em que veio Lévi-Strauss partiu de Marselha e fez escala em Barcelona, Cádiz, Argel, Casablanca e Dakar antes de aportar em Santos]. Nunca me esquecerei que, ao chegar — estávamos em alto mar havia dezenove dias, acho — e a primeira percepção que tivemos do Novo Mundo — ainda não se podia ver a costa — foi um cheiro. Um cheiro difícil de descrever, porque as associações são fáceis demais: cheiro de tabaco, cheiro de pimenta&#8230; enfim, tudo isso está ligado ao Novo Mundo, não sei se é exatamente isso. Mas é sem dúvida uma das dimensões da natureza brasileira, que não é apenas visual, ou tátil, é também olfativa.</em></p>
<p>Esse congraçamento de todos os sentidos faz muito sentido em um antropólogo que se deu a possibilidade de sair de seu quadrado e pensar em todas e muitas áreas. <a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/11/13/a-pixacao-e-a-arte-contemporanea/">Quando escrevi sobre a pixação na Bienal</a> traçei um parelelo de como a música erudita se manteve íntegra ao recusar a anarquia a qualquer preço e as artes plásticas [pelo menos a que hoje exerce vassalagens medonhas] se tornaram autoritárias e contraditórias no pior sentido dos meus 5 sentidos.<br />
Meu interlocutor Leo Seabra escreveu que &#8220;é preciso pontuar bem que discussão sobre arte, é sobre arte, musica é sobre musica&#8221;. Discordei dele de imediato pois estava falando de estética.<br />
Pois bem, Lévi-Strauss coloca mais lenha nessa discussão em entrevista de 1993 para o Caderno Mais da Folha</p>
<p>Folha: Em &#8220;Olhar, Escutar, Ler&#8221;, o senhor escreveu que há momentos na história da arte em que a qualidade estética diminui quando crescem o saber e a habilidade técnica. É o que acontece hoje?<br />
Lévi-Strauss: <em>Não. Quando escrevi isso, estava pensando na história da tapeçaria. A mais bela tapeçaria que conhecemos é a dos séculos em que o tapeceiro dispunha de número limitado de cores. Esse número de cores só aumentou nos séculos 18 e 19. Em vez de cem cores, hoje temos 10 mil ou 100 mil. A qualidade se enfraquece. O problema da arte moderna, ao menos nas artes plásticas, não é um enriquecimento dos meios técnicos, mas, ao contrário, um considerável empobrecimento. Isso é verdade para as artes plásticas, mas não para a música, que se torna cada vez mais erudita. Não gosto nem um pouco da música contemporânea, mas reconheço que ela é extremamente erudita.</em></p>
<p>Folha: Para que serve a crítica de arte hoje?<br />
Lévi-Strauss: <em>Desde sempre, o papel da crítica foi tanto traduzir, por meios literários, a emoção do espectador diante da obra, quanto tentar compreender justamente as razões e os mecanismos dessa emoção. O problema é que acho que hoje não existe mais arte. Há alguns modos de expressão, que continuamos chamando por nomes tradicionais &#8211; pintura, música, literatura -,mas creio que sejam outras coisas. Não são mais as mesmas artes. </em></p>
<p>Eis o papel da crítica, mas se pensarmos que no Brasil é feita por intelectuais, estudantes universitários, jornalistas que não mudaram muito a postura desde essa ótima descrição em &#8220;Tristes Trópicos&#8221; sobre os alunos do antropólogo na USP&#8230;</p>
<p><em>&#8220;Os estudantes queriam saber muito, porém apenas das teorias mais recentes. Nunca liam as obras originais, preferiam as publicações abreviadas e mostravam enorme entusiasmo pelos novos pratos. É uma questão de moda e não de cultura. Idéias e doutrinas não apresentavam aos seus olhos um valor intrínseco, eram apenas instrumentos de prestígio, cuja primazia deveriam obter. Partilhar uma teoria conhecida por outros era o mesmo do que usar roupa pela segunda vez. Uma concorrência encarniçada estabelecia-se com o fito da obtenção do modelo mais recente e mais exclusivo no campo das idéias&#8221;.</em></p>
<p>Agora com licença que eu vou tomar minha pinguinha em homenagem aos 100 anos do véio.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/6i7r3wn8ICw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/6i7r3wn8ICw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span><br />
<em>a boca banguela também canta</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O HOMEM QUE ODEIA A BAÍA DE GUANABARA FAZ 100 ANOS]]></title>
<link>http://dusinfernus.wordpress.com/2008/11/28/o-homem-que-odeia-a-baia-de-guanabara-faz-100-anos/</link>
<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 16:23:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>dusinfernus</dc:creator>
<guid>http://dusinfernus.wordpress.com/2008/11/28/o-homem-que-odeia-a-baia-de-guanabara-faz-100-anos/</guid>
<description><![CDATA[Lembro na faculdade de jornalismo de ler algum xerox de um trecho de algum livro de Claude Lévi-Stra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/11/claude-levi-strauss_machado1209828628.jpg"><img src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/11/claude-levi-strauss_machado1209828628.jpg" alt="claude-levi-strauss_machado1209828628" title="claude-levi-strauss_machado1209828628" width="496" height="306" class="alignnone size-full wp-image-1902" /></a><br />
Lembro na faculdade de jornalismo de ler algum xerox de um trecho de algum livro de Claude Lévi-Strauss &#8211; acho que foi um pedaço de &#8220;As Estruturas Elementares de Parentesco&#8221; &#8211; que passou meio batido como tudo que um curso básico pra ser jornalista passa. Aliás, é assim que se formava e se forma hoje os nossos queridos repórteres e posso bem dizer que sou fruto dessa salada de fruta que nunca se aprofunda em nada.<br />
Muito tempo depois, Gerson Oliveira, o hoje famoso designer da <a href="http://www2.uol.com.br/ovo/">Ovo</a>, falou que estava lendo um livro que era a minha cara, que era fantástico e que eu deveria lê-lo. Era &#8220;Tristes Trópicos&#8221;!<br />
Comecei a ler a autobiografia de Lévi-Strauss e sua viagem ao Brasil e digo que à princípio achei que Gerson estava tirando sarro da minha cara.<br />
Eita francesinho mal humorado (apesar de ter nascido na Bélgica. até hoje nunca entendi essa quantidade de francês nascido na Bélgica)! Ele conta que numas das paradas da viagem, talvez no Caribe (?) se não me engano, foi até a biblioteca para pesquisar algo e ficou horrorizado ao constatar que no banheiro, ao invés de papel higiênico, eles estavam usando folhas de livros da própria biblioteca. Pensei em parar, mas frases com muita contundência e longe do lugar comum me fizeram &#8211; graças à Deus &#8211; continuar.<br />
<em>&#8220;Odeio as viagens e os exploradores&#8221;</em>, diz ele um antropólogo que tem como objetivo viajar e conhecer culturas diferentes. Como assim? Essa sinceridade me comoveu e segui adiante.<br />
Fora o trecho clássico:<br />
<em>&#8220;Um espírito malicioso já definiu a América como sendo uma terra que passou da barbárie à decadência sem conhecer a civilização. Poderíamos com mais razão aplicar a fórmula às cidades do Novo Mundo: vão da frescura à decrepitude sem se deterem na antiguidade&#8221;</em>. Acho tão<a href="http://dusinfernus.wordpress.com/2008/11/25/pucci-que-pariu-a-ponte-gucci/"> Ponte Gucci</a>!!!!<br />
Ele odiou a Baía de Guanabara: <em>&#8220;O Pão de Açúcar, o Corcovado, todos esses pontos tão louvados parecem ao viajante que penetra na baía como tocos de dentes perdidos nos quatro cantos de uma boca banguela&#8221;</em>.<br />
Nesse ponto, a visão é tão pessoal e única que não podemos não respeitá-la mesma que não concordemos com ela. Eu por exemplo acho a Baía de Guanabara linda, mas adoro ele odiar esse mesmo lugar, desafia o coro dos contentes.<br />
Lévi-Strauss detestou tudo o que era da &#8220;mão civilizatória&#8221; no país, mas se encantou com o índios, descobriu com os bororos algo profundo. E essa é toda a grandeza do livro.<br />
É estranho hoje ser uma voz dissonante (ou pessoal), mas Lévi-Strauss ensina que sair do lugar comum às vezes é se acomodar a ele, não existe nada mais europeu no sentido clichê do que engrandecer os índios.<br />
Vejo muitos amigos mais jovens &#8211; os meus amados filhos e filhas de Britney &#8211; falando de uma tal crítica construtiva. Ao nominá-la, eles colocam em oposição aquilo que chamam de crítica negativa, &#8220;do mal&#8221;. Parece consenso porque até um jornalista do porte de Mario Mendes, um dia me escreveu dizendo sobre o Nucool que &#8220;depois ele [Mario Mendes] que era maldito&#8221;. Conhecendo um pouco do estilo de Mario, sei que ali era uma ironia sobre o estado das coisas e pessoas que acreditam que quem critica algo &#8220;é do mal&#8221;. Enfim, desmantela-se a crítica entre a do bem e a do mal.<br />
De fundo, isso faz parte de um mecanismo de festa de medalhas que vivemos hoje onde tudo é divino, maravilhoso e ai, de quem não achar ou algo é realmente horroroso (como os pixadores na Bienal, as quedas das Torres) e ai, de quem não achar. Vivemos o auge do lugar comum em todas as áreas. Pois o exercício do pensamento está cerceado por esse falso bom mocismo.<br />
Não existe crítica construtiva ou destrutiva, existe crítica, cabe ao interlocutor decidir se aquilo lhe interessa ou não, se lhe acrescenta ou não. E vamos tirar deus e o diabo dessa terra sem sol!<br />
<a href="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/11/395.gif"><img src="http://dusinfernus.wordpress.com/files/2008/11/395.gif" alt="395" title="395" width="500" height="380" class="alignnone size-full wp-image-1903" /></a><br />
<em>a boca banguela</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El antropólogo Claude Lévi-Strauss cumple hoy cien años]]></title>
<link>http://unbohemioburguesenmadrid.wordpress.com/2008/11/28/el-antropologo-claude-levi-strauss-cumple-hoy-cien-anos/</link>
<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 12:00:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>gabrielcruise</dc:creator>
<guid>http://unbohemioburguesenmadrid.wordpress.com/2008/11/28/el-antropologo-claude-levi-strauss-cumple-hoy-cien-anos/</guid>
<description><![CDATA[Los 100 años del padre del estructuralismo El antropólogo francés Claude Lévi-Strauss, considerado u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><a href="http://unbohemioburguesenmadrid.files.wordpress.com/2008/11/claude_levi-strauss1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1104" title="claude_levi-strauss1" src="http://unbohemioburguesenmadrid.wordpress.com/files/2008/11/claude_levi-strauss1.jpg" alt="claude_levi-strauss1" width="340" height="250" /></a>Los 100 años del padre del estructuralismo</strong></p>
<p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--><!--[if !mso]&#62;--></p>
<p>El antropólogo francés Claude Lévi-Strauss, considerado uno de los intelectuales más relevantes del siglo XX y el padre del enfoque estructuralista de las ciencias sociales cumple hoy 100 años de vida.</p>
<p>Lévi-Strauss, nació en Bruselas el 28 de noviembre de 1908 en el seno de una familia judía. Su padre, un judío agnóstico de origen alsaciano le educó en un ambiente artístico, aunque el joven Claude terminó cursando estudios de Derecho y Filosofía en la Sorbona de París.</p>
<p><strong>En la jungla brasileña entre los Bororo y los nambikwara<br />
</strong>Durante un tiempo ejerció como profesor de Filosofía hasta que recibió una invitación de Marcel Mauss, padre de la etnología francesa, para ingresar en el recién creado departamento de etnografía del <em>l’Institut d’Ethnologie </em>de 1926. Esta nueva vocación “le llevó a aceptar un puesto como profesor visitante en la universidad brasileña de Sao Paulo, de 1935 a 1939, estancia que le posibilitó llevar a cabo trabajos de campo en el estado amazónico de Mato Grosso y en la Amazonía. Allí realizó estancias esporádicas entre los bororo, los nambikwara y los tupi-kawahib, experiencias que le orientaron definitivamente como profesional de la antropología, campo en el que su trabajo aún hoy “sigue siendo válido para la mayoría de los antropólogos.”</p>
<p>Luego de su experiencia en Brasil regresa a Francia en 1939. Tras la rendición francesa durante la Segunda Guerra Mundial, logra huir y se traslada a Estados Unidos en donde trabaja como profesor visitante en la <em>New School for Social Research </em>de Nueva Yok. También por un breve espacio de tiempo ocupó el cargo de agregado cultural en la embajada francesa en Washington.</p>
<p><strong>En los Estados Unidos y la publicación de <em>Tristes Trópicos</em></strong></p>
<p>En los Estados Unidos, a lo largo de la década de 1940 y 1950 desarrollo una fecunda e importante labor intelectual en prestigiosos centros de investigación y universitarios del país. Su consagración en Francia vino en 1955, tras la publicación de su libro <em>Tristes Trópicos.</em> Su obra maestra es un recuento de su periplo como expatriado francés durante los años 30. <em>Tristes Trópic</em>os “esencialmente es una novela de viajes en la que se combina la bella prosa de Lévi-Strauss con sus deslumbrantes meditaciones filosóficas y su análisis etnográfico de los pueblos de la Amazonia&#8221; y de no haber sido por que toda la obra se basa en hechos reales le hubiese hecho ser merecedor del <em>Premio Goncourt </em>.</p>
<p>De vuelta a París, “fue nombrado director asociado del Museo del Hombre y se convirtió después en director de estudios en la <em>École Practique des Hautes Études</em>, entre 1950 y 1974, trabajo que combinó con su enseñanza de antropología social en el <em>Collège de France</em>, hasta su jubilación en 1982, al tiempo que dirigía el Laboratorio de Antropología Social”. Desde 1973 es miembro de la Academia de Francia.</p>
<p><strong>La teoría de la alianza<br />
</strong></p>
<p>Levi-Strauss es considerado el padre del enfoque estructuralista de las ciencias sociales, &#8221; que ha influido de manera decisiva en la filosofía, la sociología, la historia y la teoría de la literatura&#8221; a lo largo de la segunda mitad del siglo XX.   La amplitud y complejidad de su obra le convierte en heredero intelectual de Émile Durkheim, de Mauss, de Karl Marx, de Sigmund Freud, de la lingüística de Ferdinand Saussure y Roman Jakobson, y el formalismo de Vladimir Propp.  Todos estos intelectuales tendrán una notable influencia en las aportaciones más decisivas de su obra que se pueden resumir en tres grandes temas: la teoría de la alianza, los procesos mentales del conocimiento humano y la estructura de los mitos.</p>
<p>En cierto modo, Levi-Strauss a sus cien años se asemeja a un hombre del Renacimiento. El prestigioso intelectual goza de buena salud y se mantiene lúcido, a pesar de su longevidad y de la intensa actividad intelectual que ha desarrollado por más de setenta años. Lleva varios años retirado de la investigación y la docencia , pero de vez en cuando publica algunas de sus reflexiones sobre el arte, la pintura y la poesía. Levi-Strauss toda su vida ha sido un apasionado de la música, la geología, la botánica y la astronomía. En  2008 coincidiendo con su centenario tendrá el privilegio de ver alguna de sus principales obras publicadas en la mítica <em>Bibliothèque de la Pléiade, </em>un honor que muy pocos intelectuales han podido disfrutar en vida. <em><br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Levistraussiano]]></title>
<link>http://raulmarinhog.wordpress.com/2008/11/25/levistraussiano/</link>
<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 18:46:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Raul Marinho</dc:creator>
<guid>http://raulmarinhog.wordpress.com/2008/11/25/levistraussiano/</guid>
<description><![CDATA[Se você quiser parecer erudito em uma discussão, utilize o adjetivo do título deste post (pronuncia-]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/11/levi-strauss.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1191" title="levi-strauss" src="http://raulmarinhog.wordpress.com/files/2008/11/levi-strauss.jpg" alt="levi-strauss" width="557" height="252" /></a></p>
<p>Se você quiser parecer erudito em uma discussão, utilize o adjetivo do título deste post (pronuncia-se &#8220;levistrossiano&#8221;) e arrase &#8211; com a vantagem que ninguém deverá se atrever a discutir com você se o termo fora ou não bem empregado. Lévi-Strauss (LS para os íntimos), o antropólogo belga que ajudou a fundar a USP, documentou os costumes de um sem número de nações indígenas brasileiras, e revolucionou a teoria antropológica com suas estruturas elementares de parentesco (que não são tão elementares assim, infelizmente), é um autor absurdamente difícil de compreender, embora seu &#8220;Tristes Trópicos&#8221; seja um texto tão fácil de digerir quanto qualquer romance best-seller. Porém, mesma sorte não terá quem se aventurar a (tentar) ler os trabalhos acadêmicos deste autor, tão simples quanto a Física Quântica, embora geniais. Talvez por isso o LS seja tão impopular entre os &#8220;&#8221;"cientistas&#8221;"&#8221; sociais de hoje, e o centenário de LS que se comemora neste ano tenha passado tão despercebido na universidade que ele ajudou a fundar.</p>
<p>De qualquer maneira, tanto a Folha quanto o Estadão publicaram excelentes textos levistraussianos neste último final de semana, um deles abaixo copiado (da Folha, disponível <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2311200811.htm">aqui</a> para assinantes). O artigo escolhido para inaugurar a série sobre LS que este blog pretende mostrar trata dos costumes natalinos que estavam sendo modificados na época em que o ensaio fora escrito (1952). Em breve, teremos muito mais sobre LS aqui, aguardem: a Alta Direção do Conglomerado de Mídia que controla este poderoso noticioso está em avançadas negociações para contratar, a peso de ouro, um dos maiores especialistas em LS do hemisfério Sul, aguardem!</p>
<p>A seguir, o artigo sobre o Natal:</p>
<blockquote><p><strong>O suplício de Papai Noel</strong></p>
<p><em>Inédito em livro no Brasil e previsto para ser lançado na 2ª semana de dezembro pela Cosac Naify, ensaio de 1952 discute a criação do mito moderno do Natal</em></p>
<p>CLAUDE LÉVI-STRAUSS</p>
<p>Há cerca de três anos, ou seja, desde que a atividade econômica voltou quase ao normal, a comemoração do Natal assumiu na França uma dimensão desconhecida antes da [Segunda] Guerra.<br />
Esse desenvolvimento, tanto por sua importância material quanto pelas formas em que se apresenta, certamente é resultado direto da influência e do prestígio dos Estados Unidos.<br />
Assim, vimos surgir os grandes pinheiros, montados nos cruzamentos ou nas avenidas principais, iluminados à noite; os papéis decorativos para embrulhar os presentes de Natal; os cartões de boas-festas e o costume de expô-los em cima da lareira dos destinatários na semana fatídica; as campanhas do Exército da Salvação erguendo nas ruas e nas praças seus caldeirões como se fossem potinhos de pedintes; por fim, as pessoas vestidas de Papai Noel para receber os pedidos das crianças nas grandes lojas de departamentos.<br />
Todos esses costumes que, poucos anos atrás, pareciam pueris e barrocos aos franceses que visitassem os EUA, como um dos sinais mais evidentes da profunda incompatibilidade entre as duas mentalidades, agora se implantaram e se aclimataram na França com uma facilidade e uma amplitude que se tornam assunto a ser estudado pelo historiador das civilizações.<br />
Nesse campo, como em outros, estamos assistindo a uma vasta experiência de difusão, não muito diferente daqueles fenômenos arcaicos que estávamos acostumados a estudar nos exemplos distantes do &#8220;briquet à piston&#8221; ou da &#8220;pirogue à balancier&#8221;.<br />
Mas é mais fácil e ao mesmo tempo mais difícil estudar fatos que se desenrolam sob nossos olhos, tendo como palco nossa própria sociedade.</p>
<p>Empréstimo<br />
Mais fácil, porque a continuidade da experiência está salvaguardada, com todos os seus momentos e cada uma de suas nuanças; e também mais difícil, porque são nessas raríssimas ocasiões que percebemos a extrema complexidade das transformações sociais, mesmo as mais tênues; e porque as razões aparentes que atribuímos aos acontecimentos nos quais somos atores são muito diferentes das causas reais que neles nos determinam algum papel.<br />
Assim, seria simplista demais explicar o desenvolvimento da comemoração do Natal na França apenas pela influência dos EUA.<br />
O empréstimo é inegável, mas não traz consigo razões suficientes para explicar o fenômeno. Enumeremos brevemente as mais evidentes: há muitos americanos na França, os quais comemoram o Natal à sua maneira; o cinema, os &#8220;digests&#8221;, os romances e também algumas reportagens da grande imprensa tornaram conhecidos os costumes americanos, e estes gozam do prestígio atribuído à potência militar e econômica dos EUA.<br />
Tampouco se exclui a conjectura de que o Plano Marshall tenha favorecido, direta ou indiretamente, a importação de algumas mercadorias ligadas ao rito natalino.<br />
Mas tudo isso não basta para explicar o fenômeno.<br />
Costumes importados dos EUA impõem-se a camadas da população que lhes desconhecem a origem; os meios operários, onde a influência comunista poderia desacreditar tudo o que traz a marca &#8220;made in USA&#8221;, os adotam com a mesma disposição dos demais.<br />
Assim, em vez de uma difusão simples, cabe invocar aquele processo tão importante que Kroeber, o primeiro a identificá-lo, chamou de &#8220;difusão por estímulo&#8221; (&#8220;stimulus diffusion&#8221;): o costume importado não é assimilado, mas funciona como catalisador, ou seja, provoca com sua presença o surgimento de um uso semelhante que já estava potencialmente presente no meio secundário.<br />
Ilustremos esse ponto com um exemplo diretamente relacionado ao nosso tema.<br />
O industrial fabricante de papel que vai aos EUA, a convite dos colegas americanos ou como membro de uma missão econômica, constata que lá fabricam papéis especiais para os pacotes de Natal; ele adota a idéia, e temos aí um fenômeno de difusão.</p>
<p>Exigência estética<br />
A dona-de-casa parisiense que vai à papelaria do bairro comprar o papel necessário para embrulhar seus presentes vê na vitrine papéis mais bonitos e de melhor acabamento do que aqueles que costumava usar; ela ignora totalmente os costumes americanos, mas esse papel satisfaz uma exigência estética e exprime uma disposição afetiva que já existia, só não dispunha de meios de expressão.<br />
Ao escolhê-lo, a dona-de-casa não adota diretamente (como o fabricante) um costume estrangeiro, mas esse costume, tão logo é reconhecido, estimula nela o nascimento de um costume igual. Em segundo lugar, não se pode esquecer que a comemoração natalina, já antes da guerra, estava em processo ascendente na França e em toda a Europa. Isso estava relacionado, inicialmente, à melhoria progressiva do nível de vida, mas também a motivos mais sutis.<br />
Com as características que conhecemos, o Natal é uma festa essencialmente moderna, apesar dos múltiplos traços arcaizantes. O uso do visco não é, pelo menos em primeira instância, uma herança druídica, pois parece ter voltado à moda na Idade Média.</p>
<p>Árvore de Natal<br />
O pinheiro de Natal não é mencionado em parte nenhuma antes de certos textos alemães do século 17; ele segue para a Inglaterra no século 18 e chega à França apenas no século 19. O dicionário &#8220;Littré&#8221; parece conhecê-lo pouco ou sob forma muito diferente da nossa, pois o define (no verbete &#8220;Natal&#8221;) com a designação: &#8220;Em alguns países, de um ramo de pinheiro ou de azevinho com diferentes enfeites, guarnecido principalmente de balas e brinquedos para serem dados às crianças, que fazem uma tremenda festa&#8221;.<br />
A variedade de nomes dados ao personagem incumbido de distribuir os brinquedos às crianças -Papai Noel, São Nicolau, Santa Claus- também mostra que ele é resultado de um fenômeno de convergência, e não um protótipo antigo conservado por toda parte.<br />
O desenvolvimento moderno, porém, não é uma invenção: ele se limita a recompor peças e fragmentos de uma antiga comemoração, cuja importância nunca foi totalmente esquecida. Se a árvore de Natal, para o &#8220;Littré&#8221;, é quase uma instituição exótica, Cheruel nota de maneira significativa, em seu &#8220;Dicionário Histórico das Instituições&#8221;: &#8220;O Natal [...] foi, durante vários séculos e até uma época recente, a ocasião de festas em família&#8221;<br />
Assim, estamos diante de um ritual cuja importância flutuou bastante ao longo da história; teve apogeus e declínios. A forma americana é apenas sua encarnação mais moderna. Aliás, essas rápidas indicações bastam para mostrar que, diante desse tipo de problema, é preciso desconfiar das explicações demasiado fáceis que apelam automaticamente aos &#8220;vestígios&#8221; e às &#8220;sobrevivências&#8221;. Se nunca tivesse existido um culto às árvores nos tempos pré-históricos, que se prolongou em várias tradições folclóricas, a Europa moderna certamente não teria &#8220;inventado&#8221; a árvore de Natal.<br />
No entanto -como mostramos mais acima-, ela é uma invenção recente. Essa invenção, porém, não nasceu do nada. Pois outros costumes medievais são plenamente comprovados: a chamada lenha de Natal (que inspirou um bolo natalino em Paris), um tronco espesso para arder a noite toda; os círios de Natal, com uma dimensão própria para a mesma finalidade; a decoração das casas (desde as Saturnais romanas, sobre as quais voltaremos a falar) com ramos verdes: hera, azevinho, pinheiro; por fim, e sem nenhuma relação com o Natal, os romances da Távola Redonda mencionam uma árvore sobrenatural recoberta de luzes.</p>
<p>Solução sincrética<br />
Em tal contexto, a árvore de Natal surge como uma solução sincrética, isto é, concentra num só objeto exigências até então dispersas: árvore mágica, fogo, luz duradoura, verde persistente. Inversamente, Papai Noel, em sua forma atual, é uma criação moderna, e ainda mais recente é a crença que situa sua morada na Groenlândia, possessão dinamarquesa (o que obriga o país a manter uma agência de correio especial para responder às cartas de crianças do mundo inteiro), e o mostra viajando em um trenó puxado por renas.<br />
Consta que esse aspecto da lenda se desenvolveu principalmente na última guerra, devido à presença de tropas americanas na Islândia e na Groenlândia.<br />
E, no entanto, as renas não estão ali por acaso, visto que existem documentos renascentistas ingleses mencionando troféus de renas durante as danças de Natal, antes de qualquer crença em Papai Noel, e quem dirá da formação de sua lenda.<br />
Assim, fundem-se e refundem-se elementos muito antigos, introduzem-se novos, encontram-se fórmulas inéditas para perpetuar, transformar ou reviver usos de velha data. Não há nada de especificamente novo -sem jogo de palavras- no renascimento do Natal.<br />
Por que, então, ele desperta tanta emoção e por que é em torno da figura de Papai Noel que se concentra a animosidade de algumas pessoas?<br />
<em>Trecho de &#8220;O Suplício de Papai Noel&#8221; (ed. Cosac Naify, 56 págs., R$ 25).</em></p>
<p><em>Tradução de DENISE BOTTMANN .</em></p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[tristes trópicos iii]]></title>
<link>http://cosmopista.wordpress.com/2008/09/23/tristes-tropicos-iii/</link>
<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 21:54:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulo miyada</dc:creator>
<guid>http://cosmopista.wordpress.com/2008/09/23/tristes-tropicos-iii/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Do 110o andar do World Trade Center, ver Manhatan. Sob a bruma varrida pelo vento, a ilha urb]]></description>
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