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	<title>tudo-sobre-minha-mae &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "tudo-sobre-minha-mae"</description>
	<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 22:30:56 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Cinema em Casa]]></title>
<link>http://profepedro.wordpress.com/2009/10/27/cinema-em-casa/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 16:49:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Cunha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Para quem gosta de ter filmes em casa, sugiro sempre muita atenção. Várias vezes eu comprei barbadas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Para quem gosta de ter filmes em casa, sugiro sempre muita atenção. Várias vezes eu comprei barbadas nos balaios de supermercados&#8230; Comprei no Bourbon, por exemplo, &#8220;O Show de Truman&#8221; (The Truman Show, 1998, de Peter Weir) por inacreditáveis R$ 9,90. Também comprei no Bourbon, do Almodóvar, &#8220;Tudo Sobre a Minha Mãe&#8221; (Todo Sobre Mi Madre, 1998) e &#8220;Fale com Ela&#8221; (Hable com Ella, 2002), os dois juntos por R$ 19,90. São barbadas mesmo, filmes para se ter em casa&#8230;</p>
<p>Outras barbadas se encontra em sites. Semana passada alguém me disse que as Americanas.com estavam em promoção. Eu então naveguei por lá um pouquinho&#8230; e acabei comprando NOVE filmes. Quatro do Woody Allen, a trilogia &#8220;De Volta Para o Futuro&#8221; e mais dois filmes. Tudo isso me custou, pasmem: R$ 109,00. CENTO E NOVE REAIS por NOVE FILMES. E frete grátis, BTW. Entregue na porta da minha casa. Ainda online, agora mesmo acabei de olhar na Saraiva.com: Baita box com cinco dvds da trilogia Matrix por&#8230; adivinhem? R$ 39,90. Isso mesmo. Até eu, que não gosto da trilogia (o primeiro filme é bom, mas os outros dois&#8230;), estou pensando em comprar&#8230;</p>
<p>Ontem eu fui passar um tempo no Moinhos Shopping, antes da minha aula de francês, e dei uma passada na Saraiva. Para que, néam? Um monte de filmes com preços bem bacanas! Uma coleção de caixinha verde de clássicos (Os Dez Mandamentos, Como Era Verde Meu Vale, Crepúsculo dos Deuses, Os Brutos Também Amam&#8230;), cada um deles por R$19,90. Acabei comprando um dos filmes da minha vida, o Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994), por ridículos R$ 12,90. Só não faz uma boa videoteca quem não quer. Aliás, eu precisava de umas prateleiras bonitinhas para por meus filmes todos&#8230;</p>
<p>(Parêntesis: os filmes que eu comprei pelas Americanas)</p>
<p>O Dorminhoco (Sleeper, Woody Allen, 1973)</p>
<p>A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo, Woody Allen, 1985)</p>
<p>Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, Woody Allen, 1984)</p>
<p>Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters, Woody Allen, 1986)</p>
<p>Footloose &#8211; Ritmo Louco (Footloose, Herbert Ross, 1984)</p>
<p>Elizabeth (Elizabeth, Shekhar Kapur, 1998)</p>
<p>De Volta Para o Futuro (Back to the Future, Robert Zemeckis, 1985)</p>
<p>De Volta Para o Futuro II (Back to the Future Part II, Robert Zemeckis, 1989)</p>
<p>De Volta Para o Futuro III (Back to the Future Part III, Robert Zemeckis, 1990)</p>
<p>(Haja pipoca para ver isso tudo&#8230;)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Algumas descobertas]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/10/06/algumas-descobertas/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 17:39:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Estou cada vez mais me encontrando nas coisas que estudo. Estava meio perdida até então, mas tenho t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Estou cada vez mais me encontrando nas coisas que estudo. Estava meio perdida até então, mas tenho tido alguns questionamentos que tem me mostrado o caminho. Sim, <em>os questionamentos </em>tem me mostrado o caminho, e <strong>não</strong> as respostas. As respostas aparecem quando o caminho já foi percorrido. É sempre assim. Tenho me divertido percebendo a diferença do significado das palavras e de como elas trabalham no mundo. E isso tem tido um impacto bem grande em mim. Não é ruim,  nem bom&#8230; É só curioso mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Sempre me senti muito burra. Acho que sempre me sentirei. Não sou a pessoa mais brilhante que conheço, bem longe disso&#8230; E nem nunca foi minha intenção ser. Não é. <strong>Eu só quero fazer o que gosto.</strong> Só isso. E descobrir isso é difícil, doloroso&#8230; Mas tem sido curioso, tenho me identificado com algumas coisas em específico. Fico pensando nessas coisas&#8230; Por exemplo, todas as vezes que me deparo com um texto difícil de ser compreendido. Leio e releio o parágrafo várias vezes e fico me sentindo meio burra e meio louca. E a compreensão daquele parágrafo geralmente ocorre num outro horário do dia, enquanto estou fazendo alguma outra coisa que em nada tem a ver com aquilo que eu lia. E eu deveria soltar um &#8216;Eureka!&#8217; mas não solto. Não sou genial, nem nunca serei. Sou apenas lerda.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse tipo de baixa auto-estima que eu tenho não é de hoje. E também não sou a única que conheço a ser assim. Sempre vão existir pessoas pra te chamar de burra ou pra esfregar na sua cara que sabem mais sobre determinado assunto que você. Sempre vai ter alguém pra te subestimar. A opção de se afetar (com isso e/ou por isso) ou não é <em>inteiramente </em>sua. Se alguém mais inteligente que eu me subestima, acho bobagem. Perda de tempo. Nego vai ganhar <em>o quê</em> discutindo com gente mais idiota que ele? Se alguém mais burro que eu me subestima, acho engraçado. Só acho engraçado&#8230; Pra caralho.</p>
<p style="text-align:justify;">Já estou acostumada com essa situação e não me sinto mais diminuída com isso, com o que as pessoas pensam ou não. Nunca fiz o tipo &#8220;vítima&#8221; por mais que fosse. Na verdade, acho que se sentir diminuída com isso é coisa de gente recalcada. Não sou recalcada, sou, de certa forma, acomodada. Não me importo em não saber. Não me angustio. Se me angustio, busco saber e faço algo acerca disso. Pra mim, as coisas precisam estar em constante mudança pra que eu me sinta motivada, de uma certa forma&#8230; E quando tenho curiosidade, vontade mesmo de saber, eu busco&#8230; Busco mesmo. E mudo. Mas geralmente se essa busca se torna muito metódica, por muito tempo, ela me ENTEDIA. Profundamente. Então fico meio relaxada mesmo.. E não tenho problemas com isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas eu deveria ter. Como diria mamãe &#8220;fui criada&#8221; pra ter, como se eu fosse sei lá, uma máquina a ser programada pra agir de tal forma, um ser completamente sem personalidade e vida própria que fosse uma réplica perfeita dos valores da minha mãe. Depois eu é quem sou louca&#8230; Minha mãe sempre me preocupou. Em algumas conversas que tínhamos, todas as vezes que eu desconstruía as coisas que ela dizia, ela tinha reações de ódio e claro, me chamava de maluca. Sempre interpretava minhas respostas como &#8220;cinismo&#8221; ou &#8220;malcriação&#8221;, quando na verdade não eram nada disso&#8230; E isso acontece também em vários outros campos da minha vida. Não vou fazer comparações aqui por que acho desnecessário, mas eu sei o que quero dizer e isso basta.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto a &#8220;querer saber&#8221; ou &#8220;querer entender melhor&#8221;, vou até o meu limite&#8230; Não fico extrapolando por motivo x, y ou z. Não discuto, não arrumo argumentos, não brigo, não perco meu tempo, não me descabelo, não me desgasto por nada nesse mundo nem nessa vida.  Sempre dou um real pra não precisar participar ou engajar uma discussão que <strong>nunca dá em nada</strong>, por que sim, até hoje, eu NUNCA vi uma discussão dar em coisa nenhuma, MUDAR realmente algo. Não me meto em discussões por que sei que nunca vou mudar nada, seja o que for.  E o meu objetivo aqui não é competir com ninguém: é <strong>encontrar o meu lugar</strong>. Seja ele qual for. Forçar barra não é comigo não.</p>
<p style="text-align:justify;">Descobri minha natureza &#8220;mediadora&#8221; há pouco tempo. E aprendi que isso é algo que preciso EXPLORAR e não lutar contra. Por muito tempo minha mãe quis encutir na minha cabeça que certas características da minha personalidade eram ERRADAS quando na verdade, eram APENAS características mesmo. E pra isso nem sempre há certo e errado. As coisas apenas são. Tomar partido nunca foi meu forte. Tenho aversão a militâncias de qualquer tipo. Se considero algo importante, tento enxergar algumas possibilidades praquilo, mas a minha tendência é não ser radical. Não ser muito preto no branco, mas tentar enxergar os vários tons de cinza. Ou se for radical, o ser premeditadamente pelo menos, sabendo disso, conscientemente. É difícil explicar. Mas está bom por hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Almodóvar é Almodóvar.]]></title>
<link>http://dosedeinspiracao.wordpress.com/2009/09/24/almodovar-e-almodovar/</link>
<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 03:39:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>pardalvermelho</dc:creator>
<guid>http://dosedeinspiracao.wordpress.com/2009/09/24/almodovar-e-almodovar/</guid>
<description><![CDATA[Como definir esse cineasta? Não sei realmente. To tentando ver sua obra inteira, to com 14 filmes do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Como definir esse cineasta? Não sei realmente. To tentando ver sua obra inteira, to com 14 filmes do]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Filmes que eu adoro - parte um]]></title>
<link>http://anseiosdaalma.wordpress.com/2009/09/11/filmes-que-eu-adoro-parte-um/</link>
<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 13:21:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Karolina Gutiez</dc:creator>
<guid>http://anseiosdaalma.wordpress.com/2009/09/11/filmes-que-eu-adoro-parte-um/</guid>
<description><![CDATA[Os filmes não estão em ordem de preferência e não significa que são os &#8220;top ten&#8221; (nada d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Os filmes não estão em ordem de preferência e não significa que são os &#8220;top ten&#8221; (nada daquelas listas de dez filmes, músicas ou livros preferidos). Simplesmente são filmes um tanto alternativos que gosto muito e que gostaria de compartilhar. Boa sessão!</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Ninguém Pode Saber</em> (2004/Japão/Hirokazu Koreeda) -</strong> filme japonês que ou você ama, ou detesta. Afinal, o cinema oriental não é para todos. A riqueza do filme é muito sutil, assim como a cultura que ele retrata. Uma mãe abandona os quatro filhos &#8211; que ela teve com pais diferentes &#8211; no apartamento em que vivem, e deixa para o mais velho, de 12 anos,  a responsabilidade de criá-los. Ela não avisa que vai embora e eles se dão conta aos poucos de que ficaram órfãos. Mesmo com a comida chegando ao fim, o corte da água, da luz, a impossibilidade de ir à escola e, principalmente, a falta da mãe, as crianças não perdem a alegria, o cuidado mútuo e os valores que aprenderam. Permanecem unidos e conseguem se divertir com coisas pequenas. Não se revoltam nem sentem raiva da mãe. <em>Ninguém pode saber </em>amolece até os mais durões, ainda mais quando se sabe que é uma história real.</p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-83" title="1245097654_ninguempodesaber04" src="http://anseiosdaalma.wordpress.com/files/2009/09/1245097654_ninguempodesaber04.jpg?w=300" alt="1245097654_ninguempodesaber04" width="300" height="200" /></p>
<p> </p>
<p><strong><em>As Chaves de Casa</em> (2004/Itália/Gianni Amelio) &#8211; </strong>Um pai, que rejeitou o filho no nascimento, por este ter &#8216;provocado&#8217; a morte da mãe, tem a chance de se aproximar quando o menino está com 15 anos, durante a viagem anual que o jovem faz para Berlim, para dar continuidade à terapia que visa amenizar as sequelas físicas e mentais decorrentes do parto difícil. O ator que interpreta o adolescente não simula as dificuldades, ele próprio é deficiente. O encontro mostra que apesar dos problemas que o filho enfrenta, quem precisa de ajuda mesmo é o pai, que se dá conta do tempo perdido e das oportunidades que ele disperdiçou de estar ao lado de um garoto fascinante, inteligente e engraçado. Ambos precisam um do outro, mas o filho tem mais a oferecer e a ensinar e, mesmo com a ausência que o pai lhe impôs, está disposto a fazê-lo.</p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-85" title="1244856550_chavesdecasa04" src="http://anseiosdaalma.wordpress.com/files/2009/09/1244856550_chavesdecasa04.jpg?w=300" alt="1244856550_chavesdecasa04" width="300" height="186" /></p>
<p> </p>
<p><strong><em>Sideways </em>(2004/Estados Unidos/Alexander Payne) &#8211; </strong>Vinho, Califórnia, bons amigos, paisagens de tirar o fôlego, romance e algumas loucuras. Esses são os ingredientes que fazem de <em>Sideways</em> um filme delicioso. Um amigo que aprecia vinhos e acumula algumas frustrações oferece ao outro, de quem será padrinho de casamento, uma viagem pelas vinícolas de Santa Bárbara como despedida de solteiro. O roteiro seria perfeito se o noivo não estivesse interessado em degustar outras coisas além de bons vinhos.  Duas mulheres, também apreciadoras da bebida, cruzam o caminho dos dois. A partir daí, êxtase, inebriamento e, claro, ressaca!</p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-86" title="1245103650_sideways04" src="http://anseiosdaalma.wordpress.com/files/2009/09/1245103650_sideways04.jpg?w=300" alt="1245103650_sideways04" width="300" height="189" /></p>
<p> </p>
<p><strong><em>Tudo sobre Minha Mãe </em>(1999/Espanha/Pedro Almodóvar) -</strong> Uma mãe que acaba de perder o único filho, aos 18 anos, fruto de um romance com um travesti, volta para Barcelona para dar a notícia do falecimento ao pai. Na busca, se torna amiga de um outro travesti, de uma talentosa atriz de teatro, de quem seu filho era fã, e de uma jovem freira que cometeu o mesmo engano e, assim como ela, se deixou seduzir e engravidar pela curiosa figura, que apesar do caráter duvidoso, deu a essas mulheres a chance de viver experiências das quais elas nunca abririam mão. Seria bizarro se não fosse Almodóvar.</p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-87" title="1250020230_tudosobreminhamae06" src="http://anseiosdaalma.wordpress.com/files/2009/09/1250020230_tudosobreminhamae06.jpg?w=300" alt="1250020230_tudosobreminhamae06" width="300" height="203" /></p>
<p> </p>
<p><strong><em>Bem me quer, Mal me quer </em>(2002/França/Laetia Colombani) &#8211; </strong>Uma jovem artista plástica, obsecada por um médico casado, que não retribui seu amor, decide ir às últimas consequências para ficar com ele. Dito assim, parece um filme de suspense e aí é que está a graça da produção. Trata-se de um filme leve, divertido, quase uma comédia romântica. Totalmente imprevisível!</p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-91" title="1244854282_bemmequermalmequer06" src="http://anseiosdaalma.wordpress.com/files/2009/09/1244854282_bemmequermalmequer06.jpg?w=300" alt="1244854282_bemmequermalmequer06" width="300" height="200" /></p>
<p> </p>
<p><strong><em>Sob o Sol da Toscana </em>(2003/Estados Unidos/Audrey Wells) &#8211; </strong>Se toda separação conjugal terminasse com a aquisição de uma chácara na região da Toscana, terapeutas e advogados perderiam muito trabalho. É assim que a protagonista, uma escritora, recomeça, após o divórcio. Curioso ver que algumas sinopses colocam o filme na categoria Drama. Que drama pode haver em recomeçar num lugar mágico, onde se sente prazer nas coisas mais simples da vida, como beber o vinho que se produz em casa, comer alimentos frescos, vindos da horta no quintal, passear entre campos floridos e reunir os amigos ao redor da mesa?</p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-92" title="1245103946_sobosoldetoscana01" src="http://anseiosdaalma.wordpress.com/files/2009/09/1245103946_sobosoldetoscana01.jpg?w=300" alt="1245103946_sobosoldetoscana01" width="300" height="200" /></p>
<p> </p>
<p>Qualquer dia desses volto com a parte dois, apesar de achar que são poucas as sequências de filmes que conseguem superar o primeiro!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não quero ter filhos]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/08/11/nao-quero-ter-filhos/</link>
<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 05:14:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/08/11/nao-quero-ter-filhos/</guid>
<description><![CDATA[Um dos maiores medos que tenho na vida, antes mesmo que o medo primordial de morrer, é o medo de eng]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Um dos maiores medos que tenho na vida, antes mesmo que o medo primordial de morrer, é o medo de engravidar. Tenho muito medo mesmo, um verdadeiro pânico só de pensar na situação. Se o medo de morrer é (bem) menor do que o medo de dar a vida a alguém, vocês podem então imaginar o meu medo. Felizmente existe a pílula anti-concepcional e isso faz de mim uma mulher muito feliz e realizada. Com menos medo, com certeza.</p>
<p style="text-align:justify;">Decidi definitivamente por não ter filhos há pouco tempo atrás. Sim, o <em>definitivamente</em> é pra irritar mesmo.. Sei que nada é definitivo, mas&#8230; Pra mim, por hora, é. Hehe.. <strong>A vida é feita de escolhas </strong>e essa é uma das minhas.<strong> </strong>Tenho vários motivos pra não querer engravidar e irei numerá-los por aqui.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho que não possuo o que chamam de &#8220;instinto materno&#8221;. Não o possuo e não pretendo desenvolvê-lo.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dia já me disseram com todas essas palavras &#8220;acho que você seria uma boa mãe&#8221;. Na verdade eu não sei o que ele quis dizer com aquilo. Quis concordar e acho que por dentro concordei, mas por fora me censurei. E continuo me censurando. Sim, talvez eu fosse uma boa mãe. Talvez.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas <em>realmente</em> eu percebo que a minha vida não está rumando pra isso. Já tenho 25 anos, percebo que não vou casar  tão cedo e que também não vou ter espaço na minha vida pra filhos. E mesmo que eu tenha espaço: não quero, não tenho essa vontade. Acho triste por um lado, mas por outro acredito que <strong>não se pode ter tudo</strong>. E a minha escolha já está feita. E quem quer que apareça terá de se adaptar à ela, se quiser conviver comigo.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Acho que você seria uma boa mãe&#8221;.  A frase martela pesadamente no fundo minha cabeça. Olha, sinceramente&#8230; Eu não tenho jeito nenhum com crianças. <strong>Nunca tive.</strong> Nunca soube lidar com elas e nem fiz e nem faço questão. Prefiro ignorá-las na maior parte das vezes. Eu não sei conversar com elas, não sei como tratá-las. Sou um verdadeiro fracasso nesse sentido. Não tenho paciência, nunca tive, nem com minha irmã menor, que sofreu muito nas minhas mãos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas existem outros motivos sim&#8230; Motivos que tem a ver comigo.</p>
<p style="text-align:justify;">Devo ter sido uma criança que não deu muitos problemas pra minha mãe, acho. Mas a partir dos meus 12 anos, fui uma  pré-adolescente/adolescente <strong>muito</strong> problemática e lembro muito bem o quanto a minha mãe sofreu por isso. Na minha concepção, e pelo que pude observar, ela mais sofreu do que teve alegrias comigo.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe é uma pessoa muito, muito estranha. O objetivo de vida dela é conciliar uma carreira cheia de compromisssos, com uma vida familiar intensa. Duvido que alguma vez ela tenha falhado na primeira, mas quando ela <em>sente</em> que falha na segunda (mesmo que não tenha falhado), ela sofre <strong>imensamente</strong>. E claro, me culpava (direta e indiretamente) pelos sofrimentos dela. E eu, adolescente que não sabia das coisas, carreguei a culpa por todos os sofrimentos dela por muitos e muitos anos..</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje não faço mais isso. <strong>Os sofrimentos são dela, não meus.</strong> As culpas, idem. Hoje consigo identificar prontamente quando ela quer jogar algum sofrimento ou culpa pra mim.. Chega a ser infantil a forma como ela faz isso, mas na mesma hora eu faço com que ela note e reconheça esse erro de comportamento.  E hoje em dia ela se irrita, por que eu detecto as intenções dela de <strong>me usar</strong> como bode expiatório dos problemas que ela não consegue resolver consigo mesma. Enfim&#8230; Histórias dentro de histórias.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, a possibilidade de eu ter uma filha como eu mesma, me irrita bastante só de imaginar.  Mesmo tendo me livrado de boa parte das culpas da minha mãe, ainda penso que dei &#8220;muito trabalho&#8221; pra ela por que vivenciei muitos dos seus sofrimentos, mas a bem da verdade é que eu fui uma adolescente como qualquer outra, com coisas boas e ruins. Não vou entrar no mérito de como foi a minha criação por que senão o post vai ficar mais longo do que já está e esse texto vai sair do foco mais do que já saiu.. Enfim.</p>
<p style="text-align:justify;">Existe uma outra pergunta que me intriga bastante&#8230;<strong> Quem seria o pai da criança? O pai do meu filho/a?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Bem, atualmente estou solteira. E me vejo solteira por mais uns 5 anos, tranquilamente. A possibilidade de eu engravidar hoje é nula tanto por que estou tomando pílulas, quanto por não ter vida sexual ativa. Previsão de estabilidade emocional? ZERO. Previsão de estabilidade financeira? IDEM. Se não tenho previsão dessas duas coisas, se nada nessa vida me dá o mínimo de segurança, por que diabos eu colocaria a vida de uma pessoa que nem existe em risco por isso? Não sei&#8230; Isso não me parece justo. Nem certo. Por isso me cuido tanto pra que isso não aconteça, mesmo que &#8220;sem querer&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">E aliás, pra mim, <strong>não existe</strong> isso de &#8220;sem querer&#8221;, de &#8220;acidente&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Existe camisinha, pílula anti-concepcional e pílula de emergência.</p>
<p style="text-align:justify;">Não existem &#8220;acidentes&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Existiam </strong>acidentes, há sei lá&#8230; <strong>50 anos atrás. <span style="text-decoration:underline;">Hoje, não.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Vou soar muito escrota no próximo post, mas enfim&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><em><a href="http://thinkexist.com/quotation/i_don-t_mean_to_sound_bitter-cold-or_cruel-but_i/339370.html">“I don&#8217;t mean to sound bitter, cold, or cruel, but I am, so that&#8217;s how it comes out.”</a></em></p>
<p style="text-align:justify;">Quem irá ficar com o corpo todo deformado, quem irá carregar, passar noites sem dormir e sofrer pra parir a criatura <strong>sou EU</strong>, então a culpa pelo &#8220;acidente&#8221; é <strong>toda minha</strong>. Homens são homens&#8230; Irresponsáveis por natureza, ainda mais relativo à essas coisas. Não acho que os homens devam ser responsabilizados pelo que simplesmente <strong>não lhes diz respeito</strong>&#8230; Ainda mais quando eles nem mesmo tem noção de como é isso (estar grávida).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A responsabilidade é toda da mulher. </strong>Isso de &#8220;mas nós fizemos isso juntos&#8221; é conversa pra boi dormir.<strong> Toma pílula,  sua imbecil irresponsável. </strong>A não ser que você realmente queira agir de má fé, o que eu acho uma cagada igualmente fenomenal.. Mas aí é outra história.</p>
<p style="text-align:justify;">Soei machista? Pois bem&#8230; Fazer o quê, né?</p>
<p style="text-align:justify;">Mas voltando à questão de não querer ter filhos, pra mim não é tanto uma questão de &#8220;ser egoísta&#8221; (pfff&#8230;), mas eu acredito que na época que eu <em>realmente</em> começar a <strong>curtir minha vida como ela deve ser curtida</strong> (lá pelos 35~40 anos) eu não quero ter impedimento nenhum pra nada: viagens, compras, mudança de cidade, mudança de apartamento, o que for. Quero poder fazer o que quiser sem ter ninguém dependendo de mim pra isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo <em>muito</em> otimista (e talvez ingênua, como sempre), a minha previsão é de até os 35 ter &#8220;terminado meus estudos&#8221; (como se isso fosse possível algum dia na vida&#8230;) e depois que eu atingir uma certa estabilidade, viajar pra lugares diferentes que eu não conheça. Ou ainda, viajar para os mesmos lugares, só que várias vezes seguidas. Afinal, a probabilidade é de que eu continue solteira pro resto da vida e só trabalhe mesmo. Eu sei que esse é o meu destino. Já aceitei isso. Pois bem. Paciência.</p>
<p style="text-align:justify;">Esses dias conversando com um amigo ele me disse que tem gente que pergunta pra ele:  <strong>&#8220;e quem vai cuidar de você quando você estiver velho?&#8221;</strong>. Resposta dele: &#8220;Essa não cola. Tenho primos e alguns já tem filhos. Seja um &#8216;tio&#8217; legal e também tá valendo. Na pior das hipóteses, vou pra uma casa de repouso da vida. Bem mais barato do que criar filho&#8221;. Pois é. Penso que a minha irmã terá muitos filhos por mim.. Então prefiro me preservar bem pra poder estragar todos os filhos dela.</p>
<p style="text-align:justify;">Voltando a falar da minha mãe, a cobrança por parte dela para que eu tenha filhos é outra coisa que me irrita muito.  Acho que se minha mãe quer tanto bebês assim, ela deveria adotar mais alguns e não ficar me importunando com isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dia eu peguei minha mãe na curva com essa história de &#8220;netos&#8221;. Ela veio cheia de graça pra mim, como sempre vem, com essa de  &#8220;E os meus netinhos? Mimimi&#8230; Queria tanto netinhos&#8230;&#8221; e eu comecei então uma discussão, falando que não quero ter filhos, que não é pra mim, não tenho o perfil, etc. E então ela começou a discutir comigo como se não houvesse amanhã e eu, bem&#8230; Eu fiquei quieta né? Fiz cara de Monalisa até ela encher o saco de ficar reclamando a toa&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Aí esperei ela se acalmar,  aquietar&#8230; PARAR de falar. Olhei pra ela com o meu olhar mais profundo e falei no tom mais sério que eu consegui fazer:</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;">&#8220;Mãe: e se eu te dissesse que eu estou grávida, <strong>agora mesmo</strong>. Que eu estou esperando um filho, um neto, SEU neto, que vai nascer daqui uns 6 meses&#8230; Você iria gostar?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;">Aí ela me olhou&#8230; olhou&#8230; pensou.. e respondeu: &#8220;Não&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:30px;">Aí eu falei &#8220;Ok, mãe. Obrigada&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas é ÓBVIO que ela se borrou quando eu falei que podia estar grávida. Ficou pálida com a possibilidade de ser avó e com a possibilidade de o que eu tinha acabado de dizer ser verdade. Foi engraçado. Mas não, não era verdade&#8230; Eu nunca engravidei e nem pretendo. Não sou imbecil nem louca de jogar o que me resta de vida fora. Mas a pressão pra parir no meu caso é muito maior por eu ser mulher. Acho isso ridículo, mas já fiz minha decisão. E a minha decisão consiste em alguns fatos irrevogáveis que vou ter que carregar, pro resto da vida:</p>
<p style="text-align:justify;">Eu serei a única mulher da minha família que irá &#8220;ficar pra titia&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Meu pai não vai me levar em altar nenhum e eu não irei engravidar.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha existência enquanto mulher será seriamente e socialmente comprometida, pela minha decisão.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu serei MENOS mulher dentre todas as mulheres.</p>
<p style="text-align:justify;">Não cumprirei meu propósito biológico para com a existência.</p>
<p style="text-align:justify;">Serei pra sempre uma solteirona e daqui alguns anos serei vista como uma leprosa pra sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Pois bem&#8230; Essas coisas acontecem.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Boa parte das pessoas acredita que as mulheres que não têm filhos são <em>necessariamente</em> <strong>amargas</strong>. Não diria amargas, mas sim, talvez elas não sejam lá muito amáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">E como eu já não sou amável de qualquer forma, não seria um filho que me faria ser.</p>
<p style="text-align:justify;">A verdade é essa.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre motivações]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/08/06/sobre-motivacoes/</link>
<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 01:28:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/08/06/sobre-motivacoes/</guid>
<description><![CDATA[Tenho pensado sobre isso há alguns dias mas tenho tido medo de escrever sobre. Na verdade não é bem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Tenho pensado sobre isso há alguns dias mas tenho tido medo de escrever sobre. Na verdade não é bem medo, me falta mesmo coragem. Nesse mês de julho que passou eu levei uma (entre várias) bronca da minha mãe, quando nos vimos. Minha mãe sempre me dá broncas imbecis, mas essa ficou na minha cabeça justamente por que eu não consegui discutir sobre isso com ela. Ficava quieta e, por dentro, dava razão a ela. Sei que dizer isso é idiota e infantil mas me sinto incomodada toda vez que dou razão à minha mãe, secretamente. <em>Oh, well&#8230; </em></p>
<p style="text-align:justify;">O motivo da discussão é normal, um dos mesmos motivos de sempre. Ela estranha o fato de eu não estar mais tão motivada (pra fazer exercícios e emagrecer, enfim, cuidar da minha aparência) quanto eu estava no final de 2007. Ok. Minha justificativa: “eu tenho meus motivos”. Ok, isso não é o bastante pra me convencer. Além do que, a grande verdade é que os meus motivos são <strong>fajutos</strong> até pra mim mesma. No final de 2007 eu tinha algo idealizado. Algo bobo, pequeno e infantil, mas que me movia de uma forma surpreendente.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem. Acho que isso durou pouco tempo. De novembro de 2007 a outubro de 2008, se não me engano. E então, ao final de 2008, tudo o que eu tinha idealizado tornou-se outra coisa. Não posso dizer que se tornou algo bom ou algo ruim. Simplesmente não era mais o que era de início e essas coisas acontecem, as coisas são assim. Isso não é conformismo, é um fato: todas as coisas são assim, todas as coisas se transformam ou até mesmo tem prazo de validade. <strong>O que me deixa chateada é o fato de eu me mover apenas por causa de algo idealizado e não simplesmente por que devo, gosto, ou por causa de mim mesma. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não quero ser injusta: idealizar algo, ter na minha mente a fantasia de algo bom e perfeito mudou a minha vida de forma muito brusca e profunda. Foi muito bom pra mim, por um tempo. Sei que deveria ser mais delicada com as afirmações que faço pra mim mesma, mas a verdade é que essa “fantasia” me tirou da depressão. Tirou-me de uns oito anos de depressão. Depois disso comecei enxergar as coisas de outro modo, comecei de fato a gostar mais de mim mesma. Ainda não me valorizo tanto quanto devo, mas reconheço claramente que já fiz grandes avanços.</p>
<p style="text-align:justify;">Cuidar da minha aparência foi superficial, mas fez parte da mudança como um todo. O que me fez perceber genuinamente o quanto mudei foi quando voltei a tomar meu remédio (hipotiroidismo) e comecei a ir a todos os especialistas necessários pra manter a minha saúde em  dia. Nunca tinha feito isso na minha vida, nunca tinha me interessado, nunca havia cuidado de mim mesma desta forma. Sempre que ia a médicos, era uma chateação, uma obrigação. Não gostava de me preocupar comigo mesma, não me dava valor, por mim eu podia morrer a qualquer hora.</p>
<p style="text-align:justify;">Entendo que hoje eu também posso morrer a qualquer hora, mas <strong>a diferença é que hoje eu quero morrer bem e saudável</strong>. Eu quero uma morte digna. Enfim&#8230; Voltando ao foco: motivações.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe chegou pra mim e falou “pois em 2007 pelo menos você tinha uma motivação&#8230; E agora, o que você tem? Por que você não faz mais as mesmas coisas? Por que você mudou?”. Sinceramente eu não soube o que responder de imediato. Tudo o que eu respondesse pra ela soaria como uma desculpa fajuta e eu SEI disso. Então eu acho que fazia cara de Monalisa e esperava ela parar de me questionar sobre a minha (falta de) motivação. Mas a grande verdade é que eu <strong>broxei</strong> mesmo. A grande <strong>broxada interna</strong>, aquela que ninguém vê mas que eu sinto.</p>
<p style="text-align:justify;">E eu sei também que é apenas uma broxada, não tem nada a ver com depressão. Não estou “de mal comigo mesma”, nem “de mal com a vida”. Não chego nem mesmo a estar desanimada com nada, pelo contrário. Mas a realidade dura e cruel é que: A FANTASIA ACABOU. E a pergunta que eu tenho é: e agora, o que eu faço? Bem, eu sei o que fazer. Sei como agir, como me comportar. Tenho o auxílio de médicos e de pessoas que gostam de mim, mas isso não é o suficiente: preciso do meu próprio auxílio. Eu só preciso FAZER ACONTECER, o que parece muito simples quando a gente lê, mas na prática não é tão fácil.</p>
<p style="text-align:justify;">São muitas as perguntas (idiotas) que eu tenho a fazer pra mim mesma. O que fazer quando a fantasia acaba? O que fazer quando a idealização desaparece? O que fazer quando o tesão termina, ou ainda, é saciado? Esperar que apareça um novo? E se isso não acontece? O que eu devo fazer no meio tempo? O que sobrou de mim nesse processo? Sobrou muita coisa&#8230; E muita coisa boa. Eu <strong>ainda</strong> tenho vontade de viver bem. Ainda tenho planos, desejos e vontades, em vários setores da minha vida. Sinto-me bem comigo mesma (não tanto como gostaria, mas enfim&#8230; mulheres).</p>
<p style="text-align:justify;">Sobraram todas essas coisas mas ainda assim, hoje, eu não tenho motivação nenhuma “pra continuar”. Entendam: não é depressão, não é desanimo, não é tristeza ou <em>whatever&#8230;</em> É que dessa vez eu simplesmente não terei “um prêmio no final”, me esperando. Não terei recompensa por qualquer coisa que eu faça. Aí fico pensando se a motivação que eu tive foi errada. Fico pensando em prováveis motivações escusas, inconscientes, que me levaram sim pra um caminho bom, por um tempo, mas que depois desapareceram como se nunca tivessem existido.</p>
<p style="text-align:justify;">É bastante confuso, mas não adianta nada eu ficar buscando por “culpados” nessa história toda quando na verdade a única culpada sou eu mesma e minha cabeça. E ao mesmo tempo em que sei que sou “a culpada” disso tudo, paradoxalmente eu não SINTO a culpa. É como se fosse algo que não fosse meu, mas que eu apenas observasse de fora. É estranho, difícil explicar. Hoje eu observo essas coisas, mas não me revolto mais com elas. É preciso entender e compreender, antes de julgar. É preciso ter MUITA paciência e mais além: é preciso PERSISTIR nas coisas boas. O que é muito, muito, MUITO difícil de fazer.</p>
<p style="text-align:justify;">É preciso sempre ver além das coisas boas e ruins. Enxergar as coisas com dualidade e pensar de forma maniqueísta nunca é muito saudável. Se as coisas estão “ruins” pra mim hoje, preciso modificá-las pra que tudo melhore, ou ao menos, pra que não me afetem tanto ou me afetem o mínimo possível. Reclamar apenas não resolve muito. Entendo que não tenho motivações pra me cuidar por esses dias. Me cuidar pra mim mesma não me parece uma recompensa boa o suficiente. Entendam: não é baixa auto estima, é <strong>preguiça</strong> de mim mesma. Mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas eu também preciso entender mais ainda é que talvez, apenas talvez, eu não precise de motivações, nem de recompensas, mas sim de HÁBITOS. E é claro que eu falo de bons hábitos. De virtudes. Isso pra mim, devido a minha personalidade não deveria ser algo tão difícil de entender, mesmo por que, no geral, eu nunca espero nada em troca de ninguém, observando os relacionamentos que tenho. Mas é.. Sempre me engano comigo mesma.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, preciso entender que preciso fazer bem, fazer o melhor pra mim mesma, por que eu mereço, “por que sim”, por que é assim que tem que ser, etc&#8230; E não ficar me apoiando em fantasias, em realizações, em recompensas ou motivações.</p>
<p style="text-align:justify;">Também não estou falando que “nada disso é importante”. Claro que é. Mas em outros contextos. Neste, não funcionou direito comigo.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora é hora de tentar o plano B.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo Sobre Minha Mãe]]></title>
<link>http://cinematveblablabla.wordpress.com/2009/07/04/tudo-sobre-minha-mae/</link>
<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 13:32:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alex Pizziolo</dc:creator>
<guid>http://cinematveblablabla.wordpress.com/2009/07/04/tudo-sobre-minha-mae/</guid>
<description><![CDATA[Cecilia Roth em Tudo Sobre Minha Mãe Resolvi variar um pouquinho, tenho visto muitas séries e há mui]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 363px"><img src="http://img5.allocine.fr/acmedia/medias/nmedia/18/66/50/71/18936824.jpg" alt="Cecilia Roth em Tudo Sobre Minha Mãe" width="353" height="235" /><p class="wp-caption-text">Cecilia Roth em Tudo Sobre Minha Mãe</p></div>
<p>Resolvi variar um pouquinho, tenho visto muitas séries e há muito tempo não assistia a um bom filme. Escolhi esse filme porque estou com ele na minha lista de espera há bastante tempo e sempre bom descobrir mais obras de <strong>Almodóvar</strong>. E que obra-prima, hein!</p>
<p>Só havia assistido três filmes de <strong>Pedro Almodóvar</strong> (<em>Mulheres á Beira de um Ataque de Nervos</em>, <em>Volver</em> e <em>Fale Com Ela</em>) e assistindo esse 4º percebi que ele tem um padrão inconfundível. Sempre li sobre o cinema dele, sobre a sua uniquidade, sobre como era fácil distinguir um filme dele. Nunca havia reparado nisso, mas vendo <em>Tudo Sobre Minha Mãe</em> percebi o quanto o cinema do espanhol é brilhante e único.</p>
<p>O filme conta a história de Manuela (<strong>Cecilia Roth</strong>) que após perder o filho Esteban (<strong>Eloy Arozin</strong>), de 17 anos, vai à Barcelona encontrar o pai do menino para contar sobre o seu nascimento e sua morte. Lá ela se involve com diversas pessoas, reencontra amigos, começa de novo, mas sempre com o passado presente. As mulheres de <strong>Almodóvar</strong> são sempre brilhantes e nesse filme temos as mais brilhantes que já vi, temos Manuela, Rosa (<strong>Penélope Cruz</strong>), Huma (<strong>Marisa Paredes</strong>) e Agrado (<strong>Antonia San Juan</strong>) e todas são perfeitas. É impressionante a habilidade que ele tem de escalar seus atores, todos são nada menos que excelentes.</p>
<p>A direção e o roteiro de <strong>Almodóvar</strong> são uma coisa a parte, se encaixam perfeitamente. A minha cena preferida do filme é a do atropelamento do Esteban, onde a câmera faz o trajeto do olhar dele pela perspectiva dele e depois cai como ele cai e ela vem correndo gritando e chorando e é tudo em slow motion, mas não a voz&#8230; Perfeito! Aqui também podemos notar diversas homenagens, como à <em>Uma Rua Chamada Pecado</em>, <em>A Malvada</em>, <strong>Betty Davis</strong>, entre outras. Admito que me emocionei com a dedicatória no final, estupenda!</p>
<p><em>Tudo Sobre Minha Mãe</em> se junta à <em>Fale Com Ela</em> na minha lista de filmes favoritos e também na lista de filmes não tão reconhecidos como deveriam. Merecidíssimo o Oscar de Filme Estrangeiro, mas eu teria indicado e quiçá premiado em outras categorias (Filme, Direção, Roteiro, Atriz, Atriz Coadjuvante, Fotografia, Edição, Trilha, Figurino e Direção de Arte).</p>
<p>Aposto que muitos dos que lêem esse humilde blog já conferiram esse clássico moderno do cinema. O que vocês acharam?</p>
<p><strong>* Fícha Técnica *</strong></p>
<p><strong>Título:</strong> Tudo Sobre Minha Mãe<br />
<strong>Título Original:</strong> Todo Sobre Mi Madre<br />
<strong>Ano:</strong> 1999<br />
<strong>País:</strong> Espanha<br />
<strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar<br />
<strong>Roteiro:</strong> Pedro Almodóvar<br />
<strong>Com:</strong> Cecila Roth, Penélope Cruz, Marisa Paredes, Antonia San Juan, Rosa Maria Sardà, Candela Peña<br />
<strong>Cotação: A+<br />
</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conversando com minha mãe]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/06/21/conversando-com-minha-mae/</link>
<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 02:18:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/06/21/conversando-com-minha-mae/</guid>
<description><![CDATA[De uns tempos pra cá meus pais estão aprendendo a ser pessoas modernas e hoje eu tive minha primeira]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">De uns tempos pra cá meus pais estão aprendendo a ser pessoas modernas e hoje eu tive minha primeira conversa com a minha família (mãe, pai, irmã) pelo Skype. Pessoalmente, ainda não consigo chamar o Skype de Skype, me refiro a ele como telefone mesmo. Pois bem. Conversamos por algum tempo e minha mãe me falou várias coisas e me perguntou várias coisas também. Achei legal até, uma conversa pausada, sem pressa de desligar. Ela me perguntou se eu estava namorando. Disse que não e que não estava exatamente preocupada com isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe ainda acha que eu tenho que arrumar &#8220;um companheiro&#8221; (heh). Eu também acho, mas a coisa toda não é tão simples quanto parece.  Pois bem, o que me levou a escrever esse post foi que minha mãe ligou pra minha avó paterna esses dias. Short long story: tenho 2 pais, um da carteira de identidade (Paulo) e outro que me criou (Stenio), que é meu pai mesmo. Os pais do Stenio já faleceram, mas a minha avó, mãe do Paulo, ainda está viva. Na verdade minha mãe me disse que ligou pra ela esses dias, pra parabenizá-la por que tinha sido aniversário dela.</p>
<p style="text-align:justify;">Tipo&#8230; Eu não converso com essa minha avó faz anos. A única coisa que sei muito por cima dela é que ela é meio bruxa, no bom sentido. Enfim, ela conversou com a minha mãe e perguntou como eu estava. Ela sempre pergunta de mim. E minha mãe, claro, falou o que sabia. Minha avó perguntou a minha mãe se eu estava namorando e minha mãe disse que não. &#8220;Ah, mas não se preocupe Neide.. <strong>A Isadora vai casar sim.</strong> Vai casar com alguém de fora e vai acabar se mudando pra fora do Brasil com ele. O destino dela não é ficar aqui não&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Fiquei com medo disso. E claro, não acreditei. A probabilidade de eu casar com um gringo é bem, mas bem baixa. Mal saio de casa, não tenho muitos amigos. Tenho muitos conhecidos, mas não saio de casa por nada nesse mundo. Meu inglês tá capenga, mas dá pro gasto ainda. Limitei-me a achar engraçado apenas. E então minha mãe me perguntou &#8220;Ok, pode não estar namorando ninguém.. Mas você está gostando de alguém, não está?&#8221;. Estou mãe, mas ele mora longe, pra variar, e nós não temos muitas chances. Ela quis saber quem é. Eu também quero saber quem é, ainda estou descobrindo.</p>
<p style="text-align:justify;">Pra que ter pressa, não é mesmo?</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[cinema via camelô...]]></title>
<link>http://essavidamemata.wordpress.com/2009/05/18/cinema-via-camelo/</link>
<pubDate>Mon, 18 May 2009 16:34:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>angelanunes</dc:creator>
<guid>http://essavidamemata.wordpress.com/2009/05/18/cinema-via-camelo/</guid>
<description><![CDATA[Vamos juntar as mãos e agradecer a Deus a disponibilidade filmística dos Shoppings populares e barra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Vamos juntar as mãos e agradecer a Deus a disponibilidade filmística dos Shoppings populares e barraquinhas de camelô. Deus obrigada por eu ter R$ 3,00 e ter comprado, ou ter amigos solidários que me emprestaram e eu pude ver: (em ordem de maravilhozice&#8230;)</p>
<ol>
<li>Má educação<img class="alignnone" src="http://oblogdozpl.blogs.sapo.pt/arquivo/Maeducacao.jpg" alt="" width="246" height="360" /></li>
<li>Brilho eterno de uma mente &#8230;<img class="alignnone" src="http://www.pipocaonline.com.br/capa/capaf001251.jpg" alt="" width="191" height="270" /></li>
<li>O casamento de Rachel <img class="alignnone" src="http://screamyell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/casamento_rachel.jpg" alt="" width="245" height="344" /></li>
<li>Quem quer ser um milionário <img class="alignnone" src="http://harpymarx.files.wordpress.com/2009/02/slumdog-millionaire-20081024032712754_640w.jpg?w=227&#038;h=336" alt="" width="227" height="336" /></li>
<li>Perfume  <img class="alignnone" src="http://4.bp.blogspot.com/_Po3-ZWp6a8U/STQw6JMNxVI/AAAAAAAAAJE/WAWf2lJi7WY/s400/perfume_aol.jpg" alt="" width="234" height="329" /></li>
<li>Tudo sobre minha mãe <img class="alignnone" src="http://br.geocities.com/cinedir2/Tudo_Sobre_Minha_Mae.jpg" alt="" width="238" height="340" /></li>
<li>Trainspotting<img class="alignnone" src="http://www.consuminglouisville.com/images/Trainspotting_movie.jpg" alt="" width="248" height="368" /></li>
<li>Milk<img class="alignnone" src="http://www.tvclaret.com/upload/cartazFilmes/240.jpg" alt="" width="250" height="375" /></li>
<li>O menino do pijama listrado<img class="alignnone" src="http://upcine.files.wordpress.com/2009/03/menino-do-pijama-listrado-poster01.jpg?w=238&#038;h=350" alt="" width="238" height="350" /></li>
<li>Sim senhor<img class="alignnone" src="http://4.bp.blogspot.com/_mxwaXyBrA-s/SXVcgWtvIFI/AAAAAAAACc0/q_In1Hp8rw0/s400/Sim+Senhor.jpg" alt="" width="274" height="400" /></li>
</ol>
<p>Todos filmes bacanas, cada um do seu jeito. Com uma predileção masoquista pelo drama, mas recomendo todos. Em breve novas recomendações vindas diretamente da banca de camelô mais próxima. Por um cinema mais barato, menos barulhento e sem gente comendo salgadinho e se agarrrando!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Arrependa-se]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/02/26/arrependa-se/</link>
<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 17:28:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2009/02/26/arrependa-se/</guid>
<description><![CDATA[Ontem, antes de ir embora de volta pro estado onde mora, minha mãe me deixou uma cartinha. Ela sempr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Ontem, antes de ir embora de volta pro estado onde mora, minha mãe me deixou uma cartinha. Ela sempre me deixa cartinhas longas, dizendo várias coisas amorosas, coisas de mãe. Essas cartinhas dela nunca são surpresas pra mim, na verdade são até mesmo bem previsíveis. Ontem ela me deixou um envelope mais modesto. Guardei na minha bolsa, entre as minhas coisas e esqueci dele lá. Sempre esqueço. Agora a pouco estava arrumando algumas coisas e acho o envelope. Resolvo abri-lo e está escrito assim:</p>
<blockquote><p>Isadora!</p>
<p>Viva!<br />
Crie! Sorria!<br />
Realize! Ouse!<br />
<strong>Arrependa-se!</strong><br />
Mas jamais desista!<br />
Beijos de<br />
amor incondicional<br />
Neide</p></blockquote>
<p>(grifo meu)</p>
<p>A objetividade me surpreendeu bastante. Mas particularmente a palavra &#8220;arrependa-se&#8221; mexeu muito comigo. Acredito que era uma palavra que eu estava precisando ler. Acho que finalmente a minha mãe aprendeu algo de valioso comigo. Que a vida não é só feita de proteção e de coisas boas e que as filhas dela também podem e devem errar.. Querendo ela ou não, a gente sempre sofre de algum jeito ou outro, independente de qualquer proteção maior que ela possa oferecer. E que nem todo arrependimento é triste ou prejudicial, e que sim, podem ser entendido como lição&#8230; Mesmo que demoremos anos pra entendê-lo como tal.</p>
<p>Outro detalhe que me chamou muito a atenção: desta vez ela não colocou data nem hora no cartão em que escreveu. Muito interessante. Bom saber que ela se importa um pouco menos com a temporalidade. Só espero que não seja apenas com as coisas que escreve..</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Penélope Cruz: Melhor Atriz de 2009]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/2008/10/15/penelope-cruz-melhor-atriz-de-2009/</link>
<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 13:25:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.wordpress.com/2008/10/15/penelope-cruz-melhor-atriz-de-2009/</guid>
<description><![CDATA[Penélope CruzDa Efe, em Los Angeles, via Folha Online: A espanhola Penélope Cruz receberá o prêmio d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><div id="attachment_4901" class="wp-caption alignright" style="width: 185px"><a href="http://cinemagia.files.wordpress.com/2008/10/penelope_cruz.jpg"><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/10/penelope_cruz.jpg" alt="Penélope Cruz" title="penelope_cruz" width="175" height="230" class="size-full wp-image-4901" /></a><p class="wp-caption-text">Penélope Cruz</p></div>Da Efe, em Los Angeles, via Folha Online:</p>
<blockquote><p>A espanhola Penélope Cruz receberá o prêmio de melhor atriz do ano no Festival de Cinema de Santa Bárbara, que acontecerá entre 22 de janeiro e 1º de fevereiro de 2009, informou hoje a imprensa local.</p>
<p>A atriz madrilenha, em cartaz com dois filmes nos Estados Unidos, &#8220;Vicky Cristina Barcelona&#8221; e &#8220;Elegy&#8221;, receberá o prêmio em 31 de janeiro de 2009 no Teatro Arlington, na cidade californiana.</p>
<p>&#8220;Há poucas atrizes hoje dia que possam ser descritas como deusas internacionais do cinema, e este ano, com seu excepcional trabalho em &#8216;Elegy&#8217; e &#8216;Vicky Cristina Barcelona&#8217;, Penélope Cruz ganhou essa descrição&#8221;, disse o diretor-executivo do Festival, Roger Durling.</p>
<p>A atriz, de 34 anos, ficou conhecida nos EUA por trabalhos iniciais como &#8220;Jamón, Jamón&#8221; e &#8220;Sedução&#8221;, ambos de 1992, e colaborou de forma freqüente com o diretor Pedro Almodóvar, em filmes como &#8220;Carne Trêmula&#8221; (1997), &#8220;Tudo sobre minha mãe&#8221; (1999) e &#8220;Volver&#8217; (2006).</p>
<p>Seu próximo filme com Almodóvar será &#8220;Os abraços rotos&#8221;, cuja estréia é prevista para o primeiro trimestre de 2009.</p>
<p>Outras ganhadoras deste prêmio foram Angelina Jolie (2008), Helen Mirren (2007), Heath Ledger (2006), Kate Winslet (2005) e Charlize Theron (2004).</p></blockquote>
<p>A matéria foi <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u456256.shtml">encontrada aqui</a>.</p>
<p>Leia a resenha do Cinema É Magia para Elegy (&#8220;Fatal&#8221;) <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/10/14/resenhas-fatal/">clicando aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aceitação]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/10/06/aceitacao/</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 13:30:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ontem minha irmã me ligou, brevemente. Meu pai está bravo comigo, então ele manda ela ligar, pra sab]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Ontem minha irmã me ligou, brevemente. Meu pai está bravo comigo, então ele manda ela ligar, pra saber como estou. Acho divertido. Fazia muito tempo que não ouvia a voz dela, que não conversávamos. Ela disse que está bem e eu acredito. Ela também falou de mamãe, disse que ela ligou várias vezes e sempre perguntava de mim, só que dessa vez diferente: dessa vez ela <em>sabia/sentia</em> que eu estava bem, ao invés de ficar  choramingando e imaginando, sei lá, qualquer outra coisa, que eu estou triste, sozinha, num perrengue (apesar de todas essas coisas serem <strong>verdade</strong>, mas o fato é que eu PRECISO delas pra aprender a viver e ela PRECISA aceitar isso como parte da existência e tudo o mais, etc). A primeira coisa que imaginei foi &#8220;finalmente!&#8221; e depois fiquei feliz. Mas ainda não vou cantar vitória não, talvez ela não tenha mudado muito. Pensei que ela já tivesse voltado, mas ela só volta dia 7. Pois bem.. De qualquer forma só a verei final do ano mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Saudades]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/10/02/saudades-2/</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 03:48:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/10/02/saudades-2/</guid>
<description><![CDATA[Fazem alguns dias que tenho pensado na minha mãe e em como ela deve estar. Não sei se ela leu a cart]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-2469 aligncenter" title="Caminho de Santiago de Compostela, Espanha" src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2008/10/caminho.jpg" alt="" width="600" height="420" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Fazem alguns dias que tenho pensado na minha mãe e em como ela deve estar. Não sei se ela leu <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/09/11/santiago-de-compostela/">a carta que eu escrevi</a>, espero que tenha lido. Não só espero que tenha lido, mas também espero que ela tenha mudado, mesmo que minimamente. Pelo que eu me lembro, dia 5/10 agora ela deve voltar pra casa. Acho que pela primeira vez na minha vida eu senti falta da minha mãe, de verdade. Queria saber como ela está, o que sentiu, o que viveu, o que fez, mas sei que de tudo o que ela irá me contar vou absorver só a superfície e isso meio que me frustra um pouco, mas sem me chatear. Na pior das hipóteses imagino que ela me dirá que &#8220;foi bom&#8221; e ficará por isso mesmo, bem como um café poderia ter sido bom, um passeio, ou um dia. Não sei se ela irá cair em si e criar noção sobre o que fez, o que realizou.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe sempre foi contra &#8220;momentos&#8221; bons da vida. Ela é uma mulher que gosta das coisas PERENES, planejadíssimas. A vida dela, inteira, foi planejada. O trabalho dela foi planejado e ela alcançou TUDO o que quis. A família dela, as duas filhas, planejadas&#8230; O marido certo, um cara decente, que a ama e é completamente INSANO por ela. Mas essa viagem, assim, do nada&#8230; Essa viagem assim TÃO diferente dela (pelo menos eu considero), que até ME deixou surpresa&#8230; Como ela deve ter recebido, processado isso? Em que parte da vida dela ela deve ter colocado essa viagem? Qual terá sido a importância disso tudo pra ela? Veja bem, eu digo isso por que minha mãe é uma WORKAHOLIC que NUNCA viaja à lazer, muito menos SOZINHA (leia-se: sem meu pai, eu e minha irmã) e, num dado momento da vida, decide fazer uma viagem difícil como essa. É difícil de entender.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sinto saudades dela, às vezes, por alguns momentos. Sei lá, só espero que ela volte mais compreensiva. Isso já seria muito bom. Em dezembro a verei novamente.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Santiago de Compostela]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/09/11/santiago-de-compostela/</link>
<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 15:04:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Meu pai está organizando um envelope onde vai ter mensagens dele, da minha irmã e minha, pra que min]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Meu pai está organizando um envelope onde vai ter mensagens dele, da minha irmã e minha, pra que minha mãe leia quando estiver na metade da viagem. Não sei se ela vai entender o que eu escrevi, mas enfim&#8230; Boa intenção eu tive.</p>
<p style="text-align:justify;">-</p>
<p style="text-align:justify;">Oi mãe!!!</p>
<p>Como estão as coisas por aí? Espero que bem. Não imagino como possa estar sendo essa sua &#8220;empreitada&#8221; aí no interior da Espanha. Espero que você aprenda muitas coisas. Sei que você é forte e conseguirá terminar o caminho numa boa, mas ainda mais e melhor do que isso, espero que volte mais relaxada, mais tranquila e principalmente <strong>com uma outra visão de mundo</strong>. O mundo é muito grande mesmo, existem muitas coisas que duvidamos que existam e existe muita, mas <strong>muita</strong> gente diferente por aí, com hábitos diferentes&#8230; etc.</p>
<p>Quando a gente enxerga o mundo de verdade, como ele é, paramos de nos preocupar com as coisas pequenas, que não nos adicionam nada na vida pois percebemos que isso é perda de tempo útil, onde poderíamos estar nos preocupando com outras coisas, produzindo, melhorando a nós mesmos. Paramos de nos preocupar com as superficialidades, nos desgastamos <strong>menos</strong> e encontramos formas melhores de aproveitar o nosso tempo de vida (que é curto, <strong>curtíssimo</strong>) o melhor que pudermos. Enxergamos as pessoas pelo que elas são de verdade, por dentro e não pelo que elas têm, nem as julgamos pelos seus possíveis defeitos, pois nós, também, muitas vezes erramos.</p>
<p>E isso tudo, mãe, não é uma questão de &#8220;fé&#8221;. E também não é uma questão de &#8220;humildade&#8221;. Nada disso. É pura e simples reconhecimento e aceitação da existência como um todo e de como ela funciona. Não é algo que podemos ter controle sobre. É algo que é, que existe (independente da nossa vontade) e que devemos lidar da melhor forma possível. Não devemos carregar nunca o que não é, nunca foi e nunca vai ser, nosso. A vida foi feita pra ser vivida com <strong>leveza</strong>, sem angústias, sem martírizações desnecessárias. Ainda mais quando não precisamos disso.</p>
<p>Enfim.. Aprenda o máximo que puder com o interior da Espanha e depois volte pra me contar como foi. Tenho certeza de que será uma experiência única. Espero que essa viagem te esclaresça em vários sentidos. Às vezes algumas viagens nos proporcionam isso&#8230; Minha viagem ano passado pra Porto Alegre abriu meus olhos pra <strong>muitas</strong> coisas e, olha só, eu nem precisei ir muito longe.</p>
<p>Te amo! Um beijo!<br />
Sua filha,<br />
Dora.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bem vindo, Setembro!]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/09/02/bem-vindo-setembro/</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 14:23:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/09/02/bem-vindo-setembro/</guid>
<description><![CDATA[Ontem tava olhando na minha agenda capenga da faculdade&#8230; Digo que ela é capenga pq ela tá quas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Ontem tava olhando na minha agenda capenga da faculdade&#8230; Digo que ela é capenga pq ela tá quase nos finalmentes, mesmo ainda faltando 3 meses pro ano acabar. Ainda tem muita coisa pra acontecer nesses pequenos 3 meses. Tantas expectativas, estou tão animada! Tem tanta coisa pra fazer! E eu não tô falando da minha vida pessoal, tô falando da faculdade mesmo. Não sei. Minha vida pessoal anda chatinha, sem nada muito emocionante/interessante. Acho que, a bem da verdade mesmo, eu <strong>não tenho</strong> mais vida pessoal. Só de vez em nunca. Ou ainda, eu busco por não ter, o que seria erm&#8230; bem: pior. Acho que é por isso que tenho escrito bem menos por aqui, como se pode notar.</p>
<p style="text-align:justify;">Liguei pra minha mãe nesse final de semana e disse à ela que eu estava &#8220;me acostumando com a solidão&#8221;. Ela sempre fica brava quando eu falo pra ela que estou me acostumando a ficar sozinha, diz que não pode, que a vida não é assim e que ninguém nasce pra ser sozinho, etc. Eu até concordo com ela. Só que a coisa é que ninguém (pelo menos que more por aqui) quer ficar comigo (estou falando de relacionamentos). E também não tenho ninguém em vista. E falando sobre amizades, tenho minhas colegas de faculdade e tudo mais, adoro elas, mas a gente sai pouco pois todas têm mais o que fazer, acho. Sem falar que desde 2005 eu ando muito, mas <strong>muito</strong> cabreira mesmo com amizades no geral. E sim, é trauma. Sei lá.. Só acho que agora eu tenho coisas mais interessantes da vida pra fazer do que ficar me socializando por aí. Se socializar demais chega um ponto que é meio sacal.</p>
<p style="text-align:justify;">Estou dando mais prioridades pras coisas de ordem prática, voltada pro profissional mesmo,  por assim dizer. Projetos, o que quero fazer, o que não quero fazer, etc. Usando o cérebro um pouquinho, coisa que sempre tive preguiça de fazer. <strong>Aprendi a duras penas que ouvir a todos é o mesmo que ouvir ninguém.</strong> Logo, eu devo ouvir a mim mesma, só e somente, pra tomar as <strong>minhas</strong> decisões e ser sensata, sempre. Mesmo que eu leve em muito consideração as opiniões de pessoas que eu realmente admiro e compreendo como &#8220;inteligentes&#8221;, também devo entender que tenho vida própria, interesses e vontades próprias não que sejam &#8220;erradas&#8221;, mas sim, diferentes. Tenho minha própria estrutura e devo levá-la em conta sempre em primeiro lugar, antes de entrar em conflito com os outros, comigo mesma, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho mesmo impossível compreender as coisas de forma <em>completamente</em> neutra, mas ando tendo cada vez menos paciência com discursos muito idealistas/ideológicos também. Sejam eles quais forem. Simplesmente me nego ao diálogo. Tento me afastar das pessoas que são muito ideológicas ou idealistas, por entender que isso não é lá muito saudável. Talvez eu esteja errada, mas ainda prefiro pensar assim, enfim. Voltando à minha vidinha, antigamente eu tinha uma vontade absurda de me entregar a um relacionamento. Mas agora essa vontade &#8211; de verdade &#8211; é de me entregar ao meu projeto de vida, a um projeto qualquer, a algo que vou poder falar que eu fiz, eu colaborei, eu estava lá quando tudo aconteceu.  E isso é totalmente possível. Mas claro: algo que, de preferência, <strong>funcione</strong>. Não quero me dedicar a algo que vai nascer morto. De novo, não.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho que isso vai preencher o meu vazio existencial mais do que qualquer outra coisa. Relacionamentos, família.. Isso tudo não deve ser mesmo pra mim. Nunca vai ser. Meu destino não está rumando pra esses lados ao que tudo indica. A não ser que tudo mude muito e inesperadamente. O que eu duvido que aconteça.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, posso me considerar relativamente satisfeita, mesmo por que, já estou num projeto de pesquisa, gosto do tema com que estou trabalhando, então tudo bem. É isso mesmo que eu quero, eu sei disso, eu sinto isso, pois me sinto feliz, me sinto satisfeita, me divirto. Ontem foi bem engraçado. A professora veio meio que envergonhada me pedir ajuda com um projeto dela, coisa à toa, tabulação de alguns (muitos) dados e eu esperei ela me dizer tudo o que tinha pra dizer pra no final ela só me dar aquele olhar do tipo &#8220;e aí, róla?!&#8221;. Aí, claro, eu fui bem sincera com ela: &#8220;pode contar comigo sempre professora: eu não tenho vida&#8221;. E é verdade. E não é contação de vantagem não. É fato. Simples assim.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda bem que setembro chegou&#8230; E que venham os outros meses.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Serenidade]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/27/serenidade/</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 17:02:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/27/serenidade/</guid>
<description><![CDATA[Fim da semana chegando, fim do semestre chegando e ao contrário de sentir desespero eu só consigo se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Fim da semana chegando, fim do semestre chegando e ao contrário de sentir desespero eu só consigo sentir serenidade. Será que só eu sou assim? Mudei de apartamento. Agora estou em um que tem uma janela grande bem do lado da minha cama e a varanda é aberta. Sinto-me melhor lá, é mais quentinho e iluminado.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho que semana que vem acaba tudo de vez.</p>
<p style="text-align:justify;">Das duas uma: ou estou tão desesperada que não consigo mais me desesperar, ou estou realmente tranquila e segura comigo mesma em relação a tudo isso. É&#8230; Acho que está mais pra segunda opção mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Acredito que uma pessoa precisa ter prioridades na vida e a minha prioridade agora é terminar bem esse semestre da faculdade. Sei que isso pode parecer bobo pra quem tá de fora, mas só eu sei <span style="text-decoration:underline;">o quanto eu quis</span> esse curso que faço agora. Nada mais justo então que eu me dedique o suficiente. Atualmente estou fazendo isso em detrimento de outras coisas, a exemplo, meus exercícios físicos. O que me chateia um pouco, mas eu sei que é temporário.</p>
<p style="text-align:justify;">No mais, tudo vai muito bem. Minha nova tatuagem nas costas já está cicatrizando. Acho que essa tatuagem foi a que melhor cuidei de todas que já fiz. Acho que isso deve ser por que estou cuidando melhor de mim mesma em vários outros sentidos. Estou bonita e melhor do que isso: me <strong>sinto</strong> bonita. Meu cabelo continua crescendo. Dia 06/07 ele completará 5 meses de idade. Agora ele está com uma baby-franja na frente e atrás está querendo enrolar, pois já está crescendo e &#8220;fazendo curvinhas&#8221;. Tem sido divertido acompanhar o crescimento. Não tenho pintado, nem feito nada nele desde o dia em que raspei. Enfim&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Dia 07/07 minha mãe chega em Florianópolis e pela tarde iremos pra Jurerê. Tenho saudades dela, como não tinha em muito tempo. É estranho, mas estou bem com isso. Estou ansiosa pra saber o que ela vai achar de mim. Ando preocupada com isso ultimamente, e não sei bem por que. Ela quis morrer quando soube que raspei a cabeça no zero, mas acho que agora, com quase 5 meses de crescimento, ela já está conformada. Ela sabe como estou. Ela vê minhas fotos. Vê que estou feliz, então isso deve ser o suficiente.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto fazem 5 meses que eu não a vejo.. E confesso estar com saudades. Tenho até uma certa expectativa em revê-la, ver o que ela vai achar de mim dessa vez, etc. Estou me repetindo. Estou animada. Estou tranquila. Essa semana corrida acaba hoje e a outra vai passar mais rápido ainda do que essa.</p>
<p style="text-align:justify;">E o próximo final de semana será simplesmente perfeito&#8230; <em>Oh well&#8230;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>It&#8217;s been fun.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ballet Metal]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/17/ballet-metal/</link>
<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 16:24:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/17/ballet-metal/</guid>
<description><![CDATA[Acho que a maioria das pessoas que me conhecem bem sabem que minha mãe é bailarina e tem uma academi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Acho que a maioria das pessoas que me conhecem bem sabem que minha mãe é bailarina e tem uma academia de ballet desde antes de eu me conhecer por gente. Eu fiz ballet &#8211; desde o clássico até jazz &#8211; até os meus 15 anos. Depois disso, simplesmente enchi o saco, chutei o pau da barraca e nunca mais fiz coisa nenhuma a não ser engordar. Na verdade, foi a partir dos meus 15~16 anos mesmo é que eu comecei a ficar punk e uma coisa foi puxando a outra: punk, rock, metal, &#8220;metal extremo&#8221; e todos os adjetivos babacas que esse &#8220;povo&#8221; cria pra tudo que é metal. Por isso hoje eu digo: curti metal por muito tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">Não que eu não ouça mais, mas mesmo ouvindo, hoje não é mais a mesma coisa, não existe o mesmo sentimento. Sei lá, acho que passou&#8230; Acho que eu tenho mais o que fazer. A maioria dos fãs de metal me parece idiota, pois são muito mente fechada, se comportam como imbecis, se dividem em guetos, odeiam outros estilos e simplesmente não parecem conviver (e também não fazem nenhuma questão disso). Acho tosco, ridículo&#8230; Isso não sou eu. Mas enfim, ainda curto metal, ouço em casa, a maioria dos meus amigos curte metal e, querendo ou não, eu estou inserida nesse contexto&#8230; E como eu ia dizendo, eu fiz ballet. <strong>E ballet</strong><strong> e metal não tem NADA a ver um com o outro, certo?!</strong></p>
<h2 style="text-align:center;">Errado.</h2>
<p style="text-align:justify;">A base do metal, é a música clássica. E ballet foi feito pra ser dançado COM música clássica. Mas isso não é regra. Ainda mais quando se trata de ballet contemporâneo. Toda a vida, em meu íntimo, eu desejei ver pessoas dançando o que fosse (dançando mesmo, não batendo cabeça) ao som de metal. A vida inteira ansiei por ver um espetáculo desses na minha frente: coisa que deixaria a minha mãe de cabelo em pé, chocadíssima. Não critico o que minha mãe produz, sempre achei as coreografias e os espetáculos dela muito lindos, por que ela sabe dosar bem uma boa técnica e uma outra dose de sentimento, e essa harmonia é muito importante em qualquer campo das artes.</p>
<p style="text-align:justify;">No entando ela nunca fez muitas experimentações que fugissem ao que fosse convencional. Ela diz que não, mas a verdade é que ela é uma <strong>conservadora/moralista enrustida</strong> (e eu sei que estou me tornando a mesma coisa, com o passar dos anos). Ela não se arrisca, não sai dos limites do que considera correto. Ela tem <strong>medo, pânico de desagradar</strong> o público e por isso a concepção de estética dela é um tanto quanto limitada. Não, não estou dizendo que o que ela produz seja ruim. Nada disso. Mas acredito que poderia ser diferente, sempre pode, quando falamos de &#8220;contemporâneo&#8221;. Mas tudo bem&#8230; Mudando de assunto, eis que, sexta passada no centro, e hoje, agora a pouco aqui na UFSC eu encontro o seguinte cartaz:</p>
<div style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://cronicasatipicas.wordpress.com/files/2008/06/perception_siedler.jpg" alt="" /></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;">Quando eu li as palavras <strong><span style="color:#ff0000;">&#8220;dança contemporânea&#8221;</span></strong> + <span style="color:#ff0000;"><strong>&#8220;heavy metal&#8221;</strong></span> eu juro que <strong>temi pela minha vida</strong>. Ok. Sendo menos dramática, eu fiquei num misto de excitação e medo. Excitação por que é o que <strong>eu sempre quis assistir</strong>. E medo por que temo que o espetáculo não atenda às minhas expectativas. Sou bem sincera quanto à isso, digo mesmo. Não conheço a <a href="http://www.siedler.com.br/"><strong>Siedler Cia de Dança</strong></a> e nem o <a href="http://www.stormental.com.br/"><strong>Stormental</strong></a> e pra mim, ir nesse espetáculo vai ser um baita tiro no escuro. Mas&#8230; A vida é feita de riscos e se você não se arrisca, não pode julgar, nem dizer se é bom ou não, nem vivenciar, ou passar pela de experiência de nada que seja minimamente interessante. Ou não. Enfim. Pra quem não sabe usar o googlemaps, <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&#38;hl=en&#38;geocode=&#38;q=Teatro+%C3%81lvaro+de+Carvalho&#38;jsv=116&#38;sll=-27.590458,-48.542662&#38;sspn=0.034003,0.053215&#38;ie=UTF8&#38;latlng=-27595912,-48548577,13007720292529966724&#38;ei=4OJXSOHwIIXoqgLbiI2KDA&#38;cd=1">cá está o link pra você saber exatamente onde fica o Teatro Alvaro de Carvalho</a>, que é o lugar onde acontecerá o espetáculo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Como fã de metal e filha de bailarina, eu praticamente me sinto na obrigação de ir e ver qual é a parada.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Simples assim.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Você é quem você educa]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/05/voce-e-quem-voce-educa/</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 15:08:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/06/05/voce-e-quem-voce-educa/</guid>
<description><![CDATA[Sei que não sou especialista em porra nenhuma, mas existem 3 condições que me permitem escrever esse]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Sei que não sou especialista em porra nenhuma, mas existem 3 condições que me permitem escrever esse post: sou humana, sou mulher e sou observadora. Isso já basta pra chegar em algumas conclusões, mesmo que elas estejam equivocadas. Enfim&#8230; Não quero ensinar NADA a NINGUÉM aqui, por que meu blog não existe pra isso. Ele existe POR QUE SIM. <em>Anyway&#8230;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Esses dias eu estava pensando de novo sobre esse lance de ter filhos. Ainda acho esquisito quem toma essa decisão. Nada contra as crianças em si, mas sei lá&#8230; Ainda existe muita gente nesse mundo que acha que ter filho é, de fato, uma grande coisa. Sei lá. Pra mim se você é uma idiota com meio cérebro, basta você abrir as pernas pra ter filhos. Minha mãe biológica que o diga. Ou seja.. Não é algo digno de nota, ou de sei lá&#8230; <strong>mérito</strong> (<em>for fuck&#8217;s sake&#8230; literally).</em></p>
<p style="text-align:justify;">Como diria Bill Hicks, engravidar não é nem um pouco melhor do que arrotar, vomitar ou cagar. É algo que acontece. E acontece muito, infelizmente. De qualquer forma, ainda, o post não é sobre engravidar, nem sobre ter filhos, mas sobre como algumas mulheres cuidam de seus bebês/crianças. Algumas mulheres parece que NÃO PERCEBEM que a criança não é mais um bebê, e continuam tratando a criança de forma retardada, ao invés de estimulá-la e tratá-la como gente.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a minha prima foi assim. Tanto que a filha dela tinha 3 anos e ainda não sabia falar direito. Com 5 anos ela falava mais ou menos, mas ainda falava meio que em &#8220;miguxês&#8221;. Nota: minha prima usava o &#8220;miguxês&#8221; pra conversar com a filha dela. Juro pra vocês. Eu acho isso uma merda. Isso é errado e devia ser proibido. Uma mãe dessas devia ser apedrejada em praça pública. Heh, eu adoro ser exagerada.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim&#8230; Falando de casos bons. Há algumas semanas atrás, quando eu ia pegar um ônibus à noite pra viajar pra São Paulo, uma cena na rodoviária chamou bastante a minha atenção. Uma mulher e sua filha estavam esperando a chamada do ônibus. A menininha devia ter uns 4 pra 5 anos. Ela era bem esperta e não parecia uma criança comum, afetada. Crianças geralmente são meio &#8220;lesas&#8221;.. Sei lá se sou eu que não tenho paciência com elas, mas o &#8220;normal&#8221; numa criança pra mim é correr, gritar e agir como idiota a maior parte do tempo. Criança pra mim sempre foi sinônimo de incômodo. Mas essa menininha ficou lá, sentadinha, tomando o achocolatado dela e respondendo à mãe dela normalmente (normalmente mesmo, sem falar que nem criança nem nada). Aquilo pra mim foi bastante impressionante. Aquela mãe tá de parabéns.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não que a criança fosse &#8220;fria&#8221; nem nada&#8230; Nada disso. Depois de um tempo chegou o vô dela e foi um grude. Ela abraçava o vô e ficava fazendo carinho nele. Foi uma das cenas mais bonitinhas que eu guardei na minha memória esse ano. Acho que guardei por que nunca tive vô. Deu inveja dela.</p>
<p style="text-align:justify;">Ontem eu vi um outro caso de criança bem educada. Eu estava lanchando no CED aqui da UFSC e enquanto comia percebi que se aproximou uma mulher, negra, com seu filho. Ela me chamou a atenção por ser muito parecida com uma amiga da minha mãe, muito parecida <em>mesmo</em>. Aí eu percebi que ela também conversava com seu filho como se estivesse conversando com um adulto, e explicava as coisas pra ele normalmente. Achei <strong>incrível</strong>. Depois de um tempo ela começou a ensiná-lo, enquanto lanchavam, que &#8220;ele deveria sim obedecer às professoras, mas por livre e espontanea vontade e que professora nenhuma deveria colocá-lo de castigo, nunca. E ela foi bem enfática nessa última afirmação. O filho dela ficou sentadinho na frente dela, ouvindo com atenção ao que ela dizia. Era um garoto comportado, aparentemente de 4 pra 5 anos também. Fiquei imaginando que ela deve estar fazendo mestrado em educação ou coisa do tipo, pedagogia, sei lá&#8230; Só pela forma que ela falava. Pelo menos parecia. Coincidentemente, essa amiga da minha mãe com quem ela tanto se parece é doutora em Educação.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha mãe me educou bem, acho. Fez o que pode. Sempre conversou normalmente comigo, sempre foi <em>workaholic</em>. Mas se eu não sou drogada e não tenho nenhum outro tipo de desvio de personalidade/caráter muito absurdo, então isso quer dizer que ela cumpriu seu trabalho bem demais pra uma <em>workaholic</em>. Minha mãe gosta muitíssimo de bebês e crianças. Mas quando minha adolescência chegou ela quis morrer. Hoje em dia ela se culpa, acha que foi uma péssima mãe por que eu moro há mil quilometros dela, sou cheia de tatuagens/piercing, ouço músicas esquisitas, leio livros demais, não vejo TV, não tenho namorados, não penso em casar nem em ter filhos. Ela se lamenta MUITO por eu não querer ter filhos. O que ela mais quer na vida são netos, filhos que sejam meus pra ela poder estragar bastante eles. Enfim&#8230; Ela não está convencida de que é uma boa mãe e hoje se considera ausente. Pra mim, ela nunca foi ausente o suficiente. Heh.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, observar mães e crianças como as que eu observei (na rodoviária e ontem) é algo que me conforta momentaneamente. Mas ainda acho que eu nunca vou ter filhos por que não tenho paciência, não teria jeito pra cuidar, nem nada. Falo que me falta instinto maternal. Tem gente que diz que isso vai mudar quando eu trintar ou quarentar. Eu acho que pode até mudar, mas também acredito que as coisas &#8220;não são bem assim&#8221;. Não quero ter um filho sozinha, não quero que seja algo desestruturado. Se for pra ser, a criança no mínimo vai ter que ter um pai decente. E pra mim tudo teria que ser muito planejado e perfeito, e se for pra pensar assim, melhor nem ter filho.. Mesmo por que não existe nada perfeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou niilista demais pra ter filhos, até mesmo pra pensar em crianças. Eu não acredito em várias coisas. Não acredito em genética. Não acredito na possibilidade de um bom pai. Não acredito na minha capacidade de dedicação a outro ser humano (a não ser que eu esteja trabalhando, num projeto, etc). E o xeque-mate: não acredito num futuro bom, pra quem eu for gerar. Esse mundo é podre e essa existência, escrota. As pessoas são insensíveis, insensatas, gananciosas e o que resta da Terra, está morrendo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que eu traria pra cá alguém que nem existe, mas que eu amo tanto? Por que eu faria isso?</p>
<p style="text-align:justify;">Que tipo de &#8220;amor&#8221; tão perverso e egoísta é esse?</p>
<p style="text-align:justify;">Por que esse padrão de &#8220;crescer, casar, ter filhos&#8221; é tão compulsório, tão obrigatório?</p>
<p style="text-align:justify;">Por que uma mulher que não &#8220;cresce, casa e tem filhos&#8221; é malvista pela sociedade? Por que ela é excluída? Ou ainda: por que ela é considerada &#8220;menos mulher&#8221; que as outras?</p>
<p style="text-align:justify;">São várias coisas que eu me pergunto, desde que tomei consciência que podia conceber uma outra pessoa (lá pelos meus, sei lá, 15/16 anos). Nunca engravidei, nunca abortei, nunca fiz nada de errado, nem com meu próprio corpo, nem com nada, nem ninguém. Mas esses questionamentos são coisas que eu simplesmente não entendo&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">E acho que vou morrer sem entender.</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo sobre minha mãe]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/05/09/tudo-sobre-minha-mae-2/</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 15:56:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não atendo telefone quando estou debaixo do chuveiro. Pode ser o papa, não atendo. Ok, o papa não é ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Não atendo telefone quando estou debaixo do chuveiro. Pode ser o papa, não atendo. Ok, o papa não é referência pra mim então que se foda ele. Mas papai é. Então digamos que papai pode ter morrido, também não saio do chuveiro pra atender. Ligo depois, fico sabendo da notícia ruim mais tarde. O lance é que sempre sei dos horários que minha mãe me liga. E não sei se ela tem sorte ou não (acho que não) ela sempre &#8220;me pega&#8221; fora de casa, no chuveiro, na balada ou ainda, na aula. De qualquer forma, vi que ela tinha me ligado e retornei a ligação depois, com a toalha enrolada no corpo. Ela queria saber como eu estava. Se comprei roupas novas, se passava frio, fome, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Sei que meu jeito desinteressado com a maioria das coisas da vida a irritam; Pra ela, o que considero simples, prático e econômico é necessária e essencialmente <span style="text-decoration:underline;">medíocre</span>. Pra ela, eu sempre deveria querer &#8211; e buscar &#8211; mais. Enfim&#8230; Hoje em dia não me considero exatamente uma pessoa ambiciosa mas&#8230; Ainda acho que a vida deve ser vivida de forma simples, apesar de tudo. Ambição, só para com as coisas que <em>realmente</em> importam (que são muito poucas, quase inexistentes, sutilíssimas), e olhe lá.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda conversávamos sobre outras coisas até eu finalizar com um &#8220;eu estou bem&#8221; ao que ela prontamente respondeu &#8220;vou <em>tentar</em> acreditar&#8221;. Não sei se ela respondeu isso por causa da minha voz de cansada ou o quê, mas enfim&#8230; Não justifica. Não entendo essa dependência dela comigo e isso me frustra. Sei que não sou nenhum modelo pra falar com autoridade sobre &#8220;dependência afetiva&#8221;, mas de qualquer forma expliquei pra ela novamente, com toda a paciência do mundo, que até que existem contratempos por aqui, mas a vida de ninguém é um mar de rosas, que eu preciso desses contratempos pra virar gente, mas ela parece não ter dado muita bola pra isso não. &#8220;Pra mim é difícil&#8221; ela diz, o que me deixa de certa forma um tanto quanto irritada. Explico a irritação:</p>
<p style="text-align:justify;">Ano passado, quando eu estava perdida de tudo e não fazia a mínima idéia do que seria a minha vida, ela vivia me dizendo, mexicanamente, que eu deveria &#8220;agarrar minha vida com as minhas próprias mãos&#8221; e ser &#8220;dona do meu destino&#8221; e toda a ladainha yadda-yadda de auto-ajuda que a gente vê, lê e ouve aos borbotões por aí. Depois que eu passei por esse processo e agora sim que começo, bem aos poucos, timidamente, me considerar &#8220;dona de mim&#8221;, ela me vem com esse papo de &#8220;<em>tentar acreditar</em>&#8221; que eu estou bem? Isso por que ando tendo <a href="http://www.garotasviciadas.wordpress.com/">resultados visíveis</a> de que estou bem&#8230; Sinceramente&#8230; Não dá pra entender.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho que mães não foram feitas pra serem entendidas, mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho que ela tem medo que várias coisas ruins aconteçam comigo. Mas ainda acho que se ela tivesse idéia <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/como-esquecer-alguem/pt-01-o-comeco-do-fim/">de metade das coisas ruins que já me aconteceram</a>, não se preocuparia tanto assim e veria que agora é que eu estou vivendo a melhor época da minha vida. Ela também teme que a minha solidão extrema me torne numa pessoa extremamente amargurada, seca e insensível. Posso até estar equivocada, mas acho que isso não depende de solidão e também acho que é um pouco tarde demais pra ela se preocupar com isso de qualquer forma&#8230; =)</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Domingo: "A vida e o tempo"]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/04/22/domingo-a-vida-e-o-tempo/</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 20:28:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[00h00: provavelmente eu estava no Casarão ouvindo alguma banda de grindcore berrar no meu ouvido. at]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong>00h00:</strong> provavelmente eu estava no Casarão ouvindo alguma banda de grindcore berrar no meu ouvido. até esse horário era só 5 reais então eu provavelmente já tava lá mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>01h00:</strong> bebendo, rindo e não conseguindo ouvir nada que todo mundo me dizia.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>02h00:</strong> Cla, Carol, Zé de Sampa, Mabel, Pam e mais algumas pessoas que não vou lembrar o nome por nada desse mundo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>03h00:</strong> fumei demais, bebi de menos. começava a ficar de saco cheio. ultimamente fico de saco cheio muito rápido nas baladas, sejam elas quais forem.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>04h00:</strong> de saco cheio dos seguranças do casarão. e dos bêbados que pegavam mulé feia também.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>05h50:</strong> depois de ter tomado um caldo na rua, estava em casa (lugar de onde nunca deveria ter saído em primeiro lugar) tomando um banho quente e me preparando para ir dormir.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>6h00:</strong> <em>turn off. asleep.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>13h10:</strong> synthroid 100mcg. água. enrolei um tempo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>14h00:</strong> leite com café e adoçante e queijo quente.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>15h00:</strong> cozinhando: molho de cachorro quente e lentilha com calabreza. sim, em panelas diferentes que eu não sou louca, por favor. deu vontade, só isso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>15h30:</strong> chuva e lan house.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>16h30:</strong> rumo ao titri, a pé, na chuva, cantando Regina Spektor e Marisa Monte.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>17h30:</strong> chegada no Titri <em>(&#8220;MERDA! Perdi tudo já quando é assim&#8230;&#8221;) </em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>17h53:</strong> saíndo do Titri.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>18h08:</strong> com os pés no Tilag.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>18h15:</strong> Cheguei e o  Bernhard Gal já tava tocando. A sala estava escura e felizmente não tropecei e nem caí, pra evitar um estrago maior. Não sei se ele tinha recém começado ou não. Mesmo atrasada me senti bem vinda naquelas cores vermelho e roxo onde era possível ouvir cada respirar mais profundo e o mais leve ajeitar-se das pessoas nas cadeiras. O som de piano era baixo, repetitivo mas não chegava a ser perturbador, na verdade em mim causou um efeito relaxante, como se a música fizesse parte do ambiente mesmo. Tinha um barulho de disco riscado bem insistente mas depois vieram os passarinhos e eu sorri. Adoro esse som. Só não sei dizer se aqueles eram passarinhos produzidos ou gravados mesmo. De qualquer forma, pareciam naturais. Daí rolou um grilo também, bem no fundo da cabeça. A forma que eu percebi aquele som foi surreal, pois ele parece realmente estar chegando de uma outra sala, de uma slaa de trás do auditório onde a gente estava. E teve uma hora que <span style="text-decoration:underline;">eu juro</span> que ouvi muito brevemente pessoas conversando num dialeto meio caribenho-africano. Será? Às vezes eu me sentia no meio de uma floresta. Foram várias as sensações estranhas. Outras vezes me sentia como se ouvisse ondas do mar ao longe. E por cima de tudo isso persistia <span style="text-decoration:underline;">o erro</span>, o disco furado, ora evidente, ora quase inaudível.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois que acabou, Peter chamou Diogo de Haro e Pedro (Como assim Pedro sem barba?! Era ele mesmo?) para uma última improvisação. Ainda havia algum tempo, pois logo após essa apresentação passaria um filme no auditório. Essa foi uma apresentação mais para ser observada e ouvida, do que ser sentida. O piano e o pedal duplo foram usados de formas nada ortodoxas e não sei se foi piração da minha cabeça mas simplesmente houve uma hora em que Bernhard não tocou nada. Foi divertido. Sempre é. A parte que eu mais curto de todos os eventos de música livre que eu vou são as improvisações finais. Depois que tudo acabou fui lá fora e acendi um cigarro. Como tinha chegado atrasada e estava com vergonha, não fui falar com ninguém. &#60;ironia&#62;Acho uma puta falta de respeito os eventos começarem na hora, uma puta falta de consideração com os que se atrasam. &#60;/ironia&#62;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>21h30:</strong> Cheguei em casa. Não lembro o que fiz direito. Devo ter lido um livro, comido alguma coisa, sei lá, simplesmente não me lembro. Só sei que minha mãe me ligou num momento. E perguntou como eu estava. E perguntou como eu conseguia ficar tanto tempo sozinha. Não sei o que respondi à ela. Ela me disse que a solidão não é algo bom e que eu tenho que me cuidar pra não me tornar uma pessoa amargurada demais por isso. Fiz pouco caso do que ela disse. Não sei se devo continuar fazendo pouco caso do que ela diz. Não sinto que a solidão me amargura e sei que posso estar errada quanto a isso. Conversamos sobre mais algumas coisas, trivialidades, coisas de família e depois de um tempo ela desligou. Continuei com a minha solidão e continuo com ela. Acho que é uma questão de escolha. Minha mãe diz que eu preciso de &#8220;um bom companheiro&#8221; ou ainda &#8220;um homem bom&#8221; pra mim. Não sei por que mas, todo mundo pode me falar isso numa boa só que ao ouvir isso dela,&#8230; Não sei&#8230; Me soa tão <em>antiquado</em>. Antes sozinha do que com um banana. E as coisas não são tão fáceis assim hoje em dia&#8230; Como se arrumar um homem fosse fator decisivo pra minha felicidade. Até hoje pelo que vivi, tem se mostrado muito pelo contrário, uma desgraça. Então não tenho pressa. Nem pra relacionamentos de amizade, nem pra relacionamentos amorosos. Deixo as coisas como estão. Se tiver de ser, será. Se não, vou morrer seca. Simples assim.</p>
<p style="text-align:justify;">
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo sobre minha mãe]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2008/03/24/tudo-sobre-minha-mae/</link>
<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 02:27:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
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<description><![CDATA[Duas semanas depois de ter batido o telefone na minha cara e dito que não queria mais falar comigo, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Duas semanas depois de ter batido o telefone na minha cara e dito que não queria mais falar comigo, minha mãe me liga. Meio que com medo (de que eu pudesse estar brava com ela, por ter desligado na minha cara), mas me liga. Aparentemente ela não tá mais com (tanta) raiva de mim. Mas ela não compreende a minha misantropia. Acho que não compreende por que sente a minha falta, queria que eu estivesse junto, com a família na páscoa. E eu passei a páscoa sozinha mesmo por que, como não me considero católica, esse feriado não tem a mínima importância e não faz a mínima diferença em nada pra mim. E saber disso também a desagrada bastante. Enfim, não conversamos sobre isso de qualquer forma.</p>
<p align="justify">A conversa foi agradável e ninguém se odiou profundamente no final. Então a comunicação foi boa. Ela me deu umas notícias estranhas&#8230; Estranhas não, bizarras mesmo. Tipo uma guria que estudou comigo na sétima série que ligou lá pra casa hoje querendo saber como eu tava (<em>weeeird</em>) e uma outra menina que ela conheceu num churrasco, que estudou comigo no primeiro ano e que lembrava de mim e queria saber como eu estava. E tipo.. Essa guria era mó patricinha e eu nunca fui <em>amiga</em> dela. Enfim, bizarro demais da conta, parecia um sonho esquisito essa ligação. No mais, todos bem. Nada grave acontecendo com a <em>famíglia</em>. Minha mãe felizmente parece ter aceitado o fato de ter uma filha temporariamente careca. Se bem que agora nem dá mais pra enxergar meu couro cabeludo direito.</p>
<p align="justify">Daqui <em>exatamente</em> 2 semanas completam-se 2 meses de cabeça raspada.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo sobre minha mãe!]]></title>
<link>http://soldadinhodechumbo.wordpress.com/2008/01/14/tudo-sobre-minha-mae/</link>
<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 01:20:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>urubusputanus</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não queria começar falando explicitamente sobre &#8220;tudo sobre  minha mãe&#8221;. Talvez nem  dev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="justufy" style="text-align:justify;">Não queria começar falando explicitamente sobre &#8220;tudo sobre  minha mãe&#8221;. Talvez nem  devesse fazê-lo, mas não há como. Foi através desse filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar que pude penetrar a fundo o mundo de Alberto Iglesias.</p>
<p class="justufy" style="text-align:justify;">O nome nem é conhecido por aqui na terra da Bossa Nova, talvez nem muito conhecido seja por aí a fora, porém sua obra é de grandiosa valia para o mundo cinematográfico e musical. Alberto Iglesias é responsável pela trilha sonora de alguns famosos filmes espanhóis como &#8220;Fale com ela&#8221; e &#8220;Má educação&#8221;, todos de Almodóvar.</p>
<p class="justufy" style="text-align:justify;">Iglesias vem se consolidando como um grande compositor de trilhas sonoras, e não é a custa de pouco esforço, porém de um notável talento; o compositor espanhol já conta em seu currículo com uma nomeação ao Oscar (prêmio concedido pela Acadêmia de Artes e Ciências Cinematográficas). No ano de 2005, platéias de todo o mundo pararam para escutar a doce trilha sonora do Filme &#8220;O jardineiro fiel&#8221; do diretor brasileiro Fernando Meirelles que havia sido indicado ao Oscar.</p>
<div style="text-align:center;"><img style="width:182px;height:238px;" src="http://soldadinhodechumbo.wordpress.com/files/2008/01/3b5a9tmp.jpg" alt="3b5a9tmp.jpg" width="153" height="213" /></div>
<p class="justufy" style="text-align:justify;">É com a mesma doçura que compôs a trilha do &#8220;Jardineiro fiel&#8221; que Alberto Iglesias assume no ano de 1999 a direção sonora de &#8220;Tudo sobre minha mãe&#8221;, e é também com a mesma força que ele repete a fórmula com que se inaugurou no cinema ao fazer a trilha do longa metragem chamado &#8220;Vaca&#8221;, do diretor espanhol Julio Medem, no qual Alberto Iglesias faz uma descrição do bosque, lugar central a partir do qual nasce e morre a história e seus personagens.</p>
<p class="justufy" style="text-align:justify;">Chamá-lo-ia aqui de Realista, porque é assim que ele se apresenta e faz de sua obra uma marca descritiva e fiel a cada cena e personagens. Em &#8220;Tudo sobre minha mãe&#8221; não é diferente, e trás outra característica não tão comum ao agrado dos expectadores: toda a trilha sonora instrumental, tendos apenas uma única canção cantada, Tajabone. Iglesias é cabal ao buscar no limiar de cada cena a emoção de cada contexto descrito no filme de maneira a associá-lo ao seu tema, nomeando por vezes as canções de acordo com a cena; isso acontece com a canção &#8220;Não gosto que escreva sobre mim&#8221;, originária da cena em que Manuela conversa com o filho, Esteban, às vésperas de seu aniversário e em que ela ao saber do filho que ele escreve tudo sobre ela; diz a ele que não gosta de saber que ele escreva sobre sua vida; assim, o faz também quando Manuela decide ir visitar o receptor do coração de seu filho Esteban que morre num acidente de carro no dia de seu aniversário, numa visita literal ao coração e às memórias do filho morto. Tal canção é coroada com o título que mais parece um pedido agoniado sob o embalo forte dos violinos: &#8220;Trás o coração de meu filho&#8221;.</p>
<p class="justufy" style="text-align:justify;">Essa é, talvez, a característica mais viva de um compositor que sabe dosar a comicidade e a dor. E vai além; faz uso de elementos cotidianos na cultura musical de seu povo e trás para o filme ora a batida forte da música cigana ora a tristeza e sensualidade absoluta do tango.</p>
<p class="justufy" style="text-align:justify;">Alberto Iglesias foi sem dúvida um grande colaborador para que o filme &#8220;Tudo sobre minha mãe&#8221;, concorrente ao Oscar de melhor filme estrangeiro do ano de 1999, fosse consagrado como o favorito do público e dona da estatueta. Com isso, Alberto se consolida não como um bom compositor de trilha sonora, mas como um músico de alma, que vai além do que diz visualmente uma partitura; ele toca-nos, tocando as feridas de cada personagem que se encontra na dor e alegria do expectador.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;" align="right">by: Urubu</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conservadorismo e sexualidade]]></title>
<link>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/11/16/conservadorismo-e-sexualidade/</link>
<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 06:29:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dora</dc:creator>
<guid>http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/11/16/conservadorismo-e-sexualidade/</guid>
<description><![CDATA[Estava lendo um post num blog de uma conhecida, quando me lembrei de um episódio que me aconteceu há]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Estava lendo <a href="http://vacamodeon.wordpress.com/2007/11/05/agradavel-conversa/">um post num blog de uma conhecida</a>, quando me lembrei de um episódio que me aconteceu há pouquíssimo tempo. Sobre o post dela, digo que acho engraçadíssimas as conversas que as famílias conservadoras de hoje têm com seus filhos, onde eles tratam de casamento e filhos.</p>
<p>Sério.</p>
<p>Isso tá ficando ridículo já.</p>
<p>Ninguém mais casa e nesse mundo já tem muita gente. Será que eles não percebem esse tipo de coisa?</p>
<p>Sabe o que mais me dá raiva?! O &#8220;conservadorismo velado&#8221;. É que geralmente quando eu jogo o conservadorismo na cara dos meus pais eles se irritam e até mesmo se ofendem, dizendo que não são conservadores. Ah, sim&#8230; Claro. Eles realmente não eram conservadores até eu decidir colocar piercings e <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/10/23/tatuagens-desenhos-e-significados/">cobrir partes do meu corpo com tatuagens</a>&#8230; Aí sim, era muito fácil ser &#8220;cabeça aberta&#8221; e liberal. É uma hipocrisia que (não) dá gosto de ver. Mas enfim&#8230;</p>
<p>Sempre falo pros meus familiares que não penso em casar (juntar talvez) e que, com toda a certeza, não penso em ter filhos. Não que isso sejam <em>coisas certas</em> na minha vida, mas não são minhas prioridades e muito menos meus maiores desejos e realizações. De qualquer forma ainda acho engraçado o jeito que as nossas famílias (conservadoras) se preocupam com o fato de nós, mulheres, casarmos, arranjarmos um bom companheiro e termos filhos. Isso tudo é tão demodê. Argh&#8230;</p>
<p>De qualquer forma, terminei um namoro em julho desse ano (tinha começado em abril). Meus pais chegaram a conhecê-lo e minha mãe gostou muito dele, mas simplesmente o lance não deu certo. Aí quando encontrei minha mãe novamente agora em novembro, quando fui passear na minha cidade natal, ela me perguntou, seca, se eu era homossexual. Por que, pra ela, “pelo meu visual”, pelas minhas &#8220;atitudes&#8221; e por eu “estar sozinha” e &#8220;estar bem assim&#8221;, tudo leva a crer que sim.</p>
<p>Essa foi a segunda vez na vida que ela me perguntou isso. A primeira, eu tinha 13 anos. Fico com dó da minha mãe, pois toda vez ela faz essa pergunta com uma cara de angústia, de boi que tá indo pro matadouro, quando ao mesmo tempo fala &#8220;se você for, pode falar pra mim que eu vou entender&#8221; o que é, claro, mentira. No dia que eu me disse &#8220;atéia&#8221; pra ela já foi um afoito, que dizer então &#8220;lésbica&#8221;? Mas o fato é que, por mais que minha mãe queira essa resposta, eu simplesmente não posso dizer &#8220;sim&#8221; pra ela, por que eu estaria mentindo. Mulheres não me atraem, em princípio. Não vou dizer que &#8220;dessa água nunca beberei&#8221;, por que a vida é longa e a gente nunca sabe o que nos espera. Mas, depois de algumas experiências que tive, pude concluir que essa simplesmente <em>não</em> é a minha preferência.</p>
<p>Não é pra elas que eu viro o pescoço na rua. Não gosto das formas, do cheiro,&#8230; Nada do que uma mulher linda tenha provoca em mim 1/3 do que um homem de beleza mediana, provoca. Ou seja, não tenho o mínimo interesse, mesmo.</p>
<p>Mas engraçado também como as pessoas se preocupam com isso né? &#8220;Fulana parece lésbica&#8221;, &#8220;Acho que fulano é gay&#8221;, &#8220;Olha o jeitinho que ele anda&#8221;&#8230; Entre outros comentários. Acho ridículas essas pessoas que ficam tentando testar o &#8220;gaydar&#8221; (radar para gays) quando elas poderiam simplesmente chegar até o outro e perguntar. Mas aí o que acontece é que se recebem a resposta contrária do que desejam, tem gente que não se dá por convencida.</p>
<p>Falando por mim mesma: digo que não sou lésbica, mas ao mesmo tempo não sou exatamente a pessoa mais feminina do mundo. Não me preocupo (mais) em ter um namorado, desesperadamente. Não me preocupo em &#8220;atrair homens&#8221;. Gosto mais quando as coisas acontecem da forma que precisam acontecer, gosto de relacionamentos espontâneos, mesmo que sejam breves. E gosto de homens, claro.. Gosto muito. Mas não sou nenhuma deslumbrada, desesperada e muito menos &#8220;caça-marido&#8221;. Será que isso é tão errado assim? Será que eu deveria estar com alguém só por estar? Pra provar pra sociedade (podre) que eu tenho alguém que me atura e me suporta 24 horas por dia? Por que eu precisaria disso? Pra provar o que pra quem?</p>
<p>Não tô a fim não. Dispenso.</p>
<p>Eu quero mais é ser feliz. Quero relacionamentos de qualidade e significado, com caras que realmente gostem de mim e onde tudo não vire uma obrigação, uma prisão. Já disse: <a href="http://cronicasatipicas.wordpress.com/2007/11/04/sobre-a-leveza/">quero uma vida leve</a>. Começou a complicar demais, me trazer tristeza e dor de cabeça eu pulo fora. Não quero me arrastar nem arrastar uma pessoa na minha vida por puro e simples comodismo. Não quero ser que nem meus pais. Não preciso disso e recuso esse &#8220;valor&#8221;.</p>
<p>Chamem-me de escrota. Não estou nem aí. Já disse: eu quero é ser feliz.</p>
<p>Minha mãe (conservadora) acredita que piercings, tatuagens, independência da figura masculina e opiniões consistentes fazem de mim uma perfeita lésbica.</p>
<p>Mas será mesmo?</p>
<p>Ela está errando.. E está errando muito feio.</p>
<p>E o gaydar dela é péssimo também.</p>
<p>Será mesmo que tudo que é óbvio nessa vida é <em>realmente</em> <em>tão óbvio assim</em>?</p>
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