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	<title>uso-justo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/uso-justo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "uso-justo"</description>
	<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 13:06:02 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[“Uso mais que justo”: remunerado]]></title>
<link>http://macacoeletrico.wordpress.com/2009/04/28/%e2%80%9cuso-mais-que-justo%e2%80%9d-remunerado/</link>
<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 05:20:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Macaco Elétrico</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Google e a mída: quem carrega quem? Na última reunião anual da Associação de Jornais da América, E]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_236" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><img class="size-full wp-image-236" title="Robin Hood e Frei Tuck - Foto: Louis Rhead" src="http://macacoeletrico.wordpress.com/files/2009/04/hood_e_tuck.jpg" alt="O Google e a mída: quem carrega quem?" width="250" height="294" /><p class="wp-caption-text">O Google e a mída: quem carrega quem?</p></div>
<p>Na <a title="(leia matéria sobre o discurso no The New York Times, em inglês)" href="http://www.nytimes.com/2009/04/08/technology/internet/08google.html?_r=5&#38;ref=media" target="_blank">última reunião anual</a> da Associação de Jornais da América, <a title="(link para a biografia de Eric Schmidt na Wikipedia, em inglês)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eric_E._Schmidt" target="_blank">Eric Schmidt</a>, CEO do Google, defendeu, em sua palestra, que o <a title="(link para o Google News)" href="http://news.google.com/news?ned=pt-BR_br" target="_blank">Google News</a> ajuda os jornais, conduzindo gratuitamente tráfego para seus sites. Assim, os veículos faturariam com publicidade em suas páginas. Seria, portanto, um &#8220;uso justo&#8221; de porções desses conteúdos para viabilizar o Google News, tentando diminuir a crescente gritaria de que o serviço estaria pirateando trabalho alheio em seu único benefício.</p>
<p>Esse é seu ponto de vista.</p>
<p>No meu post <a href="../../../../../2009/04/16/limites-do-%e2%80%9cuso-justo%e2%80%9d/" target="_blank">Limites do &#8220;uso justo&#8221;</a>, no dia 16, analisei essa idéia. Ela é legítima e <a title="(link para o resumo da pesquisa da Hitwise Intelligence, em inglês)" href="http://weblogs.hitwise.com/heather-dougherty/2009/04/online_news_aggregators_friend.html" target="_blank">pesquisas</a> subsidiam e idéia de Schmidt. Só há uma falha nesse raciocínio: por mais que os internautas caiam nas páginas dos veículos, isso não é suficiente para salvá-los do atual desastre econômico. Apesar de o CEO do Google ter parecido arrogante para muitos (e talvez tenha sido mesmo), sou obrigado a dizer que os responsáveis por esse fracasso da mídia na Internet são as próprias casas editoriais, que sempre menosprezaram suas publicações online. Muitas ainda fazem isso, mas agora, com a água no pescoço, bradam palavras de ordem contra a inevitabilidade dos fatos online.</p>
<p>Maureen Dowd, colunista do The New York Times, resumiu esse sentimento em um <a title="(link para o artigo &#34;Dinossaur at the Gate&#34;, em inglês)" href="http://www.nytimes.com/2009/04/15/opinion/15dowd.html?_r=3&#38;ref=todayspaper" target="_blank">artigo publicado no último dia 14</a>. Em determinado ponto, ela escreveu: &#8220;por que o Google não nos assina um gordo cheque por usar as nossas histórias, de modo que possamos manter salários e balanços e continuemos a oferecer ao buscador nossas histórias?&#8221;</p>
<p>Bom, esse é outro ponto de vista válido.</p>
<p>E então vem o renomado consultor de mídia Steve Outing, com quem costumo concordar, e <a title="(leia o post com o raciocínio de Outing em seu blog, em inglês)" href="http://steveouting.com/2009/04/07/google-could-come-to-the-rescue-but-wont/" target="_blank">sugere em seu blog</a> que o Google News passe a exibir mais publicidade (hoje ela é bem tímida), distribuindo uma porcentagem de seus ganhos aos provedores de conteúdo que forem clicados em cada uma das páginas do serviço. Dessa forma, o Google ajudaria, segundo Outing, os jornais a saírem da lama em que se encontram e evitaria um movimento non-sense de muitos dinossauros da (grande) mídia, que querem fechar o seu conteúdo apenas para assinantes, algo que não interessaria ao internauta ou ao próprio Google.</p>
<p>Dessa vez, concordo apenas parcialmente com Outing. Não acho que caiba ao Google -ou a qualquer um- salvar jornais de sua própria incompetência econômica. Tampouco gostei do tom quase ameaçador do tipo &#8220;ajude-os ou você ficará sem conteúdo&#8221;. As coisas não funcionam assim.</p>
<p>O bom jornalismo é algo crítico para todas as sociedades. Sem ele, nossa cidadania se reduz gradativamente. Felizmente a crise atual não acabou com ele: dos <a title="(veja a relação dos ganhadores e dos finalistas no site oficial, em inglês)" href="http://www.pulitzer.org/awards/2009" target="_blank">recém-entregues Prêmios Pulitzer</a>, muitos foram para alguns dos veículos mais afetados pela situação da economia. O The New York Times levou cinco deles, seu segundo melhor desempenho da história, apesar do prejuízo de US$ 74,5 milhões anunciado na semana passada.</p>
<p>O gigante de buscas já tem acordos com a Associated Press e com a France Presse pelos seus conteúdos usados no Google News. Os jornais podem aprender muito com a turma online sobre como ganhar dinheiro nesse novo cenário econômico. Mas precisam se despir de preconceitos e de idéias vetustas que os levaram ao buraco em que estão.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Limites do “uso justo”]]></title>
<link>http://macacoeletrico.wordpress.com/2009/04/16/limites-do-%e2%80%9cuso-justo%e2%80%9d/</link>
<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 03:00:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Macaco Elétrico</dc:creator>
<guid>http://macacoeletrico.wordpress.com/2009/04/16/limites-do-%e2%80%9cuso-justo%e2%80%9d/</guid>
<description><![CDATA[O CEO do Google insiste na queda de braço do &quot;uso justo&quot; contra os executivos da indústria]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_204" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><img class="size-full wp-image-204" title="Eric Schmidt - Foto: Charles Haynes" src="http://macacoeletrico.wordpress.com/files/2009/04/eric_schmidt.jpg" alt="O CEO do Google insiste na queda de braço do &#34;uso justo&#34; contra os executivos da indústria de mídia" width="250" height="339" /><p class="wp-caption-text">O CEO do Google insiste na queda de braço do &#34;uso justo&#34; contra os executivos da indústria de mídia</p></div>
<p>No último dia 7, <a title="(link para a biografia de Eric Schmidt na Wikipedia, em inglês)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eric_E._Schmidt" target="_blank">Eric Schmidt</a>, CEO do Google, colocou o dedo na ferida: o <a title="(link para o Google News)" href="http://news.google.com/news?ned=pt-BR_br" target="_blank">Google News</a> mais ajudaria que atrapalharia jornais, revistas e outras fontes de informações. Não é bem o que eles pensam. Na verdade, cresce o coro de executivos da mídia que acha que o serviço se apropria indevidamente de seus conteúdos para gerar a sua página de notícias automática. O Google rebate, afirmando que faz apenas &#8220;uso justo&#8221; (&#8220;<a title="(link para a definição legal de &#34;fair use&#34; na Wikipedia, em inglês)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fair_use" target="_blank">fair use</a>&#8220;) desse material alheio e que os jornais se beneficiam grandemente do tráfego que ele lhes gera, já que usa apenas pequenas porções de textos e imagens, remetendo os internautas aos sites de origem das notícias.</p>
<p>O discurso de Schmidt <a title="(leia matéria sobre o discurso no The New York Times, em inglês)" href="http://www.nytimes.com/2009/04/08/technology/internet/08google.html?_r=5&#38;ref=media" target="_blank">aconteceu em plena reunião anual</a> da Associação de Jornais da América e foi seguido de <a title="(link para a transcrição do debate com a platéia, em inglês)" href="http://www.poynter.org/column.asp?id=101&#38;aid=161441" target="_blank">perguntas relativamente comedidas</a> da platéia, formada por líderes da indústria. O momento estava cheio de ganchos para a fala do CEO: a mídia -especialmente jornais dos EUA- está atravessando uma crise sem precedentes, com a <a href="../../../../../2009/03/16/another-one-bites-the-dust/" target="_blank">bancarrota de vários títulos tradicionalíssimos</a>, o Google começou a veicular anúncios no Google News e a Associated Press resolveu endurecer na proteção dos direitos de propriedade intelectual do material que ela distribui.</p>
<p>Essa discussão não é nova: em março de 2005, a France Presse processou o buscador, pedindo US$ 17,5 milhões de indenização pelo uso de seu material no Google News. O processo foi arquivado dois anos depois com um <a title="(link para matéria sobre o acordo entre Google e France Presse, no Estadão)" href="http://www.estadao.com.br/arquivo/tecnologia/2007/not20070407p13827.htm" target="_blank">acordo entre as partes</a>. Os detalhes não foram revelados, mas o Google News pôde continuar publicando material da agência francesa. Um ano antes disso, <a title="(link para matéria sobre o acordo entre Google e Associated Press, no IDG Now!)" href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/08/04/idgnoticia.2006-08-04.1205576159/" target="_blank">um acordo semelhante</a> já havia sido firmado com a Associated Press (que nem chegou a processar o Google). E essa briga também remete a outro assunto que já rendeu acalorados debates, mas anda em baixa: o &#8220;<a title="(link para a definição de &#34;deep linking&#34; na Wikipedia, em inglês)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Deep_link" target="_blank">deep linking</a>&#8220;, que significa um site apontar diretamente para matérias ou artigos de outros sites, ignorando suas home pages. Exatamente como fazem os links nesse post, por exemplo.</p>
<p>A discussão atual gira em torno do que é &#8220;uso justo&#8221; do material de terceiros. Assim como no Brasil, nos EUA é legalmente aceitável usar porções limitadas de produtos alheios (até mesmo de concorrentes), dentro de condições específicas. Um exemplo clássico é o uso de até três minutos de imagens esportivas geradas por emissoras de TV nos programas jornalísticos de outros canais.</p>
<p>Porém, como acontece sempre que existe um juízo de valor envolvido, o limite entre &#8220;uso justo&#8221; e uso indevido é tênue. O próprio Schmidt disse no evento que isso depende da escola que o jurista seguir, mas fez questão de acrescentar que, na dúvida, a balança deve pender para o lado do consumidor. Nas entrelinhas, jogou a batata quente no colo dos donos de jornais: se não concordassem, poderiam ser taxados de anacrônicos e  contrários aos interesses dos internautas.</p>
<p>Os executivos, por outro lado, sentem-se pressionados para manter suas operações -mais que rentáveis- vivas em meio à crise. Muitos pensam em fechar o seu conteúdo, indo na contra-mão da indústria, outros estudam a adoção de <a href="../../../../../2009/03/15/o-valor-da-noticia/" target="_blank">micropagamento</a> ou de outros <a href="../../../../../2009/03/16/conteudo-pre-pago-e-pos-distribuido/" target="_blank">modelos alternativos</a>. Nesse cenário de incertezas, o Google News pode, em suas visões, ameaçar o &#8220;controle&#8221; dos produtores de conteúdo.</p>
<p>Então vem o Google e argumenta que, qualquer que seja o modelo de negócios adotado, ele é o maior parceiro do produtor de conteúdo, pois nada lhe geraria mais tráfego individualmente que o Google News e sua tradicional busca. E ele tem razão. <a title="(link para o resumo da pesquisa, em inglês)" href="http://weblogs.hitwise.com/heather-dougherty/2009/04/online_news_aggregators_friend.html" target="_blank">Estudo realizado</a> pela empresa de pesquisas Hitwise Intelligence mostra que, de todo o tráfego dos sites de notícias em março, 21,69% foi gerado pelo Google e outros buscadores. Os executivos da mídia sabem disse e declaram que não querem perder um &#8220;parceiro&#8221; tão importante.</p>
<p>Apenas não querem fornecer o conteúdo para que ele crie as páginas que lhes geram esse tráfego&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
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