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	<title>valeria-bruni-tedeschi &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "valeria-bruni-tedeschi"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 14:06:12 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Alibi e sospetti]]></title>
<link>http://itzstreaming.wordpress.com/2009/11/26/alibi-e-sospetti/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 23:37:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>itzstreaming</dc:creator>
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<description><![CDATA[Alibi e sospetti è un film francese diretto da Pascal Bonitzer, pubblicato nel 2008. Il racconto è t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Alibi e sospetti è un film francese diretto da Pascal Bonitzer, pubblicato nel 2008. Il racconto è tratto da un romanzo di Agatha Christie, The Hollow (The Hollow).
<p>Leggi altre notizie su: &#124; <a href="http://www.itz-streaming.com/tag/pascal-bonitzer">Pascal Bonitzer</a> &#124; <a href="http://www.itz-streaming.com/tag/miou-miou">Miou-Miou</a> &#124; <a href="http://www.itz-streaming.com/tag/lambert-wilson">Lambert Wilson</a> &#124; <a href="http://www.itz-streaming.com/tag/valeria-bruni-tedeschi">Valeria Bruni Tedeschi</a> &#124; <a href="http://www.itz-streaming.com/tag/pierre-arditi">Pierre Arditi</a> &#124; <a href="http://www.itz-streaming.com/tag/anne-consigny">Anne Consigny</a> </p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Les Regrets de Cédric Kahn]]></title>
<link>http://laternamagika.wordpress.com/2009/09/21/les-regrets-de-cedric-kahn/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 09:57:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Benoît Thevenin</dc:creator>
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<description><![CDATA[Il est amusant de noter à quel point Les Regrets permet un panorama assez large d&#8217;un certain c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Il est amusant de noter à quel point Les Regrets permet un panorama assez large d&#8217;un certain c]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[O CASO CESARE BATTISTI - 2]]></title>
<link>http://escritorluiznazario.wordpress.com/2009/09/20/o-caso-cesare-battisti-2/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 04:43:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luiz Nazario</dc:creator>
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<description><![CDATA[Cesare Battisti: criminoso hábil que zomba da Justiça. Entre os teóricos do Direito que não crêem na]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-548" title="BATTISTI 4" src="http://escritorluiznazario.wordpress.com/files/2009/09/battisti-41.jpg" alt="Cesare Battisti: &#34;... um criminoso hábil que zomba do Direito...&#34;" width="330" height="245" /></dt>
<p>Cesare Battisti: criminoso hábil que zomba da Justiça.</p>
</dl>
</div>
<p style="text-align:right;"><em>Entre os teóricos do Direito que não crêem na democracia liberal, Carl Schmitt, afirma: “[...] Todo o direito tem a sua origem no direito do povo à vida. Toda a lei do Estado, toda a sentença judicial contém apenas tanto direito quanto lhe aflui dessa fonte. O resto não é direito, mas um ‘tecido de normas positivas coercitivas’, do qual um criminoso hábil zomba”. Ou seja, para Schmitt, as conquistas jurídicas humanistas das luzes não valem, porque delas o delinqüente inteligente pode zombar.</em></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Tarso Genro</strong>, Processo nº. 08000.011373/2008-83, no arrazoado para a concessão de <em>status</em> de refugiado político a CESARE BATTISTI, citando: SCHMITT, Carl. O Führer protege o Direito, apud: MACEDO JÚNIOR, Ronaldo Porto. <em>Carl Schmitt e a fundamentação do Direito</em>. São Paulo: Max Limonad, 2001, p. 221.<em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Os “anos de chumbo”</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto, na América Latina, guerrilheiros treinados em Cuba tentavam implantar o comunismo à força a povos que viviam sob frágeis democracias, só conseguindo implantar ditaduras que passavam a dizimá-los, na Itália e na Alemanha os radicais  traídos pelos Partidos Comunistas depois de 1968, incapazes de refletir sobre seus próprios erros, adotavam a luta armada para “derrubar o capitalismo”. Os pensadores da esquerda – Pier Paolo Pasolini, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Herbert Marcuse – condenavam o terrorismo tanto quanto os abusos do Estado na sua repressão, mas o baixo clero esquerdista, formado na subcultura totalitária, petrificava-se na luta armada contra democracias que não passavam a seus olhos de “ditaduras de classe”. Na Itália, a onda de terror iniciou-se em dezembro de 1969, com o atentado na Piazza Fontana, em Milão, que matou dezessete pessoas e feriu centenas. Mais de 100 grupelhos armados, de esquerda e direita, adotaram a manipulação e a violência como métodos válidos para alcançar suas sempre indefinidas utopias.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1973, na Itália, os comunistas Enrico Berlinguer e Giorgio Napolitano e o democrata-cristão Aldo Moro firmaram um “compromisso histórico” contra a sabotagem das democracias pelo extremismo de direita e de esquerda, contrários tanto ao neoliberalismo quanto ao eurocomunismo, que trocara o modelo soviético da “ditadura do proletariado” pela alternância no poder através de eleições livres. Em cerca de dois mil atentados, cometidos até 1977, os grupelhos deixaram um saldo de 170 mortos, obrigando o Parlamento a votar leis de emergência, que passaram a servir aos terrororistas para justificarem a luta armada contra o “terrorismo de Estado” e, assim, escapar da Justiça. Para Contardo Calligaris, os terroristas seriam “adolescentes enlouquecidos que queriam vidas e mortes ‘extraordinárias’. Atiravam em sindicalistas e comerciantes ou colocavam bombas nos trens para acabar com a ‘normalidade’ cotidiana que receavam para seu próprio futuro; e juravam que era para lutar contra a opressão do Estado”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1">[1]</a>  Mas esse terror colorido de “romantismo” nada tinha  de romântico: era criminalidade pura, ódio totalitário sem qualquer amor à verdade, à liberdade, à justiça, ou seja, à política no sentido nobre do termo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Os crimes atribuídos a Cesare Battisti</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Nascido em 1954, Cesare Battisti iniciou sua carreira criminosa em 1972 ao consumar um furto qualificado em Frascati. Em 1974, foi processado por lesões corporais dolosas; neste ano, em Sabaudia, realizou roubo qualificado e seqüestrou uma pessoa incapaz, obrigando-a, com violência, a servi-lo sexualmente. Em 1977, foi preso em flagrante por furto. Na prisão, conheceu o terrorista Arrigo Cavallina, e decidiu ingressar no grupo Proletários Armados para o Comunismo (PAC), que este liderava com Sebastiano Masala, formado em fins de 1977 com dissidentes das Brigadas Vermelhas, contra a adoção do regime de segurança máxima nos cárceres italianos. O PAC decidira eliminar os “fascistas ” que ousavam “fazer justiça com as próprias mãos ”, ou seja, que reagiam aos métodos revolucionários das<em> </em>suas “expropriações”, necessárias à sobrevivência dos membros do grupo,  liberados da cruel exploração do trabalho na podre sociedade capitalista para se dedicarem ao crime em tempo integral. Os comerciantes que ousassem ferir ou matar os revolucionários que iam honestamente assaltar seus caixas seriam, pois, executados por justa causa. Igual sentença de morte recebiam os policiais acusados de “torturas” por tratar mal os revolucionários na prisão. Em quatro desses assassinatos revolucionários assumidos pelos PAC, Cesare Battisti envolveu-se pessoalmente:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>6 de junho de 1978</strong>: numa emboscada de rua na frente da cadeia de Udine, o coronel Antonio Santoro, comandante da polícia penitenciária, acusado pelos PAC de ser um “torturador”, foi morto a tiros. Na emboscada, Battisti e Enrica Migliorati ficaram abraçados por cerca de dez minutos a alguns metros de distância do portão do prédio de Santoro enquanto Pietro Mutti e Claudio Lavazza esperavam no carro a chegada da vítima. Battisti destacou-se então da Migliorati e aproximou-se correndo de Santoro, ferindo-o com um tiro nas costas e liquidando-0 em seguida com mais dois tiros quando a vítima já se encontrava no chão <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2">[2]</a>. O assassinato foi reivindicado pelos PAC nestes termos: <em>O Estado usa a cadeia como uma ameaça contra qualquer tipo de divergência, de obtenção de renda por outros meios, de conflito de classe. E para readquirir o controle dos presídios, isola a faixa mais combativa [dos prisioneiros proletários], o que acarreta seu aniquilamento. Precisamos deter esse projeto, reforçando nossa prática comunista, concretizando-a em armamentos e em contrapoder</em>. [...] Segundo a ficha da polícia, Santoro teria sido morto por “demorar em oferecer atendimento médico a outro militante do grupo, que se machucara jogando futebol na cadeia” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn3">[3]</a>. Em suas memórias, Battisti alega ter se convertido em “pomba” avessa à violência após este crime, que o teria contraposto ao amigo íntimo, o operário Pietro Mutti, “falcão” do PAC. Afastado do grupo, ele teria desde então renunciado à luta armada <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn4">[4]</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>16 de fevereiro de 1979</strong>: perto de Mestre, em Caltana di Santa Maria di Sala, na região de Veneza, por volta das 16h50, dois indivíduos de sexo masculino com barba e bigodes postiços entraram no açougue de Lino Sabbadin, que pouco antes havia reagido a um assalto, matando o assaltante, tendo sido então condenado à morte pelos PAC por ser considerado “assassino” e “fascista”. Um dos dois homens, depois de certificar-se ser aquele mesmo o Sabbadin, retirou uma pistola da bolsa que carregava e desferiu-lhe dois tiros, fazendo o açougueiro cair sobre o estrado atrás do balcão, onde trabalhava; imediatamente o executor disparou mais dois tiros na vítima já em terra, consumando a liquidação. As investigações estabeleceram a identidade dos dois assasssinos: Cesare Battisti e Diego Giacomini <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn6">[6]</a>, sendo que Battisti deu cobertura, como vigia, enquanto Giacomini executava o açougueiro.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>16 de fevereiro de 1979</strong>: em Milão, às 15h00, Pierluigi Torregiani caiu vítima de uma emboscada enquanto se dirigia a pé para sua joalheria, em companhia de seus dois filhos menores. Ele fora condenado à morte pelos PAC por ter reagido, a 22 de janeiro de 1979, ao assalto de dois terroristas, matando um deles, Orazio Daidone, quando jantava no <em>Il Transatlantico </em>com amigos e um guarda-costas; no tiroteio, o cliente<strong> </strong>Vincenzo Consoli morreu e outro ficou ferido. Quando os PAC emboscaram Torregiani, considerado o “xerife do bairro”, ele tentou novamente defender-se e, por acidente, atingiu o próprio filho,<strong> </strong>Alberto Torregiani, que se tornou paraplégico<strong> </strong>para o resto da vida. Neste dia, Battisti encontrava-se em Mestre, participando da “execução” de Sabbadin, mas  as duas ações homicidas foram decididas em conjunto numa série de reuniões na casa de Mutti e de Bergamin, durante as quais Battisti teria insistido na <em>necessidade inevitável das ações homicidas </em><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn5">[5]</a> executadas no mesmo dia e unitariamente reivindicadas. Neste caso, Battisti foi qualificado como co-organizador do crime.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>19 de abril de 1979</strong>: em Milão, às 14h00, o agente de Polícia de Estado Andrea Campagna, membro da DIGOS, com funções de motorista, depois de ter visitado a namorada, com quem sempre almoçava, preparava-se em companhia do futuro sogro para pegar seu carro estacionado à via Modica, para acompanhá-lo até sua loja de sapatos de via Bari. Foi então interceptado por um jovem desconhecido, que apareceu de repente detrás de um carro estacionado ao lado do carro do policial e desferiu-lhe, em rápida sucessão, cinco tiros de pistola. Battisti foi o executor material deste homicídio, enquanto uma segunda pessoa o esperava a bordo de um Fiat 127 roubado e utilizado para a fuga <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn7">[7]</a>. O policial havia sido “condenado à morte” pelos PAC depois de ser julgado como “torturador”. Os defensores de Battisti argumentam vagamente sobre esse assassinato que “uma testemunha ocular descreveu o agressor como um barbudo louro, medindo 1,90m. Battisti é moreno e tem 1,70m”. Não especificam qual dos dois envolvidos no crime é o “agressor”, nem se usavam perucas e barbas postiças, como no assassinato de Sabbadin.</p>
<p style="text-align:justify;">Battisti foi preso em 1979<strong> </strong>durante as investigações do assassinato do joalheiro, numa batida ao<strong> </strong>Coletivo Autônomo de La Barona, em Milão. No apartamento onde vivia com outros delinqüentes foram encontradas armas que, segundo os defensores de Battisti, “nunca haviam sido disparadas”. Em 1981, Battisti contou com uma ação armada de seus companheiros do PAC, que renderam seus carcereiros, permitindo-lhe fugir da prisão. Em 1982, Pietro Mutti foi capturado e decidiu beneficiar-se com o programa de “delação premiada”. Ele apontou Battisti como membro da cúpula que deliberava sobre assaltos e execuções, que decidia que autoridades deveriam ser atingidas com tiros nas pernas como punição, além de ser seu parceiro nos crimes cometidos. Pietro Mutti também revelou as ligações entre os terroristas italianos e os terroristas palestinos: a OLP de Yasser Arafat teria fornecido às Brigadas Vermelhas “três fuzis AK47, 20 granadas, duas metralhadoras FAL, três revólveres, uma carabina para franco atirador, 30 kg de explosivos e 10 mil detonadores”. A Frente Popular também teria negociado armas com a OLP em 1979, através do negociante de armas Maurizio Follini, que, segundo Armando Spataro, seria militante dos PAC. O procurador Carlo Mastelloni desejava aprofundar as investigações sobre esss ligações e chegou a convocar Arafat para uma audiência &#8211; ele não compareceu.</p>
<p style="text-align:justify;">Além do depoimento de Mutti testemunhou contra Battisti a companheira de luta armada Maria Cecília, que contou, em juízo, que ele, após ter matado Santoro, segredou-lhe sem remorsos a sensação de dar cabo de uma pessoa. Também a família de terroristas Fantone, composta por Sante, a mulher Ana e a sobrinha Rita, testemunharam contra Battisti <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn8">[8]</a>. Condenado à revelia pelos quatro assassinatos à prisão perpétua (“ergastolo”) <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn9">[9]</a>, Battisti refugiou-se na França, depois seguiu para o México, retornando em 1990 à França, onde vigorava a doutrina do Presidente François Mitterand <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn10">[10]</a> de concessão de asilo a terroristas que, a despeito de seus delitos de sangue, se comprometessem a abdicar da luta armada. Com o fim da era Mitterrand, quando as autoridades francesas acataram a ordem de detenção internacional emitida pela Itália, o filósofo Bernard-Henri Lévy, Daniel Pennac e outros intelectuais do Partido Verde, além do escritor Gabriel García Márquez, moveram uma campanha “progressista” a favor da não extradição de Battisti.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa campanha foi encabeçada pela escritora policial Fred Vargas, que se gabou de ter estudado por dez anos a propagação da peste na Idade Média, “um trabalho no qual não se pode errar sequer por um bacilo” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn11">[11]</a>, seja lá o que isso signifique. Ela assim garante ao mundo saber mais que a Justiça italiana sobre os processos de Battisti, que ela estudou com a obsessão (e a parcialidade) de uma louca apaixonada: primeiro pela Peste, depois por Battisti. Vargas e outros defensores do ex-terrorista Battisti afirmam que ele “não cometeu nenhum crime” e seu julgamento foi<em> </em>“uma farsa”. Também Marina Petrella, das Brigadas Vermelhas, encontrou refúgio na França <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn12">[12]</a> depois de condenada, em 1993, por participar em 1978 do seqüestro e assassinato após 55 dias de cativeiro de Aldo Moro, então Primeiro-Ministro da Itália. Mas em 2007 o Tribunal de Versailles concedeu a extradição de Petrella, que entrou para a clandestinidade, até ser localizada em 2008 numa barreira de fiscalização da polícia rodoviária. Foi levada à prisão, mas logo transferida a um hospital devido ao seu precário estado de saúde. Após assinar a extradição, o Presidente Nicolas Sarkozy foi pressionado pela primeira-dama Carla Bruni e sua irmã Valeria Bruni-Tedeschi a solicitar ao Presidente italiano, Giorgio Napolitano, concessão de graça por “razões humanitárias”. O caso foi reconsiderado, e a extradição suspensa. Em 2004, temendo a extradição, Battisti fugiu da França para a nova Meca dos ex-terroristas italianos: o Brasil, onde já haviam obtido asilo político, em decisões contrárias aos pedidos de extradição pela República Italiana:</p>
<p style="text-align:justify;">1. Achilles Lollo, membro do Poder Operário, preso em 1993 a pedido da Itália, acusado de homicídio culposo por ter infiltrado cinco litros de gasolina sob a porta da casa do varredor de ruas Mário Mattei, pai de seu amigo de infância Virgílio, do bairro romano de Primavalle, e ateado fogo. O incêndio criminoso matou toda a família: o casal Mário e Anna Maria e seus cinco filhos: Sílvia, Antonella, Gianpaolo, Virgilio e Stefano Mattei. Lollo também ateou fogo no carro de Marcello Schiavoncin e incinerou Perchi Gualtiero. Todos os anos, os moradores do bairro reúnem-se para orar pelas vítimas do chamado Rogo di Primavalle (Incêndio de Primavalle). As crueldades de Lollo levaram o Poder Operário a dar fim às suas ações <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn13">[13]</a>. Refugiado no Brasil, onde o STF negou ao governo italiano o pedido de sua extradição, com sua pena de 18 anos de prisão extinta em 2005, Lollo, depois de flertar com o PT, foi um dos ideólogos do PSOL, de Heloísa Helena. Vive em Botafogo, realizando “documentários de conteúdo progressista”, como <em>Brasileiros em Cuba</em>, que<em> </em>inaugurou o cineclube da Casa da América Latina, núcleo que reúne militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), dos Círculos Bolivarianos e outros grupelhos de esquerda. 2. Luciano Pessina, ex-membro da Autonomia Operária, acusado na Itália de roubo e participação em grupo armado, conseguiu reverter sua extradição no STF em 1996, abrindo no Rio de Janeiro o restaurante Osteria Dell’Angolo e formando largo círculo de amizade na classe intelectual e artística. 3. Pasquale Valitutti, hoje vivendo numa comunidade de anarquistas próxima ao município de Curitiba. 4. Pietro Mancini, naturalizado brasileiro, condenado na Itália por subversão e assassinato, criou a Studio Line-Baribrá no Rio de Janeiro e recebeu R$ 1,5 milhão para produzir a campanha do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) à Prefeitura do Rio em 2008. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn14">[14]</a> Além destes ex-terroristas de esquerda, um ex-terrorista de direita refugiou-se no Brasil: Pierluigi Bragaglia, condenado a 12 anos de prisão por subversão, assalto, roubo a bancos e associação a grupo armado, membro da organização neofascista Núcleo Armado Revolucionário (NAR), responsável pela morte de 128 pessoas em quatro anos <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn15">[15]</a>. Segundo Maierovitch, Tarso Genro também ofereceu o <em>status</em> de “refugiado político” a Bragalia, que declarou preferir voltar extraditado à Itália e cumprir sua pena.</p>
<p style="text-align:justify;">A 1° de março de 2007, Battisti foi identificado pela Polícia Federal quando se refrescava num quiosque de Copacabana. Vivendo já há algum tempo clandestinamente no Rio de Janeiro, ele mantinha encontros secretos com Fernando Gabeira num café de Ipanema. “Também fui refugiado político na Europa, e recebido por pessoas que me ajudaram”, declarou Gabeira, referindo-se ao seu exílio durante a ditadura (1964-1985), negando que tivesse dado abrigo a Battisti, já que o cidadão tem o direito de “não denunciar”, mas a lei 6.815/80 qualifica o ato de ocultar estrangeiro clandestino como crime passível de um a três anos de cadeia <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn16">[16]</a>. O então Primeiro-Ministro italiano, Romano Prodi, cujo governo era integrado pelo Partido da Refundação Comunista (PRC) e pelo Partido Comunista Italiano, declarou-se satisfeito com a operação conjunta das polícias brasileira, italiana e francesa, que permitiu a detenção de Battisti no Presídio da Papuda, em Brasília. O Ministro da Justiça italiano, Clemente Mastella, expressou seu desejo de que o detento fosse logo extraditado. A esquerda italiana, que chegou a defender Renato Curcio (fundador das Brigadas Vermelhas) e Adriano Sofri (líder da Lotta Continua), distancia-se dos terroristas que não demonstram arrependimento, como é o caso de Battisti, que não assumiu os crimes de que foi acusado, afirmando inocência, escapando da Justiça e se ausentando dos julgamentos sem a preocupação de constituir, segundo alega, advogados para sua defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, a 18 de janeiro de 2008, ao ser interrogado para o Processo de Extradição, o extraditando negou a autoria dos crimes pelos quais foi condenado: “à época em que foram cometidos, já teria se desligado do grupo político responsável por tais atos. Alega, ainda, que se tratava de período conturbado da história italiana, conhecido como “anos de chumbo”; que não esteve presente a qualquer ato do processo, não tendo sequer constituído advogado; que houve um simulacro de defesa; que nunca outorgou mandato a qualquer advogado para defendê-lo perante a Justiça italiana; que viveu na França durante quatorze anos, onde teve a nacionalidade deferida em 2003; que aquele país negou, inicialmente, o pedido de extradição formulado pela Itália, mas o processo foi reaberto por motivo de perseguição política, por ocasião do último processo eleitoral francês, haja vista que o extraditando era ligado à candidata derrotada Ségòlene Royal; que escolheu o Brasil para se refugiar, por saber que neste país é vedada a extradição por crimes políticos”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn17">[17]</a></p>
<p style="text-align:justify;">Além dessas angelicais alegações de inocência, incluindo total alienação em relação aos processos que tramitavam em várias cortes, com alegada recusa de ser defendido por seus advogados (que no Brasil foram um batalhão: Luiz Eduardo Greenhalgh, Suzana Angélica Paim Figuerêdo, Georghio Alessando Tomelin, Rosa Maria Assef Gargiulo, Luís Roberto Barroso e Renata Saraiva), o extraditando apresentou defesa escrita alegando “defeito de forma dos documentos que fundamentam o pedido de extradição; violação ao devido processo legal e à ampla defesa, por ter sido revel em processo de competência do Tribunal do Júri, além do que a condenação teria como base apenas a confissão de um ex-integrante da facção política responsável pelos atentados; e a natureza política dos atos em razão dos quais houve a condenação”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn18">[18]</a></p>
<p style="text-align:justify;">Em seu parecer, o Procurador-Geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, tendo recebido a documentação dos processos da Itália, com as devidas traduções pela via diplomática, não constatou nenhum “vício de forma”, como alegado pelo extraditando. Observou que um julgamento à revelia não impedia a extradição, conforme o artigo 5, alínia <em>a</em>, do Tratado de Extradição vigente entre Brasil e Itália. O processo garantiu o direito de defesa ao acusado, incluindo o direito de recorrer, por meio do qual se conseguiu anular o primeiro julgamento referente a um dos fatos, confirmado em segunda condenação pelo Júri Popular. Tampouco caberia no caso a prescrição da pena, uma vez que, segundo o Código Penal brasileiro, ela se daria apenas em 2011 e 2013.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o relatório patina ao enveredar no campo ideólogo, tentando definir o “crime político”, quase se perdendo na distinção capciosa que alguns juristas fazem entre “delitos políticos puros” (afrontamento ideológico das leis de segurança) e “delitos políticos relativos” (crimes comuns motivados politicamente). Ora, os primeiros não são atos criminosos em si, mas somente em relação ao código legal de uma ditadura que os define como tal. Já os segundos são crimes comuns que só se justificariam como “políticos” sob ditaduras que houvessem suprimido os direitos humanos. O único “delito político puro” sob regime democrático seria o atentado terrorista. Esses são crimes comuns com <em>alegadas motivações políticas</em>, mas essas alegadas motivações <em>não são reais nem concretas</em>, e sim puramente subjetivas e fantasiosas, ao contrário dos atentados terroristas cometidos contra ditaduras, objetivamente configuradas como tal, e que são até certo ponto justificáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Os atentados terroristas sob regimes democráticos são <em>crimes comuns terroristas totalitários com alegadas motivações políticas</em>, incomparáveis aos atentados terroristas com objetivos de libertação nacional, cometidos sob ditaduras, sob um Estado ocupado por outro ou sob regimes <em>apartheid </em>de supressão de direitos humanos da população local. Faz parte das alegações do criminoso comum terrorista totalitário fantasiar o regime democrático que combate como ditadura, Estado ocupado por outro Estado, regime <em>apartheid</em>, para dar aos seus atentados a aura do heróico “crime político” atribuído historicamente aos movimentos de resistência, que só assumem a prática terrorista na completa ausência de canais democráticos de ação política. Os criminosos comuns terroristas totalitários acusam seus “inimigos” do “fechamento” desses canais, como se as vias diplomáticas, a liberdade de imprensa, os direitos de manifestação e da ação parlamentar dos partidos de oposição não existissem no Estado democrático que combatem, fantasiado como uma ditadura imaginária e subjetiva. Donde a necessidade de violenta propaganda para convencer a todos de que sua causa é a de um romântico “criminoso político” e não a de um frio criminoso comum terrorista totalitário.</p>
<p style="text-align:justify;">Os juristas caem freqüentemente na armadilha do conceito de “crime político relativo”. Assim, no Processo de Extradição do ex-terrorista italiano  Luciano Pessina, relatado pelo Ministro Sydney Sanches, deixou-se assentado que: “[...] A segunda condenação imposta ao extraditando foi, também, por crime político, consistente em participação simples em bando armado, de roubo de armas contra empresa que as comercializava, de roubo de armas e de dinheiro contra entidade bancária, fatos ocorridos em 12.10.1978. Tudo ‘com o fim de subverter violentamente a ordem econômica e social do Estado italiano, de promover uma insurreição armada e suscitar a guerra civil no território do Estado, de atentar contra a vida e a incolumidade das pessoas para fins de terrorismo e de eversão da ordem democrática’. Essa condenação não contém indicação de fatos concretos de participação do extraditando em atos de terrorismo [...]. Não [...] se apontam com relação ao paciente fatos concretos característicos da prática de terrorismo, ou de atentados contra a vida ou a liberdade das pessoas [...] é evidente a preponderância do caráter político dos delitos, em relação aos crimes comuns”.</p>
<p>Outro precedente foi a recusa de extraditar um suposto participante da invasão do quartel de La Tablada, na Argentina. O relatório do Ministro Sepúlveda Pertence deixou assentado que “o roubo de veículo empregado na invasão do quartel, as privações de liberdade, lesões corporais, homicídios e danos materiais, mesmo que considerados crimes diversos, ‘estariam contaminados pela natureza política do fato principal conexo (&#8230;) de modo a constituírem delitos políticos relativos’ <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn19">[19]</a>. O STF recusou igualmente extraditar o ex-terrorista italiano Pietro Mancini, pois, segundo o relatório do Ministro Marco Aurélio, “a exposição dos fatos delituosos atribuídos a Pietro Mancini bem revela a conotação política que os revestiu”. Ou seja: “no curso de uma manifestação convocada por grupos de extrema esquerda, mascarado e fazendo uso de armas e de garrafas incendiárias [causou] a morte do vice-brigadeiro Custrà, que foi atingido à cabeça por um projétil de arma de fogo [e feriu] dois outros agentes e de um civil”.</p>
<p>Para o Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, a análise desses precedentes demonstra que a motivação política dos fatos não autoriza, por si só, a classificação dos crimes como políticos. Considerou, num dos casos, não haver indicação de participação do extraditando em ações terroristas, ainda que engajado num grupo terrorista e participante de atos com objetivos terroristas; em outro, que os homicídios e lesões causadas pelo extraditando diluíam-se num evento de “inegável caráter político”. No terceiro caso, a morte do vice-brigadeiro e as lesões a outros indivíduos aconteceram por ocasião de manifestação organizada por grupos de extrema esquerda, em confronto com a Polícia, caracterizando “crime político relativo”.  Essas confusas considerações em torno do “crime político relativo” levaram o relator a considerar que, no caso de Battisti, “[...] ficou bem caracterizada a existência de um movimento político [...]. Os crimes verificados decorreram da formação do movimento denominado Autonomia Operária Organizada. O pano de fundo [...] mostrou-se como sendo a atividade de um grupo de ação política, desaguando em práticas criminosas que, isoladamente, poderiam ser tidas como comuns.” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn20">[20]</a>.  Contudo, mais adiante o mesmo relator conclui que os crimes de Cesare Battisti, ainda que guardem certa motivação política, não estariam dentro de um contexto político que os absorveria; e ele ceifou vidas de civis e de autoridades indefesas.</p>
<p>O conceito de “crime político relativo” leva a um beco sem saída jurídico, a uma confusão que só beneficia os criminosos, jamais  as vítimas: daí tantas concessões de refúgio político a frios e cruéis delinqüentes que dão plena vazão aos seus instintos anti-sociais e homicidas dentro de movimentos políticos extremistas, podendo, mesmo deixando um rastro de  mortos e feridos, gozar a vida em liberdade, como prestigiados refugiados políticos, perseguidos por ditaduras imaginárias, numa zombaria do Direito. Assim, em dezembro de 2008, o ex-ideólogo das Brigadas Vermelhas, Antonio Negri, preso em 1979, condenado por subversão, retornado voluntariamente em 1997 à Itália, onde cumpriu pena até 2003, dirigiu ao Ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, uma carta solicitando o impedimento da extradição de Battisti alegando “clima de perseguição política na Itália” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn21">[21]</a>. Ao ser entrevistado pela <em>Folha de S. Paulo</em>, o ex-terrorista Luciano Pessina usou a mesma expressão, especificando que o “clima de perseguição política na Itália” era devido à “intransigência dos comunistas” e ao “ódio dos católicos”, que incitariam “as famílias das vítimas a não perdoarem os crimes do passado, a não esquecer”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn22">[22]</a></p>
<p>Teve início a violenta campanha de propaganda pela libertação de Battisti, “injustamente acusado de crimes que jamais cometeu”, embora ele afirmasse ter cometido “crimes políticos”, pelos quais estaria sendo “perseguido”, o que significa ter cometido crimes comuns terroristas totalitários, sendo justamente perseguido pela Justiça, da qual escapou incólume. Dando, contudo, ouvido aos ex-terroristas e não à Justiça italiana, Tarso Genro, sem nenhuma base jurídica, depois de reunir-se com o Presidente Lula e com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ex-participante da luta armada sob a ditadura, assinou a concessão do prestigioso <em>status</em> de <em>refugiado político</em> a Cesare Battisti, refutando a decisão técnica embasada do CONARE e sem esperar o julgamento do STF, temendo parecer favorável à extradição do Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, que de fato concluiu: “[...] o simples móvel político não autoriza a prática de homicídios premeditados e de violência contra quem quer que seja, de modo que o elemento subjetivo exclusivamente não legitima a classificação dos fatos como crimes políticos. Os homicídios que fundamentam este pedido de extradição parecem marcados por certa frieza e desprezo pela vida humana, o que contrasta com o caráter nobre de uma ação política voltada para reformas no Estado. [...]<em> </em>Em vista de tais fundamentos, não se afiguram suficientes para caracterizar tais delitos como políticos  [...]. Conclui-se, portanto, à luz do princípio da preponderância, contido no art. 77, §1°, da Lei n° 6.815/80, que os quatro homicídios caracterizaram-se como crimes comuns, e por isso são passíveis de extradição [...].  Ante o exposto, manifesto-me pelo <strong>deferimento </strong>do pedido de extradição <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn23">[23]</a>. Mais tarde, afirmou ter tomado a decisão “mais difícil de minha vida”<a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn24">[24]</a>. Em entrevista à TV Estadão, ao comentar sobre a dificuldade que teve de tomar essa decisão, confirmou o caráter “terrorista” das atividades pelas quais Cesare Battisti foi condenado na Itália: “Sempre deplorei esse tipo de atividade política, atentados pessoais, terrorismo, violência armada. Eu, na verdade, contrariei minha tradição política.”</p>
<p>Antes de contrariar sua tradição política, que incluía uma incursão, no início dos anos de 1980, no clandestino Partido Revolucionário Comunista (PRC), Tarso concluiu, após ouvir o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalg, um dos advogados de Battisti, que: 1. Battisti não poderia ter cometido dois assassinatos quase na mesma hora do mesmo dia em cidades separadas por centenas de quilômetros.<em> </em><strong>Mentira</strong><em>: segundo a Justiça italiana, Battisti não foi o executor material de um desses homicídios, mas condenado como co-idealizador e co-organizador do atentado do PAC; no outro, ele assumiu o papel de vigia para dar cobertura a um companheiro enquanto este assassinava a vítima escolhida. É por má-fé que os defensores de Battisti alegam constantemente contra os “erros” da Justiça italiana que “ele não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo”, já que a Justiça italiana nunca atribiu esse poder a Battisti. </em>2. Uma perícia francesa teria concluído que a procuração do advogado que representava Battisti na Itália no julgamento de 1993 foi falsificada. <strong>Dúvida</strong><em>: Se houve falsificação da procuração do advogado de Battisti, quem é o autor dela? Não seria o próprio Battisti, conhecido por suas falsificações de documentos, quem forjou uma falsa assinatura na sua procuração, para alegar depois “irregularidades no processo”?</em> 3. Quem acusou Battisti dos homicídios foi apenas um companheiro que aceitou uma oferta de delação premiada e mudou de identidade. <strong>Mentira</strong>: o <em>Juiz Pietro Forno confirmou a condenação de Battisti  com base nos depoimentos de Maria Cecilia “Barbetta”, Enrico “Pasini Gatti”, Marco “Barbone”, Maurizio “Ferrandi”, Santo “Fatone”, Marco “Donat-Cattin”, Antonio “Cavallina”, Maurizio “Mirra”, Giuseppe “Memeo” e Marina “Premoli”, ex-integrantes do PAC e Prima Línea. Sobre a morte de Campagna testemunhou, contra Battisti, o companheiro Santo “Fatone”: “A preparação do homicídio foi efetuada pelos companheiros que ficaram em Milão, ou seja, Battisti, Memeo, Lavazza, Bergamin e La Marelli”. Os depoimentos foram corroborados por investigações da polícia realizadas logo após o delito e por relatos prestados por testemunhas inquiridas na imediação dos fatos. Os dados colhidos coincidem com o depoimento de Mutti.  </em>4. Quaisquer tenham sido os delitos praticados por Battisti, eles foram políticos — e a tradição brasileira, nesses casos, é de dar asilo. <strong>Mentira</strong>: Battisti não cometeu delitos políticos, mas de sangue, crimes comuns. Battisti beneficiou-se, além disso, em todas as fases de seu longo processo, da defesa de advogados por ele escolhidos. Por isso a Corte Européia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, confirmou a extradição em 12 de dezembro de 2006 <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn25">[25]</a>. 5. O Brasil não extradita fugitivos condenados em seus países ou à morte, ou à prisão perpétua. <strong>Dúvida</strong>: <em>para que serviriam então os tratados bilaterais de extradição?</em></p>
<p>Escorado em pareceres do jurista Dalmo Dallari, do senador Eduardo Suplicy e do Ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi, ex-preso político sob a ditadura militar, quando integrava o grupo Aliança Libertadora Nacional (ALN), Tarso Genro golpeou o governo italiano concedendo ao criminoso Battisti <em>status</em> de <em>refugiado político</em>. Seu processo de extradição foi arquivado e a Polícia Federal foi proibida de comentar o caso. Em sua justificativa, Genro adotou o argumento dos ex-terroristas: “Por motivos políticos o Recorrente envolveu-se em organizações ilegais [...]. Por motivos políticos foi abrigado na França e também por motivos políticos [...] decidiu, mais tarde, voltar a fugir. Enxergou o Recorrente, ainda, razões políticas para os reiterados pedidos de extradição Itália-França [...] vinculadas à situação eleitoral francesa. O elemento subjetivo do ‘fundado temor de perseguição’ necessário para o reconhecimento da condição de refugiado está, portanto, claramente configurado”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn26">[26]</a> Luís Dulce e Tarso Genro reclamaram que a Itália não extraditara o ex-banqueiro Salvatore Cacciola para o Brasil. Mas a Constituição italiana, tal como a brasileira, não admite extradição de nacionais: sendo o ex-banqueiro italiano nato, o governo italiano não poderia extraditá-lo – não é o caso do Brasil em relação a Battisti, que não é cidadão brasileiro. Com o paralelo infeliz do Caso Battisti com o Caso Cacciola, Luis Dulce e Genro demonstraram má-fé ou ignorância. Como observou Walter Fanganiello Maierovitch, no mundo civilizado, assassinatos perpetrados em regimes democráticos não são considerados crimes políticos.</p>
<p>O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), divulgou nota de apoio à decisão de Tarso Genro. Segundo ele, “não há dúvida de que Battisti sofreu perseguição política na Itália [...]. Battisti é um cidadão do mundo e o Brasil não pode ser belicoso”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn27">[27]</a> Em carta aberta ao Presidente Lula, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias apoiou “a decisão soberana do Estado brasileiro”, assegurando que a condenação de Battisti “ocorreu num contexto de excepcionalidade política e jurídica [...] &#8211; o estado italiano exercia forte papel persecutório a militantes de esquerda” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn28">[28]</a>. O Secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, elogiou a decisão de Tarso: “Faz parte da tradição do governo brasileiro”. Para justificar sua decisão, os círculos infernais da militância que blindam o governo Lula precisaram inventar um “São Battisti”, diverso do criminoso revelado nos autos  que tramitaram em diversas cortes européias, como se elas estivessem a perseguir um inocente, condenado sem provas por cruel ditadura. Ao invocar a “soberania nacional”, sem compromisso com os princípios do direito internacional e cooperações firmadas na luta contra o terror e pelo respeito aos direitos humanos, Lula preferiu defender o ex-terrorista a manter sua aura de socialista democrático, passando a ser visto como caudilho populista a Hugo Chávez <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn29">[29]</a>.</p>
<p>Por outro lado, a “tradição brasileira” de generosidade para com perseguidos de outros países foi esquecida quando o governo petista decidiu enviar de volta a Cuba os boxeadores cubanos Guilhermo Rignondeaux e Erislandy Lara, que abandonaram a delegação de seu país durante o Pan, na Vila Olímpica do Rio, em julho de 2007. O procurador Leonardo Luiz Figueiredo teria visitado os boxeadores e feito uma oferta de asilo, que teria sido recusada. Já Erislandy Lara declarou ter pedido asilo à polícia no Brasil, não me lhe sendo dada a oportunidade <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn30">[30]</a>. Para Tarso Genro, “houve exploração política do episódio. Outros cubanos pediram refúgio e ficaram no Brasil”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn31">[31]</a> Em tempo recorde – apenas dois dias – os boxeadores foram embarcados de volta a Cuba num jato venezuelano cedido por Hugo Chavez, sem dar qualquer chance para uma intervenção das organizações de Direitos Humanos <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn32">[32]</a>.<em> </em></p>
<p>Para os círculos infernais dos militantes, somente ex-terroristas podem gozar a liberdade no Brasil petista; e se a Itália é uma ditadura feroz, Cuba é um modelo de democracia: eles justificaram a caçada brasileira aos atletas cubanos por não serem eles “perseguidos políticos como Battisti”. Mas, para o Comitê Nacional de Refugiados (CONARE), do Ministério da Justiça, <em>tampouco Battisti o seria</em>: a 28 de dezembro de 2008, esse órgão recusou, por maioria simples de 3 votos contra 2, seu pedido de refúgio no Brasil, pois não foram apresentadas provas convincentes de que ele sofreria perseguição política pelo Estado italiano. Tendo sua campanha à Prefeitura produzida por um dos ex-terroristas italianos asilados no Brasil, Gabeira opôs-se, por identificação, à extradição de Battisti: “Publicando livros quase anualmente, Battisti é um homem dedicado ao seu trabalho intelectual. Políticos como François Hollande já lhe deram apoio. Battisti merece nosso apoio”, garantiu Gabeira em seu <em>blog</em>, ainda em 2007. Um Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn33">[33]</a> organizou então uma petição descrevendo o ex-terrorista como um Jean Valjean<em> </em>contemporâneo, perseguido por uma crapulosa ditadura capitalista. O perseguido Rui Martins <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn34">[34]</a> defendeu Battisti nestes termos: “Não acredito que seja um anjo [mas] não consigo entender porque tanta parcialidade contra o jovem operário filho e neto de comunistas, admirador de Marx e Pasolini” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn35">[35]</a>. Battisti, esse “escritor idealista”, precisaria ser libertado até por razões humanitárias, uma vez que, com seu “atual trabalho” ele sustenta esposa e filhas, não podendo por isso ficar preso!</p>
<p>Forçando ainda mais a barra, o ex-preso político Celso Lungaretti comparou o caso Battisti ao caso Dreyfus: “O que ficou insofismavelmente estabelecido [...] foi o clima de caça às bruxas [...]. Daí os paralelos que brilhantes intelectuais europeus traçam com o Caso Dreyfus, tão injustiçado por ser judeu quanto Battisti está sendo injustiçado por haver integrado as fileiras dos ultras”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn36">[36]</a> As revistas <em>Caros Amigos</em> e <em>Piauí</em> e o portal <em>Brasil de Fato</em> cerraram fileiras em defesa apaixonada do “São Battisti”. Maria Inês Nassif defendeu Tarso Genro com um delírio sobre a inocência de Battisti: “[...] Não foi apresentada nenhuma prova, testemunha ou um único indício” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn37">[37]</a>. A identificação de ex-presos políticos brasileiros envolvidos na luta armada com Battisti suscitou um <em>revival</em> virtual dos “anos de chumbo” na Itália e no Brasil: arrependida da luta armada apenas na aparência, a extrema-esquerda, sentiu-se viva como nunca defendendo o ex-terrorista italiano e atacando a Justiça Italiana. Indignado, o Presidente Giorgio Napolitano solicitou a revisão do processo. Em mais um tapa na cara do governo italiano, Lula desqualificou o “Companheiro” Napolitano para defender o “Companheiro” Genro, alegando que este se orientava por “sólidas bases jurídicas”, concluindo, hipocritamente, com a “reafirmação dos laços históricos e culturais que unem o Brasil e a Itália”.</p>
<p>É “um deboche cruel”, escreveu o presidente da Associação dos Parentes das Vítimas de Cesare Battisti, Adriano Sabbadin, filho do açougueiro assassinado pelos PAC, em carta ao Presidente Lula. O semanário inglês <em>The Economist</em> apontou o anacronismo do governo Lula de seguir uma tradição da ditadura militar, que concedeu asilo a facínoras da Operação Condor e <em>status</em> de refugiados políticos a ditadores como Alfredo Stroesner &#8211; decisão apoiada à época por Frei Betto. Napolitano decidiu recorrer a “todo instrumento jurídico previsto” para obter a extradição de Battisti, entrando com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser ouvido no processo. O governo do PAC brasileiro parecia seguir a velha estratégia do PAC italiano, de acirrar as contradições do capitalismo, se possível com violência. A petição contra a extradição recorreu a uma artimanha jurídica: “as leis brasileiras não reconhecem sentenças proferidas sem a presença do réu, o que aconteceu quando Battisti era asilado político na França” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn38">[38]</a>. Mas será que a lei brasileira aplica-se a  estrangeiros?</p>
<p>Os ex-terroristas querem passar a idéia de que a Itália era uma ditadura que perseguia cidadãos políticos que só matavam “fascistas”, que os impediam de serem  livres. Encobertos pelo manto purificador da <em>revolução</em>, que converte crimes em “justiça alternativa”, os terroristas de esquerda não se sentem criminosos comuns e terroristas totalitários, mas “militantes políticos”. A Itália não era uma ditadura; o Presidente da República à época era o socialista Sandro Pertini, antifascista histórico. Numa <em>nota aos cidadãos brasileiros</em>, o magistrado (de esquerda) Armando Spataro, responsável pela Coordenação do Departamento de Repressão ao Terrorismo, esclareceu a esse respeito: “Battisti não é [...] perseguido na Itália pelas suas idéias políticas. Ele é um criminoso comum que cometia roubos para o fim de obter lucro pessoal. Battisti se politizou no cárcere. [...]  A Corte Européia de Direitos Humanos de Estrasburgo (França) rejeitou o recurso de Battisti [...] e afirmou [...] que, em todos os processos, Battisti esteve sempre assistido pelos seus advogados de confiança. [...] A Itália não criou Tribunal de exceção e nem militar, nem trilhou caminhos antidemocráticos na luta contra o terrorismo. Sobre o acontecido naqueles anos, recordou o nosso presidente da República, Sandro Pertini (Partido Socialista), que a Itália podia honrar-se de ter brecado o terrorismo nas salas de audiências da Justiça, com respeito à lei e à Constituição [...]. Autoridades brasileiras devem repensar a decisão. Não porque a Justiça queira vingança, mas porque ela é a sede de afirmação das regras do Estado de Direito: e quem a viola [...] deve pagar. Sem isso, as democracias se desmentem a si próprias.”</p>
<p>Horrorizado com a presunção de Genro de que Cesare Battisti poderia ser morto se extraditado, Napolitano enviou carta a Lula, destacando que a Itália “é uma democracia que protege seus cidadãos, e desde sua constituição por referendo popular nunca teve <em>legislação de exceção</em>, mas leis votadas pelo Parlamento [...]. No nosso Estado democrático, o sistema penal e o penitenciário mostraram-se generosos e quem acertou contas com a Justiça teve o direito à reinserção social, mas com discrição, sem nunca deixarem de saber das suas responsabilidades éticas e morais, embora liquidadas as criminais penais.” O advogado de Battisti, Eric Turcon, e o senador brasileiro Eduardo Suplicy (PT-SP) espalharam o boato de que Carla Bruni durante sua visita ao Brasil, em dezembro de 2008, influenciara o governo brasileiro<a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn39">[39]</a>. Devido à sua intervenção no episódio Petrella, Carla Bruni até poderia ter ter sugerido a Lula o asilo a Battisti. Mas em entrevistada à RAI 3, ela desmentiu os boatos: “Não me permitiria nunca interferir, não tenho a ideologia dele e estou contente de poder responder essa pergunta e, assim, deixar clara minha posição perante os familiares das vítimas de Battisti”<a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn40">[40]</a>. Lula quis recusar à nação italiana o direito de efetivar seus julgados contra um assassino de cidadãos italianos, foragido e procurado pela Justiça italiana, numa ingerência indevida em assuntos estrangeiros. Genro arvorou-se em juiz de Battisti a ingressar no mérito das decisões italianas e, por entendê-las injustas, promover sua cassação. Genro e Lula pisaram na soberania italiana alegando defesa da soberania brasileira e faltaram com o respeito às famílias das vítimas.</p>
<p>A Associação das Famílias das Vítimas do Terrorismo na Itália pediu então aos italianos que enviassem cartas ao governo e à embaixada brasileira em Roma. O vice-presidente da associação, Roberto Della Rocca, declarou: “Battisti é um homicida, mas nem por isso seria torturado nas cadeias italianas” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn41">[41]</a>. O embaixador italiano no Brasil, Michele Valensise, reuniu-se com o presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes, e demonstrou a preocupação de seu país. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn42">[42]</a>. O apresentador da TV italiana Maurizio Costanzo pediu aos telespectadores que enviassem mensagens de <em>vergonha </em>à embaixada brasileira e <em>boicotassem o samba</em>. A patética manifestação contou com o apoio do Ministro para Assuntos Europeus, Andrea Ronchi, para quem a posição do Brasil era <em>uma vergonha</em>. A platéia do programa levantou-se para lembrar as vítimas de Battisti <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn43">[43]</a>. O Ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, considerou grave  o comportamento das autoridades brasileiras, incompatível com a tradição de amizade entre Brasil e Itália e o embaixador italiano em Brasília, Michele Valensise, foi convocado pelo ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, em medida apoiada por ministros e deputados italianos <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn44">[44]</a>.</p>
<p>O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, telefonou ao chanceler Celso Amorim, comunicando oficialmente seu “profundo ressentimento pela decisão brasileira no caso”. E criticou a sugestão de seu subsecretário Mantica de cancelar o amistoso entre as seleções de futebol de Itália e Brasil, marcado para fevereiro em Londres, como forma de protesto: “Uma coisa é um protesto diplomático sério, outra coisa é um jogo de futebol” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn45">[45]</a>. Mas o ex-jogador italiano Paolo Rossi, campeão mundial em 1982, defendeu a pressão sobre os brasileiros: embora contrário ao cancelamento da partida, sugeriu que os dirigentes da Federação Italiana de Futebol (Federcalcio) pedissem a um jogador “fazer declarações ou gestos em lembrança das vítimas do terrorismo [...] isso seria muito útil para promover a sensibilização sobre o problema. O futebol serve como caixa de ressonância” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn46">[46]</a>.</p>
<p>Segundo o ambíguo parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), o processo de extradição contra Battisti deve ser extinto sem julgamento, com base no artigo 33 da Lei número 9474/97, com a ressalva de que, se o STF decidir julgar o caso, a PRG será favorável à extradição&#8230; Já o ilibado advogado de Battisti, Luiz Eduardo Greenhalgh, o mesmo o ex-deputado do PT que, sob o codinome “Gomes” teria recebido “honorários de R$ 650 mil” do banqueiro Daniel Dantas em pagamento a <em>lobby</em> favorável no governo federal e outras administrações petistas, como o governo estadual do Pará <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn47">[47]</a> -a postura das autoridades italianas é “descabida, desmedida e ofensiva [...] um desrespeito às autoridades brasileiras, uma vergonha”, declarou, acrescentando que Battisti “se mostra ansioso, está há 12 dias preso sob constrangimento” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn48">[48]</a>. Citando o caso do colombiano Olivério Medina, ex-integrante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que obteve refúgio no Brasil, Greenhalgh pediu liberdade para Battisti com base em três dispositivos da Constituição: 1) ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; 2) ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei e 3) conceder-se-á <em>habeas-corpus</em> sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder  <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn49">[49]</a>.</p>
<p>É a primeira vez em décadas que a Itália chama para consultas um embaixador. Mas Lula minimizou o gesto, não dando mostras de pretender reconsiderar sua posição, qualificando de “emocional” a ameaça italiana de dificultar a participação do Brasil nas reuniões do G8. “O fato mais grave não é a concessão de refúgio, mas a mensagem de ofensa à democracia”, declarou o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Itália, Edoardo Pollastri, temendo um abalo no intercâmbio comercial, que fechou 2008 em torno de US$ 10 bilhões. Uma missão parlamentar foi organizada para buscar uma saída política. O deputado ítalo-brasileiro Fabio Porta seguiu para Brasília, em missão oficial do Parlamento italiano para discutir a questão com seus colegas brasileiros. O presidente do STF, Gilmar Mendes, levou o caso para análise do Plenário que deve questionar a legalidade da decisão de Tarso. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn50"><sup>[50]</sup></a></p>
<p>No julgamento do pedido de extradição de Battisti no STF, os ministros estavam a ponto de encerrar o caso, com quatro votos contra três a favor da ilegalidade do refúgio político, quando o ministro Marco Aurélio Mello suspendeu o julgamento para pedido de vista. Dentro do recinto, manifestantes protestavam contra a extradição do ex-terrorista. Os manifestantes haviam se beneficiado com uma pensão gratuita fornecida pelo ético senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Conforme noticiado por Renata Lo Prete no Painel da <em>Folha</em>, Suplicy abrigou irregularmente em seu gabinete, na noite do dia 9 de setembro de 2009, véspera do julgamento, 15 manifestantes: após terem sido impedidos pela Polícia Militar de permanecer em vigília em frente ao STF, eles se infiltraram no Senado, acompanhados dos senadores José Nery (PSOL-PA) e João Pedro (PT-AM), usando o gabinete de Suplicy como dormitório, madrugando no local para os protestos do dia seguinte. Os manifestantes ingressaram por volta da meia-noite no Senado, fora do horário de funcionamento da Casa, e espalharam seus colchonetes para aí “acampar [...] no interior do gabinete do senador Eduardo Suplicy”, conforme o relatório da Polícia do Senado.</p>
<p>Suplicy defendeu essa irregularidade afirmando que faltou aos policiais que relataram a ocorrência “sensibilidade humana e espírito público” e que o grupo não causou nenhum dano material ao Senado [GUERREIRO, Gabriela. Corregedoria investigará ocupação de gabinete de Suplicy por manifestantes pró-Battisti. <em>Folha online</em>, 17 set. 2009. URL: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u625296.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u625296.shtml</a>.] Danos morais não contam para petistas. “Penso”, continuou Suplicy, “que [...] deveriam ter telefonado para mim, pois, de pronto, informaria que as pessoas estavam por mim autorizadas [...] apenas cedi a chave para o grupo utilizar o banheiro”, alegou. “Só se todo mundo comeu comida estragada, porque 15 pessoas passaram a madrugada toda para usar o banheiro”, ironizou Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado [FALCÃO, Márcio. Suplicy diz que faltou "sensibilidade" sobre abrigo de manifestantes pró-Battisti da Folha Online, 17/09/2009. URL: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u623926.shtml].</p>
<p>Pouco antes do julgamento de seu pedido de extradição, Cesare Battisti enviou ao CONARE uma carta reafirmando seu desejo de permanecer refugiado no Brasil e na qual afirmou: “[...] Após minha fuga da Itália, a minha militância deu-se com escritos, usando o espaço que me deram as editoras francesas e italianas para criticas à época política italiana dos anos de chumbo. Fui membro do PAC, mas nunca pratiquei atos de violência. [...] Se volto para a Itália sei que vou morrer. Embora nunca tenha matado ninguém, me acusaram de ter matado policiais com base em um depoimento de um “arrependido” por delação premiada, que jogou a culpa por muitos atos praticados por ele próprio em mim. Sei que será difícil convencer as pessoas da verdade, pois mentiras contra mim foram repetidas mais de mil vezes. Nunca pratiquei atos de violência contra quem quer que seja, e não há testemunha presencial que me acuse de tal prática. Sei que tenho condições de viver o fim de meus dias com dignidades nesta terra maravilhosa, como outros militantes políticos de esquerda da época o estão fazendo. Sei que posso continuar minha carreira de escritor e tradutor sem interferir em assuntos internos. Vim para o Brasil, pois sabia do calor e do acolhimento que aqui receberia. Sabia também que o Brasil acolhe perseguidos políticos. [...] Mitterand havia dado a todos nós a palavra de que não seríamos extraditados. Sarkozy procura o caminho dos grandes estadistas quando dá a mesma palavra para as FARCs e quando protege Marina da morte que seria certa.” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn51">[51]</a></p>
<p>Ao mesmo tempo em que divulgou essa confissão de inocência, considerando os ex-terroristas de esquerda com os quais deseja voltar a conviver neste <em>maravilhoso Brasil</em> como “militantes políticos de esquerda da época”, tão inocentes e avessos à violência quanto ele próprio, que não se sabe porquê tenha ingressado nos Proletários Armados para o Comunismo e participado de tantos atentados, Cesare Battisti escrevia aos círculos do inferno da militância um carta mais sincera, com o objetivo, negado na carta anterior, de interferir diretamente na vida nacional: “Caros XXX e companheiros/as [...] O que pretendo fazer agora [...] é [...] solicitar mais uma vez vossa ajuda, caso seja possível, no que concerne ao plano que, a parte, será melhor detalhado [...] dia 18/01/08 realizou-se meu depoimento em frente de um juiz federal. Aparentemente, tudo sucedeu-se da melhor maneira possível. [...] Qual não foi nossa surpresa quando um mês depois o indefectível Procurador se pronunciou a favor de minha extradição [...] Previsível foi também a festa mediática à qual se entregaram os urubus europeus e alguns brasileiros. [...] daqui em frente vamos precisar de um enorme trabalho jurídico e de sensibilização do mundo político e cultural brasileiro [...] Preciso de apoio de todas/os os amigos/as e companheiros/as [...] muitas batalhas resultam em derrota ou vitória justamente em face da decisão da hora ou não de agir. Bem verdade lhe digo: é hora de agir! Começaremos corrigindo o erro que as companheiras e companheiros franceses perpetuaram com tanta obstinação, mesmo que tenha ocorrido motivado pelas melhores intenções: separar a todo custo o homem político, o escritor militante do processo estritamente jurídico. [...] enquanto a gente ficava ocupada com empecilhos jurídicos para evitar a extradição [...] os adversários já tinham ocupado o terreno político para assim pressionar o aparelho judiciário. [...] não posso me dar ao luxo de desconsiderar a forte influência italo-francesa aqui no Brasil. [...] tiveram (2,6 anos de monitoramento em território brasileiro!) para arquitetar o forte fraudulento pedido de extradição. Daí, se faz necessário e imprescindível a minha intervenção nesse processo articulando todas as possíveis relações para que confluam em uma inteligente sensibilização do povo cultural e político e para que estes intercedam de alguma forma perante as autoridades [...] este é meu papel desde sempre, esta é a minha índole, este é o processo político não só meu mas também dos anos 70 na Itália e esta é a minha única oportunidade de tirar meu nome da lixeira [...]. Existem centenas de refugiados/as italianos/as dos anos 70 no mundo, inclusive no Brasil, porque então eu? Porque se não é para me calar a boca, tirar das bibliotecas meus livros que denunciam a horrorosa verdade daqueles anos? [...] Batalhas serão travadas e quero tomar parte ativa nesta luta política. [...] intercedam e sensibilizem a todos/as que achar relevantes no âmbito político-cultural e no movimento social em geral. Acho que não precisa, &#8211; ou sim? &#8211; lembrar ao Lula, agora guia do povo brasileiro, que nós lutamos do mesmo lado e na mesma época e que só por fatalidade, talvez também por competência, acabamos por tomar rumos tão diferentes. [...] Será que serei injustiçado pelo mesmo PT que eu como milhares de companheir@s do mundo aplaudimos quando da sua chegada ao poder através da eleição do Lula? Não me permito sequer imaginar que o povo brasileiro aceitará essa infame maquinação dos governos de direita Franco-Italianos”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn52">[52]</a>.</p>
<p>Um criminoso comum sempre negará ter cometido os crimes que cometeu. Faz parte de seu projeto criminoso apresentar-se como inocente de todos os seus crimes. O terrorista totalitário é um homem de duas caras, que mente compulsivamente sem pestanejar. Como na deliciosa e intraduzível expressão da língua alemã, “er lügt wie gedrukt” (algo como “ele mente em letras tipográficas”). O criminoso comum terrorista totalitário sempre encontrará entusiastas defensores de sua inocência, pois delinqüindo com a consciência tranqüila pode mover-se graciosamente no território pantanoso da ilegalidade, tirando todo proveito do meio cultural e intectual em que se inseriu com esperteza, sob o disfarce do “homem de idéias”. O meio cultural brasileiro segue, abestalhado, suas palavras-de-ordem, seus ensaios de liderança totalitária. Até o Ministro da Justiça, citando estanhamente a propósito do caso um dos mais famosos teóricos do nazismo, demonstra admiração e concede proteção política a esse<em> delinqüente hábil que zomba da Justiça&#8230;</em></p>
<hr size="1" /><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> “Adriano Sofri [...] líder de Lotta Continua, acusado como mandante do homicídio do comissário Luigi Calabresi e condenado a 22 anos de prisão [...] em <em>La Notte che Pinelli</em> reconstitui a história da investigação depois do atentado de Piazza Fontana [...]. O comissário Calabresi seguiu a pista anárquica &#8211; errando, pois a bomba (entendeu-se mais tarde) era de direita. O anarquista Giuseppe Pinelli, questionado, “jogou-se” da janela [...] a democracia pareceu ser apenas o disfarce de uma dominação brutal e escusa, que legitimaria o combate armado. Calabresi, um policial íntegro, não foi responsável pela morte de Pinelli, mas foi assassinado, em 1972, depois de uma campanha de imprensa que o culpava. [...] Sofri escreve o que talvez venha a ser o melhor epitáfio dos anos de chumbo: “Não me sinto corresponsável por nenhum ato terrorista dos anos 70. Mas do homicídio de Calabresi, sim, por ter dito ou escrito ou por ter deixado que se dissesse e se escrevesse: <em>Calabresi, você será suicidado</em>”<em>. </em>CALLIGARIS, Contardo. A Itália e o caso Battisti. <em>Folha de S.Paulo</em>, 22 jan. 2009. Em: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2201200920.htm">www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2201200920.ht&#8230;</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> Atas do processo, fls. 66. Apud: SOUZA, Antonio Fernando de. Processo nº 3576-PGR-AF. Extradição Nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti; Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref3">[3]</a> MAINARDI, Diogo. O Marcola do país da macarronada. Revista <em>Veja</em>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref4">[4]</a> BATTISTI, Cesare. <em>Minha fuga sem fim</em>. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref5">[5]</a> Atas do processo, fls. 68/70. Apud: SOUZA, Antonio Fernando de. Processo nº 3576-PGR-AF. Extradição Nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti; Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref6">[6]</a> Atas do processo, fls. 67/68. Apud: SOUZA, Antonio Fernando de. Processo nº 3576-PGR-AF. Extradição Nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti; Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref7">[7]</a> Atas do processo, fls 70/72. Apud: SOUZA, Antonio Fernando de. Processo nº 3576-PGR-AF. Extradição Nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti; Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref8">[8]</a> MAIEROVITCH, Wálter Fanganiello. Battisti: sua folha-corrida antes do terror. Os novos capítulos. Blog Sem Fronteiras, <em>Terra</em>, 27 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref9">[9]</a> Segundo Wálter Fanganiello Maierovitch, a perpétua na Itália reduz-se a 22 anos de prisão com bom comportamento, ou 26 anos com mau comportamento, seguida de anistia. O artigo 176 do Código Penal Italiano confere livramento condicional a sentenciados definitivamente condenados e autorização para saídas do cárcere para trabalho, contato com a família e retorno à noite. O Ministério da Justiça da Itália informa que por terrorismo (crime contra a humanidade, não delito político) entraram em cárceres italianos 6 mil sentenciados condenados definitivamente por homicídios de inocentes (vítimas desconhecidas dos assassinos), dos quais hoje só se encontram presos 97; destes, 26 em semiliberdade, os demais presos entre 2003 e 2007. Dos 97 presos (dos 6 mil condenados), 76 pertenciam a grupos de extrema-esquerda; 21 a grupos de extrema-direita. Cf. O desinformado quer ensinar. <em>CBN</em>, 15 out. 2008. URL: <a href="http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/waltermaierovitch/2008/10/15/o-desinformado-quer-ensinar">http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/waltermaierovitch/2008/10/15/o-desinformado-quer-ensinar</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref10">[10]</a> Socialista de passado duvidoso, Mitterrand trabalhara na juventude numa agência do governo de Vichy, tendo sido por isso condecorado, mantendo até o fim da vida relações de amizade com René Bousquet e Paul Touvier, colaboracionistas que organizaram a deportação dos judeus franceses.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref11">[11]</a> SEBASTE, Beppe. Fred Vargas: “Difendo Cesare Battisti, è stato lasciato solo”. <em>L’Unità</em>, 16 jan. 2009. Em: <a href="http://www.unita.it/news/75251/fred_vargas_difendo_cesare_battisti_stato_lasciato_solo">http://www.unita.it/news/75251/fred_vargas_difendo_cesare_battisti_stato_lasciato_solo</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref12">[12]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Itália encobre “asilo francês”, afirma filósofo.<strong> </strong><em>Folha de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref13">[13]</a><em> </em>MAIEROVITCH, Wálter Fanganiello. Caso Battisti: Napolitano espera hoje resposta de Lula. 19 jan. 2009. Blog Sem Fronteiras, <em>Terra</em>, Em: <a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/19/caso-battisti-napolitano-espera-hoje-resposta-de-lula">http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/19/caso-battisti-napolitano-espera-hoje-resposta-de-lula</a>; Novos assassinatos. Blog Sem Fronteiras, <em>Terra</em>, 23 jan. 2009. Em: <a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/23/battisti-novos-assassinatos-carta-aberta-aos-brasileiros-pelo-magistrato-italiano-da-luta-contra-o-terrorismo/">http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/23/battisti-novos-assassinatos-carta-aberta-aos-brasileiros-pelo-magistrato-italiano-da-luta-contra-o-terrorismo/</a>. Fonte citada sobre o caso:<em> La notte brucia ancora</em>.<em> Giampaolo Mattei racconta il Rogo di Primavalle</em>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref14">[14]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Refugiados italianos no Brasil apóiam decisão de ministro. <em>Folha de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref15">[15]</a> <em>Revista IstoÉ</em> n° 2048, 11 fev. 2009, p. 40.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref16">[16]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Gabeira teve encontros secretos com italiano em café de Ipanema.<strong> </strong><em>Folha</em><em> de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref17">[17]</a> Processo nº 3576-PGR-AF-Extradição, nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti. Relator: Ministro Cezar Peluso, fls. 2313/2316.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref18">[18]</a> Processo nº 3576-PGR-AF-Extradição, nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti. Relator: Ministro Cezar Peluso, fls. 2323/2435.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref19">[19]</a> Ext n° 493. Relator: Ministro Sepúlveda Pertence.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref20">[20]</a> EXT n° 1085. Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref21">[21]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Itália encobre “asilo francês”, afirma filósofo. <em>Folha de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref22">[22]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Refugiados italianos no Brasil apóiam decisão de ministro. <em>Folha de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref23">[23]</a> Após afirmar-se favorável à entrega de Battisti à Itália, Antonio Fernando de Souza encaminhou parecer ao STF favorável à manutenção de Battisti no Brasil; a seu ver, o processo de extradição deve agora ser arquivado com base no artigo 33 da Lei número 9474/97, que impede a extradição de pessoas que receberam refúgio político. REDAÇÃO TERRA. Mendes: concessão de refúgio a Battisti não afeta extradição. <em>Terra</em>, 3 de fev. 2009. Em: <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3491520-EI306,00-Mendes+concessao+de+refugio+a+Battisti+nao+afeta+extradicao.html">http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3491520-EI306,00-Mendes+concessao+de+refugio+a+Battisti+nao+afeta+extradicao.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref24">[24]</a> Entrevista ao programa <em>Em cima da hora</em>, Globo News, 28 jan. 2009. Um bode expiatório conveniente à Itália. <em>Valor Econômico</em>, 22 jan. 2009. URL: <a href="http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Por%20que%20Italia%20transformaria%20Battisti%20no%20bode%20expiatorio%20de%20periodo%20negro%20de%20sua%20historia?&#38;dtMateria=09%2001%202009&#38;codMateria=5377438&#38;codCategoria=99">http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Por%20que%20Italia%20transformaria%20Battisti%20no%20bode%20expiatorio%20de%20periodo%20negro%20de%20sua%20historia?&#38;dtMateria=09%2001%202009&#38;codMateria=5377438&#38;codCategoria=99</a></p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref25">[25]</a> MICHAEL, Andréa; SELIGMAN, Felipe; FERRAZ, Lucas. Dez testemunhas embasaram condenação.<em> Folha de S. Paulo</em>, 30 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref26">[26]</a> GENRO, Tarso. Apud LUNGARETTI, Celso. Governo concede refúgio a Cesare Battisti. SINDISPREV/RJ, 14 jan. 2009. Em: <a href="http://www.sindsprevrj.org.br/jornal/secao.asp?area=19&#38;entrada=2860">http://www.sindsprevrj.org.br/jornal/secao.asp?area=19&#38;entrada=2860</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref27">[27]</a> Comissão apóia reconhecimento de italiano como refugiado político. Redação 24HorasNews, 14 jan. 2009, em: <a href="http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&#38;mat=279276">http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&#38;mat=279276</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref28">[28]</a> CDHM lança nota em apoio à decisão de refúgio a Cesare Battisti. Librdade a Cesare Battisti, 23 jan. 2009. Em: <a href="http://cesarelivre.org/node/50">http://cesarelivre.org/node/50</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref29">[29]</a> MAIEROVITCH, Walter Fanganiello. Caso Battisti: Lula é anacrônico, define ‘The Economist’, Blog Sem Fronteiras, <em>Terra,</em> 25 jan. 2009. Em: http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/25/caso-battisti-lula-e-anacronico-define-the-economist/.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref30">[30]</a> <em>O Estado de S. Paulo</em>, Aliás, p. J2, 1º de fev. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref31">[31]</a> WEISS, Luiz. Asilo a italiano mobiliza a mídia Blog Verbo Solto. Observatório da Imprensa, 15 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref32">[32]</a> O jornal <em>O Estado de S. Paulo</em> publicou uma “Cronologia do caso dos boxeadores cubanos”<strong>:</strong><em> </em><strong><em>12 de julho</em></strong><em>: o jogador cubano Rafael Capote abandona a Vila pan-americana e vai de táxi até São Caetano do Sul. </em><strong><em>14 de julho</em></strong><em>: o técnico de ginástica artística Lázaro Lamelas abandona a delegação de Cuba. </em><strong><em>21 de julho</em></strong><em>: os boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara somem da Vila; no dia seguinte é anunciada a deserção. </em><strong><em>24 de julho</em></strong><em>: no jornal cubano Granma, do Partido Comunista, Lula admite tristeza e indignação. No Brasil, o governo nada comenta. </em><strong><em>26 de julho</em></strong><em>: os boxeadores assinam contrato de cinco anos com a cadeia de TV a cabo alemã Arena TV e se juntam a três outros cubanos desertados em dezembro. </em><strong><em>29 de julho</em></strong><em>: antes do encerramento dos jogos, a maior parte dos cubanos, 242 ao todo, antecipa a volta para casa a mando de Cuba. </em><strong><em>31 de julho</em></strong><em>: Cuba confisca bens e outros objetos dados a familiares dos pugilistas como prêmio. Esperados na Alemanha, os boxeadores não aparecem. </em><strong><em>2 de agosto</em></strong><em>: Rigondeaux e Lara são presos em Araruama, no Rio, e entregues à Polícia Federal por estarem com visto vencido e sem passaporte.</em><strong><em> 3 de agosto</em></strong><em>: os boxeadores prestam depoimento à PF e ficam sob liberdade vigiada em hotel. Segundo a polícia, eles queriam voltar para Cuba.</em><strong><em> 4 de agosto</em></strong><em>: voltam à ilha depois de, segundo a polícia, recusarem pedido de refúgio. Fidel promete não prendê-los.</em><strong><em> 5 de agosto</em></strong><em>: Fidel publica artigo no Granma dizendo que os dois desonraram a equipe nacional e não poderão mais representar Cuba em nenhum evento internacional. </em><strong><em>6 de agosto</em></strong><em>: Ahmert Ömer, da Arena Box, desiste de contratar os pugilistas. </em><strong><em>7 de agosto</em></strong><em>: o Ministério da Justiça divulga um comunicado oficial dizendo que os cubanos voltaram ao seu país porque quiseram.</em><strong><em> 9 de agosto</em></strong><em>: a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou convite a Tarso Genro para explicar os motivos da “localização, captura e rápida deportação” dos dois atletas.</em></p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref33">[33]</a> Cf. Blog <em>Cesare Livre</em>. URL: <a href="http://cesarelivre.org/">http://cesarelivre.org</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref34">[34]</a> Ele assim se descreve: “Proibido que fui e sou de participar da grande imprensa já depois da ditadura [...] jornalista expatriado, que como um Joris Ivens terá de sobreviver com seus frilas”.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref35">[35]</a> MARTINS, Rui. Battisti e a <em>Carta Capital</em>. <a href="http://www.blogdomino.com.br/blog/o-caso-battisti-343">http://www.blogdomino.com.br/blog/o-caso-battisti-343</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref36">[36]</a>Cf. <em>Celso Lungaretti – O Rebate, em: </em><a href="http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/">http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref37">[37]</a> Julgamento de Battisti na Itália foi uma farsa. <em>O Estado de S. Paulo</em>, 28 jan. 2009. Em: <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090128/not_imp314043,0.php">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090128/not_imp314043,0.php</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref38">[38]</a> Abaixo-Assinado de Solidariedade e Contra a Extradição de Cesare Battisti. Em: <a href="http://www.petitiononline.com/cesare07/petition.html">http://www.petitiononline.com/cesare07/petition.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref39">[39]</a> Carla Bruni nega participação em refúgio a Battisti. <em>Terra</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref40">[40]</a> MAIEROVITCH, Wálter Fanganiello. Carla Bruni detona Battisti. <em>Sem Fronteiras. Terra</em>, 26 jan. 2009. Em: <a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/26/carla-bruni-detona-battisti">http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/26/carla-bruni-detona-battisti</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref41">[41]</a> Italianos organizam reação popular contra asilo de Battisti. 26 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref42">[42]</a> Advogados recorrem para acelerar libertação de Battisti. <em>Terra</em>, 23 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref43">[43]</a> Apresentador pede boicote ao samba contra refúgio a Battisti. <em>Terra</em>, 23 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref44">[44]</a> Itália chama a consultas embaixador no Brasil por caso Battisti. <em>Terra</em>, 27 jan. 2009. Em: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3474598-EI7896,00-Italia+chama+a+consultas+embaixador+no+Brasil+por+caso+Battisti.html.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref45">[45]</a> Ministro italiano liga para Amorim por extradição de Battisti. <em>Terra</em>, 27 jan. 2009. Em:</p>
<p><a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3476249-EI306,00-Chanceler+italiano+liga+para+Amorim+e+defende+extradicao.html">http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3476249-EI306,00-Chanceler+italiano+liga+para+Amorim+e+defende+extradicao.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref46">[46]</a> Ex-jogador Paolo Rossi defende extradição de Battisti. <em>Terra</em>, 28 jan. 2009. Em: <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3478368-EI306,00.html">http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3478368-EI306,00.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref47">[47]</a> PF diz que Greenhalgh recebeu R$ 650 mil de Dantas. <em>O Estado de S. Paulo</em>, 14 de julho de 2008. Em: <a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac205550,0.htm">http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac205550,0.htm</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref48">[48]</a> MELLO, Marina. Advogado de Battisti diz que postura italiana é descabida. <em>Terra</em>, 27 de janeiro de 2009. Em: <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3476212-EI306,00-Advogado+de+Battisti+diz+que+postura+italiana+e+descabida.html">http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3476212-EI306,00-Advogado+de+Battisti+diz+que+postura+italiana+e+descabida.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref49">[49]</a> GALLUCCI, Mariângela. Greenhalgh volta a pedir ao STF para libertar Battisti O Estado de S. Paulo, 28 jan. 2009. Em: <a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac314564,0.htm">http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac314564,0.htm</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref50">[50]</a> Itália endurece e chama de volta embaixador no Brasil, 28 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref51">[51]</a> [Cesare Battisti] Carta enviada ao CONARE, antes do julgamento<strong>. </strong>Cesare Battisti, desde a prisão. Centro de Mídia Independente, 02/12/2008. Em: <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/434741.shtml">http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/434741.shtml</a><strong>.</strong></p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref52">[52]</a> BATTISTI, Cesare. Carta enviada por Cesare Battisti desde sua cela da polícia federal, em Brasília. Data-se de Junho de 2008, toda solidariedade faz-se necessária. Carta enviada da prisão. Por Comitê pela Libertação de Cesare Battisti, 19 jul. 2008. Em: <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/07/424752.shtml">http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/07/424752.shtml</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Il compare con il broncio: Louis Garrel]]></title>
<link>http://lecommari.wordpress.com/2009/04/19/il-compare-con-il-broncio-louis-garrel/</link>
<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 14:46:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>lafilledepoche</dc:creator>
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<description><![CDATA[Seguendo a ruota il post dell&#8217;altra commare, questa volta con il suo placet, eccomi a eleggere]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Seguendo a ruota il post dell&#8217;altra commare, questa volta con il suo placet, eccomi a eleggere l&#8217;ennesimo compare francese, signore care questa volta si tratta di <a href="http://www.louis-garrel.com" target="_blank"><strong>Louis Garrel</strong></a>. Come dire un <span style="color:#ff0000;"><strong>predestinato</strong></span>, figlio di un <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Philippe_Garrel" target="_blank">regista </a><em><a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Philippe_Garrel" target="_blank">engangé</a> </em>e dell&#8217;attrice Brigitte Sy, e come se non bastasse anche il nonno del piccolo Louis è un <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Maurice_Garrel" target="_blank">attore</a>. Se tutto questo <span style="color:#ff6600;"><strong>pedigree</strong></span> vi ha messo un tarlo nell&#8217;orecchio, pensate che a battezzare il pupetto è un mito de la fille de poche, il sempre stupendo e<a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Jean-Pierre_L%C3%A9aud" target="_blank"> inconfondibilmente triste</a> Jean-Pierre <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Antoine_Doinel" target="_blank">&#8220;Antoine Doinel&#8221;</a> Léaud.  Louis nasce a <span style="color:#0000ff;"><strong>Parigi</strong></span> il 14 giugno del 1983 e questo lo rende più piccolo della fille e della bradi. Inizia a recitare quando ancora io avevo cinque anni e anche lui, visto e considerato che siamo coetanei. Con qualche piccola differenza, mentre fra i miei avi posso orgogliosamente elencare una <span style="color:#003366;"><strong>donna che zappava la terra</strong></span> e sono nata e cresciuta a Reggio Calabria, quest&#8217;uomo vanta fra i suoi avi <span style="color:#00ccff;"><strong>cineasti da generazioni</strong></span> ed è cresciuto nel quartiere latino di Parigi. Lo stesso quartiere del maggio francese e dove probabilmente il generale Jarjayes non avrebbe mai mandato <span style="color:#ff0000;"><strong>Lady Oscar</strong></span> a fare delle commissioni. Mentre io ho frequentato una scuola sgangherata, senza porte, palestre e strutture, il bel Louis frequentava un liceo (ovviamente) figo della città delle mille luci, lo <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Lyc%C3%A9e_F%C3%A9nelon_(Paris)" target="_blank">stesso</a> di Simone de Beauvoir, <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Louise_Bourgeois" target="_blank">Louise Bourgeois</a>, Jean Cocteau e per abbassare un po&#8217; livello Charlotte Casiraghi. Nel 2002, mentre io mi lattariavo per gli esami di psicologia cognitiva, quest&#8217;uomo recita nel film della svolta, il primo di una lunga serie sul <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Maggio_francese" target="_blank">maggio &#8216;68</a>, <em><span style="color:#800080;"><strong>The Dreamers</strong></span> </em>di (inchino) Bernardo Bertolucci. In cui assieme alla sorella Eva Green (ok sorella di finzione, ma non è difficile sapere che mestiere abbia scelto di fare <a href="http://french.imdb.com/name/nm1081257/" target="_blank">Esther</a>, la sorella di Louis),  si mette in casa Michael Pitt, dopo averlo raccolto a una proiezione della <a href="http://www.cinematheque.fr/" target="_blank">Cinémathèque</a>.  Due anni più tardi eccolo di nuovo a reinterpretare lo stesso periodo diretto dal padre, ne <strong><em>Les Amants Réguliers</em></strong> un film di tre ore in bianco e nero con sole venti pagine di copione. Attratta dalle critiche e dal titolo, la fille piccola studentessa di francese di livello <a href="http://www.istruzione.it/argomenti/portfolio/pelquadro.shtml" target="_blank">A1</a> decise di affittarlo, non l&#8217;avesse mai fatto. Il film non sottotitolato l&#8217;ha quasi uccisa e da quel momento sogna di avere lo stesso taglio di capelli di <a href="http://www.allocine.fr/personne/galerievignette_gen_cpersonne=133472&#38;cmediafichier=18915636.html" target="_blank">Clotilde Hesme</a>. Dopo questo e anche natural durante diviene l&#8217;attore feticcio di <a href="http://www.christophe-honore.net/" target="_blank">Christophe Honoré</a>, ed ecco che ha come <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Ma_m%C3%A8re_(film,_2004)" target="_blank">madre</a> (e che madre) <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Isabelle_Huppert" target="_blank">Isabelle Huppert</a>, come <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Dans_Paris" target="_blank">fratello</a> <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Romain_Duris" target="_blank">Romain Duris</a>, è protagonista del più classico ménage à trois, o anche à quatre nello stupendo <span style="color:#0000ff;"><strong><em>Les Chansons d&#8217;Amour</em></strong></span> e poi eccolo professore d&#8217;italiano, sì professore d&#8217;italiano in <em><strong><span style="color:#ff9900;">La Belle Personne</span></strong> </em>mentre rende bella e poetica anche la canzone dal testo più idiota del mondo: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yCvUOBGpk6Y" target="_blank"><em>Sarà perché ti amo </em></a>dei Ricchi e Poveri, oltre che scopri che puoi avere mille  Franco Battiato o De André, ma quello che varca i confini dello stivale e viene etichettato come <em>vera </em>musica italiana sono queste kistcherie. Nel rimandarvi al sito ufficiale del bel Louis e ricordarvi che dal 2002 è fidanzato con Valeria Bruni Tedeschi vi lasciamo a uno splendido video che lo ritrae alle prese con canzoni kitsch e situazioni umilianti.</p>
<div id="attachment_725" class="wp-caption alignnone" style="width: 443px"><img class="size-full wp-image-725" title="louisg1" src="http://lecommari.wordpress.com/files/2009/04/louisg1.jpg" alt="Louis versione prof" width="433" height="288" /><p class="wp-caption-text">Louis versione prof</p></div>
<div id="attachment_726" class="wp-caption alignnone" style="width: 444px"><img class="size-full wp-image-726" title="louis-garrel" src="http://lecommari.wordpress.com/files/2009/04/louis-garrel.jpg" alt="Louis tout simplement" width="434" height="289" /><p class="wp-caption-text">Louis tout simplement</p></div>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/pcK-x_fYVto&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/pcK-x_fYVto&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><strong>Perché il compare della settimana? </strong>Perché con quel broncio, con quell&#8217;aria perennemente incavolata, per quel suo neologismo (che vuol dire mignoni) e perché solo lui poteva dare un senso a una canzone cheesy dei Ricchi e Poveri.</p>
<p>Mignonamente vostra,</p>
<p>Maria Anna</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[High fidelity#3: Le 5 coppie da scoppiare]]></title>
<link>http://lecommari.wordpress.com/2009/04/18/high-fidelity3-le-5-coppie-da-scoppiare/</link>
<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 19:49:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>bradipina</dc:creator>
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<description><![CDATA[L&#8217;innamoramento è di per sé qualcosa di inspiegabile, ma ci sono volte in cui è proprio assurd]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">L&#8217;<span style="color:#ff00ff;"><strong>innamoramento </strong></span>è di per sé qualcosa di inspiegabile, ma ci sono volte in cui è proprio assurdo, inconcepibile, insensato. Come è possibile, per esempio, che certi compari bellissimi, famosissimi, ricchissimi, affascinanti ai limiti del pensabile finiscano per sposare donne racchie o tardone???<br />
Ecco allora che le commari hanno deciso di dedicare la nuova puntata di <span style="color:#ff0000;"><strong>Alta fedeltà</strong></span> alle <span style="color:#0000ff;"><strong>5 coppie che devono assolutamente scoppiare </strong></span>perché non hanno senso di esistere per manifesta superiorità in bellezza dell&#8217;uomo rispetto alla donna.<br />
Man mano che scoprivano le foto di queste coppie le commari hanno più volte rischiato di cadere dalla sedia. Ma come si spiegano queste coppie? Come? Perché? Sono dei casi di beneficenza? Questi uomini oltri a essere così belli sono anche infinitamente buoni e hanno deciso di fare felici delle donne che accanto a loro sfigurano da morire? Oppure, pur essendo strafighi, nelle mura domestiche sono rozzi e insopportabili più di uno scaricatore di porto qualsiasi e non riuscivano realmente a trovare di meglio? Quest&#8217;ultima ipotesi ci sembra alquanto improbabile, comunque se qualcuno ha un&#8217;idea per spiegare queste assurdità si faccia avanti.</p>
<p style="text-align:justify;">1) Dopo aver trovato le cinque coppie è stata dura decidere l&#8217;ordine. Le immagini della moglie di <span style="color:#008000;"><strong>Clive Owen </strong></span>però ci hanno fatto sussultare talmente tanto che abbiamo deciso di mettere loro alla posizione numero uno.<br />
Ecco dunque Clive Owen, uno che dire bello è un eufemismo, uno che fa sbavare anche le suore, che nella vita ha sposato tale <span style="color:#ff6600;"><strong>Sarah-Jane Fenton</strong></span>, dalla quale ha avuto due figlie. Come può questo qui, che recita con Jennifer Aniston, Julia Roberts e compagnia, tornare a casa e trovare &#8217;sto cesso? E lei vive nel terrore? Per esempio, mentre era incinta (guardate la foto, please) quante volte sarà stata cornificata?<br />
Forse si potrebbe spiegare tutto col fatto che Clive a casa è il tipico maschio che sta sul divano stravaccato a guardare il calcio in tv. Il fatto che tifi Inter la dice lunga&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-702" title="clivemoglie" src="http://lecommari.wordpress.com/files/2009/04/clivemoglie.jpg" alt="clivemoglie" width="438" height="220" /></p>
<p style="text-align:justify;">2) Al numero 2 un&#8217;altra coppia incomprensibile. Lui è stato giudicato l&#8217;uomo più bello del mondo ed è anche il <a href="http://lecommari.wordpress.com/2009/01/16/il-compare-ante-litteram-hugh-jackman/" target="_blank">compare ante litteram</a>. Stiamo parlando ovviamente di <strong>Hugh Jackman</strong> che dal 1996 è sposato con il cesso <span style="color:#333399;"><strong>Deborra-Lee Furness</strong></span>, una tardona di 13 anni più vecchia di lui. Al di là del fatto che Hugh dovrebbe stare solo sempre e comunque, sua moglie sembra sua nonna! E poi i suoi suoceri non sanno nemmeno scrivere il suo nome&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-703" title="hugh-moglie" src="http://lecommari.wordpress.com/files/2009/04/hugh-moglie.jpg" alt="hugh-moglie" width="332" height="304" /></p>
<p style="text-align:justify;">3) Per il terzo posto proprio non sapevamo decidere quale coppia fosse più improponibile. Quindi ecco un ex aequo:<br />
- <span style="color:#0ef064;"><strong>James McAvoy</strong></span>, che oltre a essere bello e terribilmente bravo ha un quid che lo rende inspiegabilmente affascinante (guardatelo in <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Penelope_(2008_film)" target="_blank">Penelope</a> tanto per fare un esempio&#8230;), e sua moglie, <span style="color:#da1de2;"><strong>Anne-Marie Duff</strong></span>, di nove anni più vecchia, magra da far schifo, col viso scavato da rughe profonde, decisamente troppi denti (vabbé è inglese e sugli inspiegabili motivi che portano tutti o quasi gli inglesi ad avere dei denti orribili sono già stati scritti numerosi libri) o comunque troppo grandi e forse risaltano per l&#8217;eccessiva magrezza. James, perché?!? Perché?!? Tra l&#8217;altro lei quando ha i tacchi è più alta di lui&#8230; con noi non avrebbe questi problemi.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-704" title="james_mcavoy" src="http://lecommari.wordpress.com/files/2009/04/james_mcavoy.jpg" alt="james_mcavoy" width="262" height="350" /></p>
<p style="text-align:justify;">- Altra coppia al terzo posto: <span style="color:#0000ff;"><strong>Louis Garrel</strong></span>, giovane figo ehn attore francese, figlio d&#8217;arte, di cui potete leggere tutto nel <a href="http://lecommari.wordpress.com/2009/04/19/il-compare-con-il-broncio-louis-garrel/" target="_blank">post in cui lo comparizziamo</a>, è fidanzato con la sorella di Carla Bruni, cioè <span style="color:#e89d16;"><strong>Valeria Bruni Tedeschi</strong></span>, di 19 anni più vecchia di lui. Praticamente potrebbe essere sua madre. Ma come cazzo è possibile? Con questo non vogliamo delegittimare la bella Valeria, impegnata nel sociale, una testa pensante e non un corpo (Sarkozy docet), ma vogliamo dirle: Valeria torna con Calopresti! (Il povero Mimmo dopo di lei ha talmente sbarellato che si è messo con Flavia Vento per un po&#8217;&#8230;)</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-705" title="FRANCE-CINEMA-CANNES-FILM-FESTIVAL-PHOTOCALL-ACTRICES" src="http://lecommari.wordpress.com/files/2009/04/garrel-bruni-tedeschi.jpg" alt="FRANCE-CINEMA-CANNES-FILM-FESTIVAL-PHOTOCALL-ACTRICES" width="353" height="234" /></p>
<p style="text-align:justify;">5) Ovviamente avendo due al terzo posto saltiamo il 4° e arriviamo al 5° dove troviamo <span style="color:#234fdb;"><strong>Justin Chambers</strong></span>, l&#8217;Alex Karev di <em>Grey&#8217;s Anatomy</em>, con la moglie <strong>Keisha</strong>, che ha sposato nel &#8216;93 e con la quale ha avuto una nidiata di figli (cinque, anche perché pare che lui abbia un disturbo del sonno che lo costringe a dormire solo due ore a notte, quindi ha tutto il tempo per coccolare la bella mogliettina).<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-706" title="justin_wife" src="http://lecommari.wordpress.com/files/2009/04/justin_wife.jpg" alt="justin_wife" width="352" height="514" /></p>
<p style="text-align:justify;">N.B.<br />
Non abbiamo scritto questo post perché siamo invidiose, infatti stiamo preparando anche una top5 delle coppie che ci piacciono. Semplicemente pensiamo che queste proprio non hanno senso di esistere!</p>
<p style="text-align:justify;">Le vostre Maria Break-up e Maria Split</p>
<p style="text-align:justify;">P.S.<br />
Molto probabilmente tra una ventina d&#8217;anni bradipina e la fille de poche in quanto donnine qualunque si fidenzeranno con due bellissimi divi di Hollywood che oggi non hanno ancora compiuto dieci anni&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Más cine: comienza Les Avant-Premières]]></title>
<link>http://guiacontratango.wordpress.com/2009/03/18/mas-cine-comienza-les-avant-premieres/</link>
<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 16:03:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>guiacontratango</dc:creator>
<guid>http://guiacontratango.wordpress.com/2009/03/18/mas-cine-comienza-les-avant-premieres/</guid>
<description><![CDATA[Del 19 al 25 de marzo de 2009 se realizará en las salas de los Cines Patio Bullrich, Les Avant-Premi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Del 19 al 25 de marzo de 2009 se realizará en las salas de los Cines Patio Bullrich, Les Avant-Premi]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[FRANCE : un an de mariage pour le couple Carla Bruni &amp; Nicolas Sarkozy]]></title>
<link>http://europeorient.wordpress.com/2009/02/02/france-un-an-de-mariage-pour-le-couple-carla-bruni-nicolas-sarkozy/</link>
<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 02:31:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>europeorient</dc:creator>
<guid>http://europeorient.wordpress.com/2009/02/02/france-un-an-de-mariage-pour-le-couple-carla-bruni-nicolas-sarkozy/</guid>
<description><![CDATA[       Nicolas Sarkozy et Carla Bruni en vacances en Egypte le 30 décembre 2009 Toujours chanteuse, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h6 style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-2172" title="nicolas-et-carla-bruni-sarkozy-30-dec-2009-egypte" src="http://europeorient.wordpress.com/files/2009/02/nicolas-et-carla-bruni-sarkozy-30-dec-2009-egypte.jpg" alt="nicolas-et-carla-bruni-sarkozy-30-dec-2009-egypte" width="450" height="299" />       <span style="color:#0000ff;"><em>Nicolas Sarkozy et Carla Bruni en vacances en Egypte le 30 décembre 2009 </em></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;">Toujours chanteuse, désormais active dans l&#8217;humanitaire, Carla Bruni-Sarkozy a voulu, en une année de mariage avec le président français, incarner une première dame moderne, discrète, dont le rôle et l&#8217;influence se dessinent par petites touches. Nicolas Sarkozy et Carla Bruni fêtent aujourd&#8217;hui le premier anniversaire de leur mariage. Le 2 février 2008, ils avaient convolé dans la plus stricte intimité, dans les appartements du Palais de l&#8217;Elysée pour ce qui fut le premier acte du recentrage de l&#8217;image du couple présidentiel, après les excès &#8220;people&#8221; des premiers moments de leur idylle. &#8220;On a une vie tranquille, on a trouvé le bon rythme&#8221;, confiait à la mi-janvier Nicolas Sarkozy  &#8220;Elle a accordé des dizaines d&#8217;interviews et elle n&#8217;a jamais fait une seule erreur&#8221;, se félicitait-il. Après des sorties médiatisées à Eurodisney, près de Paris, puis des vacances amoureuses au milieu des caméras, fin 2007 en Egypte, le couple a changé de stratégie. Ses sorties sont désormais beaucoup plus discrètes, et l&#8217;image de l&#8217;ex-top model, qui avait avoué un jour s&#8217;ennuyer &#8220;follement dans la monogamie&#8221;, a été considérablement lissée. Depuis son mariage, la jeune femme de 41 ans, a enregistré un disque, &#8220;Comme si de rien n&#8217;était&#8221;, dont elle verse les droits d&#8217;auteur à des oeuvres caritatives. Elle est devenue &#8220;ambassadrice mondiale pour la protection des mères et des enfants contre le sida&#8221;, auprès du Fonds mondial de lutte contre le sida, la tuberculose et le paludisme. L&#8217;influence de celle qui dit avoir &#8220;des réflexes épidermiques de gauche&#8221; est perceptible, 15 mois après sa première rencontre avec Nicolas Sarkozy lors d&#8217;un dîner chez Jacques Séguéla, le publicitaire le plus célèbre de France. &#8220;Sa place est immense et j&#8217;attache grand prix à ce qu&#8217;elle me dit. Ses réflexions élargissent mon angle, ma pensée&#8221;, a déclaré le président français. Mais au niveau politique, sa présence est bien moindre que celle de l&#8217;ancienne épouse de Nicolas Sarkozy, Cécilia, qui était aussi devenue sa conseillère et proche collaboratrice. Première dame modèle lors d&#8217;une visite d&#8217;Etat auprès de la reine d&#8217;Angleterre en mars, Carla Bruni-Sarkozy n&#8217;est sortie qu&#8217;à quelques reprises de sa réserve. A la demande de son mari, elle est allée à la rencontre du dalaï lama, en août dans le sud de la France, lorsque le président français préférait éviter le chef tibétain, afin de ne pas heurter la Chine pendant les Jeux olympiques de Pékin.</h6>
<h6 style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-2173" title="voyage-officiel-londres-couple-sarkozy" src="http://europeorient.wordpress.com/files/2009/02/voyage-officiel-londres-couple-sarkozy.jpg" alt="voyage-officiel-londres-couple-sarkozy" width="184" height="245" />    <span style="color:#0000ff;"><em>Nicolas Sarkozy et Carla Bruni en voyage officiel à Londres le 26 mars 2008. </em></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;">Mais le rôle de la première dame s&#8217;est surtout ressenti dans la gestion par Nicolas Sarkozy du dossier Marina Petrella, cette ancienne membre des Brigades rouges italiennes, réfugiée en France mais condamnée à la perpétuité en Italie pour complicité de meurtre. Après une intervention de Carla et de sa soeur, la cinéaste et comédienne Valeria Bruni-Tedeschi, le président français a décidé de ne pas l&#8217;extrader. Cette décision a même été annoncée personnellement par les deux soeurs, d&#8217;origine italienne, à l&#8217;ex-brigadiste. Valeria a avoué être intervenue auprès de sa soeur et de son mari président. Les Italiens n&#8217;ont guère apprécié. Tout comme le chef du gouvernement Silvio Berlusconi a peu goûté la sortie de Carla Bruni-Sarkozy, après qu&#8217;il eut ironisé sur Barack Obama, &#8220;jeune, beau et même bronzé&#8221;. &#8220;Je suis très heureuse d&#8217;être devenue française !&#8221;, s&#8217;était-elle exclamée.</h6>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carl<em>à</em> Brun<em>ì</em>: «Orgogliosa di non essere più italiana» Noi italiani molto di più. L'orgoglio è tutto nostro]]></title>
<link>http://malarablog.wordpress.com/2008/11/10/carla-bruni-%c2%aborgogliosa-di-non-essere-piu-italiana%c2%bb-noi-italiani-molto-di-piu-lorgoglio-e-tutto-nostro/</link>
<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 00:02:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Domenico Malara</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sulla battuta di Berlusconi, che aveva parlato di un Barack Obama «giovane, bello e abbronzato» è in]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://malarablog.wordpress.com/files/2008/11/carla_bruni_0039.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1601" title="carla_bruni" src="http://malarablog.wordpress.com/files/2008/11/carla_bruni_0039.jpg" alt="carla_bruni" width="233" height="342" /></a>Sulla <strong>battuta di Berlusconi</strong>, che aveva parlato di un <strong>Barack Obama</strong> <em>«giovane, bello e <strong>abbronzato</strong>»</em> è intervenuta nientepopodimenochè <strong>madame Carl<em>à</em> Brun<em>ì</em></strong> ovvero la bella e aristocratica consorte del presidente francese<strong> Nicolas Sarkozy</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">La <em>première dame</em> si è letteralmente indignata, poverina, tanto da ribadire ancora una volta, visto che non manca occasione di farlo, il suo <strong>orgoglio per non essere più italiana</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">In un&#8217;intervista a <a href="http://www.lejdd.fr/cmc/societe/200845/carla-bruni-sarkozy-il-faut-aider-les-elites-a-changer_163651.html" target="_blank">Le Journal du Dimanche</a> madame Brun<em>ì</em> ha dichiarato:</p>
<blockquote><p><em>«Quando sento Berlusconi prendere questa cosa alla leggera e scherzare sul fatto che Obama è &#8220;sempre abbronzato&#8221;, mi fa strano. Lo si metterà sull&#8217;umorismo&#8230; Ma spesso, <strong>sono molto felice di essere diventata francese</strong>»</em></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Non è la prima volta che la signora Sarkozy butta <strong>fango sull&#8217;Italia</strong>. Era già successo recentemente in merito alla vicenda di <strong>Marina Petrella</strong>, quando Carl<em>à</em>, <strong>intima amica della brigatista rossa</strong>, chiese al suo maritino di non concedere l&#8217;estradizione della terrorista, richiesta dal governo italiano. In quell&#8217;occassione si mosse anche la sorellina di Carl<em>à</em>, l’attrice <strong>Valeria Bruni Tedeschi</strong> (sconsiglio caldamente i suoi film a chi soffre di disturbi psico-depressivi), la quale si vantava del fatto di essersi occupata personalmente del caso.</p>
<blockquote><p><em>«Sì, me ne sono occupata</em> &#8211; ammette la sorellina di Carl<em>à</em> &#8211; <em>e ne ho parlato sia con mia sorella che con suo marito»</em></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<p>La migliore risposta a madame Sarkozy l&#8217;ha data il presidente emerito della Repubblica, <strong>Francesco Cossiga</strong>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>«Anche noi italiani siamo ben lieti che Carla Bruni non sia più italiana, anzi siamo addirittura felici. Chissà che un giorno Carla Brunì non sia costretta dalla sua burrascosa vita a richiedere la cittadinanza italiana»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Ovviamente dalla <strong>sinistra italiana</strong> neppure una parola di sdegno. Ci mancherebbe altro, non ha mica parlato quel burlone di Berlusconi. E poi cosa volete che sia un&#8217;<strong>offesa a qualche milione di italiani</strong>?</p>
<p style="text-align:justify;">Se la signora <strong>Veronica Lario in Berlusconi </strong>dichiarava: <em>&#8220;Orgogliosa di non essere francese&#8221;</em>, cosa sarebbe successo? Per favore qualcuno mi risponda. Anche se non è poi così difficile immaginare che si sarebbe scatenato un putiferio incredibile, con una sinistra più indignata che mai a chiedere le immediate scuse da parte di Silvio.</p>
<p style="text-align:justify;">E visto che parla di orgoglio, a Carl<em>à</em> Brun<em>ì</em> voglio ricordare in poco più di un minuto e mezzo che cos&#8217;è l&#8217;<strong>orgoglio italiano</strong>. Buona visione madame:</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/_3mATduteFE&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/_3mATduteFE&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://oknotizie.alice.it/info/60d048402327de7f/carla_bruni_orgogliosa_di_non_essere_piu_italiana_._noi_italiani_molto_di_piu_l_orgoglio_che_non_sia_piu_italiana_e_tutto_nostro.html" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1424" title="votami-su-oknotizie" src="http://malarablog.wordpress.com/files/2008/11/votami-su-oknotizie.gif" alt="votami-su-oknotizie" width="440" height="45" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[L'état, c'est Carla et Valéria]]></title>
<link>http://sarkopitheque.wordpress.com/2008/10/14/letat-cest-carla-et-valeria/</link>
<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 16:07:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>eilema</dc:creator>
<guid>http://sarkopitheque.wordpress.com/2008/10/14/letat-cest-carla-et-valeria/</guid>
<description><![CDATA[L&#8217;Etat, c&#8217;est Carla et Valeria. Pour le quotidien de centre gauche romain Il Riformista,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://sarkopitheque.files.wordpress.com/2008/10/art_large_241331.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1656" title="art_large_241331" src="http://sarkopitheque.wordpress.com/files/2008/10/art_large_241331.jpg" alt="" width="195" height="272" /></a></p>
<p><span style="color:#008000;"><strong>L&#8217;Etat, c&#8217;est Carla et Valeria.<br />
Pour le quotidien de centre gauche romain Il Riformista, le rôle des sœurs Bruni dans le refus de Nicolas Sarkozy d&#8217;extrader l&#8217;ancienne terroriste Marina Petrella relève de l&#8217;absolutisme.</strong></span></p>
<p>Article du journal Il Reformista, relayé dans <a href="http://www.courrierinternational.com/article.asp?obj_id=90404" target="_blank">Courrier International</a> :</p>
<p>Depuis trois lustres, la vulgate antiberlusconienne attribue au Cavaliere et à sa cour les pires dérives, y compris celle d&#8217;un népotisme élargi aux maîtresses présumées hissées au pouvoir. Et pourtant, dans la galerie des lieux communs à l&#8217;encontre le chef du gouvernement italien, les critiques du berlusconisme ne trouveront jamais une scène qui puisse rappeler, même de loin, celle à laquelle on a assisté dimanche dernier en France lorsque la femme d&#8217;un président de la République rend visite à une terroriste malade pour lui annoncer joyeusement : &#8220;<span style="color:#003366;"><strong>J&#8217;ai un message de la part de mon mari, vous ne serez pas extradée</strong></span>.&#8221; Oui, il s&#8217;agit de la soudaine volte-face transalpine au sujet de l&#8217;extradition de Marina Petrella, membre des Brigades rouges, dû aux pressions exercées sur Nicolas Sarkozy par son épouse Carla Bruni et sa belle-sœur Valeria. Un revirement sans précédent dans les relations entre les deux pays, voire dans l&#8217;ensemble du droit international, et qui autorise dorénavant les sœurs Bruni – pardon, la famille Bruni, y compris la maman qui suit sa fille dans les voyages officiels – à prononcer solennellement : L&#8217;Etat, c&#8217;est nous*. La reine Carla ou le Roi-Soleil.</p>
<p>Pour convaincre Nicolas Sarkozy, la famille Bruni a utilisé des raisons humanitaires. &#8220;<strong><span style="color:#003366;">On ne pouvait pas laisser mourir cette femme</span></strong>&#8220;, a-t-on pu entendre. Olga D&#8217;Antona, veuve d&#8217;un juriste assassiné par les Brigades rouges en 1999 et militante de gauche, a répondu justement que c&#8217;est &#8220;<strong><span style="color:#003366;">une décision d&#8217;autant plus inacceptable que l&#8217;Etat italien ne torture personne</span></strong>&#8220;. Certes, les pressions morales de la famille italienne arrivée à l&#8217;Elysée trouvent leurs racines dans la doctrine Mitterrand. [En 1985, le président François Mitterrand s'engagea à ne pas extrader les anciens activistes et terroristes italiens d'extrême gauche ayant rompu avec leurs engagements pris lors des "années de plomb".] Mais ce qui s&#8217;est passé le 12 octobre va au-delà. Une décision prise entre deux Etats souverains (l&#8217;extradition de Marina Petrella) a été remise en cause par la femme du président. Où est donc la grandeur* française ? Avec cette volte-face, la France se précipite dans une petitesse digne d&#8217;une monarchie absolue. En définitive, Nicolas Sarkozy, au lieu de se comporter en président, s&#8217;est comporté en mari.</p>
<p>* En français dans le texte.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Italia-Francia, scontro sulla Br Petrella Stavolta la testata è di madame Carlà]]></title>
<link>http://malarablog.wordpress.com/2008/10/14/italia-francia-scontro-sulla-br-petrella-stavolta-la-testata-e-di-madame-carla/</link>
<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 12:55:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Domenico Malara</dc:creator>
<guid>http://malarablog.wordpress.com/2008/10/14/italia-francia-scontro-sulla-br-petrella-stavolta-la-testata-e-di-madame-carla/</guid>
<description><![CDATA[Se solo avesse letto le vicende riguardanti Adriano Sofri e Francesca Mambro, il presidente francese]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Se solo avesse letto le vicende riguardanti <strong>Adriano Sofri</strong> e <strong>Francesca Mambro</strong>, il presidente francese <strong>Nicolas Sarkozy</strong> e la sua gentile consorte, <strong>madame Carl<em>à</em> Brun<em>ì</em></strong>, non si sarebbero opposti all&#8217;estradizione della <strong>brigatista rossa <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Marina_Petrella" target="_blank">Marina Petrella</a></strong>. Una che fino ad oggi se l&#8217;è spassata in terra francese grazie alla cosidetta <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Marina_Petrella" target="_blank">&#8220;</a><a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Dottrina_Mitterand" target="_blank">dottrina Mitterand</a>&#8220;, che concede asilo ai terroristi, ancora meglio se sono italiani, a patto che questi non compiano reati su suolo francese.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://malarablog.files.wordpress.com/2008/10/marina_petrella_1.jpg"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/7hoZvxdQpbg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/7hoZvxdQpbg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span><br />
</a></p>
<p style="text-align:justify;">Le <strong>motivazioni che hanno spinto Sarkozy</strong> a non concedere l&#8217;estradizione rispondono a quelle che lui stesso ha definito <strong><em>«ragioni umanitarie»</em></strong>. La &#8220;signora terrorista&#8221;, infatti, sembra non godere di ottima salute, tanto da essere stata scarcerata e posta in stato di libertà vigilata in un ospedale dove viene alimentata con un sondino. <strong>In difesa della Petrella</strong> si è mossa nientepopodimenoché madame Carl<em>à</em> Brun<em>ì</em>, la quale non perde occasione di accorrere al capezzale dell&#8217;<strong>amica terrorista</strong>. E con lei la sorella, l&#8217;attrice <strong>Valeria Bruni Tedeschi</strong> (sconsiglio caldamente i suoi film a chi soffre di disturbi psico-depressivi). <em>«Sì, me ne sono occupata</em> &#8211; ammette la sorellina di Carl<em>à</em> &#8211; <em>e ne ho parlato sia con mia sorella che con suo marito. Il quale, a sua volta, s&#8217;è informato direttamente presso i medici che hanno in cura questa signora, ha incontrato i suoi avvocati e ha studiato personalmente tutti i dossier sul suo stato di salute. <strong>L&#8217;importante è che questa soluzione sia arrivata, e che non ci sia un&#8217;altra vittima</strong>»</em>. <em>Moi oui</em>. Brava, anzi <em>bravà </em>madame Brun<em>ì</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Ma non è tutto. <em>«Penso che questa signora</em> &#8211; prosegue l&#8217;attrice nella sua intervista a <a href="http://archiviostorico.corriere.it/2008/ottobre/13/Bruni_Tedeschi_gia_pagato_morto_co_9_081013011.shtml" target="_blank">Corriere.it</a> &#8211; <em>abbia già pagato il suo debito per ciò che ha fatto. E in ogni caso mi chiedo: che vantaggio poteva dare, per le vittime e più in generale all&#8217;Italia, contare un morto in più? <strong>I familiari delle vittime</strong> sono persone che hanno sofferto, <strong>penso che possano capire</strong>»</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Ma scherzi? Figurati se non capiranno. Leggete un passaggio del <a href="http://www.vittimeterrorismo.it/iniziative/comincato_petrella2.htm" target="_blank">comunicato stampa</a> diffuso dall&#8217;<strong>associazione italiana vittime del terrorismo</strong>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>«L&#8217;Associazione esprime la più <strong>profonda indignazione per questa ennesima ingiustizia</strong> che ha cancellato con un colpo di spugna omicidi e sequestri, ferendo ulteriormente il popolo italiano, le vittime ed i loro familiari che hanno subito la <strong>cieca e sanguinaria violenza del terrorismo</strong>».</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">La Bruni Tedeschi conclude la sua intervista <strong>strappalacrime</strong> con un&#8217;autentica perla di umanità: <em>«Ora potrà curarsi senza più avere la spada di Damocle di <strong>tornare in carcere in Italia</strong>, potrà lavorare su se stessa e tornare la donna che era prima. <strong>In carcere Marina Petrella sarebbe morta</strong>. Non ce la faceva a mangiare per lo stato di <strong>depressione fisica e psichica</strong> che l&#8217;aveva assalita e dal quale non è ancora guarita».</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ecchissenefrega</strong>, mi verrebbe da dire. Magari a quest&#8217;ora in cella staranno soffrendo di depressione anche <strong>Totò Riina</strong> e <strong>Bernando Provenzano</strong>. Che facciamo, concediamo la grazia pure a loro? In fin dei conti la &#8220;signora terrorista&#8221; anche in carcere farebbe una morte sicuramente più dignitosa di quella che ha fatto fare lei a tante altre persone sotto i <strong>colpi di una pistola o di una molotov</strong>. Ma anche qui ci hanno pensato i parenti delle vittime a rispondere in modo assolutamente dignitoso:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>«&#8230;all&#8217;epoca degli attentati terroristici italiani a cui ha concorso la Petrella, le vittime ed i loro familiari non abbiano potuto usufruire delle cure mediche per le patologie psichiatriche e psicologiche di cui risulterebbe affetta la Petrella e di cui sono state sicuramente afflitte le sue vittime».</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>La decisione di Sarkozy offende anche gli italiani</strong> (ovviamente non Carlà Brun<em>ì</em> e sorellina che hanno rinnegato il nostro Paese per naturalizzarsi francesi) e l&#8217;Italia, che in tema di diritti civili e umanitari è stata considerata al pari della <strong>Cambogia dei Khmer Rossi</strong> o dell&#8217;<strong>Afganistan dei Talebani</strong>. Non solo monseigneur Sarkozy non sa che anche in Italia i detenuti malati vengono curati con tutti i riguardi, ma ignora anche che i <strong>terroristi</strong> al pari della Petrella sono tra i più <strong>coccolati nei salotti radical-chic</strong>, si arricchiscono scrivendo libri, vengono riabilitati e diventano delle <strong>icone di sapere e saggezza</strong>, andando in giro per le Università a diffondere il loro Verbo. Insomma, più o meno quello che gli è permesso di fare alla corte di Nicolas e Carl<em>à</em>. <em><strong>(do.mal.)</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong><a href="http://oknotizie.alice.it/info/48d05298207d8237/italia-francia_scrontro_sulla_br_marina_petrella._stavolta_la_testata_e_di_madame_carla.html" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1424" title="votami-su-oknotizie" src="http://malarablog.wordpress.com/files/2008/11/votami-su-oknotizie.gif" alt="votami-su-oknotizie" width="440" height="45" /></a><br />
</strong></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[clausola umanitaria]]></title>
<link>http://erinni.wordpress.com/2008/10/14/clausola-umanitaria/</link>
<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 10:23:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>erinni</dc:creator>
<guid>http://erinni.wordpress.com/2008/10/14/clausola-umanitaria/</guid>
<description><![CDATA[io già non sopporto carla bruni, lei, la sua spocchia, la sua voce, la sua allure, tutto. però adess]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>io già non sopporto carla bruni, lei, la sua spocchia, la sua voce, la sua allure, tutto.<br />
però adesso che sia anche orgogliosa di aver impedito l&#8217;estradizione di una <a href="http://www.corriere.it/cronache/08_ottobre_12/petrella_estradizione_545c9470-982d-11dd-af17-00144f02aabc.shtml" target="_blank">brigatista</a>, accusata di omicidio, proprio non riesco a mandarlo giù.<br />
e quindi, oltre a credere che la Francia sbagli da sempre con la politica di protezione dei rifugiati politici de noantri, perché les intellectuels e les philosophes dei miei stivali hanno un po&#8217; questa visione del mondo distorta, a mio avviso, adesso ci si mette pure &#8217;sta qui che mi fa pure la protettrice. di un&#8217;assassina.<br />
e ci si mette pure la <a href="http://www.corriere.it/cronache/08_ottobre_13/bianconi_intervista_bruni_tedeschi_caso_petrella_2f3e971e-9900-11dd-bf8a-00144f02aabc.shtml" target="_blank">sorella</a>, come se già non ne bastasse una.<br />
non è per una questione di vendetta, ma di giustizia. ecco<br />
lalaura</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carla, Valéria et Marina]]></title>
<link>http://sarkopitheque.wordpress.com/2008/10/14/carla-valeria-et-marina/</link>
<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 01:36:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>eilema</dc:creator>
<guid>http://sarkopitheque.wordpress.com/2008/10/14/carla-valeria-et-marina/</guid>
<description><![CDATA[Il suffit de lire les Appels à soutien du Réseau Éducation Sans Frontières pour constater que chaque]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Il suffit de lire les <a href="http://www.educationsansfrontieres.org/?rubrique58" target="_blank">Appels à soutien</a> du Réseau Éducation Sans Frontières pour constater que chaque jour sont expulsés de France des personnes menacées de mort ou de représailles dans leur pays d&#8217;origine. Le devenir de ceux-là importe peu à notre dirigeant, à sa femme &#8220;de gauche&#8221;, et au ministre de la rafle et du drapeau. Ce ne fut pas le cas en ce qui concerne Marina Petrella, comme nous le révèle Libération.</strong></p>
<p><a href="http://sarkopitheque.files.wordpress.com/2008/10/photo_1217847276576-1-0.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1652" title="photo_1217847276576-1-0" src="http://sarkopitheque.wordpress.com/files/2008/10/photo_1217847276576-1-0.jpg" alt="" width="155" height="233" /></a></p>
<p>Carla Bruni-Sarkozy raconte à Libération qu&#8217;accompagnée de sa soeur la réalisatrice Valéria Bruni-Tedeschi, elle est allée prévenir dès mercredi après-midi Marina Petrella qu&#8217;elle ne serait pas extradée.</p>
<p>Carla Bruni-Sarkozy parle « <span style="color:#003366;"><strong>d’un message de la part de mon mari </strong></span>», celui qu’elle est allée porter avec sa soeur, l’actrice et réalisatrice Valéria Bruni-Tedeschi, à Marina Petrella, à l’hôpital Sainte-Anne, mercredi dernier vers 16h30. Le message est simple mais lourd de sens : « <span style="color:#003366;"><strong>Vous ne serez pas extradée vers l’Italie </strong></span>», sont venues dire la première dame et sa soeur, à l’ancienne activiste italienne, « <span style="color:#003366;"><strong>très affaiblie, mais très calme </strong></span>», confie Carla Bruni à Libération.</p>
<p>Le rendez-vous aurait duré une demi-heure. « <span style="color:#003366;"><strong>A la fin de notre entrevue, je lui ai demandé d’essayer de se réalimenter, au moins d’essayer de recommencer à boire </strong></span>», raconte Carla Bruni-Sarkozy, qui se dit « <span style="color:#003366;"><strong>contente</strong></span> » de la décision officialisée aujourd’hui par l’Elysée. « <span style="color:#003366;"><strong>On ne pouvait pas laisser cette femme mourir</strong></span>, ajoute-t-elle. <span style="color:#003366;"><strong>La situation était devenue intolérable, dangereuse </strong></span>». Et Carla Bruni-Sarkozy de préciser que la décision de Nicolas Sarkozy, prise en vertue de la clause humanitaire de la convention d’extradition européenne de 1957, « <span style="color:#003366;"><strong>ne se soustrait pas à la justice italienne</strong></span> ».</p>
<p>Selon le récit de Carla Bruni-Sarkozy, le chef de l’Etat, qui a à plusieurs reprises rencontré le médecin psychiatre et l’avocate de Marina Petrella, a pris sa décision après s’être aperçu que même sortie de prison, « <span style="color:#003366;"><strong>elle ne guérissait pas</strong></span> ». La dernière rencontre entre le chef de l&#8217;Etat et le médecin de Marina Petrella remonterait selon Carla Bruni-Sarkozy à « <span style="color:#003366;"><strong>une dizaine de jours</strong></span> ».</p>
<p>A part ce rôle de messagère de bonne nouvelle, la première dame de France, dont la famille avait quitté l’Italie à l’époque « <span style="color:#003366;"><strong>des années de plomb</strong></span> », confie avoir eu au téléphone une des filles de l’ex-activiste, il y a une dizaine de jours et hier samedi pour lui confirmer l’annulation de la procédure d’extradition. Mais c’est « <span style="color:#003366;"><strong>à la pugnacité</strong></span> » de sa soeur Valeria, qui « <span style="color:#003366;"><strong>tout au long de ces deux derniers mois a fréquemment parlé de ce sujet avec mon mari</strong></span> », qu’elle attribue le rôle « <span style="color:#003366;"><strong>d’alerte</strong></span> » joué auprès du Président.</p>
<p>Article : <a href="http://www.liberation.fr/politiques/0101123831-petrella-carla-bruni-en-messagere-de-son-mari" target="_blank">Libération</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Friday March 28, 2008]]></title>
<link>http://filmnewsbriefs.wordpress.com/2008/03/28/friday-march-28-2008/</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 13:53:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>jesskantor</dc:creator>
<guid>http://filmnewsbriefs.wordpress.com/2008/03/28/friday-march-28-2008/</guid>
<description><![CDATA[PROJECTS ANNOUNCED In a seven-figure deal, DreamWorks has acquired &#8220;Hereafter,&#8221; a spec t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-weight:bold;">PROJECTS ANNOUNCED</span><br />
<span style="font-weight:bold;"> </span><br />
In a seven-figure deal, DreamWorks has acquired &#8220;Hereafter,&#8221; a spec thriller by &#8220;Frost/Nixon&#8221; and &#8220;The Queen&#8221; scribe Peter Morgan. Kathleen Kennedy will produce through Kennedy/Marshall. The deal was a low-seven-figure advance against multiple million dollars if the film gets made. Thriller, which Morgan wrote before he got an Oscar nomination for &#8220;The Queen,&#8221; is in the vein of &#8220;The Sixth Sense.&#8221; Morgan’s spec deal was brokered by UTA and U.K.-based Independent.</p>
<p>Bunim-Murray Prods.&#8217; documentary film unit is teaming with producer James Scurlock (&#8220;Maxed Out&#8221;) and director Alexis Spraic for a film expose of the late Larry Hillblom, the globalization pioneer who founded shipping giant DHL. Hillblom disappeared after a 1995 plane crash. With no body ever recovered, a massive battle erupted over his estate. Project follows &#8220;Autism: The Musical,&#8221; the acquisition that launched BMP Films last year. &#8220;Autism&#8221; premiered at Tribeca and was bought by HBO Documentary Films. With the untitled Scurlock-Spraic project, BMP is getting involved in the filmmaking process at the start.</p>
<p>Disney Channel&#8217;s preschool &#8220;Playhouse Disney&#8221; block has put the animated skein &#8220;Jungle Junction&#8221; in production. Cabler has also given third-season greenlights to Playhouse Disney staples &#8220;Mickey Mouse Clubhouse&#8221; and &#8220;My Friends Tigger &#38; Pooh.&#8221; &#8220;Jungle Junction,&#8221; which will be produced in the U.K., revolves around animals who explore a road-filled jungle &#8212; on wheels. According to the channel, the show teaches individuality and care for the environment. Skein will bow on Disney Channel and Playhouse Disney outlets across the world in 2009.</p>
<p>Miramax Films and producer Scott Rudin have acquired the Rudolph Delson novel &#8220;Maynard and Jennica.&#8221; Playwright-turned-scribe Liz Meriwether will write the screenplay. Published last year by Houghton Mifflin, the novel tracks the courtship of a young couple in New York. Their relationship evolves through the life-changing events of Sept. 11, 2001. The novel has been described as an Annie Hall-like tale of unlikely lovers in Gotham.</p>
<p>Romy Schneider, the Austrian star famous for the hugely popular &#8220;Sissi&#8221; trilogy of the 1950s playing the 19th-century Bavarian princess who became empress of Austria, has become the subject of two rival biopics. They are a big-screen feature and a high-profile TV production. Jessica Schwarz will play Schneider in Torsten Fischer&#8217;s &#8220;Romy&#8221; for SWR, an affiliate of pubcaster ARD. Produced by Berlin-based Phoenix-Film and penned by Benedikt Roeskau, who wrote last year&#8217;s ARD hit &#8220;Side Effects&#8221; about the thalidomide scandal of the early 1960s, the $7 million &#8220;Romy&#8221; is set to start shooting in the fall for a 2009 TV premiere. In parallel singer-actress Yvonne Catterfeld is playing Schneider in Warner Bros.&#8217; &#8220;Eine Frau wie Romy&#8221; (&#8220;A Woman Like Romy&#8221;) helmed by Josef Rusnak. Raymond Danon, who produced Schnedier&#8217;s last film, 1982&#8217;s &#8220;Le Passante du Sans-Souci&#8221; (‘The Passerby’), is producing the $36 million French-German co-pro with Douglas Welbat (&#8220;Seven Dwarves&#8221;). Pic starts shooting in July and is scheduled to hit screens next year.</p>
<p>Lionsgate has stepped up to make screen scribe Stuart Gibbs&#8217; debut novel, &#8220;The Last Equation.&#8221; An action thriller, contempo story pivots on government agents, a criminal and a math whiz on a quest to find a buried Albert Einstein formula that could harness energy with deadly consequences. Production will be overseen for Lionsgate by veep Jim Miller. Miller moved over last month from Mandate Pictures, a Lionsgate subsi</p>
<p><span style="font-weight:bold;">PROJECT UPDATES</span></p>
<p>Dennis Quaid, Tyrese Gibson, Jon Tenney, Charles S. Dutton, Lucas Black, Kate Walsh, Adrianne Palicki, Kevin Durand and Willa Holland will join Paul Bettany in &#8220;Legion,&#8221; the Screen Gems thriller that marks the feature directing debut of Scott Stewart. Shooting is about to get under way in New Mexico. David Lancaster and Michel Litvak produce through their Bold Films banner, and Gary Michel Walters is exec producer. Scripted by Stewart and Peter Schink, the thriller casts Bettany as the archangel Michael, the only one standing between mankind and an apocalypse, after God loses faith in humanity. Man&#8217;s lone hope rests with a group of strangers who must deliver a baby they realize is Christ in his second coming. Deals for Quaid, Gibson and Tenney are being finalized and the rest of the cast is set.</p>
<p>Summit Entertainment has given life to &#8220;The Tomb,&#8221; buying Miles Chapman&#8217;s script and signing Jeff Wadlow to direct. Story centers on the world&#8217;s foremost authority on structural security, who&#8217;s forced to escape from the master prison of his own design and use every trick up his sleeve to find the person who put him there. Jason Keller is rewriting. Project marks Wadlow&#8217;s second collaboration with Summit following &#8220;Never Back Down.&#8221; That film, which he helmed, opened earlier this month as Summit&#8217;s first inhouse production to go into theaters. Summit prexy of production Erik Feig said he&#8217;s hopeful that &#8220;The Tomb&#8221; can serve as a franchise starter, with the protag as an action hero who uses brains, not brawn, to get out of trouble. Wadlow also co-wrote and directed &#8220;Cry Wolf,&#8221; and Keller rewrote the screenplay for &#8220;The Tourist.&#8221;</p>
<p>Francis Ford Coppola has teamed with Spanish shingle Tornasol Films and Italy&#8217;s BIM Distribuzione to co-produce his previously announced Argentinean immigration tale &#8220;Tetro.&#8221; Speaking at a press conference in Buenos Aires on Wednesday, Coppola described the $15 million project as &#8220;small, indie and personal.&#8221; Coppola will direct from his own screenplay, which was stolen with his computer from his Buenos Aires home in September but for which he had backup copies. He produces via his Buenos Aires-based Zoetrope Argentine. Lensing starts March 31 in La Boca, a poor district of Buenos Aires, and will continue in the capital before moving to the Andean foothills of Patagonia. Shooting will move to Spain&#8217;s Ciudad de la Luz studios in Alicante in mid-May.</p>
<p>Yvan Attal and Valeria Bruni Tedeschi will star in &#8220;Regrets,&#8221; by Gallic helmer Cedric Kahn (&#8220;Red Lights, &#8220;Roberto Succo&#8221;). Attal (&#8220;The Serpent&#8221;, &#8220;Rush Hour 3&#8243;) will topline as Mathieu, an introvert in his 40s who, following the death of his mother, starts a new relationship with Maya, his high school girlfriend played by Valeria Bruni Tedeschi (&#8220;Actresses&#8221;, &#8220;A Good Year&#8221;). The $6.5 million production brings the two French thesps together for the first time since Steven Spielberg&#8217;s &#8220;Munich&#8221; in 2005.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">ACQUISITIONS/ FESTIVAL NEWS</span></p>
<p>Philadelphia-based distrib TLA Releasing has nabbed all North American rights to critically acclaimed Korean horror hit &#8220;Epitaph,&#8221; the directorial debut of the Jung brothers. TLA veep of acquisitions Jennifer Arndt-Jones picked up the rights from South Korea&#8217;s Studio 2.0, which was repped by international business topper Eun-Young Choi in the deal, at the recently wrapped Hong Kong Filmart. A reinvention of the horror genre, &#8220;Epitaph&#8221; unfolds in a hospital in World War II Korea and stars Kim Bo Kyung (&#8220;Blue Sky&#8221;), Kim Tae Woo (&#8220;Woman on the Beach&#8221;) and Jin Goo (&#8220;Dirty Carnival&#8221;). The Jung brothers were honored with the new director nod at the 2007 Pusan Film Critics Awards. Pic will unspool in Gotham&#8217;s New Directors/New Films fest and April&#8217;s Philadelphia Film Festival. It&#8217;s scheduled to hit theaters later in the year under the Danger After Dark label.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">BUSINESS NEWS</span></p>
<p>Get ready for Paramount the videogame publisher. The studio has expanded its interactive department team and is putting together a slate of games that it will partially or completely finance and for which it will more directly oversee development. Games will be based either on new Par films or catalog titles. Details on Par&#8217;s inaugural self-published or co-published games weren&#8217;t available, but the first few are expected to come out later this year. Studio is looking to invest in all types of videogames but is particularly interested in casual, handheld and mobile games, as they can be made for only a few million dollars, compared with the $20 million or more it costs to produce a title for the PlayStation 3 or Xbox 360.</p>
<p>&#8220;CSI: Miami&#8221; scribe Sunil Nayar has sealed a two-year, seven-figure deal with CBS Paramount Network TV to continue on the crime drama while also developing skeins. As part of the pact, Nayar is developing a project for the studio&#8217;s sister CBS net. The Eye has given Nayar a blind, mid-six-figure penalty against that next piece of development. Nayar will also be bumped up to exec producer of &#8220;CSI: Miami&#8221; next season. The writer was previously co-exec producer on the show.</p>
<p>Culver City-based vfx shop Rhythm &#38; Hues, which won the 2008 Oscar as the lead effects shop on &#8220;The Golden Compass,&#8221; has opened a facility in Hyderabad, India. Some 100 of the 210 employees at R&#38;H&#8217;s Mumbai facility moved to the new location. The two facilities now sport a total of about 250 employees, and more expansion is planned. R&#38;H&#8217;s India facilities are teaming with its California HQ on &#8220;The Incredible Hulk&#8221; and &#8220;The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor.&#8221;</p>
<p>As stock trading breaks out across the Arab world, so too has Arab business television. During the past five years, once-nascent regional markets have been ignited by high oil prices, and more than half a dozen satellite channels have been launched to feed audiences&#8217; thirst for business news. While a crop of newer channels, such as the Arabian Business Channel, Stock TV and Decision Makers, have all failed to produce a significant amount of programming despite ambitious plans announced in the press, the following channels are booming: CNBC Arabiya &#8211;  Launched in 2003, CNBC&#8217;s affiliate was the region&#8217;s first all-business channel and remains the largest. The Dubai-based broadcaster maintains bureaus in Abu Dhabi, Cairo, Riyadh, Jeddah, Bahrain, Doha, Kuwait, London and Singapore. It employs 200, &#8220;most of which are editorial,&#8221; says sales director Omer Ghani.  Al-Arabiya &#8211; Following the rapid increase in stock market activity in 2005, Dubai-based Al-Arabiya made a drastic shift toward business news, offering continuous ticker-framed market coverage throughout the trading day. With a set of daytime business anchors, the channel&#8217;s 50-strong business editorial staff produces six hours of consecutive finance-related programming each business day. El Eqtisadia &#8211; With studios in Saudi Arabia and Dubai, El Eqtisadia offers live coverage of the regional markets with a focus on Saudi Arabia. The channel was launched in 2006 and now employs 22 journalists, according to Dubai operations manager Khaled El Rahahleh. Unlike the anchors on CNBC and Al-Arabiya, many of the station&#8217;s male and female anchors wear traditional Arabian headscarves Al Aqariya &#8211;  Launched in 2004 with broad plans to cover the Arab and international real estate industry, Al Aqariya has significantly scaled down its operations, shutting down a recently launched second channel as well as ending carriage on the popular Arabsat satellite network. CEO Rabeea Atatreh describes the moves as cost-cutting measures and says the broadcaster, which had espoused plans to expand into Asian and European markets with an English channel, was now restructuring.</p>
<p>U.S.-based distributor Northstar Media has picked up non-theatrical rights to 21 pics produced by giant-screen company Imax Corp. Northstar will snare worldwide TV, video-on-demand, mobile and broadband rights to the films in the Imax XXI film package. The films include &#8220;Tom Hanks Presents Magnificent Desolation: Walking on the Moon 3D,&#8221; &#8220;Space Station,&#8221; &#8220;Into the Deep,&#8221; &#8220;T-Rex: Back to the Cretaceous&#8221; and &#8220;Blue Planet.&#8221;</p>
<p>Verse, variety and reality &#8212; that&#8217;s the magic mix in the elixir Abu Dhabi TV has concocted to relaunch itself as a major pan-Arab broadcaster. First taste of success was &#8220;Prince of Poets,&#8221; a kind of &#8220;American Idol&#8221; for Gulf region poets that in its first season last year drew millions of eyeballs, scored ratings that overtook those of soccer and was hailed as one of the most successful Arab television shows ever. Nashwa Al-Ruwaini, chief exec of Pyramedia, the production company behind &#8220;Poets,&#8221; promises an even brighter second season with participation stretching beyond the Gulf into the entire Arab world.</p>
<p>Online game developer Gonzo Rosso, a member of the GDH media group, has inked a license deal for its first original title, &#8220;Pandora Saga,&#8221; GDH announced on Thursday.<br />
IP E-Game Ventures has taken Filipino rights for massive multiplayer, online role-playing game, developed by Tokyo-based Headlock and published by Gonzo Rosso. The game, online in Japan since February, pits three nations against each other in a battle for military supremacy.     IP E-Games is the online game operations subsid of IPVG, a Filipino IT company. Among its titles is &#8220;Ran Online,&#8221; which was developed in South Korea and is the most popular online game in the Philippines. Gonzo Rosso and IP E-Games plan to use the deal to open more Asian territories to the title. &#8220;Pandora Saga&#8221; will launch in the Philippines this summer.</p>
<p>Animation house Tatsunoko Prod., creator of iconic 1970s toon series &#8220;Speed Racer,&#8221; unveiled its Mach 5 Line Project for designing merchandise to coincide with the release of the Wachowskis&#8217; &#8220;Speed Racer&#8221; pic in Japan.  It will be promoted at the Tokyo Anime Fair, which opened Thursday. Five teams of designers will come up with their own takes on the &#8220;Speed Racer&#8221; world for the goods &#8212; including clothes, stationery, toys, collectibles and books &#8212; instead of simply copying characters from the old toon show or the new live-action pic. Among the participants are freelance illustrators Gogh Imaizumi, Masahiro Takase and Toru Fukuda; Tatsunoko character designer Suzuka Yoshida; and Devil Robots, a five-person creative team whose work includes figures, toons and picture books. &#8220;Speed Racer&#8221; is skedded for a July 5 release in Japan, while Mach 5 Line Project goods will hit the stores in June.</p>
<p>Almost one in ten Russian households &#8211; 4.7 million out of 49 million &#8212; will have access to digital TV by the end of the year as the medium is rolled out by state and private operators, according to a report published Thursdayby the European Audiovisual Observatory. The government plans to spend up to $15 billion over seven years upgrading terrestrial analog signals to digital although only some 100,000 people are able to tune into digital channels at the moment. They are part of an official DVB-T standard pilot project launched last year, the report &#8220;Towards Digital Television in the Russian Federation&#8221; said.</p>
<p>Argentina&#8217;s the Latin Flower Co. has signed an agreement to handle international sales of fiction series for Colombian producer Invento &#8212; the latest move by the new distributor to expand its catalog. Skeins covered under the deal, signed in Buenos Aires by Latin Flower prexy Silvana D&#8217;Angelo and Invento international sales director Tina Hernandez, include &#8220;Baby Sister&#8221; and &#8220;El autentico Rodrigo leal&#8221; (The Real Rodrigo Leal). Series such as &#8220;El inutil,&#8221; &#8220;Juegos prohibidos&#8221; and &#8220;Marido a sueldo&#8221; may come under the deal along with future projects, according to Latin Flower.</p>
<p>The Czech Republic&#8217;s top terrestrial web, Nova TV, has added three film shows to its new cable channel, Nova Cinema. Station, owned by Central European Media Enterprises, is rolling out magazine show &#8220;The Red Carpet Reporter,&#8221; featuring star gossip and lifestyles; &#8220;The Hollywood Reporter&#8221; covering film industry news; and &#8220;Night of Film Chances&#8221; giving exposure to the work of film students. Nova Cinema launched in December, part of what station topper Petr Dvorak describes as a strong commitment to film fan offerings. Terrestrial TV Nova also airs a regular diet of American pics and programs, from &#8220;American Beauty&#8221; to &#8220;Home Improvement.&#8221; A new 10-episode crime hour on CME&#8217;s Slovak terrestrial, Markiza, will also launch, with dramatizations of case files, the first such offering since the 1970s.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">INDUSTRY MOVES</span></p>
<p>The Gersh Agency has hired Allison Band as a VP in its talent department. Band moves from UTA, where she worked for 11 years. Band said she will bring with her clients including Jena Malone, Mary Tyler Moore, Teri Polo, Katherine Waterston, Christopher McDonald and Jason Behr.</p>
<p>Continuing to energize its executive suite, MGM has named Becky Sloviter VP of production. Hire is the second announced in two days by Mary Parent, who became chair of the Lion&#8217;s worldwide motion picture group two weeks ago. Parent, who hired New Line exec Cale Boyter as exec VP on Thursday, has been given the go-ahead by MGM topper Harry Sloan to build a staff to generate films inhouse.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">TECHNOLOGY</span></p>
<p>Bloggers and Internet professionals in Israel plan to launch both organized and ad-hoc protests in upcoming weeks over a new bill calling for the mandatory filtering of content deemed by Israeli parliament as &#8220;inappropriate.&#8221; The ban purports to concern mostly pornography and gambling sites. The bill, written by Orthodox members of Israel&#8217;s parliament the Knesset, has already passed a first reading and, if not thwarted by its third reading, will be made into law. The bill, nicknamed &#8220;The Internet Porn Law,&#8221; proposes that a committee headed by the minister of communication will form a blacklist of sites that pose a threat to Israeli children. Those sites will then be blocked by ISPs. Filtering will be disabled only if an adult specifically asks for the removal of the service. Opponents of the bill, most of them bloggers who deluged Hebrew-language sites with uproarious comments, say that in the guise of &#8220;protection of children&#8221; the law will impose censorship on the Internet in Israel, just as in countries such as Iran, China, Burma, North Korea and Saudi Arabia.</p>
<p>Distrib Gaga Communications has launched its Gaga Movie Channel on YouTube, the company announced Thursday. Gaga Movie Channel broadcasts TV ads and trailers on YouTube, beginning with promos for &#8220;The Golden Compass,&#8221; Gaga&#8217;s biggest B.O. hit this year. Gaga intends to beam content on the site from, not only its own lineup, but also other distribs, including promos for new pics and DVD releases, while respecting the copyrights of its partner companies.</p>
<p>Right-wing Dutch politico Geert Wilders has finally found a home for his controversial anti-Islam short &#8220;Fitna&#8221; after video-sharing site LiveLeak allowed the 15-minute film to be posted online. &#8220;Fitna,&#8221; whose title is an Arabic word that can be translated as &#8220;strife&#8221; or &#8220;discord&#8221; and is usually used in a religious context, has been the subject of heated debate and protests ever since Wilders announced his plans to release it earlier this year. Dutch TV broadcasters refused to air the film following vocal criticism from the Dutch government, forcing Wilders to take the online route. The Net, initially at least, proved as restrictive &#8212; U.S.-based website host Network Solutions shut down Wilders&#8217; site pending a probe into whether it contravened its acceptable use policy. LiveLeak&#8217;s decision to post the film, which features graphic images of terror attacks in New York, London and Madrid and also reproduces the notorious Danish cartoon of the Prophet Mohammed with a bomb on his head, means viewers around the world will now be able to see what the fuss was all about.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">WEBSITES TO WATCH</span></p>
<p>www.mlb.com</p>
<p>MLB Advanced Media is ready to hit one out of the park this year with a major redesign of MLB.com. The site is improving its video player once again to support a streaming rate of 1.2 Mbps, presented in 16&#215;9 aspect ratio for the first time. Built on Microsoft&#8217;s new Silverlight platform, the player will also enable metadata-based video search and other goodies. Look here for more details on Monday when the site officially relaunches.</p>
<p>http://www.sundancechannel.com/thegreen/#/bigIdeasContest:overview</p>
<p>Sundance Channel will pay $10,000 for the next &#8220;Big Idea&#8221; to save the planet. The network is seeking shorts for its Big Ideas for a Small Planet series, returning April 1st. Contestants are asked to submit a one-minute short or photo essay to sundancechannel.com/bigideascontest between April 1 and May 20. Sundance will select the top 25 entries then users will vote from May 27-June 24, based on creativity, theme, feasibility and presentation.</p>
<p>http://www.lotame.com/</p>
<p>Social media ad solutions provider Lotame closed on a $10 million round of series A financing last month, led by Battery Ventures with participation from existing angel investors Hillcrest Management and Betaworks. Lotame is focused on monetizing midsize social networks by creating delivering customizable communities to advertisers built around actions users perform online, according to founder/CEO Andrew Monfried, a veteran of Advertising.com. The company currently monitors anonymous actions taken on 16 (1 million+ user) video, gaming and social media sites. Advertisers are able to target audiences based on not only interests but also how they interact with the platforms.</p>
<p>http://www.loladex.com/</p>
<p>Here&#8217;s another L-word start up. Former AOL executives Laurence Hooper and Dan Goodman launched Loladex this week, a local search engine built to help friends share recommendations on Facebook. Users can ask friends to recommend local businesses then add their own ratings to the results.</p>
<p>http://www.viropop.com/zaproot</p>
<p>ZapRoot is the flagship online show of ViroPop, an environmentally-themed Next New Networks property that has everything you should look for in a web show. It educates viewers about green trends in a vibrant, easy-to-digest manner, sprinkling in sardonic humor, pop cultural references and fun visuals. Host &#8220;Eco-Chick&#8221; moves faster than a T1 connection on steroids, but the site provides handy links to sites she references so that you don&#8217;t have to try to write them down on the fly.  The show is produced by environmentalist Damien Somerset and indie filmmaker Sarah Szalavitz, whose day job is Director of Content Development at Veoh Networks.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">SOURCES:</span></p>
<p>www.variety.com<br />
www.cynopsis.com</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Amor em cinco tempos (5x2). França. 2004]]></title>
<link>http://dadagaio.wordpress.com/2008/02/26/amor-em-cinco-tempos-5x2-franca-2004/</link>
<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 04:36:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>samdrade</dc:creator>
<guid>http://dadagaio.wordpress.com/2008/02/26/amor-em-cinco-tempos-5x2-franca-2004/</guid>
<description><![CDATA[  Mais um da minha listinha de filmes do François Ozon. Entre os já assistidos(Tempo que resta e Sob]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> <a href="http://dadagaio.wordpress.com/files/2008/02/amoremcincotempos.jpg" title="amoremcincotempos.jpg"><img src="http://dadagaio.wordpress.com/files/2008/02/amoremcincotempos.jpg" alt="amoremcincotempos.jpg" /></a></p>
<p>Mais um da minha listinha de filmes do<i> François Ozon</i>. Entre os já assistidos(<i>Tempo que resta</i> e S<i>ob a areia</i>) esse seria o mais fraquinho, mas nem por isso deixa de ser um filme comovente. Trata-se de um mash up de <i>Pequeno Dicionário Amoroso</i> com <i>Irreversível</i>. <i>Pequeno Dicionário Amoroso</i> por mostrar idas e voltas de um casal na faixa dos trinta e <i>Irreversível</i> pela trama narrada de trás pra frente. A atriz protagonista <i>Valeria Bruni-Tedeschi</i> dá um show a parte e o final é cinematograficamente parecido com <i>Tempo que resta</i>(também com Grande Mãe imperando no fundo). O único lamento é a trilha sonora pseudo-brega sem sintonia com o clima do filme.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[L'Abbuffata (2007)]]></title>
<link>http://anemicinema.wordpress.com/2008/01/09/labbuffata-2007/</link>
<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 17:24:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>anemicinema</dc:creator>
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<description><![CDATA[regia: Mimmo Calopresti interpreti: Paolo Briguglia, Elena Bourika, Lorenzo Di Caccia, Lele Nucera, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://anemicinema.wordpress.com/files/2008/01/abbuffata.jpg" target="_blank" title="abbuffata.jpg"><img src="http://anemicinema.wordpress.com/files/2008/01/abbuffata.thumbnail.jpg" alt="abbuffata.jpg" align="left" /></a>regia: Mimmo Calopresti<br />
interpreti: Paolo Briguglia, Elena Bourika, Lorenzo Di Caccia, Lele Nucera, Diego Abatantuono, Donatella Finocchiaro, Nino Frassica, Valeria Bruni Tedeschi, Mimmo Calopresti, Gerard Depardieu<br />
durata: 102 minuti<br />
nazionalità: Italia</p>
<p>Raramente come davanti a questo film la flebile speranza che il cinema italiano possa avere ancora qualcosa da dire (tra l&#8217;altro piacevolmente rinverdita da poco da &#8220;Lascia perdere, Johnny!&#8221;) viene spazzata via di colpo.<br />
L&#8217;Abbuffata è la storia di 3 giovani calabresi che nella noia della piccola cittadina in cui abitano, Diamante, tentano di girare un piccolo cortometraggio basato sull&#8217;amore giovanile di una vecchia zia con un emigrante.<br />
I ragazzi sono &#8220;accompagnati&#8221; nel progetto da tutti e dico tutti gli stereotipi del dietro le quinte del cinema: il <i>regista in crisi</i> (Abatantuono), frustrato e un po&#8217; invidioso, la <i>biondina che cede alle moine dell&#8217;attore</i>, l<i>&#8216;attore famoso che però crede nell&#8217;arte </i>(Depardieu), il <i>reality costruito</i>, l&#8217;<i>attore in analisi ma bravo,eh</i> (Calopresti), i <i>comuni mortali che sognano il grande schermo</i>(Frassica e gli abitanti tutti di Diamante), la <i>televisione ammazzatutti</i>.<br />
Il tutto mischiato e buttato lì a casaccio condito da dialoghi che pretendono ridicolmente di convincerci della loro saggezza, battutine dallo sbadiglio facile, luoghi comuni esasperanti e, ciliegina sulla torta, il nasone onnipresente di Calopresti che si piazza fastidiosamente e di continuo di fronte alla macchina da presa, che con il sorrisino sulla faccia ci dice &#8220;Sono bravo, aaah, come sono bravo!Guarda un po&#8217; ti cito Fellini, sono proprio bravo.&#8221;<br />
Cinema che parla della difficoltà del fare Cinema con la spocchia gigionesca di chi dall&#8217;alto osserva con l&#8217;aria di chi ha capito tutto di quel mondo, che<i> io ormai le so queste cose</i>, e per dimostrartelo chiamo 3 o 4 amici bravi, gli ricordo l&#8217;aneddoto di come ci siamo conosciuti, ci facciamo una risata e gli dico dai su facciamo un film nella MIA Calabria, che è tanto bella e poi il Sud ha bisogno di queste cose.<br />
Ne avevamo davvero bisogno?</p>
<p>Risparmiate 7 euro, risparmiate quell&#8217;ora e quaranta minuti (che vi assicuro sembra infinita, se passata a contorcersi sulla poltrona).</p>
<p><img src="http://anemicinema.wordpress.com/files/2008/01/abbuff.jpg" alt="abbuff.jpg" height="*" width="100%" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Alibi e sospetti]]></title>
<link>http://videograbber.wordpress.com/2008/01/01/alibi-e-sospetti/</link>
<pubDate>Tue, 01 Jan 2008 18:38:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>videograbber</dc:creator>
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<description><![CDATA[Un film del 2008, regia di Pascal Bonitzer, con Miou-Miou / Lambert Wilson / Valeria Bruni Tedeschi ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Un film del <strong>2008</strong>, regia di <strong>Pascal Bonitzer</strong>, con Miou-Miou / Lambert Wilson / Valeria Bruni Tedeschi / Pierre Arditi. Prodotto da Medusa (93min)</p>
<p><em>Giallo</em></p>
<p><a href="http://videograbber.files.wordpress.com/2009/11/locandina_1056.jpg"><img style="display:inline;border-width:0;" title="Alibi e sospetti" src="http://videograbber.files.wordpress.com/2009/11/locandinasmall_1056.jpg" border="0" alt="Alibi e sospetti" /></a></p>
<p>Come ogni fine settimana il senatore Henri Pagès e sua moglie intrattengono gli ospiti presso la loro bella dimora sita in un pacifico villaggo nei pressi di Parigi. Ma questa volta le cose non vanno come previsto. Pierre Collier, uno psicoanalista e consumato donnaiolo, viene brutalmente assassinato. I sospetti si concentrano su Claire, la moglie del defunto.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Actrices - Nette Szenen (Viennale)]]></title>
<link>http://marcellsiehtfern.wordpress.com/2007/10/25/actrices-nette-szenen-viennale/</link>
<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 11:03:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>trainspotter74</dc:creator>
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<description><![CDATA[Frankreich, 2007, Regie, Buch und Hauptrolle: Valeria Bruni-Tedeschi Inhalt: Marcelline ist eine ber]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Frankreich, 2007, Regie, Buch und Hauptrolle: Valeria Bruni-Tedeschi</p>
<p>Inhalt: Marcelline ist eine berühmte Theaterschauspielerin. Sie ist vierzig und hört von ihrer Gynäkologin, dass sie nicht mehr viel Zeit hat, ein Kind zu bekommen. Dabei ist noch nicht mal ein Mann in der Nähe. Nur Kollegen, zu denen sie keinen Draht findet, eine Mutter, der sie nichts recht machen kann und einige Geister, die Marcelline verfolgt (und nicht umgekehrt).</p>
<p>Ein netter Film, den ich im Rahmen der Viennale sah und einige Tage später schon wieder fast ganz vergessen habe. In Erinnerung bleiben jedoch drei bewegende Szenen als Bespiele für gutes Drehbuchschreiben:</p>
<p>1. Beginn des Films: die Mutter macht Vorhaltungen: schnapp dir doch deine alte Flamme Arthur noch mal. Antwort: der ist verheiratet und hat zwei Kinder. Gegenantwort: na und? überfall ihn, wirf dich ihm um den Hals und lass dir ein Kind machen.<br />
Viel später im Film. Marcelline sitzt auf der Bühne nach der Vorstellung. Ein Mann kommt, sie kennen sich, sie begrüssen sich, sie wirft sich ihm an den Hals. Sie fallen übereinander her. Sie keucht und sagt ihm mit geschlossenen Augen ins Ohr: &#8220;Ich hab keine Angst mehr. Mach mir ein Kind.&#8221; Er ist total verschreckt und richtet sich auf. Sie wird sich bewusst, was sie da grad eben gesagt hat und spricht: &#8220;Es tut mir leid Arthur. Wie gehts den Zwillingen?&#8221;</p>
<p>2. Marcelline läuft durch die leeren Garderobegängen des Theaters. Plötzlich hört sie ein Baby schreien. Sie geht in eine Gardarobe. Dort liegt ein fremdes, eingewickeltes Baby. Sie setzt sich dazu, bekommt den liebenvollen Mutterblick und fängt an, mit dem Baby zu balgen. Es schreit und Marcelline ist klar, dass es Hunger hat. &#8220;Du willst trinken&#8221; meint sie, fuchtelt ihre Brust aus der Bluse heraus und tut so, als gäbe sie sie dem Kind. In diesem Moment stürzt die ehemalige Freundin, die nie im Schauspiel wirklich Fuss fassen konnte herein, sie ist die sichtliche Mutter und sie staucht Marcelline als Irre zusammen, sodass die Möchtegernmutter verstört nach draussen läuft.</p>
<p>3. Marcelline ist verstört und schläft im Bett der Mutter. Die Mutter macht ihr Vorhaltungen, dass sie so egoistisch sei. Als Marcelline es nciht mehr aushält, geht sie der Mutter an die Gurgel. Schnitt. Schwarz. Off. Marcelline erzählt: &#8220;Ich habe ein Kind bekommen. Von meiner Mutter. Ich weiss nicht, wie es passiert ist. Vielleicht haben sich ein paar Flüssigkeiten ausgetauscht als wir gerauft haben.&#8221; Blick auf die verwirrte Gynäkologin. Diese sagt: &#8220;Mein Mann ist Psychologe, der ist im Stock über uns.&#8221; Marcelline sagt: &#8220;Kann ich nicht Ihnen meinen Traum erzählen?&#8221;.</p>
<p>Dazu aus dem Viennale Programm über die autobiografischen Züge: Ihre eigene Mutter spielt die Mutter, sie selbst eine Schauspielerin auf der hoffnungslosen Suche nach dem Sinn des Lebens.</p>
<p>http://www.viennale.at/de/programm_final/filme/2521.shtml</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[<strong>Tickets</strong> - <em>di Ermanno Olmi, Abbas Kiarostami, Ken Loach</em>]]></title>
<link>http://nonhosonno.wordpress.com/2005/03/29/tickets-di-ermanno-olmi-abbas-kiarostami-ken-loach/</link>
<pubDate>Tue, 29 Mar 2005 13:24:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>nonhosonno</dc:creator>
<guid>http://nonhosonno.wordpress.com/2005/03/29/tickets-di-ermanno-olmi-abbas-kiarostami-ken-loach/</guid>
<description><![CDATA[Non è affatto male Tickets, il film italo-inglese diretto a sei mani da Ermanno Olmi, Abbas Kiarosta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;">Non è affatto male <em>Tickets</em>, il film italo-inglese diretto a sei mani da Ermanno Olmi, Abbas Kiarostami e Ken Loach. La scelta interessante è quella di non essere un film a episodi, ma una <em>staffetta</em> senza soluzione di continuità: i tre registi si danno il cambio e raccontano vicende di personaggi differenti, ma riescono a mantenere un respiro unitario. Un po’ perché i personaggi dell’ultimo quadro sono presenti anche negli altri due racconti, un po’ perché la trilogia parte, volutamente, dai viaggiatori di prima classe per arrivare a chi stenta a permettersi la seconda, un po’ perché il film è costruito su una decisa unità di luogo e di tempo: un viaggio in treno con destinazione Roma Termini. Il dato più curioso, all’interno di questa continuità narrativa, è la discontinuità data dai cambi di fotografia, un effetto tanto più evidente quanto più il contesto offre contiguità. Che nel cinema la fotografia sia un tassello fondamentale, lo si sa da sempre. In <em>Tickets</em> rivela tutto il suo potere narrativo: la fotografia <em>è </em>il racconto, ancor di più delle tre regie, riconoscibili e distinguibili tra loro ovviamente, ma dall’impatto meno improvviso e folgorante rispetto ai cambiamenti di pellicola, colori e luci. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;">Olmi&#38;Olmi, firmano il primo episodio: il padre Ermanno e il figlio Fabio lavorano assieme ormai da anni (Fabio Olmi ha firmato anche l’eccellente fotografia de <em>Il Mestiere delle Armi</em>) e in questo caso ritraggono un frammento proustiano, la vicenda interiore di Carlo Delle Piane, che alla partenza del treno si rende conto di provare un sentimento amoroso per una bella segretaria (Valeria Bruni Tedeschi). Questo è solo lo spunto per divagare nella memoria del protagonista, disegnando <a href="http://nonhosonno.wordpress.com/files/2008/10/rendercmsfield1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1157" title="rendercmsfield1" src="http://nonhosonno.wordpress.com/files/2008/10/rendercmsfield1.jpg?w=210" alt="" width="210" height="300" /></a>una piccola parabola intima, molto ben riuscita. Il secondo episodio di Kiarostami è firmato, per la fotografia, dal tocco sgranato e pastoso dell’iraniano Mahmoud Kalari, alla prima esperienza con Kiarostami. La vicenda è quella di una signora insopportabile, vedova di un generale dell’esercito, che nel tratto di treno si aliena la simpatia di tutti i passeggeri e del suo accompagnatore. Meno bello degli altri due. Spicca invece Ken Loach e se vogliamo parlare di fotografi, spicca la mano di Chris Menges (che ha lavorato con Stephen Frears, Neil Jordan, Sean Penn, oltre ad aver firmato la fotografia di <em>Mission</em>). L’episodio di Loach è un buon piccolo film di Loach, con le tematiche care al regista: tre ragazzi (proletari) di Glasgow sono in treno per andare a vedere una partita di Champions League all’Olimpico. Nel viaggio incrociano una famiglia di albanesi, con cui avranno qualche problema. Ma tra chi viaggia in seconda classe faticando a pagare il biglietto, i problemi dovrebbero appianarsi. O no? Per una volta un film a sei mani non è un mostro a tre teste, ma una trilogia di racconti piacevoli diretti da ottimi registi. In cui nessuno fa la prima donna. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;">Tickets, di Ermanno Olmi, Abbas Kiarostami, Ken Loach, Italia/GB, 2005, 115 minuti</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;">Cast: Carlo delle Piane, Valeria Bruni Tedeschi, Silvana De Santis, Filippo Trojano, Martin Compston, William Ruane, Gary Maitland, Klajdi Qorraj. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;">Uscita: 25 marzo 2005</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Skådespelerskor]]></title>
<link>http://ceciliahector.wordpress.com/2007/09/05/valeria-bruni-tedeschi-skadespelerskor/</link>
<pubDate>Wed, 05 Sep 2007 18:35:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cecilia Hector</dc:creator>
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<description><![CDATA[  Valeria Bruni-Tedeschi Regi: Valeria Bruni-Tedeschi Ett drama i ett drama om den urmänskliga längt]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class=" " title="Valeria Bruni-Tedeschi" src="http://nojesguiden.se/files/top_images/0808.film.actresses.jpg" alt="Valeria Bruni-Tedeschi" width="350" height="233" /><p class="wp-caption-text">Valeria Bruni-Tedeschi</p></div>
<p style="text-align:center;">Regi: Valeria Bruni-Tedeschi</p>
<p>Ett drama i ett drama om den urmänskliga längtan efter att finna någon att älska. Temat vi aldrig kommer att tröttna på att beskåda och delta i. I ”Skådespelerskor” har regissören och huvudrollsinnehavaren, Valéri Bruni-Tedeschi, valt en tacksam inramning. En skådespelartrupp möts för kollationering inför att sätta upp en pjäs av Turgenjev. Såväl pjäsen som ensemblen gestaltar temat kärlekstörst. Tack vare att regissören lyckas balansera på den tunna linjen mellan melodram och komedi, följer jag gärna med i historien gripen och ofta småleende.</p>
<p>Vi har sett upplägget förut förstås. Senast kan många av oss påminna oss den utomordentliga danska TV-serien ”Föreställningen” regisserad av Per Fly, för något år sedan där Pernilla August spelade ungefär samma roll som Valéri Bruni-Tedeschi gör här. Där var modersrollen liksom här central.  Fastän här är den 40-åriga stjärnan, Marceline, barnlös och blir plötsligt varse det som alla vet, att tiden håller på att rinna förbi henne. Hon går från att be jungfru Maria ge henne en man att älska till att be om det som är ännu mer brådskande: att få ett barn. En ljuvlig scen utspelar sig när hon bakom scenen en dag hör ett spädbarn gråta och under några magiska ögonblick tar sig an flickan ända tills den rätta modern avbryter seansen just som Marceline ska ge barnet sitt bröst som tröst.</p>
<p>Marceline lever i en isolerad, depressivt avvisande bubbla. Hennes omgivning, alltifrån den åldrade modern och regissören till den konkurrerande scenskolekamraten och den unge älskaren på teatern – alla ser hennes möjligheter – alla utom hon själv. Det är lätt att identifiera sig med hennes dilemma, hon har hittills satsat allt på sin karriär och i sin bön till jungfru Maria köpslår hon om det: ”Jag ger upp berömmelse och framgång, bara jag får ett barn!” Marceline lever i den föreställningen att som kvinna tvingas hon välja mellan moderskap och karriär. Det aktuella dilemmat i vår egen tid och i vårt svenska samhälle är väl snarast nästa steg: Hur ska vi kunna utforma arbetslivet så att det blir möjligt för både modern och fadern att klara av att tillgodose såväl förädrauppgiften som den yrkesmässiga?</p>
<p>Filmen tar då och då till grepp som passar mediet perfekt: I dagdrömmar får vår huvudrollsinnehavare kontakt med sin sedan länge avlidne pappa som helt vardagligt ger sig till att läxa upp sin dotter och hon förebrår honom för att gå och dö från henne. I nattliga drömmar prövar hon utvägen att hoppa från en bro och virvla bort i flodens vatten. Hon får också i sin fantasi direktkontakt med kvinnan som hon ska gestalta på scenen. En kvinna som mycket mer än hon själv tillåter sig att ta vara på det som bjuds.</p>
<p>Allt är berättat ur kvinnligt perspektiv. Marcelines egen mor får plats i berättelsen som levnadsglad, kärleksberedd och utan ålderskomplex. Hennes hållning ger oss tankeställare om hur mycket det fortfarande finns att hämta ur livet när väl de värsta utvecklingskriserna övervunnits. För Marcelines del handlar det mest om att våga ta chanser och inte överväldigas av misstro. I publiken har vi privilegiet att se hur hon om och om igen snubblar på mållinjen &#8211; och det tillåter oss själva att känna oss kloka och eftersinnande.</p>
<p>Filmen finns att hyra och lämpar sig utmärkt väl för en kväll i TV soffan.</p>
</div>]]></content:encoded>
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