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	<title>veja-online &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/veja-online/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "veja-online"</description>
	<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 14:03:56 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Acendeu a Luz Amarela]]></title>
<link>http://debatepronto.wordpress.com/2009/09/22/acendeu-a-luz-amarela/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 12:50:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>debatepronto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Amigos, mais nem tanto assim. é a tal história companheira ontem, dor de cabeça amanhã. Paulo Rink ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Amigos, mais nem tanto assim. é a tal história companheira ontem, dor de cabeça amanhã.</p>
<p>Paulo Rink</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>CANDIDATURA EM ESTADO DE ALERTA</strong></p>
<p>Fonte: Veja Online</p>
<p>O governo prepara uma ofensiva para estancar a queda nas pesquisas da ministra Dilma Rousseff. O alvo imediato já foi escolhido: a senadora Marina Silva</p>
<p>A estratégia oficial para eleger a ministra Dilma Rousseff presidente da República foi moldada dentro de um cenário político paradisíaco. Os arquitetos políticos do governo montaram em sua cabeça uma eleição plebiscitária em que os brasileiros iriam às urnas daqui a um ano apenas para dizer <em>sim</em> ou <em>não</em> às conquistas do governo Lula. A força da alta popularidade do governo se encarregaria de apontar o vencedor, independentemente dos personagens e das circunstâncias envolvidos na disputa – simples assim. O <em>sim</em> seria expresso pelo voto em Dilma e ganharia de lavada. Faltou combinar com os eleitores e com os verdes. A ministra tem perdido simpatizantes e as intenções de voto estão migrando para a senadora Marina Silva, do Partido Verde. Marina já ganhou o apelido de &#8220;criptonita&#8221;, a pedra esverdeada que intoxica as células do Superman, da Supergirl e do Superboy, criaturas imortais dos mestres dos quadrinhos Jerry Siegel, Joe Shuster e Otto Binder.</p>
<p>No princípio, a tática mostrou-se correta. Desconhecida da maioria da população, Dilma foi apresentada como a &#8220;mãe do PAC&#8221;, o Programa de Aceleração do Crescimento, e passou a frequentar palanques ao lado de Lula. Em pouco tempo, ela conquistou 20% das intenções de voto. Como um comprimido efervescente em um copo com água, aos poucos a fórmula foi perdendo gás. A última pesquisa divulgada pelo instituto Sensus revelou que a ministra não está ganhando novos adeptos e vem perdendo simpatizantes, que desembarcam do projeto carregando no peito até certo ressentimento – de apoiadores, eles passaram a rejeitar a candidata oficial. &#8220;Dilma não conseguiu ganhar força eleitoral por seus próprios méritos. Os votos que ela tem hoje são do eleitorado que segue cegamente a orientação do presidente Lula&#8221;, afirma Ricardo Guedes, diretor do Sensus. A rejeição à candidatura Dilma bateu na casa dos 37%. Para os especialistas, a derrocada de um candidato atinge seu ponto de não retorno quando a taxa de rejeição chega a 40%. Falta pouco.</p>
<p>O detalhamento da pesquisa mostra que a redução das intenções de voto da ministra está diretamente ligada à queda de popularidade de Lula. Como os dois eleitoralmente se fundiram, acabam também sofrendo junto os desgastes provocados pelos recentes escândalos. Dilma foi acusada pela ex-chefe da Receita Federal Lina Vieira de tê-la pressionado para arquivar uma investigação contra as empresas da família do senador José Sarney. A ministra negou a pressão, mas a pesquisa mostra que a maioria do eleitorado que soube do episódio considera que ela mentiu. Dilma também é identificada como responsável pela salvação do mandato de Sarney na presidência do Senado, embora tenha partido do presidente Lula a ordem para poupar o aliado. Já estava dando tudo errado para a Supergirl quando, para piorar, começou a chover criptonita.</p>
<p>&#8220;Marina saiu-se melhor entre as camadas mais informadas da população, que já tiveram conhecimento de sua candidatura. A tendência agora é que esse apoio se espalhe entre as camadas mais baixas&#8221;, afirma o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), um dos mentores da campanha verde. Algumas pesquisas regionais confirmam a tendência nacional. No Acre, estado natal da senadora, pesquisa encomendada pelo PMDB mostra que ela atinge 52% das intenções de voto e fez Dilma desabar de 20% para 2%. Em São Paulo, pesquisa do Vox Populi mostra a mesma tendência. Tudo isso, aliado ao fato de que o governador José Serra segue inabalável como favorito absoluto <em>(veja o quadro no <a title="http://veja.abril.com.br/160909/candidatura-estado-alerta-p-072.shtml" href="http://veja.abril.com.br/160909/candidatura-estado-alerta-p-072.shtml" target="_blank">site da revista</a>),</em> fez com que os marqueteiros alterassem completamente a estratégia da pré-campanha governista. &#8220;Para uma candidata que já estava com dificuldade em decolar, a entrada em cena de Marina foi a pior notícia possível&#8221;, admite um dirigente petista. Agora, o alvo imediato é tentar inviabilizar a candidatura do Partido Verde.</p>
<p>Na semana passada, Lula encarregou Juca Ferreira, ministro da Cultura e membro do PV, de convocar a cúpula do partido para um jantar no Palácio da Alvorada. Os verdes responderam que só iriam se acompanhados do deputado Fernando Gabeira. A exigência não foi atendida e o encontro foi suspenso. Nesta semana, Lula deverá ter uma conversa com Gilberto Gil, filiado ao PV e ex-ministro da Cultura. O presidente quer saber se o cantor tem realmente intenção de ser vice de Marina, como se cogita. Se a ofensiva diplomática fracassar, o governo planeja convocar até um exército de ruralistas para tentar mostrar que Marina e seu ambientalismo serão um entrave ao crescimento do país. Já há até uma moeda para pagar a missão: o Planalto desiste de implantar novas regras para desapropriação de terras, medida que desagrada aos fazendeiros. Por último, lideranças no Congresso já foram acionadas para reforçar o discurso de que Marina é evangélica, defende o ensino do criacionismo e se opõe à regulamentação do aborto. Acreditam que com isso impedirão um crescimento mais significativo da candidatura da senadora junto às classes médias urbanas mais escolarizadas.</p>
<p>Apesar das dificuldades, Dilma não pode ser considerada carta fora do baralho. Ainda faltam treze meses para a eleição, e a força do apoio de Lula não pode ser descartada. &#8220;Há uma grande parcela do eleitorado, mais pobre, menos escolarizada e com menor acesso à informação, que ainda não sabe que Lula não pode disputar mais um mandato e que sua candidata é Dilma&#8221;, afirma Mauro Paulino, diretor do Datafolha. Nas últimas eleições, restando um ano para o pleito, como agora, o candidato que liderava as pesquisas acabou confirmando o favoritismo nas urnas. Foi assim com Fernando Henrique, em 1998, e com Lula, em 2002 e 2006. A exceção aconteceu em 1994, quando Lula liderava com folga a disputa e terminou perdendo na reta final para Fernando Henrique – na ocasião impulsionado por um cabo eleitoral poderoso e popular: o Plano Real. Dilma e Lula não têm nada da mesma envergadura do Plano Real para jogar sobre o tabuleiro. Mas também é sabido que a superpoderosa família do planeta Krypton sempre dá um jeito de afastar a criptonita do caminho.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Macacos Hard Core (Música e Arte)]]></title>
<link>http://debatepronto.wordpress.com/2009/09/02/macacos-hard-core-musica-e-arte/</link>
<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 12:57:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>debatepronto</dc:creator>
<guid>http://debatepronto.wordpress.com/2009/09/02/macacos-hard-core-musica-e-arte/</guid>
<description><![CDATA[Para começar o dia bem tranquilamente, mudar um pouco o foco das confusões, corrupções, etc. Não que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Para começar o dia bem tranquilamente, mudar um pouco o foco das confusões, corrupções, etc. Não que isso vá ter extrema relevância em nossas vidas, mas, uma dúvida paira no ar: será que os macacos  morreram em Maringá depois de ouvir Vitor &#38; Leo? Mistéééério.</p>
<p>Daniel Pinheiro</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Macacos gostam de Metallica, diz estudo</strong></p>
<p>Fonte: Veja Online</p>
<p>Um estudo americano constatou que macacos também podem ser metaleiros. Em uma pesquisa publicado na revista <em>Biology Letters</em>, da <em>Royal Society Journal</em>, saguis-cabeça-de-algodão foram submetidos a uma série de músicas, desde clássica até jazz. De todas elas, as únicas que conseguiram acalmar os bichanos foram as da banda Metallica.</p>
<p>O experimento foi conduzido pelo psicólogo Charles Snowdown, da Universidade de Wisconsin-Madison, e pelo músico David Teie, que toca violoncelo na Orquestra Sinfônica Nacional. Para o estudo, os pesquisadores fizeram os saguis escutarem músicas de Bach, Led Zeppelin, Miles Davis, entre outros.</p>
<p>A conclusão é que macacos interpretam os sons de uma maneira diferente dos humanos. &#8220;Estranhamente, a única resposta que tiveram a diversas amostras de músicas foi uma resposta calma à banda de heavy-metal Metallica&#8221;, disse Snowdown à publicação, segundo reportagem do jornal <em>Daily Telegraph</em>.</p>
<p>O psicólogo explica que a fala das pessoas não expressa necessariamente o estado emocional delas. &#8220;Quando acrescendo elementos extras, mudo o tom da voz, o ritmo, a altura ou velocidade, é onde está o conteúdo emocional&#8221;. Ele deu o exemplo de bebês humanos, que também são capazes de interpretar diferentes tons e alturas de voz.</p>
<p>&#8220;Aprovação tem um tom crescente e tranquilização tem um tom decrescente. Adicionamos atributos musicais ao discurso para influenciar o estado afetivo de um bebê&#8221;, afirma. &#8220;A voz, o padrão de entonação, a musicalidade, podem ser mais importantes do que palavras&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Alguns filmes do site ArmagedomFilmes]]></title>
<link>http://andrefortuna.wordpress.com/2009/08/16/exemplos-de-filmes-do-site-armagedomfilmes/</link>
<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 04:34:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>andrefortuna</dc:creator>
<guid>http://andrefortuna.wordpress.com/2009/08/16/exemplos-de-filmes-do-site-armagedomfilmes/</guid>
<description><![CDATA[Como eu tinha dito anteriormente, este site possui filmes online. Para quem não viu o post, segue o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-326" title="untitled-1-copy" src="http://andrefortuna.wordpress.com/files/2009/08/untitled-1-copy.jpg" alt="untitled-1-copy" width="390" height="44" /></p>
<p>Como eu tinha dito anteriormente, este site possui filmes online. Para quem não viu o post, segue o link:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.armagedomfilmes.net" target="_blank">http://www.armagedomfilmes.net</a></li>
</ul>
<p>Aqui estão alguns filmes do site:</p>
<div><a href="http://www.megavideo.com/?v=JQMKTMZ0" target="_blank">http://www.megavideo.com/?v=JQMKTMZ0</a> &#8211; 300</div>
<div><a href="http://www.megavideo.com/?v=JQMKTMZ0" target="_blank">http://www.megavideo.com/?v=LL8WKISL</a> &#8211; Duro de matar 4.0</div>
<div><a href="http://www.megavideo.com/?v=VX7FQ9BR" target="_blank">http://www.megavideo.com/?v=VX7FQ9BR</a> &#8211; Eu, Robô</div>
<div><a href="http://www.megavideo.com/?v=VX7FQ9BR" target="_blank">http://www.megavideo.com/?v=UF5354YS</a> &#8211; Matrix</div>
<div><a href="http://www.megavideo.com/?v=X6AN7YC3" target="_blank">http://www.megavideo.com/?v=X6AN7YC3</a> &#8211; Ultravioleta</div>
<p>Mais uma vez, lembrando que o megaupload tem um limite de 72 minutos <span style="text-decoration:line-through;">mas se você quiser driblar este limite de tempo, basta mudar de IP, recarregar a página e clicar na linha do tempo, mais ou menos onde você parou</span>.</p>
<p>Enjoy it! It&#8217;s free!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não precisa casar. Sozinho é melhor]]></title>
<link>http://joaoejoao.wordpress.com/2008/06/12/nao-precisa-casar-sozinho-e-melhor/</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 00:47:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaoejoao</dc:creator>
<guid>http://joaoejoao.wordpress.com/2008/06/12/nao-precisa-casar-sozinho-e-melhor/</guid>
<description><![CDATA[Entrevista: Flávio Gikovate O psiquiatra decreta a morte do amor romântico e diz que a vida de solte]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span>Entrevista: </span><span>Flávio Gikovate</span><span> </span><br />
<span><br />
</span></p>
<p>O psiquiatra decreta a morte do amor romântico e diz que<br />
a vida de solteiro é um caminho viável para a felicidade</p>
<p><img alt="" width="223" height="5" /><br />
<span>Duda Teixeira</span></p>
<table border="0" cellspacing="9" cellpadding="0" width="100%" bgcolor="#eeeeee">
<tbody>
<tr>
<td><img border="1" alt="" width="220" height="280" /></td>
<td>&#8220;Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor ea individualidade, opte pelo segundo.&#8221;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8<span style="color:#ffffff;">.</span>000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, <em>Uma História de Amor&#8230; com Final Feliz</em>. Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate<strong> </strong>ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a reportagem de Veja<strong> </strong>em seu consultório no elegante bairro dos Jardins, em São Paulo.</span></p>
<table border="0" cellspacing="12" cellpadding="0" width="200" align="right">
<tbody>
<tr bgcolor="#cccccc">
<td><img alt="" width="1" height="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><span>&#8220;Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que que &#8216;é impossível ser feliz sozinho&#8217;. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.&#8221;</span></div>
</td>
</tr>
<tr bgcolor="#cccccc">
<td><img alt="" width="1" height="1" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><strong><br />
Veja &#8211; </strong><em>O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida? </em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.</span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>Ficar sozinho é melhor, então?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele &#8220;vazio no estômago&#8221; por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que &#8220;é impossível ser feliz sozinho&#8221;. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos. </span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>Por que os casamentos acabam não dando certo? </em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido, estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro. Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá. O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro. Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos. Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor, deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O casamento, então, começa a desmoronar. Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo segundo.</span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade. Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo. </span></p>
<table border="0" cellspacing="12" cellpadding="0" width="200" align="right">
<tbody>
<tr bgcolor="#cccccc">
<td><img alt="" width="1" height="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><span>&#8220;As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica.&#8221;</span></div>
</td>
</tr>
<tr bgcolor="#cccccc">
<td><img alt="" width="1" height="1" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><strong><br />
Veja &#8211; </strong><em>Por que os casamentos normalmente ocorrem entre egoístas e generosos?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>A idéia geral na nossa sociedade é a de que os opostos se atraem. E isso acontece por vários motivos. Na juventude, não gostamos muito do nosso modo de ser e admiramos quem é diferente de nós. Assim, egoístas e generosos acabam se envolvendo. O egoísta, por ser exibicionista, também atrai o generoso, que vê no outro qualidades que ele não possui. Por fim, nossos pais e avós são geralmente uniões desse tipo, e nós acabamos repetindo o erro deles. </span></p>
<p><span><strong>Veja -<em> </em></strong><em>Para quem tem filhos não é melhor estar em um casamento? E, para os filhos, não é melhor ter pais casados?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Para quem pretende construir projetos em comum – e ter filhos é o mais relevantes deles – o melhor é jogar em dupla. Crianças dão muito trabalho e preocupação. É muito mais fácil, então, quando essa tarefa é compartilhada. Do ponto de vista da criança, o mais provável é que elas se sintam mais amparadas quando crescem segundo os padrões culturais que dominam no seu meio-ambiente. Se elas são criadas pelo padrasto, vivem com os filhos de outros casamentos da mãe, mas estudam em uma escola de valores fortemente conservadores e religiosos, poderão sentir algum mal-estar. Do ponto de vista emocional, não creio que se possa fazer um julgamento definitivo sobre as vantagens da família tradicional sobre as constituídas por casais gays ou por um pai ou mãe solteiros. Estamos em um processo de transição no qual ainda não estão constituídos novos valores morais. É sempre bom esperar um pouco para não fazer avaliações precipitadas.</span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong>Q<em>ue conselhos você daria para um jovem que acaba de começar na vida amorosa? </em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>É preciso que o jovem entenda que o amor romântico, apesar de aparecer o tempo todo nos filmes, romances e novelas, está com os dias contados. Esse amor, que nasceu no século XIX com a revolução industrial, tem um caráter muito possessivo. Segundo esse ideal, duas pessoas que se amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma afronta à individualidade. O mundo mudou muito desde então. É só olhar como vivem as viúvas. Estão todas felizes da vida. Contudo, como muitos jovens ainda sonham com esse amor romântico, casam-se, separam-se e casam-se de novo, várias vezes, até aprender essa lição. Se é que aprendem. Se um jovem já tem a noção de não precisa se casar par ser feliz, ele pulará todas essas etapas que provocam sofrimento. </span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>As mulheres são mais ansiosas em casar do que os homens? Por quê?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>As mulheres têm obsessão por casamento. É uma visão totalmente antiquada, que os homens não possuem. Uma vez, quando eu ainda escrevia para a revista Cláudia, o pessoal da redação fez uma pesquisa sobre os desejos das pessoas. O maior sonho de 100% das moças de 18 a 20 anos de idade era se casar e ter filho. Entre os homens, quase nenhum respondeu isso. Queriam ser bons profissionais, fazer grandes viagens. Essa diferença abismal acontece por razões derivadas da tradição cultural. No passado, o casamento era do máximo interesse das mulheres porque só assim poderiam ter uma vida sexual socialmente aceitável. Poderiam ter filhos e um homem que as protegeria e pagaria as contas. Os homens, por sua vez, entendiam apenas que algum dia eles seriam obrigados a fazer isso. Nos dias que correm, as razões que levavam mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas, elas ganharão mais que eles. Resta acompanhar o que irá acontecer com as mulheres, agora livres sexualmente, nem sempre tão interessadas em ter filhos e independentes economicamente. </span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>Como será o amor do futuro?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Os relacionamentos que não respeitam a individualidade estão condenados a desaparecer. Isso de certa forma já ocorre naturalmente. No Brasil, o número de divórcios já é maior que o de casamentos no ano. Atualmente, muitos homens e mulheres já consideram que ficarão sozinhos para sempre ou já aceitam a idéia de aguardar até o momento em que encontrarão alguém parecido tanto no caráter quanto nos interesses pessoais. Se isso ocorrer, terão prazer em estar juntos em um número grande de situações. Nesse novo cenário, em que há afinidade e respeito pelas diferenças, a individualidade é preservada. Eu estou no meu segundo casamento. Minha mulher gosta de ópera. Quando ela quer ir, vai sozinha. E não há qualquer problema nisso. </span></p>
<p><span><strong>Veja -<em> </em></strong><em>Quando duas pessoas decidem morar juntas, a individualidade não sofre um abalo?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Não necessariamente elas precisarão morar juntas. Em um dos meus programas de rádio, um casal me perguntou se estavam sendo ousados demais em se casar e continuarem morando separados. Isso está ficando cada dia mais comum. Há outros tantos casais que moram juntos, mas em quartos separados. Se o objetivo é preservar a individualidade, não há razão para vergonha. O interessante é a qualidade do vínculo que existirá entre duas pessoas. No primeiro mundo, esse comportamento já é normal. Muitos casais moram até em cidades diferentes. </span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>É possível ser fiel morando em casas ou cidades diferentes?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>A fidelidade ocorre espontaneamente quando se estabelece um vínculo de qualidade. Em um clima assim, o elemento erótico perde um pouco seu impacto. Por incrível que pareça, essas relações são monogâmicas. É algo difícil de explicar, mas que acontece.</span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>Com o fim do amor romântico, como fica o sexo?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Um dos grandes problemas ligados à questão sentimental é justamente o de que o desejo sexual nem sempre acompanha a intimidade efetiva, aquela baseada em afinidade e companheirismo. É incrível como de vez em quando amor e sexo combinam, mas isso não ocorre com facilidade. Por outro lado, o sexo com um parceiro desconhecido, ou quase isso, é quase sempre muito pouco interessante. Quando acaba, as pessoas sentem um grande vazio. Não é algo que eu recomendaria. Hoje, as normas de comportamento são ditadas pela indústria pornográfica e se parece com um exercício físico. O sexo então tem mais compromisso com agressividade do que com amor e amizade. Jovens que têm amigos muito chegados e queridos dizem que transar com eles não tem nada a ver. Acham mais fácil transar com inimigos do que com o melhor amigo. Penso que, com o amadurecimento emocional, as pessoas tenderão a se abster desse tipo de prática. </span></p>
<table border="0" cellspacing="12" cellpadding="0" width="200" align="right">
<tbody>
<tr bgcolor="#cccccc">
<td><img alt="" width="1" height="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><span>&#8220;As razões que levavam as mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam mais. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas elas ganharão mais<br />
que eles.&#8221;</span></div>
</td>
</tr>
<tr bgcolor="#cccccc">
<td><img alt="" width="1" height="1" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><strong><br />
Veja &#8211; </strong><em>As desilusões com o primeiro casamento têm ajudado as pessoas a tomar as decisões corretas?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>No início da epidemia de divórcios brasileira, na década de 70, as pessoas se separavam e atribuíam o desastre da união a problemas genéricos. Alguns diziam que o amor acabou. Outros, o parceiro era muito chato. Não se davam conta de que as questões eram mais complexas. Então, acabavam se unindo à outras pessoas muito parecidas com as que tinham acabado de descartar. Hoje, os indivíduos estão mais críticos. Aceitam ficar mais tempo sozinhos e fazem autocríticas mais consistentes. Por causa disso, conseguem evoluir emocionalmente e percebem que terão que mudar radicalmente os critérios de escolha do parceiro. Se antes queriam alguém diferente, hoje a tendência é buscarem uma pessoa com afinidades. </span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>O senhor já escreveu colunas para jornais, revistas, atuou na televisão e agora tem um programa na rádio. O senhor se considera um marqueteiro? </em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>Sempre gostei de trabalhar com os meios de comunicação. Psicologia não é assunto para especialistas, mas de todo mundo. Faço essas coisas também porque é uma forma de entrar em contato com um público diferente do que eu encontro normalmente. Na rádio, respondo perguntas de gente tacanha, que jamais teriam condição de pagar uma consulta. Estão em um outro patamar financeiro. Mas o que dizem, é ouro puro. As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica. Imagine só, o Corinthians! Não foi o tipo de notícia que meus pacientes gostaram de ouvir. Eu fiquei lá dois anos. Meu pai ficava chocado com essas coisas, porque naquele tempo médico de bom nível não fazia essas coisas. Não estava nem aí. Quando eu me interesso por alguma coisa, eu vou. No mais, se eu fosse um simples marqueteiro, não teria durado 41 anos.</span></p>
<p><span><strong>Veja &#8211; </strong><em>Apesar de todo esse tempo de clínica, o senhor atuou sozinho, longe das universidades. Por quê?</em><br />
<strong>Gikovate &#8211; </strong>O mundo acadêmico está cheio de papagaios, que repetem fórmulas prontas. Citam sempre outros pensadores, mas nunca vão a lugar algum. Não têm coragem para disso. Esse universo, do qual eu acabei me afastando, é extremamente conservador. Não são eles que produzem as novas idéias. Muitos fingem que eu não existo. Diziam à pequena que eu era um cara muito pragmático, que levava em conta muito os resultados, o que é verdade. Os que mais gostam do que eu faço não são da minha área. São os filósofos, como o Renato Janine Ribeiro e a Olgária Matos. De minha parte, eu sempre fugi dos rótulos. Não me inscrevi membro da Sociedade de Psicanálise. Não sou membro de qualquer sociedade dogmática. Não sou sócio de nenhum clube. Sou uma pessoa de mente aberta. Nunca quis discípulos. Os meus discípulos, se um dia existirem, pensarão por conta própria. Se tiverem um monte de opiniões diferentes das minhas, seria ótimo.</span></p>
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