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	<title>vida-sem-carro &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "vida-sem-carro"</description>
	<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 21:48:49 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Relato de um dia na minha vida curitibana]]></title>
<link>http://vidaemposts.wordpress.com/2007/11/02/relato-de-um-dia-na-minha-vida-curitibana/</link>
<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 17:56:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ma</dc:creator>
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<description><![CDATA[Dizia o jornalista Fernando Pessoa Ferreira que “a maior atração turística de Curitiba é o inverno, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Dizia o jornalista Fernando Pessoa Ferreira que “a maior atração turística de Curitiba é o inverno, que começa em fevereiro e termina em dezembro. Nos outros meses, chove”. Eu diria que nem precisa muito, diria que o período de inverno é alternado com o período de verão, que por sua vez é alternado com o período de tempestades, tudo no mesmo dia. </font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Claro que o verão termina às 18 horas e as tempestades começam justamente nesse horário, porque é o horário que estou saindo do trabalho. Trata-se de um problema claramente pessoal, porque já foi comprovado: quando saio mais cedo do trabalho, os temporais também começam mais cedo e o frio começa a ressurgir quando estou num dia de roupas de verão.</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Apesar de ter 24 anos eu sofro de uma menopausa precoce, enfim, sinto um calor senegalês até nos dias suavemente quentes de Curitiba, então na bela segunda-feira de sol e calor intenso lá estava eu vestida moda praia.. de vestido frente única de cores mais alegres e vibrantes. Tudo ia muito bem até as 18 horas, quando de repente.. 4 quarteirões de casa eu fui surpreendida por uma mega tempestade com ventos fortes e granizo e logo na segunda-feira de cabelo bom. Sabe qual a probabilidade de uma pessoa de cabelo cacheado estar feliz com seu cabelo sem ter feito escova ou estar usando presilhinhas? As chances de isso acontecer são mínimas.. MÍNIMAS!</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Era uma batalha árdua, a chuva vinha de todos os lados e o guarda-chuva e nada seriam a mesma coisa, quer dizer.. ele impedia que minha bolsa fosse completamente encharcada, mas de resto não tinha mais solução. </font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Em uma tentativa desesperada parei em um ponto de ônibus, mas ao contrário do que você, nobre pessoa que não conhece Curitiba profundamente pensa, nem todos os pontos de ônibus da cidade são aqueles tubos que você vê em postal. Obviamente que o que eu tinha a disposição era um daqueles pontos meio cobertos, mas que não resolviam todos meus problemas e até causavam mais alguns.</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Ali fiquei um tempo, esperando a chuva dar uma amenizada. A chuva estava forte e a água nas ruas interditaria muitos aeroportos por muito tempo. Os carros passavam por ali em alta velocidade espirrando água para todos os lados, para todos os SEUS lados também, você já estava quase ensopada, mas do outro lado da rua vi uma situação ainda pior.</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Os excêntricos curitibanos são assim, uma estranha tribo que se alimenta de pinhão, não sabem dirigir em dias chuvosos, não falam com estranhos, mal falam com conhecidos, mas residem em casas iguais às nossas e insistem em ter uma vida igual a nossa. É notória a falta de habilidade do curitibano em dirigir com chuva. Tenho amigos que tentam fazer um projeto de lei que proíbe os nativos de dirigirem em dias chuvosos ou com umidade superior a 70%. Enquanto isso não acontece somos obrigados a ver o trânsito caótico e congestionamentos em dias chuvosos, além de aturar os carros passando praticamente em cima das calçadas, lavando ponto de ônibus e passantes.</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Bem na frente do ponto de ônibus que estava tinha um posto de gasolina. Um moço com um guarda-chuva esperava para atravessar a rua quando passou um carro e jogou rios de água para os lados. O pobre moço ficou todo ensopado, atingido dos pés até o rosto. Indignado ele fechou o guarda-chuva e foi-se embora no meio do temporal, se estivesse de óculos sei que poderia ter visto claramente o movimento labial dele com vários xingamentos impronunciáveis.</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Era preciso aceitar a realidade: A CHUVA NÃO IA PARAR. Estava perto de casa mesmo, já estava ensopada mesmo, a chuva de granizo já tinha parado. O que mais eu tinha a perder? Fui andando para casa e então descobri que tinha muito mais a perder sim: os sapatos.</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Já tinha visto rios com menos água e correnteza do que nas ruas perto de casa e foi assim.. caminhando e travando uma batalha particular pra manter os sapatos no meu pé, até que não teve jeito, a natureza se manifestou mostrando sua supremacia arrastando meu sapato pela enxurrada. Como qualquer mulher teimosa e inconformada, fui atrás do sapato numa perseguição alucinada, sendo esta uma das cenas mais deploráveis da minha vida (só não menos ridícula do que quando tive que tirar um pardal morto do meu salto), o alcancei alguns metros à frente, preso entre galhos, folhas e lama. </font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">Daí por diante desisti de ser uma dama, desisti de tentar salvar minha bolsa da chuva. Há um quarteirão de casa fechei o guarda-chuva e com os sapatos em mãos, fui caminhando descalça até minha casa&#8230; e lá se foi uma segunda-feira linda e ensolarada.. e lá se foi um dia de cabelo bom&#8230; e assim começou uma gripe.. os dias seguintes a segunda-feira foram assim, calor senegalês até certo período da tarde, temporais o resto do dia.. uma gripe só não agravada graças a auto-medicação. Uma alergia por causa do calor iniciada, mas tudo bem, afinal, eu tinha salvado seus sapatos&#8230;</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">- &#8211; -</font></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><font face="Times New Roman">PS: Ah! Saudades da mordomia da casa dos pais. Saudades da vida de paulista mimada.. Saudades da vida com carro!</font></span></p>
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