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	<title>vinicius-de-moraes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/vinicius-de-moraes/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "vinicius-de-moraes"</description>
	<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 17:19:57 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Procura-se um amigo...]]></title>
<link>http://travelerthought.wordpress.com/2009/12/01/procura-se-um-amigo/</link>
<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 04:23:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>travelerthought</dc:creator>
<guid>http://travelerthought.wordpress.com/2009/12/01/procura-se-um-amigo/</guid>
<description><![CDATA[Procura-se um amigo&#8230; Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Procura-se um amigo&#8230;</p>
<p>Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.</p>
<p>Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.</p>
<p>Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.</p>
<p>Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.</p>
<p><a href="http://www.pensador.info/autor/Vinicius_de_Moraes/">Vinícius de Moraes</a></p>
<p>Eu já achei, Vinícius.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Poema de Aniversário, de Vinícius de Moraes]]></title>
<link>http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009/11/30/poema-de-aniversario-de-vinicius-de-moraes/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 20:39:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Telma e Karina</dc:creator>
<guid>http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009/11/30/poema-de-aniversario-de-vinicius-de-moraes/</guid>
<description><![CDATA[Mais um lindo texto retirado da coletânea &#8220;Para viver um grande amor&#8221;. Porque fizeste an]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mais um lindo texto retirado da coletânea &#8220;Para viver um grande amor&#8221;.</p>
<p><a href="http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/files/2009/11/eternal_.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1654" title="eternal_" src="http://literaturaemcontagotas.wordpress.com/files/2009/11/eternal_.jpg?w=199" alt="" width="199" height="300" /></a></p>
<p><strong>Porque fizeste anos, Bem-Amada, e a asa do tempo roçou teus cabelos negros, e teus grandes olhos calmos miraram por um momento o inescrutável Norte&#8230;</strong></p>
<p><strong>Eu quisera dar-te, ademais dos beijos e das rosas, tudo o que nunca foi dado por um homem à sua Amada, eu que tão pouco te posso ofertar. Quisera dar-te, por exemplo, o instante em que nasci, marcado pela fatalidade de tua vinda. Verias, então, em mim, na transparência do meu peito, a sombra de tua forma anterior a ti mesma.</strong></p>
<p><strong>Quisera dar-te também o mar onde nadei menino, o tranquilo mar de ilha em que me perdia e em que mergulhava, e de onde trazia a forma elementar de tudo o que existe no espaço acima – estrelas mortas, meteoritos submersos, o plancto das galáxias, a placenta do Infinito.</strong></p>
<p><strong>E mais, quisera dar-te as minhas loucas carreiras à toa, por certo em premonitória busca de teus braços, e a vontade de grimpar tudo de alto, e transpor tudo de proibido, e os elásticos saltos dançarinos para alcançar folhas, aves, estrelas – e a ti mesma, luminosa Lucina, e derramar claridade em mim menino.</strong></p>
<p><strong>Ah, pudesse eu dar-te o meu primeiro medo e a minha primeira coragem; o meu primeiro medo à treva e a minha primeira coragem de enfrentá-la, e o primeiro arrepio sentido ao ser tocado de leve pela mão invisível da Morte.</strong></p>
<p><strong>E o que não daria eu para ofertar-te o instante em que, jazente e sozinho no mundo, enquanto soava em prece o cantochão da noite, vi tua forma emergir do meu flanco, e se esforçar, imensa ondina arquejante, para se desprender de mim; e eu te pari gritando, em meio a temporais desencadeados, roto e imundo do pó da terra.</strong></p>
<p><strong>Gostaria de dar-te, Namorada, aquela madrugada em que, pela primeira vez, as brancas moléculas do papel diante de mim dilataram-se ante o mistério da poesia subitamente incorporada; e dá-la com tudo o que nela havia de silencioso e inefável &#8211; o pasmo das estrelas, o mudo assombro das casas, o murmúrio místico das árvores a se tocarem sob a Lua.</strong></p>
<p><strong>E também o instante anterior à tua vinda, quando, esperando-te chegar, relembrei-te adolescente naquela mesma cidade em que te reencontrava anos depois; e a certeza que tive, ao te olhar, da fatalidade insigne do nosso encontro, e de que eu estava, de um só golpe, perdido e salvo.</strong></p>
<p><strong>Quisera dar-te, sobretudo, Amada minha, o instante da minha morte; e que ele fosse também o instante da tua morte, de modo que nós, por tanto tempo em vida separados, vivêssemos em nosso decesso uma só eternidade; e que nossos corpos fossem embalsamados e sepultados juntos e acima da terra; e que todos aqueles que ainda se vão amar pudessem ir mirar-nos em nosso último leito; e que sobre nossa lápide comum jazesse a estátua de um homem parindo uma mulher do seu flanco; e que nela houvesse apenas, como epitáfio, estes versos finais de uma cançâo que te dediquei:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>&#8220;&#8230; dorme, que assim</strong></p>
<p><strong>dormirás um dia</strong></p>
<p><strong>na minha poesia</strong></p>
<p><strong>de um sono sem fim&#8230;&#8221;</strong></p>
<p>&#160;</p>
<p>Karina</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apenas Sensações...]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/28/apenas-sensacoes/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 08:09:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/28/apenas-sensacoes/</guid>
<description><![CDATA[Vazio A noite é como um olhar longo e claro de mulher. Sinto-me só. Em todas as coisas que me rodeia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>Vazio </strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">A noite é como um olhar longo e claro de mulher.<br />
Sinto-me só.<br />
Em todas as coisas que me rodeiam<br />
Há um desconhecimento completo da minha infelicidade.<br />
A noite alta me espia pela janela<br />
E eu, desamparado de tudo, desamparado de mim próprio<br />
Olho as coisas em torno<br />
Com um desconhecimento completo das coisas que me rodeiam.<br />
Vago em mim mesmo, sozinho, perdido<br />
Tudo é deserto, minha alma é vazia<br />
E tem o silêncio grave dos templos abandonados.<br />
Eu espio a noite pela janela<br />
Ela tem a quietação maravilhosa do êxtase.<br />
Mas os gatos embaixo me acordam gritando luxúrias<br />
E eu penso que amanhã&#8230;<br />
Mas a gata vê na rua um gato preto e grande<br />
E foge do gato cinzento.<br />
Eu espio a noite maravilhosa<br />
Estranha como um olhar de carne.<br />
Vejo na grade o gato cinzento olhando os amores da gata e do gato preto<br />
Perco-me por momentos em antigas aventuras<br />
E volto à alma vazia e silenciosa que não acorda mais<br />
Nem à noite clara e longa como um olhar de mulher<br />
Nem aos gritos luxuriosos dos gatos se amando na rua.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><em>Vinícius de Moraes</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Alunos do 2º ano apresentam seu site sobre animais]]></title>
<link>http://blogdofriburgo.wordpress.com/2009/11/26/alunos-do-2%c2%ba-ano-apresentam-seu-site-sobre-animais/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 18:27:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Colégio Friburgo</dc:creator>
<guid>http://blogdofriburgo.wordpress.com/2009/11/26/alunos-do-2%c2%ba-ano-apresentam-seu-site-sobre-animais/</guid>
<description><![CDATA[Durante o ano letivo, os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental elaboraram um extenso trabalho a par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://blogdofriburgo.wordpress.com/files/2009/11/arca-noe.jpg" target="_blank"><img class="alignleft size-medium wp-image-968" style="border:0;" title="arca Noe" src="http://blogdofriburgo.wordpress.com/files/2009/11/arca-noe.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a>Durante o ano letivo, os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental elaboraram um extenso trabalho a partir da leitura do livro &#8220;A Arca de Noé&#8221; de Vinícius de Moraes.</p>
<p>O produto final deste projeto é um site elaborado pelos alunos, com a orientação da professora Liloca e também do professor e coordenador de Informática, Eduardo Luiz Georges.</p>
<p>Como você sabe, pesquisar e estudar não é tarefa simples e exige várias condições. Se fosse pedido simplesmente aos alunos para pesquisarem sobre o animal escolhido, isso, por si só não seria suficiente para promover o aprendizado deles.</p>
<p>Foram meses de estudos: escolha do animal, estudo coletivo, coleta de dados, idas ao Laboratório de Informática (onde aprenderaram a criar as webpages no programa Microsoft Share Point 2007) e à biblioteca, confecção de desenhos, visita ao jardim zoológico, envio de carta e entrevista a biólogos e muitas, muitas revisões.</p>
<p>“Os alunos mostraram-se curiosos, interessados, envolvidos e participativos. Afinal, conhecer melhor estes animais, perceber a linguagem científica que os designa e descobrir as curiosidades foi muito significativo para eles”, conclui a professora Liloca.</p>
<p><a href="http://www.colegiofriburgo.com.br/projetos_2009/fund1/2_ano/liloca/index.htm" target="_blank">Clique aqui e navegue pelo site </a>criado pelos alunos do 2º ano A do Ensino Fundamental.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Samba, choro e bossa encerram a I Semana de Audiovisual da UFMA]]></title>
<link>http://ponteaereasl.wordpress.com/2009/11/26/samba-choro-e-bossa-encerram-a-i-semana-de-audiovisual-da-ufma/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 17:52:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>zemaribeiro</dc:creator>
<guid>http://ponteaereasl.wordpress.com/2009/11/26/samba-choro-e-bossa-encerram-a-i-semana-de-audiovisual-da-ufma/</guid>
<description><![CDATA[Trocando em Miúdos e Jéssica Wernz, revelações da música popular maranhense, são as atrações.   O gr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em><strong>Trocando em Miúdos e Jéssica Wernz, revelações da música popular maranhense, são as atrações.</strong></em><br />
 <br />
O grupo Trocando em Miúdos se apresenta nesta sexta-feira (27), às 18h, na Área de Vivência, Campus do Bacanga, no encerramento da I Semana de Audiovisual da UFMA.</p>
<p>A apresentação terá ainda a participação especial da cantora Jéssica Wernz, que com seu talento e carisma, promete ser a voz revelação da música maranhense.</p>
<p>Trocando em Miúdos é um grupo composto por jovens e talentosos músicos de São Luis.  Jonatan Cardoso (violão), Victhor Gabriel (violão), Ivis Marcelo (cavaquinho), Paulo Vinicius (flauta), Anderson Almeida (percussão) e Imaíra Madeiros (voz) interpretam grandes nomes da música brasileira como Chico Buarque, Noel Rosa, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Toquinho, Paulinho da Viola e Cesar Teixeira.</p>
<p>No repertório, clássicos como <em>Maninha</em> (Chico Buarque), <em>Falsa Baiana</em> (Geraldo Pereira), <em>Conversa de Botequim</em> (Noel Rosa), <em>Chega de Saudade</em> (Vinicius de Moraes e Tom Jobim) e <em>Para ver as meninas</em> (Paulinho da Viola), entre outros.</p>
<p>Jonatan Cardoso e Jéssica Wernz são integrantes do Cineclube Casarão Universitário, organizador da I Semana de Audiovisual da UFMA. O show marcará o encerramento do evento que acontece desde segunda-feira (23) promovendo amplo debate sobre linguagens audiovisuais no Maranhão.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p><strong>O quê: </strong>Encerramento da I Semana de Audiovisual da UFMA com show do grupo ‘Trocando em Miúdos’ e Jéssica Wernz.<br />
<strong>Quando:</strong> Sexta-Feira (27), às 18h.<br />
<strong>Onde:</strong> Área de Vivência, Campus do Bacanga- UFMA.<br />
<strong>Quanto:</strong> grátis.<br />
<strong>Informações:</strong> <a href="http://www.casaraouniversitario.blogspot.com">http://www.casaraouniversitario.blogspot.com</a></p>
<p><em><strong>Assessoria de comunicação: Raíla Maciel</strong></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Insensatez]]></title>
<link>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/11/25/insensatez/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 14:27:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>acidoliterario</dc:creator>
<guid>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/11/25/insensatez/</guid>
<description><![CDATA[Encontrei essa versão da música Insensatez, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, no blog Extras e Ordi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">Encontrei essa versão da música Insensatez, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, no blog <a href="http://extraeordinario.blogspot.com" target="_blank"><strong>Extras e Ordinárias</strong></a>.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fwww.goear.com%2Ffiles%2Fsst5%2Fmp3files%2F19112009%2Fcb63d4113186fdaeb8b032b5c3895b26.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p style="text-align:center;"><em>&#8220;Ah, meu coração que nunca amou/ Não merece ser amado&#8221;</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Espanha também é lugar de hip-hop e soul]]></title>
<link>http://robertosena.wordpress.com/2009/11/25/espanha-tmbem-e-lugar-de-hip-hop-e-soul/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 23:01:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Sena</dc:creator>
<guid>http://robertosena.wordpress.com/2009/11/25/espanha-tmbem-e-lugar-de-hip-hop-e-soul/</guid>
<description><![CDATA[Um dos primeiros sons que ouvi, quando coloquei os pés em Madrid não foi local, e sim de um grupo br]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Um dos primeiros sons que ouvi, quando coloquei os pés em Madrid não foi local, e sim de um grupo brasileiríssimo, do lado sul de São Paulo, estou falando de Racionais Mc´s, do também conhecidíssimo Capão Redondo, o que já elimina a possibilidade de que sua imaginação o leve para nomes óbvios, como Caetano Veloso, Vinícius de Moraes, ou algo do gênero.</p>
<p align="justify">Pelo menos quando o assunto é música os espanhóis deixam claro seu favoritismo pela música americana, ou que seja interpretado em inglês. É  possível notar por quase todas as partes a presença. Na televisão não é diferente, como em muitos programas de auditório, reality shows, e destaques musicais citados por outros programas.</p>
<p><em>Fotos: Divulgação</em><br />
<img src="http://robertosena.wordpress.com/files/2009/11/el-chavo.jpg" alt="" title="El Chavo" width="455" height="130" class="alignnone size-full wp-image-3503" /><br />
<em>&#8220;El Chavo&#8221;.</em></p>
<p align="justify">Outro dia me impressionou uma música, ganhadora do concurso <a href="http://www.cuatro.com/purocuatro/vota/electronica-nuevas-tendencias/" target="_blank"><strong>Puro Cuatro</strong></a>, na categoria ´novas tendências´, organizado pelo canal de televisão <a href="http://www.cuatro.com/" target="_blank"><strong>Cuatro</strong></a>, e fui atrás pra saber mais. Descobri que por trás daquele belíssimo som estava um produtor de Barcelona, chamado Joan Pedrosa, mas conhecido como <a href="http://www.elchavo.net/" target="_blank"><strong>&#8220;El Chavo&#8221;</strong></a>, que segundo seu <a href="http://www.vimeo.com/user1814596" target="_blank"><strong>perfil no Vimeo</strong></a> considera-se um “old school hip-hop producer”. Além de seus projeto solos, o cara faz parte do <a href="http://www.myspace.com/debilorithmicos" target="_blank"><strong>Debilorithmicos</strong></a>, um duo de produção.</p>
<p align="justify">Enfim, a canção que havia chamado minha atenção era &#8220;Solitude&#8221;, que conta com a participação da vocalista do <a href="http://www.beatspoke.com/" target="_blank"><strong>Beatspoke</strong></a>, Sarah Gessler, ou Sarah G. (para os mais chegados), outro grupo de Barcelona. Sarah é dona de uma voz que não presenciava a tempos. O ritmo hip-hop/soul do grupo que representa é envolvente e consegue agradar até que não é amante da mistura.</p>
<p><em>Fotos: <a href="http://www.beatspoke.com/beatspoke/PHOTOS.html" target="_blank">Galeria do site</a></em><br />
<img src="http://robertosena.wordpress.com/files/2009/11/sarah-gessler.jpg" alt="" title="Sarah Gessler" width="455" height="291" class="alignnone size-full wp-image-3502" /><br />
<em>Sarah G. durante algumas de suas performances.</em></p>
<p><em>Resultado da parceria entre El Chavo e Sarah G.</em><br />
<span style='text-align:center; display: block;'><br />
<object type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" data="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6588890&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=01AAEA"><param name="quality" value="best" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="scale" value="showAll" /><param name="movie" value="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6588890&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=01AAEA" /></object><br />
</span></p>
<p><em>Clipe da música &#8220;If You Hunger&#8221;, do Beatspoke.</em><br />
<span style='text-align:center; display: block;'><br />
<object type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" data="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6979131&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=01AAEA"><param name="quality" value="best" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="scale" value="showAll" /><param name="movie" value="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6979131&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=01AAEA" /></object><br />
</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CAZUZA: MAIS UM DESSERVIÇO DO CINEMA NACIONAL!!!]]></title>
<link>http://gutegomes.wordpress.com/2009/11/24/cazuza-mais-um-desservico-do-cinema-nacional/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 12:38:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gutemberg Gomes</dc:creator>
<guid>http://gutegomes.wordpress.com/2009/11/24/cazuza-mais-um-desservico-do-cinema-nacional/</guid>
<description><![CDATA[POSSO DIZER QUE sou um cara da Geração Anos 80. Eu era apenas uma criança no início da década de 80,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://gutegomes.wordpress.com/files/2009/11/cazuza3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2520" title="cazuza3" src="http://gutegomes.wordpress.com/files/2009/11/cazuza3.jpg" alt="" width="493" height="469" /></a></p>
<p>POSSO DIZER QUE sou um cara da Geração Anos 80. Eu era apenas uma criança no início da década de 80, mas ainda criança já era também um profissional do rádio, um operário da Comunicação. Absorvia toda a informação que os discos traziam com o mesmo prazer de ler um livro, o mesmo prazer das salas de aula. Aprender é sempre maravilhoso! E o que se aprende na juventude tem um apelo maior do que o que aprendemos depois dos 30, quando achamos que já sabemos demais&#8230; Ou quando o nosso HD mental já está meio saturado de experiências e vivências positivas ou negativas.</p>
<p>Vocês já devem ter recebido um e-mail esculachando o cantor e compositor,  e acima de tudo, o homem Cazuza. Você pode concordar ou não com tudo aquilo que a psicóloga disse em termos de exemplo para a juventude, mas questionar o talento de Cazuza é uma leviandade. Lendo o e-mail que achincalha tudo o que diz respeito ao Cazuza, voltei no tempo. Mais específicamente ao ano de 1984, quando caiu em minhas mãos o LP ´´Maior Abandonado´´. <a href="http://gutegomes.wordpress.com/files/2009/11/norm_back_f3101.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2522" title="norm_back_f310" src="http://gutegomes.wordpress.com/files/2009/11/norm_back_f3101.jpg?w=300" alt="" width="300" height="237" /></a></p>
<p>Devo ter ouvido esse disco centenas de vezes, sei de cor ainda hoje várias de suas letras, pareceu-me revolucionário pela sonoridade, pelas letras, pelo intérprete, que ao meu ver,(ou ao meu ouvir)  tinha um pequeno problema de dicção, mas que acabava tornando-se um charme a mais. Nem me passou pela cabeça que o grupo Barão Vermelho só havia surgido porque o pai de um dos integrantes era diretor de gravadora, argumento muito falho no e-mail da tal psicóloga. E mais uma série de agressões que no meu entendimento, não deveriam ser dirigidos ao Homem Cazuza, e sim, ao filme mequetrefe que fez dele algo muito menor do que ele verdadeiramente representou para uma geração.</p>
<p>Eu não assisto a filmes nacionais. Nunca mais fui a um cinema ver um filme produzido no Brasil desde 1985. Detesto tudo o que é produzido, sem ver. Já sei de antemão a pobreza.  Não sou do time que acha Selton Mello um Orson Welles. Fazer cinema com dinheiro público é moleza. O risco é mínimo. A ´´estética &#8211; ou cosmética &#8211;  global´´ só funciona em novelas. Som e iluminação de qualidade até as novelas da Record agora já tem.</p>
<p>Mas o que eu queria dizer mesmo é que o Cazuza era um grande compositor, um bom intérprete, uma rebeldia que se fazia necessária em um momento de abertura política. Deu o azar de ser brasileiro, e ser retratado nas telas por cineastas brasileiros, atores brasileiros, iluminadores brasileiros, e pior: roteiristas brasileiros. Claro que muito do desbunde e da desmunhecagem poderia até dar um charme ao filme, mas então que se explorasse a relação dele com o Ney Matogrosso. Ou não pode? É uma reputação maior, um ídolo maior, um ´´intocável?  Em nível de comparação apenas, guardadas as devidas proporções, assista ao filme ´´The Doors´´: perto do Jim Morrison o Cazuza era seminarista, quase beato. E ainda assim você acaba de ver o filme admirando tudo o que diz respeito à vida de um sujeito muito mais pervertido, muito mais louco, muito mais drogado do que o Cazuza. E tantos outros ídolos da música que o cinema norte-americano sabe fazer com que pareçam ainda maiores transpostos para a tela. ESCREVAM O QUE EU DIGO: se o cinema nacional colocar na tela a vida do Raul Seixas, do Tim Maia, dos Mamonas Assassinas, do Vínícius de Morais, do Renato Russo, da Cássia Eller e de tantos outros, as novas gerações acharão muito mais aprazível e salutar gostar mesmo do NX-ZERO.</p>
<p>E tenho dito&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PEOPLE: Vinicius - o poetinha]]></title>
<link>http://portugueselive.wordpress.com/2009/11/24/people-vinicius-o-poetinha/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 06:16:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>portugueselive</dc:creator>
<guid>http://portugueselive.wordpress.com/2009/11/24/people-vinicius-o-poetinha/</guid>
<description><![CDATA[Eu possa me dizer do amor (que tive)Que não seja immortal, posta que é chamaMas que seja infinito en]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu possa me dizer do amor (que tive)<br />Que não seja immortal, posta que é chama<br />Mas que seja infinito enquanto dure</p>
<p><em>I can say to myself of the love (I had)<br />Let it not be immortal, since it is a flame<br />But let it be infinite while it lasts</em></p>
<p>- Vinicius de Moraes from &#8220;Soneto da Fidelidade&#8221;<br /><em>(Trans. Ashley Brown)</em></p>
<p><a href="http://portugueselive.wordpress.com/files/2009/11/viniciusdemoraes.jpg"><img alt="" src="http://portugueselive.wordpress.com/files/2009/11/viniciusdemoraes.jpg?w=265" border="0" /></a>Poet, film critic, diplomat, and musician, Vinicius de Moraes is a Brazilian hero. Born in Rio de Janeiro, he was a passionate bohemian who will be remembered for his lasting impact on the bossa nova.</p>
<p>In the mid 50’s he penned the lyrics to <em>Chega de Saudade</em>. The song, composed by his good friend Tom Jobim, was recorded in 1959 by João Gilberto’s and would be the spark that started the bossa nova revolution in Brazil and later the world.</p>
<p>Also in 1959 Vinicius’ musical <em>Orfeu da Conçeição</em>, a modern Brazilian version of the greek tragedy of Orpheus and Eurydice, was adapted to the silver screen by French director Marcel Camus. <em>Orfeu Negro</em> won the Palm d’Or at Cannes, Academy Award for Best Foreign Language Film and a Golden Globe for Best Foreign Film. The music written by Vinicius and Jobim helped continue to bring bossa nova to the international scene.</p>
<p>In 1962 Vincius would write the lyrics to perhaps the most recognizable Brazilian song <em>A Garota de Ipanema</em> (The Girl from Ipanema &#8211; See previous post). The music was composed by Tom Jobim and made famous by João Gilberto, Astrud Gilberto and Stan Getz in 1964.</p>
<p>He would continue to write, record, and tour extensively throughout 60’s and 70’s, collaborating with the brilliant bossa nova guitarists Baden Powell and Toquinho. A personal favorite album is Os Afros Sambas, a Vinicius-Powell collaboration in 1966 that is a break from bossa nova. It was influenced by Afro Brazilian religions of which was of deep interest to Vinicius at the time.</p>
<p>Vinicius once called described whiskey as “a man’s best friend – it’s a bottled up dog”. It would eventually turn on him late in his life adding to health complications. He died at age 66 in Rio having married nine times.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Haver]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/23/o-haver-3/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:16:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/23/o-haver-3/</guid>
<description><![CDATA[Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa intimidade perfeita com o silêncio<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>– Perdoai!eles não têm culpa de ter nascido…<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa mão que tateia antes de ter, esse medo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De ferir tocando, essa forte mão de homem<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Cheia de mansidão para com tudo que existe.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta essa imobilidade, essa economia de gestos<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa inércia cada vez maior diante do Infinito<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa irredutível recusa à poesia não vivida.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Do tempo, essa lenta decomposição poética<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta esse coração queimando como um círio<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Numa catedral em ruínas, essa tristeza<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história…<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta essa vontade de chorar diante da beleza<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Piedade de si mesmo e de sua força inútil.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De pequenos absurdos, essa capacidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta essa faculdade incoercível de sonhar<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De aceitá-la tal como é, e essa visão<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>E desnecessária presciência, e essa memória anterior<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De mundos inexistentes, e esse heroísmo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Estático, e essa pequenina luz indecifrável<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta esse desejo de sentir-se igual a todos<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>De não querer ser príncipe senão do seu reino.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Pelo momento a vir, quando, apressada<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada…<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Esse eterno levantar-se depois de cada queda<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa busca de equilíbrio no fio da navalha<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Infantil de ter pequenas coragens.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#c00000;font-family:Arial;font-size:12pt;"><strong><em>Vinicius de Moraes</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[nostalgia...]]></title>
<link>http://muychique.wordpress.com/2009/11/22/nostalgia/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 01:13:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>muychique</dc:creator>
<guid>http://muychique.wordpress.com/2009/11/22/nostalgia/</guid>
<description><![CDATA[é. é isso mesmo. é a vida ,né?&#8230; é que eu acabei de ter um momento nostalgia. há algumas horas,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>é. é isso mesmo. é a vida ,né?&#8230; é que eu acabei de ter um momento nostalgia. há algumas horas, eu tava curtindo uma vibe &#8220;me, myself and I&#8221; lendo um livro, às vezes gastando tempo procurando alguma coisa interessante na TV, trocando conversa fiada com minha mãe, coisas comuns. daí, eu lembrei do que eu costumava a fazer em um passado não muito distante, como eu já expliquei por aqui. eu costumava ir à casa de um amigo que tive e nas noites de sábado, ele sempre pedia uma pizza grande de mussarella (a nossa favorita). jantávamos com a familia dele, pequena, mas muito especial. era a mesma pizza de sempre, do mesmo local, com aquele mesmo sabor maravilhoso de forno à lenha.<br />
eu planejei comer camarão, um dos meus pratos favoritos e realmente pensei que a noite estava prometendo pra isso. só que a vida que eu levava aos sábados a noite me fez um pouco de falta e então resolvi resgatar um pouco da minha antiga rotina. resultado: pedi a tal pizza e acho que consegui saboreá-la do mesmo jeito que o fazia antes. fiquei alegre, já que eu nunca tive esse hábito de pedir pizzas nas noites de sábados. de qualquer forma, eu prefiro repetir o que esse mesmo cara me disse com as palavras do vinicius de moraes: &#8221; é melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe&#8230; é assim como a luz no coração.&#8221;<br />
o que eu tenho pra dizer é que há muita luz no meu coração. aeaeaeaeeeaea!<br />
ah, e o show da vanessa da mata que fui ontem, posso resumir como: uma loucura de tanto aperto e algumas pessoas bem mal-educadas. mas eu consegui aproveitar um pouco. até por que, lá mesmo, houve um pouco do meu passado de julho. um beijo no meu coração! alter-ego.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O haver]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/20/o-haver-2/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 22:22:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/20/o-haver-2/</guid>
<description><![CDATA[  Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta ess]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa intimidade perfeita com o silêncio<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>– Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa mão que tateia antes de ter, esse medo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De ferir tocando, essa forte mão de homem<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta essa imobilidade, essa economia de gestos<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa inércia cada vez maior diante do Infinito<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa irredutível recusa à poesia não vivida.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Do tempo, essa lenta decomposição poética<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta esse coração queimando como um círio<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Numa catedral em ruínas, essa tristeza<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta essa vontade de chorar diante da beleza<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Piedade de si mesmo e de sua força inútil.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De pequenos absurdos, essa capacidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
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<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta essa faculdade incoercível de sonhar<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De aceitá-la tal como é, e essa visão<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>E desnecessária presciência, e essa memória anterior<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De mundos inexistentes, e esse heroísmo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Estático, e essa pequenina luz indecifrável<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta esse desejo de sentir-se igual a todos<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>De não querer ser príncipe senão do seu reino.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Pelo momento a vir, quando, apressada<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada&#8230;<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Esse eterno levantar-se depois de cada queda<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa busca de equilíbrio no fio da navalha<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Infantil de ter pequenas coragens.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#c00000;font-family:Arial;font-size:10pt;"><strong><em>Vinicius de Moraes<br />
</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Crianças de botequim]]></title>
<link>http://pauloeugenio.wordpress.com/2009/11/20/criancas-de-botequim/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 20:00:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>pauloeugenio</dc:creator>
<guid>http://pauloeugenio.wordpress.com/2009/11/20/criancas-de-botequim/</guid>
<description><![CDATA[Maravilhoso este texto do Paulo Roberto Pires. Fui uma delas. Lembro claramente da minha infância no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://pauloeugenio.wordpress.com/files/2009/11/botequim.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-174" title="botequim" src="http://pauloeugenio.wordpress.com/files/2009/11/botequim.jpg" alt="" width="250" height="154" /></a></p>
<p>Maravilhoso este texto do <a href="http://bravonline.abril.com.br/blog/paulorobertopires/" target="_blank">Paulo Roberto Pires</a>. Fui uma delas. Lembro claramente da minha infância no Bar do Beto, Brasinha, Barril 1800  e principalmente no extinto Jangadeiros, incomodando pessoas da mesa vizinha, perguntando para as putas o que elas estavam fazendo paradas ali, etc.</p>
<p><strong>Crianças de botequim</strong></p>
<p>&#8220;É impressionante a solidão da criança de botequim. Esta sensação, aguda, me veio na festa que comemorou, mês passado, os 50 anos do encontro de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Como se sabe, o poeta, já consagrado, e o músico iniciante foram apresentados um ao outro por Lúcio Rangel, discreto super-herói da música brasileira, numa mesa da uisqueria Villariño, que continua de pé no Centro do Rio de Janeiro, alegremente habitada por seus fantasmas camaradas. No fundo do bar, há a reprodução, que ocupa toda uma parede, da famosa fotografia de uma mesa dos anos 50, tirada naquela exata posição no Villariño. Nela estão Vinicius, Lúcio, Paulo Mendes Campos, Fernando Lobo, José Condé, Sérgio Porto (de costas), um sujeito de óculos que jamais foi reconhecido e, solitariamente, encarando a câmera, uma criança. É Pedro de Moraes, filho do poeta e hoje fotógrafo de primeira, que na época devia ter uns 10 anos e, na foto, parece perdido entre baldinhos de gelo, copos longos, garrafas de uísque e boêmios históricos.</p>
<p>Se eu fosse francês e semiólogo como Roland Barthes, diria que aquela foto tem um studium, que é seu contexto histórico, que determina sua importância e faz com que a gente fale dela até hoje, e um punctum, que é o ponto de fuga, o detalhe que rouba a atenção e nos leva para além de todo o contexto, às vezes até anulando-o. Como sou carioca e estou mais para Escola de Samba do que Collège de France, diria que ser criança de botequim não é mole não. Pois a criança de botequim não conhece geração, época ou lugar. É filho ou filha de boêmio e, em idade tida como imprópria e hora havida como incorreta, acaba freqüentando com o pai (ou a mãe) um meio em que adultos bebem, conversam, riem, namoram, contam histórias, casam, descasam, comemoram, lamentam. Um mundo que se abre diante de uma criança entre perplexa e entediada, a quem procuram agradar com revistas, lápis de cor e balas. E que finge entreter-se, destinando aos adultos a sábia condescendência infantil.</p>
<p>Quem traz o botequim na lembrança como uma bicicleta ou um álbum de figurinhas sabe do que estou falando. Mas os que não têm esta referência que não se apressem em identificar nela um trauma infantil ou pesadelo similar: a criança de botequim é, na verdade, cumulada de afeto, do afeto possível do pai ou da mãe que, não resistindo aos apelos do desregramento boêmio, precisam manter um vínculo com a vida dos calendários e relógios.Pois boêmio que é boêmio sempre vive no dilema entre a casa e a rua, uma das muitas formas, aliás, de perceber a luz e a sombra da existência, a ordem e desordem dos sentidos, o dia cheio de exigências e a noite aberta em liberdade. Esta é uma vida um tanto turvada e, no fundo, solitária – quando se volta para a família um pouco alterado, quando a manhã arromba todas as ilusões e os carros passam com os faróis ainda acesos com a barulhada de pardais.A criança de botequim é uma doce garantia de que nada disso vai acontecer. Ela, por ser criança, inibe a madrugada jogada fora, a errância do desejo de quem quer tudo ao mesmo tempo, a tal da solidão do boêmio. Na intimidade do boêmio, ela é a companhia essencial, o esteio.</p>
<p>Filha de um ilustre boêmio, uma ex-criança de botequim me contou que, aos 15 anos, acompanhou o pai a um bar, à espera de conhecer um de seus célebres amigos músicos. Para seu espanto, o pai pediu dois uísques. “Eu não bebo, pai”, argumentou. “Mas eu não gosto de beber sozinho”, respondeu ele, iniciando-a, assim, numa vida boêmia própria. Uma outra ex-criança de botequim, também filha de pai ilustre, acabou fazendo da própria filha sua companhia, ao ponto em que a criança dizia, sem problemas: “Minha mãe trabalha em tal lugar (o escritório de verdade) e no (o bar em questão)”. Politicamente corretos de todas as extrações e níveis de paranóia podem ver nisso tudo uma denúncia terrível de como o álcool desestrutura famílias, pode ser passado de geração em geração, é danoso para as relações humanas, etc. É, pode ser.</p>
<p>Mas o principal para entender a criança de botequim não é a dissolução, mas a união. Pois se a criança, quando no botequim, vive a solidão, pouco tempo depois acaba assimilando alguns valores nada desprezíveis. Sabe, desde cedo, que a vida só é rica com o encontro, com a troca, com a conversa, com a disponibilidade. Descobre que o “fazer nada” do papo furado é, quase sempre, um “fazer tudo”, exercício de inteligência. Experimenta como a amizade, de botequim ou não, é um antídoto contra a cretinice da vida. Lembra, para sempre, do pai ou da mãe como um amigo próximo, com quem a qualquer momento você pode sentar e trocar idéias de igual para igual, como sempre os viu fazer com os outros.É impressionante a solidão da criança de botequim. Mas, com a distância do tempo, ela é um afago na alma se comparada à solidão que nos espreita a todos quando morre, em nós, aquela criança que, entre perplexa e entediada, era movida a curiosidade pelo mundo que descobria&#8221;</p>
<p>PS: O episódio das putas aconteceu no Lucas, que fica na Atlântica, e não nos botecos mencionados no início do post.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;"><em>ois a criança de botequim não conhece geração, época ou lugar. É filho ou filha de boêmio e, em idade tida como imprópria e hora havida como incorreta, acaba freqüentando com o pai (ou a mãe) um meio em que adultos bebem, conversam, riem, namoram, contam histórias, casam, descasam, comemoram, lamentam. Um mundo que se abre diante de uma criança entre perplexa e entediada, a quem procuram agradar com revistas, lápis de cor e balas. E que finge entreter-se, destinando aos adultos a sábia condescendência infantil.</em></p>
<blockquote><p><em>A criança de botequim é, na verdade, cumulada de afeto, do afeto possível do pai ou da mãe que, não resistindo aos apelos do desregramento boêmio, precisam manter um vínculo com a vida dos calendários e relógios.</em></p>
<p><em>Pois se a criança, quando no botequim, vive a solidão, pouco tempo depois acaba assimilando alguns valores nada desprezíveis. Sabe, desde cedo, que a vida só é rica com o encontro, com a troca, com a conversa, com a disponibilidade. Descobre que o “fazer nada” do papo furado é, quase sempre, um “fazer tudo”, exercício de inteligência. Experimenta como a amizade, de botequim ou não, é um antídoto contra a cretinice da vida. Lembra, para sempre, do pai ou da mãe como um amigo próximo, com quem a qualquer momento você pode sentar e trocar idéias de igual para igual, como sempre os viu fazer com os outros.»</em></p></blockquote>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ANTOLOGIA POÉTICA DE VINÍCIUS DE MORAES]]></title>
<link>http://professordaniel50.wordpress.com/2009/11/19/antologia-poetica-de-vinicius-de-moraes/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 23:48:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>professordaniel50</dc:creator>
<guid>http://professordaniel50.wordpress.com/2009/11/19/antologia-poetica-de-vinicius-de-moraes/</guid>
<description><![CDATA[Vinícius de Moraes (1913 – 1980) Poeta, compositor, diplomata, jornalista, artista, boêmio e amante ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;"><a href="http://professordaniel50.wordpress.com/files/2009/11/vinicius-de-moraes.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-541" title="vinicius de moraes" src="http://professordaniel50.wordpress.com/files/2009/11/vinicius-de-moraes.jpg?w=207" alt="" width="207" height="300" /></a>Vinícius de Moraes (1913 – 1980)</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Poeta, compositor, diplomata, jornalista, artista, boêmio e amante desesperado e apaixonado pelas mulheres.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">No final da década de 50, Vinícius de Moraes era funcionário da Embaixada Brasileira em Montevidéu, no Uruguai, e estava novamente apaixonado, dessa vez por Lucinha Proença, provavelmente o grande amor da sua vida. Vinícius, com  um ofício, pede transferência para o Rio de Janeiro, onde Lucinha vivia, fazendo uso destes argumentos: </span><em><span style="color:#ffff00;">“Preciso de fato voltar ao Rio. Não é um problema material, de dinheiro, ou de status profissional. Tudo isso é recuperável. É um problema de amor, pois o tempo do amor é que é irrecuperável”.<!--more--></span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;">Da transcendência espiritual ao amor sensual</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Como poeta, situa-se entre o grupo de poetas religiosos que se formou no Rio de Janeiro entre os anos 30 – 40.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Quando publicou sua Antologia Poética, em 1955, Vinícius de Moraes advertiu que sua obra consistia em duas fases: <em>“A primeira, transcendental, frequentemente mística, resultante de sua fase cristã, termina com seu poema ‘Ariana, a mulher’, editado em 1936”. Na segunda fase “estão nitidamente marcados os movimentos de aproximação do mundo material, com a difícil mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos”.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">A exemplo de outros poetas de sua geração, a primeira fase da poesia de Vinícius é marcada pela preocupação religiosa, pela angústia existencial diante da condição humana e pelo desejo de superar, por meio da transcendência mística, as sensações do pecado, culpa, desconsolo que a vida terrena lhe oferecia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Os poemas dessa fase geralmente são longos, com versos também longos, em linguagem abstrata, alegórica e declamatória</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;">A poesia sensual e social</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Cinco Elegias (1943) é a obra que marca, na poesia de Vinícius, a passagem para uma fase de maior proximidade com o mundo real e material. O poeta passa a interessar-se por temas cotidianos, pelas coisas simples da vida e explora com sensualismo os temas do amor e da mulher. A linguagem também tende à simplicidade: o verso livre passa a ser mais empregado, a comunicação torna-se mais direta e dinâmica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Pode-se dizer que Vinícius de Moraes adere às propostas modernistas tardiamente, embora sempre fizeram parte de sua poesia certa dicção clássica e o gosto pelo soneto. Contudo, em suas mãos, o soneto ganha uma roupagem diferente, mais moderna e real, fazendo uso de vocábulos do cotidiano, pouco comuns nesse tipo de composição. Até o erotismo é recriado a partir de uma forma clássica e de uma linguagem crua e direta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Além da poesia sensual, Vinícius também se interessou pela poesia social. O poema ‘Operário em Construção’ (1956) é o melhor exemplo dessa preocupação; por meio de linguagem simples e direta, quase didática, o poeta manifesta solidariedade às classes oprimidas e almeja atingir a consciência daqueles que o leem ou ouvem.  </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"><strong><span style="text-decoration:underline;">PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA PRIMEIRA FASE:</span></strong><strong><span style="text-decoration:underline;"> </span></strong></span></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Poesia</strong><strong> mística, de tom bíblico-romântico, de espiritualidade católica e visionária, daí a expressão &#8220;o sentimento do sublime&#8221;</strong>.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Poesia</strong><strong> transcendental:</strong> resultante de sua fase cristã&#8221;; elevação espiritual mística (participação em grupo simbolista).</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Poesia</strong><strong> solene, de inspiração bíblica;</strong> religiosidade vista de maneira angustiada e duvidosa; linguagem alegórica; derramamento declamatório povoado de visões estranhas e presságios. (fruto da ligação do poeta com um grupo de poetas neo-simbolistas, religiosos e metafísicos).</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Expressão</strong><strong> contraditória:</strong> a experiência amorosa e a mulher amada são vistas de maneira contraditória, entre a transcendência e o apelo físico, a espiritualidade e a materialidade.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Dúvida existencial:</strong> sentimento de pecado; constante e angustiada interrogação da existência; expressão de sofrimento e inconstância; aproximação de opostos (antíteses e paradoxos).</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Consciência</strong><strong> torturada pela precariedade da existência:</strong> busca de superação pela transcendência mística.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Linguagem</strong><strong> abstrata e alegórica</strong>, solene, altissonante; “versos parágrafos” que se desdobram em largos movimentos. Adjetivação farta, tendência para enumeração. Tom declamatório e teatral.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Imagens</strong><strong> criadas a partir de impressões sensoriais</strong>, carregadas de intenso sensualismo sempre em contraste com o sentimento religioso.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Amor</strong><strong>: elemento negativo </strong>que prende ao mundo terreno e que impede a libertação espiritual. Concepção de vida como pecado e tortura insuportável.</span></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong><span style="color:#ffff00;">Veja alguns poemas:</span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">Purificação</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu, Senhor, pobre massa sem seiva</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu caminhei</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Nem senti a derrota tremenda</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Do que era mau em mim.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">A luz cresceu, cresceu interiormente</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E toda me envolveu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">A ti, Senhor, gritei que estava puro</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E na natureza ouvi a tua voz.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Pássaros cantaram no céu</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu olhei para o céu e cantei e cantei.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Senti a alegria da vida</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que vivia nas flores pequenas</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Senti a beleza da vida</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que morava na luz e morava no céu</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E cantei e cantei.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">A minha voz subirá até ti, Senhor</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E tu me deste a paz</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu te peço, Senhor</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Guarda meu coração no teu coração</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que ele é puro e simples</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Guarda a minha alma na tua alma</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que ela é bela, Senhor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Guarda o meu espírito no teu espírito</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Porque ele é minha luz</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E porque só a ti ele exalta e ama.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">Inconsoláveis</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Desesperados vamos pelos caminhos desertos<br />
Sem lágrimas nos olhos<br />
Desesperados buscamos constelações no céu enorme<br />
E em tudo, a escuridão.<br />
Quem nos levará à claridade<br />
Quem nos arrancará da visão a treva imóvel<br />
E falará da aurora prometida?<br />
Procuramos em vão na multidão que segue<br />
Um olhar que encoraje nosso olhar<br />
Mas todos procuramos olhos esperançosos<br />
E ninguém os encontra.<br />
Aos que vêm a nós cheios de angústia<br />
Mostramos a chaga interior sangrando angústias<br />
E eles lá se vão sofrendo mais.<br />
Aos que vamos em busca de alegria<br />
Mostramos a tristeza de nós mesmos<br />
E eles sofrem, que eles são os infelizes<br />
Que eles são os sem-consolo&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Quando virá o fim da noite<br />
Para as almas que sofrem no silêncio?<br />
Por que roubar assim a claridade<br />
Aos pássaros da luz?<br />
Por que fechar assim o espaço eterno<br />
Às águias gigantescas?<br />
Por que encadear assim à terra<br />
Espíritos que são do imensamente alto?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">Ânsia</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> Na treva que se fez em torno de mim</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu vi a carne. Eu senti a carne que me afogava o peito</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E me trazia à boca o beijo maldito.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu gritei. De horror eu gritei que a perdição me possuía a alma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E ninguém me atendeu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu me debati em ânsias impuras</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">A treva ficou rubra em torno de mim</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E eu caí! As horas longas passaram.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">O pavor da morte me possuiu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">No vazio interior ouvi gritos lúgubres</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Mas a boca beijada não respondeu aos gritos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Tudo quedou na prostração.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">O movimento da treva cessou ante mim.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">A carne fugiu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Desapareceu devagar, sombria, indistinta,</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Mas na boca ficou o beijo morto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">Alba</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Alba, no canteiro dos lírios estão caídas as pétalas de uma rosa cor de sangue</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que tristeza esta vida, minha amiga…</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Lembras-te quando vínhamos na tarde roxa e eles jaziam puros</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E houve um grande amor no nosso coração pela morte distante?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Ontem, Alba, sofri porque vi subitamente a nódoa rubra entre a carne pálida ferida</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu vinha passando tão calmo, Alba, tão longe da angústia, tão suavizado</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Quando a visão daquela flor gloriosa matando a serenidade dos lírios entrou em mim</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E eu senti correr em meu corpo palpitações desordenadas de luxúria.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu sofri, minha amiga, porque aquela rosa me trouxe a lembrança do teu sexo que eu não via</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Sob a lívida pureza da tua pele aveludada e calma</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu sofri porque de repente senti o vento e vi que estava nu e ardente</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E porque era teu corpo dormindo que existia diante de meus olhos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Como poderias me perdoar, minha amiga, se soubesses que me aproximei da flor como um perdido</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E a tive desfolhada entre minhas mãos nervosas e senti escorrer de mim o sêmen da minha volúpia?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Ela está lá, Alba, sobre o canteiro dos lírios, desfeita e cor de sangue</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que destino nas coisas, minha amiga!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Lembras-te, quando eram só os lírios altos e puros?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Hoje eles continuam misteriosamente vivendo, altos e trêmulos</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Mas a pureza fugiu dos lírios como o último suspiro dos moribundos</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Ficaram apenas as pétalas da rosa, vivas e rubras como a tua lembrança</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Ficou o vento que soprou nas minhas faces e a terra que eu segurei nas minhas mãos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;">TRANSIÇÃO</span></span></strong></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Passagem</strong><strong> do sublime ao cotidiano:</strong> a partir de <strong><em>Novos</em></strong><strong><em> poemas</em></strong>, de 1938, observa-se um novo tom poético; nova linguagem, novas formas e temas; substituição paulatina da linguagem solene (pedante) por uma linguagem mais coloquial (Soneto de Intimidade).</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Desejo</strong><strong> de transcendência cede, aos poucos, lugar a aceitação da imanência: </strong>a angustia a insatisfação e o desespero deixarão de ser problemas místicos e metafísicos para se incorporar experiência de vida direta.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>A mulher cresce como foco de interesse:</strong> ocupa lugar primordial ainda envolvida em misticismo; a mulher e a experiência amorosa vão, aos poucos , substituindo a crença e a religiosidade.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Divinização da mulher:</strong> ser superior para onde convergem as formas elevadas da existência;</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Amor</strong><strong> experiência limite:</strong> síntese do platonismo amoroso medieval (trovadores), do amor espiritualizado dos românticos e do “amor louco” dos surrealistas, concebido como valor supremo acima mesmo da moral e da religião.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Sensualismo e erotismo:</strong> dimensão integrada aos apelos espirituais (e não mais como “perdição da carne”; fusão carne e espírito: poemas sensuais, realistas com espontaneidade e fluência.</span></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;">PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA SEGUNDA FASE:</span></span></strong></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li><span style="color:#ffff00;">A segunda fase (ou como se costuma dizer: o segundo Vinícius) tem início em <strong><em>Cinco</em></strong><strong><em> Elegias</em></strong>, de 1943. As mudanças observadas desde 1938 intensificam-se e diversificam-se nos livros posteriores &#8211; <strong><em>Poemas</em></strong><strong><em>, sonetos e baladas</em></strong> (1946) e <strong><em>Novos</em></strong><strong><em> poemas II</em></strong> (1959).</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Apelo</strong><strong> ao cotidiano</strong>, à aparente banalidade da existência diária aproveitando os estímulos da realidade circundante, a pátria e as questões sociais </span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Linguagem</strong><strong> eclética: incorporação da conquistas da geração de 22:</strong> linguagem coloquial e enxuta mais simples e direta; espontaneidade, jogos verbais, estilo engenhoso, poder de síntese e concisão. Mescla de tradições (sonetilhos).<strong> </strong></span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Experimentações formais:</strong> verso livre, incorporação da linguagem modernista (&#8220;A última elegia&#8221;, os versos em forma de serpente).</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Linguagem tradicional:</strong> verso curto, tradição medieval, sonoridade e musicalidade herdada da cantiga;</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Exploração</strong><strong> da sonoridade:</strong> rima, figuras de linguagem sonoras, sugestões musicais, inclusive nos títulos.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Neologismos</strong><strong>: </strong>invenção de palavras; utilização de estrangeirismos; linguagem oral e maliciosa.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Abandono</strong><strong> da superstição e do purismo</strong>, presentes na primeira fase; direcionamento para uma atitude mais bem humorada, descontraída e amorosa perante a poesia, daí o nome <strong>&#8220;O encontro do cotidiano pelo poeta&#8221;</strong>.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Passagem</strong><strong> do metafísico para o físico</strong>, do espiritual para o sensual, do sublime para o cotidiano: o poeta retoma sugestões românticas (lua, cidade, samba).</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Poesia</strong><strong> Erótica: refugia-se no erotismo:</strong> há contemplação do amor, poemas &#8220;sobre a mulher&#8221; e adoração panteística da natureza.</span></li>
<li><span style="color:#ffff00;"><strong>Poesia</strong><strong> Social:</strong> compôs também poemas de indignação, crítica e denúncia social, cujos exemplares são: &#8220;Balada dos mortos dos campos de concentração&#8221;, &#8220;O operário em construção&#8221; e &#8220;A rosa de Hiroshima&#8221;.</span></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;">Síntese sobre a obra de Vinícius de Moraes</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">As suas duas fases não são totalmente distintas. Encontraremos características da segunda na primeira e desta na segunda. Elas se completam e se relacionam intimamente com grande lirismo nos versos desse poeta de todas as sutilezas possíveis, principalmente no que tange a figura da mulher em seus poemas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Na verdade, na obra de Vinícius, a mulher é a realização e a materialização da obra divina.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;">Veja alguns poemas:</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">Soneto de Fidelidade</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> De tudo, ao meu amor serei atento</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Antes, e com tal zelo, e sempre e tanto</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que mesmo em face do maior encanto</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Dele se encante mais meu pensamento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Quero vive-lo em cada vão momento</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E em seu louvor hei de espalhar  meu canto</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E rir meu riso e derramar meu pranto</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Ao seu pesar ou seu contentamento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E assim, quando mais tarde me procure</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Quem sabe a morte, angústia de quem vive</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Quem sabe a solidão,  fim de quem ama&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Eu possa me dizer do amor (que tive):</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que não seja imortal, posto que é chama</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Mas que seja infinito, enquanto dure.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;"> </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">Soneto de separação</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">De repente do riso fez-se o pranto</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Silencioso e branco como a bruma</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E das bocas unidas fez-se a espuma</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E das mãos espalmadas fez-se o espanto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">De repente da calma fez-se o vento</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Que dos olhos desfez a última chama</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E da paixão fez-se o pressentimento</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E do momento imóvel fez-se o drama.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;"> </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">Soneto da devoção</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Essa mulher que se arremessa, fria<br />
E lúbrica aos meus braços, e nos seios<br />
Me arrebata e me beija e balbucia<br />
Versos, votos de amor e nomes feios.</span></p>
<p><span style="color:#ffff00;">Essa mulher, flor de melancolia<br />
Que se ri dos meus pálidos receios<br />
A única entre todas a quem dei<br />
Os carinhos que nunca a outra daria.</span></p>
<p><span style="color:#ffff00;">Essa mulher que a cada amor proclama<br />
A miséria e a grandeza de quem ama<br />
E guarda a marca dos meus dentes nela.</span></p>
<p><span style="color:#ffff00;">Essa mulher é um mundo!  uma cadela<br />
Talvez&#8230;  mas na moldura de uma cama<br />
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"><strong>A rosa de Hiroxima</strong><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Pensem nas crianças<br />
Mudas telepáticas<br />
Pensem nas meninas<br />
Cegas inexatas<br />
Pensem nas mulheres<br />
Rotas alteradas<br />
Pensem nas feridas<br />
Como rosas cálidas<br />
Mas oh não se esqueçam<br />
Da rosa da rosa<br />
Da rosa de Hiroshima<br />
A rosa hereditária<br />
A rosa radioativa<br />
Estúpida e inválida<br />
A rosa com cirrose<br />
A anti-rosa atômica<br />
Sem cor sem perfume<br />
Sem rosa sem nada</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">A pêra</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Como de cera<br />
E por acaso<br />
Fria no vaso<br />
</span><span style="color:#ffff00;"><strong>A entardecer<br />
</strong><br />
A pêra é um pomo<br />
Em holocausto<br />
À vida, como<br />
Um seio exausto</span></p>
<p><span style="color:#ffff00;">Rubras, contentes<br />
A pobre pêra:<br />
Quem manda ser a?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Entre bananas<br />
Supervenientes<br />
E maçãs lhanas</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">A um passarinho</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Para que vieste<br />
Na minha janela<br />
Meter o nariz?<br />
Se foi por um verso Não sou mais poeta<br />
Ando tão feliz!<br />
Se é para uma prosa<br />
Não sou Anchieta<br />
Nem venho de Assis.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Deixa-te de histórias<br />
Some-te daqui!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">Allegro</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Sente como vibra<br />
Doidamente em nós<br />
Um vento feroz<br />
Estorcendo a fibra</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Dos caules informes<br />
E as plantas carnívoras<br />
De bocas enormes<br />
Lutam contra as víboras</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E os rios soturnos<br />
Ouve como vazam<br />
A água corrompida</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E as sombras se casam<br />
Nos raios noturnos<br />
Da lua perdida.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ffff00;"> </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#ffff00;">OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Era Ele que erguia casas<br />
Onde antes só havia chão.<br />
Como um pássaro sem asas<br />
Ele subia com as casas<br />
Que lhe brotavam da mão.<br />
Mas tudo desconhecia<br />
De sua grande missão:<br />
Não sabia, por exemplo<br />
Que a casa de um homem é um templo<br />
Um templo sem religião<br />
Como tampouco sabia<br />
Que a casa que ele fazia<br />
Sendo a sua liberdade<br />
Era a sua escravidão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">De fato, como podia<br />
Um operário em construção<br />
Compreender por que um tijolo<br />
Valia mais do que um pão?<br />
Tijolos ele empilhava<br />
Com pá, cimento e esquadria<br />
Quanto ao pão, ele o comia&#8230;<br />
Mas fosse comer o tijolo!<br />
E assim o operário ia<br />
Com suor e com cimento<br />
Erguendo uma casa aqui<br />
Adiante um apartamento<br />
Além uma igreja, à frente<br />
Um quartel e uma prisão:<br />
Prisão de que sofreria<br />
Não fosse, eventualmente<br />
Um operário em construção.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Mas ele desconhecia<br />
Esse fato extraordinário:<br />
Que o operário faz a coisa<br />
E a coisa faz o operário.<br />
De forma que, certo dia<br />
À mesa, ao cortar o pão<br />
O operário foi tomado<br />
De uma súbita emoção<br />
Ao constatar assombrado<br />
Que tudo naquela mesa<br />
- Garrafa, prato, facão<br />
Era ele quem os fazia<br />
Ele, um humilde operário,<br />
Um operário em construção.<br />
Olhou em torno: gamela<br />
Banco, enxerga, caldeirão<br />
Vidro, parede, janela<br />
Casa, Cidade, nação!<br />
Tudo, tudo o que existia<br />
Era ele quem os fazia<br />
Ele, um humilde operário<br />
Um operário que sabia<br />
Exercer a profissão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Ah, homens de pensamento<br />
Não sabereis nunca o quanto<br />
Aquele humilde operário<br />
Soube naquele momento!<br />
Naquela casa vazia<br />
Que ele mesmo levantara<br />
Um mundo novo nascia<br />
De que sequer suspeitava.<br />
O operário emocionado<br />
Olhou sua própria mão<br />
Sua rude mão de operário<br />
De operário em construção<br />
E olhando bem para ela<br />
Teve um segundo a impressão<br />
De que não havia no mundo<br />
Coisa que fosse mais bela.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Foi dentro da compreensão<br />
Desse instante solitário<br />
Que, tal sua construção<br />
Cresceu também o operário.<br />
Cresceu em alto e profundo<br />
Em largo e no coração<br />
E como tudo que cresce<br />
Ele não cresceu em vão<br />
Pois além do que sabia<br />
- Exercer a profissão -<br />
O operário adquiriu<br />
Uma nova dimensão:<br />
A dimensão da poesia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E um fato novo se viu<br />
Que a todos admirava:<br />
O que o operário dizia<br />
Outro operário escutava.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E foi assim que o operário<br />
Do edifício em construção<br />
Que sempre dizia sim<br />
Começou a dizer não.<br />
E aprendeu a notar coisas<br />
A que não dava atenção:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Notou que a sua marmita<br />
Era o prato do patrão<br />
Que a sua cerveja preta<br />
Era o uísque do patrão<br />
Que o seu macacão de zuarte<br />
Era o terno do patrão<br />
Que o casebre onde morava<br />
Era a mansão do patrão<br />
Que seus dois pés andarilhos<br />
Eram as rodas do patrão<br />
Que a dureza do seu dia<br />
Era a noite do patrão<br />
Que a sua imensa fadiga<br />
Era amiga do patrão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E o operário disse: Não!<br />
E o operário fez-se forte<br />
Na sua resolução.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Como era de se esperar<br />
As bocas da delação<br />
Começaram a dizer coisas<br />
Aos ouvidos do patrão.<br />
Mas o patrão não queria<br />
Nenhuma preocupação<br />
-&#8221;Convençam-no&#8221; do contrário -<br />
Disse ele sobre o operário<br />
E ao dizer isso sorria.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Dia seguinte, o operário<br />
Ao sair da construção<br />
Viu-se súbito cercado<br />
Dos homens da delação<br />
E sofreu, por destinado<br />
Sua primeira agressão.<br />
Teve seu rosto cuspido<br />
Teve seu braço quebrado<br />
Mas quando foi perguntado<br />
O operário disse: Não!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Em vão sofrera o operário<br />
Sua primeira agressão<br />
Muitas outras se seguiram<br />
muitas outras seguirão.<br />
Porém, por imprescindível<br />
Ao edifício em construção<br />
Seu trabalho prosseguia<br />
E todo o seu sofrimento<br />
Misturava-se ao cimento<br />
Da construção que crescia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Sentindo que a violência<br />
Não dobraria o operário<br />
Um dia tentou o patrão<br />
Dobrá-lo de modo vário.<br />
De sorte que o foi levando<br />
Ao alto da construção<br />
E num momento de tempo<br />
Mostrou-lhe toda a região<br />
E apontando-a ao operário<br />
Fez-lhe esta declaração:<br />
- Dar-te-ei todo esse poder<br />
E a sua satisfação<br />
Porque a mim me foi entregue<br />
E dou-o a quem bem quiser.<br />
Dou-te tempo de lazer<br />
Dou-te tempo de mulher.<br />
Portanto, tudo o que vês<br />
Será teu se me adorares<br />
E, ainda mais, se abandonares<br />
O que te faz dizer não.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Disse e fitou o operário<br />
Que olhava e que refletia<br />
Mas o que via o operário<br />
O patrão nunca veria.<br />
E o operário via as casas<br />
E dentro das estruturas<br />
Via coisas, objetos<br />
Produtos, manufaturas.<br />
Via tudo o que fazia<br />
O lucro do seu patrão<br />
E em cada coisa que via<br />
Misteriosamente havia<br />
A marca da sua mão.<br />
E o operário disse: Não!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">- Loucura! &#8211; gritou o patrão<br />
Não vês o que te dou eu?<br />
- Mentira! -disse o operário<br />
Não podes dar-me o que é meu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">E um grande silêncio fez-se<br />
Dentro do seu coração<br />
Um silêncio de martírios<br />
Um silêncio de prisão.<br />
Um silêncio povoado<br />
De pedidos de perdão<br />
Um silêncio apavorado<br />
Com o medo em solidão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;">Um silêncio de torturas<br />
E gritos de maldição<br />
Um silêncio de fraturas<br />
A se arrastarem pelo chão.<br />
E o operário ouviu a voz<br />
De todos os seus irmãos<br />
Os seus irmãos que morreram<br />
Por outros que viverão.<br />
Uma esperança sincera<br />
Cresceu no seu coração<br />
E dentro da tarde mansa<br />
Agigantou-se a razão<br />
De um homem pobre e esquecido<br />
Razão porém que fizera<br />
Em operário construído<br />
O operário em construção.</span></p>
<p style="text-align:right;"><em><strong><span style="color:#ffff00;">Por Professor Daniel Welber</span></strong></em></p>
<p style="text-align:right;"><em><strong><span style="color:#ffff00;"> (DanDan)</span></strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffff00;"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Poesia de Dentista]]></title>
<link>http://dentistasonline.wordpress.com/2009/11/19/poesia-de-dentista/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 18:44:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jaqueline</dc:creator>
<guid>http://dentistasonline.wordpress.com/2009/11/19/poesia-de-dentista/</guid>
<description><![CDATA[Dentistas Online   Poesia de dentista! &#8220;(&#8230;) Tende piedade dos homens úteis como os denti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="text-decoration:underline;">Dentistas Online</span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><em><a href="http://dentistasonline.wordpress.com/files/2009/11/19.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1250" title="(19)" src="http://dentistasonline.wordpress.com/files/2009/11/19.jpg" alt="" width="448" height="319" /></a></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong><span style="text-decoration:underline;">Poesia de dentista!</span></strong></em></p>
<p><em>&#8220;(&#8230;)</em></p>
<p><em>Tende piedade dos homens úteis como os dentistas<br />
Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer<br />
Mas tende mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia<br />
Que muitos deles gostariam de ser médicos, Senhor</em></p>
<p><em>(&#8230;)&#8221;</em></p>
<p><em><strong>Elegia Desesperada &#8211; Vinicius de Moraes</strong></em></p>
<p>Bem, acho que dispensa comentários. O trecho é auto-explicativo. Devo dizer que achei muito interessante e (por que não?) atual. Dá para tirar uma boa reflexão.</p>
<p>Mas foi mais interessante ainda me deparar com dentistas no meio de um livro de poesias do Vinicius <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  .</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hoje temos o direito ao orgulho de sermos brasileiros]]></title>
<link>http://onginiciativaverde.wordpress.com/2009/11/16/hoje-temos-o-direito-ao-orgulho-de-sermos-brasileiros/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 16:58:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Iniciativa Verde</dc:creator>
<guid>http://onginiciativaverde.wordpress.com/2009/11/16/hoje-temos-o-direito-ao-orgulho-de-sermos-brasileiros/</guid>
<description><![CDATA[Tsurugas amigos, Independente da pederastia verborrágica, 1 minuto de contemplação para ficarmos fel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="color:#99cc00;">Tsurugas amigos,</span></strong></p>
<p>Independente da pederastia verborrágica, 1 minuto de<br />
contemplação para ficarmos felizes sobre um assunto<br />
e do nosso país.</p>
<p>Se em campanha ou não, o que interessa é que hoje,<br />
nesta sexta-feira 13, o Brasil surpreendeu o mundo assumindo<br />
o compromisso de redução de suas emissões de gases<br />
de efeito estufa de 36,1% a 38,9%!</p>
<p>Colocou para trás os retrogrados Índia e China, e os abastados,<br />
irresponsáveis e assassinos Estados Unidos, Bloco europeu<br />
e Japão.</p>
<p>Isso pode mudar o rumo das realizações na conferência da<br />
ONU em Copenhagen, a COP15!</p>
<p>Agora tá na mão da sociedade fazer quem for de direito<br />
cumprir esse compromisso.</p>
<p><span style="color:#99cc00;"><strong>Nunca houve país tão carente e significativo que tomou medida<br />
tão ousada! </strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="color:#000000;"><br />
Hoje temos o direito ao orgulho de sermos brasileiros!</span><strong><span style="color:#99cc00;"></p>
<p>Vivas!</span></strong></span></p>
<p>Vai aqui um poema do Vinicius sobre a nossa patria, com<br />
um abraço de bom final de semana (ou começo de semana,</p>
<p>para quem ler na segunda):</p>
<p><strong><span style="color:#99cc00;">Pátria Minha</span></strong></p>
<p><em><span style="color:#99cc00;">Vinicius de Moraes</span></em></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><br />
A minha pátria é como se não fosse, é íntima<br />
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo<br />
É minha pátria. Por isso, no exílio<br />
Assistindo dormir meu filho<br />
Choro de saudades de minha pátria.</p>
<p>Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:<br />
Não sei. De fato, não sei<br />
Como, por que e quando a minha pátria<br />
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água<br />
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa<br />
Em longas lágrimas amargas.</p>
<p>Vontade de beijar os olhos de minha pátria<br />
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos&#8230;<br />
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias<br />
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos<br />
E sem meias pátria minha<br />
Tão pobrinha!</p>
<p>Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho<br />
Pátria, eu semente que nasci do vento<br />
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço<br />
Em contato com a dor do tempo, eu elemento<br />
De ligação entre a ação o pensamento<br />
Eu fio invisível no espaço de todo adeus<br />
Eu, o sem Deus!</p>
<p>Tenho-te no entanto em mim como um gemido<br />
De flor; tenho-te como um amor morrido<br />
A quem se jurou; tenho-te como uma fé<br />
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito<br />
Nesta sala estrangeira com lareira<br />
E sem pé-direito.</p>
<p>Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra<br />
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra<br />
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu<br />
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz<br />
À espera de ver surgir a Cruz do Sul<br />
Que eu sabia, mas amanheceu&#8230;</p>
<p>Fonte de mel, bicho triste, pátria minha<br />
Amada, idolatrada, salve, salve!<br />
Que mais doce esperança acorrentada<br />
O não poder dizer-te: aguarda&#8230;<br />
Não tardo!</p>
<p>Quero rever-te, pátria minha, e para<br />
Rever-te me esqueci de tudo<br />
Fui cego, estropiado, surdo, mudo<br />
Vi minha humilde morte cara a cara<br />
Rasguei poemas, mulheres, horizontes<br />
Fiquei simples, sem fontes.</p>
<p>Pátria minha&#8230; A minha pátria não é florão, nem ostenta<br />
Lábaro não; a minha pátria é desolação<br />
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta<br />
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular<br />
Que bebe nuvem, come terra<br />
E urina mar.</p>
<p>Mais do que a mais garrida a minha pátria tem<br />
Uma quentura, um querer bem, um bem<br />
Um libertas quae sera tamem<br />
Que um dia traduzi num exame escrito:<br />
&#8220;Liberta que serás também&#8221;<br />
E repito!</p>
<p>Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa<br />
Que brinca em teus cabelos e te alisa<br />
Pátria minha, e perfuma o teu chão&#8230;<br />
Que vontade de adormecer-me<br />
Entre teus doces montes, pátria minha<br />
Atento à fome em tuas entranhas<br />
E ao batuque em teu coração.</p>
<p>Não te direi o nome, pátria minha<br />
Teu nome é pátria amada, é patriazinha<br />
Não rima com mãe gentil<br />
Vives em mim como uma filha, que és<br />
Uma ilha de ternura: a Ilha<br />
Brasil, talvez.</p>
<p>Agora chamarei a amiga cotovia<br />
E pedirei que peça ao rouxinol do dia<br />
Que peça ao sabiá<br />
Para levar-te presto este avigrama:<br />
&#8220;Pátria minha, saudades de quem te ama&#8230;</span></p>
<p>&#160;</p>
<p><em><strong><span style="color:#99cc00;">Por Francisco Maciel</span></strong></em></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em><strong><span style="color:#99cc00;">Co-fundador e diretor da Iniciativa Verde</span></strong></em><br />
</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dialética]]></title>
<link>http://aconstantrefrain.wordpress.com/2009/11/16/dialetica/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 00:34:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Constant Refrain</dc:creator>
<guid>http://aconstantrefrain.wordpress.com/2009/11/16/dialetica/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;É claro que a vida é boa E a alegria, a única indizível emoção É claro que te acho linda Em t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;">&#8220;<span style="font-size:small;">É claro que a vida é boa<br />
E a alegria, a única indizível emoção<br />
É claro que te acho linda<br />
Em ti bendigo o amor das coisas simples<br />
É claro que te amo<br />
E tenho tudo para ser feliz<br />
Mas acontece que eu sou triste&#8230;&#8221;</span></p>
<p><span style="font-size:small;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-807" title="vinicius_de_moraes_ilustra_2_os_108" src="http://aconstantrefrain.wordpress.com/files/2009/11/vinicius_de_moraes_ilustra_2_os_108.jpg?w=246" alt="vinicius_de_moraes_ilustra_2_os_108" width="246" height="300" /></span></p>
<p><span style="font-size:small;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-808" title="500full-vinicius-de-moraes" src="http://aconstantrefrain.wordpress.com/files/2009/11/500full-vinicius-de-moraes.jpg?w=207" alt="500full-vinicius-de-moraes" width="207" height="300" /></span></p>
<p>&#160;</p>
<p><span style="font-size:small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:small;">Lee.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:small;"><br />
</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A bike - paródia]]></title>
<link>http://tinylittlebox.wordpress.com/2009/11/15/a-bike/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 15:25:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>denizeg</dc:creator>
<guid>http://tinylittlebox.wordpress.com/2009/11/15/a-bike/</guid>
<description><![CDATA[, upload feito originalmente por i.Anton. Era uma bike muito engraçada não tinha roda não tinha nada]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:left;padding:3px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/ianton/3845706520/"><img style="border:solid 2px #000000;" src="http://farm4.static.flickr.com/3453/3845706520_ed02f609fe.jpg" alt="" /></a></div>
<p><span style="font-size:.8em;margin-top:0;"><a href="http://www.flickr.com/photos/ianton/3845706520/"></a>, upload feito originalmente por <a href="http://www.flickr.com/people/ianton/">i.Anton</a>.</span></p>
<p>Era uma <a href="http://www2.uol.com.br/cante/lyrics/Vinicius_de_Moraes_-_A_casa.htm">bike</a> muito engraçada<br />
não tinha roda não tinha nada<br />
ninguém podia andar nela não<br />
porque na bike não tinha guidão<br />
ninguém podia sair de pileque<br />
porque na bike não tinha breque<br />
ninguém podia fazer bibi<br />
porque buzina não tinha ali</p>
<p>Era uma <a href="http://tinylittlebox.wordpress.com/2009/12/03/nablopomo-day-3-saia/">bike</a> muito engraçada<br />
não tinha roda não tinha nada<br />
ninguém podia andar nela não<br />
porque na bike não tinha guidão<br />
ninguém podia sair de pileque<br />
porque na bike não tinha breque<br />
ninguém podia fazer bibi<br />
porque buzina não tinha ali</p>
<p>Mas era feita com muito esmero<br />
na minha cabeça, onde ainda espero<br />
Mas era feita com muito esmero<br />
na minha cabeça, onde ainda espero</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[se todos fossem iguais a você]]></title>
<link>http://nemnuanemcrua.wordpress.com/2009/11/14/se-todos-fossem-iguais-a-voce/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 21:02:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>julianegarcia</dc:creator>
<guid>http://nemnuanemcrua.wordpress.com/2009/11/14/se-todos-fossem-iguais-a-voce/</guid>
<description><![CDATA[Vai tua vida, Teu caminho é de paz e amor Vai tua vida é uma linda canção de amor Abre os teus braço]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;">Vai tua vida,<br />
Teu caminho é de paz e amor<br />
Vai tua vida é uma linda canção de amor<br />
Abre os teus braços<br />
E canta a última esperança<br />
A esperança divina de amar em paz</p>
<p style="text-align:center;"><strong>.Tom e Vinícius.</strong></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nossa fauna]]></title>
<link>http://paunamesa.wordpress.com/2009/11/14/nossa-fauna/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 17:55:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pau na Mesa</dc:creator>
<guid>http://paunamesa.wordpress.com/2009/11/14/nossa-fauna/</guid>
<description><![CDATA[Salve, amigos Sabem essas noites em que você sai caminhando, sozinho, de madrugada, com a mão no bol]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Salve, amigos</p>
<p>Sabem essas noites em que você sai caminhando, sozinho, de madrugada, com a mão no bolso (<a title="Ploc feelings" href="http://www.youtube.com/watch?v=fYnYtT88mCI" target="_blank">Na rua</a>&#8230;)?</p>
<p>Pois então, era dia, sol de 40° do meio-dia na cabeça, a avenida era uma das mais movimentadas do Rio de Janeiro e eu estava atrasado.</p>
<p>Na confusão cotidiana <a title="Porque tem que se gostar" href="http://paunamesa.wordpress.com/2009/05/30/love-is-in-the-pilaster/" target="_blank">dificilmente</a> algo consegue chamar nossa atenção em meio a tantas buzinas, apitos, gritos a esmo, reclamações&#8230;</p>
<p>Mas eis que <a title="Ah, o Poetinha" href="http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=1467" target="_blank">de repente, não mais que de repente</a>, na entrada da loja de uma grande rede de venda de calçados, ouço o diálogo entre duas <a title="A versão" href="http://www.youtube.com/watch?v=1kz3GP20U80" target="_blank">tchutchucas</a>.</p>
<blockquote><p>- Você sabe que eu não gosto muito dessa papagaiada de me vestir toda de um jeito só, né?</p>
<p>- Não vai nem olhar?</p>
<p>- Então, não gosto, mas tenho que tá preparada, né? Já tenho essa sandália de tigresa em casa!</p>
<p>- Toda poderosa, então&#8230;</p>
<p>- Pois, é, nunca se sabe. Hoje tô com a calcinha de tigresa. Vai que o bofe que me quer toda montada à noite. Nâo posso ser pega de surpresa&#8230;</p></blockquote>
<p>Assim, para além da questão do gosto duvidoso da moçoila, o maior problema é que eu sou uma pessoa que <a title="Quando você pensa demais..." href="http://sensorialtrip.files.wordpress.com/2007/12/esqueceram-de-mim-poster01.jpg" target="_blank">imagina coisas</a>. Então, as possibilidades resultantes desta audição involuntária podem ser&#8230;</p>
<div id="attachment_1057" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=5tQ0dbP1DI4"><img class="size-medium wp-image-1057" title="Ah, tigresa..." src="http://paunamesa.wordpress.com/files/2009/11/tigresa_lingerie-4.jpg?w=300" alt="Ah, tigresa..." width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Ô, lá em casa...</p></div>
<p>ou&#8230;</p>
<div id="attachment_1058" class="wp-caption aligncenter" style="width: 190px"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=f5UcgTuvCmU"><img class="size-medium wp-image-1058" title="Sem palavras" src="http://paunamesa.wordpress.com/files/2009/11/tigresa_lingerie-3.jpg?w=180" alt="Sem palavras" width="180" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Toda graça, beleza e sensualidade...</p></div>
<p>Quer dizer&#8230; <a title="Seja bem-vindo" href="http://spf.fotolog.com/photo/47/52/24/cesar_none/1210264903_f.jpg" target="_blank">Puta que pariu</a>!</p>
<p>Abraços</p>
<p><strong>[Sicrano]</strong></p>
<p>P.S.1: não que eu precise, tendo em vista minha credibilidade, mas eu juro por <a title="D'us" href="http://www.umsabadoqualquer.com/" target="_blank">Deus</a> que o diálogo aconteceu.</p>
<p>P.S.2: perdoem-me a <a title="Vai rindo..." href="http://bp1.blogger.com/_qYf_PP6fc1E/R_6YWcrczvI/AAAAAAAAChs/SMKO9DTh7_4/s1600-h/piadainterna.jpg" target="_blank">piada interna</a>.</p>
<p>P.s.3: como já sabem nossos bravos amiguinhos, clicando-se nas imagens (e, claro, nos links também), ganham-se presentinhos&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Odeon (Ernesto Nazareth - Vinícius e Moraes)]]></title>
<link>http://belosversos.wordpress.com/2009/11/14/odon-ernesto-nazareth-vinicius-e-moraes/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 16:08:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>alxsantos</dc:creator>
<guid>http://belosversos.wordpress.com/2009/11/14/odon-ernesto-nazareth-vinicius-e-moraes/</guid>
<description><![CDATA[Ai, quem me dera O meu chorinho Tanto há tempo abandonado E a melancolia que eu sentia Quando ouvia ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ai, quem me dera<br />
O meu chorinho<br />
Tanto há tempo abandonado<br />
E a melancolia que eu sentia<br />
Quando ouvia<br />
Ele fazer tanto chorado<br />
Ai, nem me lembro<br />
Há tanto, tanto<br />
Todo o encanto<br />
De um passado<br />
Que era lindo<br />
Era triste, era bom<br />
Igualzinho a um chorinho<br />
Chamado Odeon</p>
<p>Terçando flauta e cavaquinho<br />
Meu chorinho se desata<br />
Tirando a canção do violão<br />
Nesse bordão<br />
Que me dá vida<br />
E que me mata<br />
É só carinho<br />
O meu chorinho<br />
Quando pega e chega<br />
Assim devagarzinho<br />
Meia-luz, meia-voz, meio tom<br />
Meu chorinho chamado Odeon</p>
<p>Ah, vem depressa<br />
Chorinho querido, vem<br />
Mostrar a graça<br />
Que o choro sentido tem<br />
Quanto tempo passou<br />
Quanta coisa mudou<br />
Já ninguém chora mais por ninguém</p>
<p>Ah, quem diria que um dia<br />
Chorinho meu, você viria<br />
Com a graça que o amor lhe deu<br />
Pra dizer &#8220;não faz mal<br />
Tanto faz, tanto fez<br />
Eu voltei pra chorar com vocês&#8221;</p>
<p>Chora bastante meu chorinho<br />
Teu chorinho de saudade<br />
Diz ao bandolim pra não tocar<br />
Tão lindo assim<br />
Porque parece até maldade<br />
Ai, meu chorinho<br />
Eu só queria<br />
Transformar em realidade<br />
A poesia<br />
Ai, que lindo, ai, que triste, ai, que bom<br />
De um chorinho chamado Odeon</p>
<p>Chorinho antigo, chorinho amigo<br />
Eu até hoje ainda persigo essa ilusão<br />
Essa saudade que vai comigo<br />
E até parece aquela prece<br />
Que sai só do coração<br />
Se eu pudesse recordar<br />
E ser criança<br />
Se eu pudesse renovar<br />
Minha esperança<br />
Se eu pudesse me lembrar<br />
Como se dança<br />
Esse chorinho<br />
Que hoje em dia<br />
Ninguém sabe mais.</p>
<address>Essa música foi composta originalmente para sala de espera do antigo Cine Odeon no Rio de Janeiro. A letra foi composta por Vinícius de Moraes a pedidos de Nara Leão, que gostaria de cantar a linda melodia desse consagrado Choro.</address>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/DDLS2pnGx1o&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/DDLS2pnGx1o&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Orfeu Negro- Marcel Camus]]></title>
<link>http://spiritosanto.wordpress.com/2009/11/13/2595/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 21:20:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Spirito Santo</dc:creator>
<guid>http://spiritosanto.wordpress.com/2009/11/13/2595/</guid>
<description><![CDATA[Assisti o filme Orfeu Negro do Marcel Camus ainda criança. Revi agora e chorei feito criança, de nov]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/v0jZRkFtksI&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/v0jZRkFtksI&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Assisti o filme <a href="http://kiminda.wordpress.com/2008/07/12/morre-breno-mello-o-orfeu-negro/">Orfeu Negro</a> do Marcel Camus ainda criança. Revi agora e chorei feito criança, de novo. Saudosismo sim. Saudade de como éramos crianças felizes naquela pobreza mansa dos anos 50/60, na otimista virada do pós guerra.</p>
<p>Só pelo jeito diferente, leve, livre e solto &#8211; quase a voar como passarinhos &#8211; como a gente sambava dá pra ver como éramos felizes e não sabíamos.</p>
<p>Se você não se emocionar é porque já embruteceu de vez, neste Brasil estúpido em que nos tornamos, deixando crianças morrerem pelas ruas como pardais doentes.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O riso]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/06/o-riso/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 15:09:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/06/o-riso/</guid>
<description><![CDATA[Aquele riso foi o canto célebreDa primeira estrela, em vão.Milagre de primavera intactaNo sepulcro d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#948a54;font-size:12pt;"><strong><em>Aquele riso foi o canto célebre<br />Da primeira estrela, em vão.<br />Milagre de primavera intacta<br />No sepulcro de neve<br />Rosa aberta ao vento, breve<br />Muito breve&#8230;</p>
<p>Não, aquele riso foi o canto célebre<br />Alta melodia imóvel<br />Gorjeio de fonte núbil<br />Apenas brotada, na treva&#8230;<br />Fonte de lábios (hora<br />Extremamente mágica do silêncio das aves).</p>
<p>Oh, música entre pétalas<br />Não afugentes meu amor!<br />Mistério maior é o sono<br />Se de súbito não se ouve o riso na noite.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#c00000;font-size:12pt;"><strong><em>Vinicius de Moraes<br />
</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Livro da vez]]></title>
<link>http://submarinetheyellow.wordpress.com/2009/11/03/livro-da-vez/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 18:00:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Laura</dc:creator>
<guid>http://submarinetheyellow.wordpress.com/2009/11/03/livro-da-vez/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://submarinetheyellow.wordpress.com/files/2009/11/03-11-09_1538.jpg?w=225" alt="03-11-09_1538" title="03-11-09_1538" width="225" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-328" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[tudo passa?]]></title>
<link>http://euaraujo.wordpress.com/2009/11/02/tudo-passa/</link>
<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 16:28:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>euaraujo</dc:creator>
<guid>http://euaraujo.wordpress.com/2009/11/02/tudo-passa/</guid>
<description><![CDATA[Trabalho de Português realizado com Yves Adam. Releitura do Soneto de Aniversário, de Vinicius de Mo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Trabalho de Português realizado com Yves Adam. Releitura do Soneto de Aniversário, de Vinicius de Mo]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
