<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>violencia-politica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/violencia-politica/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "violencia-politica"</description>
	<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 12:10:40 +0000</pubDate>

	<generator>http://en.wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[El Bogotazo]]></title>
<link>http://observatorioamericalatina.wordpress.com/2009/11/04/el-bogotazo/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 17:13:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>observatorioamericalatina</dc:creator>
<guid>http://observatorioamericalatina.wordpress.com/2009/11/04/el-bogotazo/</guid>
<description><![CDATA[El 9 de abril de 1948 fue abatido a tiros Jorge Eliécer Gaitán, líder del Partido Liberal colombiano]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="size-full wp-image-32   alignright" style="border:10px solid white;margin:10px 12px;" title="Jorge Eliécer Gaitán" src="http://observatorioamericalatina.wordpress.com/files/2009/11/gaitan2.jpg" alt="Jorge Eliécer Gaitán" width="210" height="338" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">El 9 de abril de 1948 fue abatido a tiros Jorge Eliécer Gaitán, líder del Partido Liberal colombiano. Su asesinato, acaecido en Bogotá pocos minutos después de la 1:00 P.M., desató una violencia generalizada tanto en la capital como en otras zonas del país. Luego de tres días de disturbios, alzamientos y represión, la cifra de muertos y desaparecidos se calcula en alrededor de tres mil. Estos incidentes reciben el nombre de “El Bogotazo.”</p>
<p style="text-align:justify;">La gente en las calles hacía arder edificios públicos y lograba que la policía se subleve a su favor. Culpaban al régimen oficialista del Partido Conservador y pedían la renuncia inmediata del Presidente Mariano Ospina, sindicándolo como responsable directo de la muerte de Gaitán. Para ellos, no era verosímil pensar que un joven como Juan Roa Sierra, autor material del crimen, quien para entonces ya había sido linchado, actuara solo. Ésta, sin embargo, es la versión oficial hasta hoy.</p>
<p style="text-align:justify;">Gaitán fue un político de considerable arraigo popular. En su momento llegó a desempeñarse como Alcalde de Bogotá, Ministro de Educación y Ministro de Trabajo. En febrero de 1948 había logrado reunir a más de cien mil personas en una marcha contra la violencia política. Su triunfo en las elecciones presidenciales de 1950 era previsible. Entre otras cosas, ofrecía una reforma agraria y acabar con lo que llamó la primacía de los intereses del “país político” (burócratas y oligarcas) sobre los del “país nacional” (ciudadanía en general).</p>
<p style="text-align:justify;">El Bogotazo fue una reacción espontánea frente al asesinato de un personaje tan querido como Gaitán. Lo errático de los disturbios no da pie a creer en una especie de revolución planificada – con la excepción de un cambio de ministro, no hubo otra consecuencia en el gobierno del Partido Conservador. (Resulta una coincidencia de mención obligatoria que al momento de los incidentes haya tenido lugar en Bogotá la IX Conferencia Panamericana, de cuyo seno nació la Organización de los Estados Americanos.)</p>
<p style="text-align:justify;">No obstante la impopularidad de Ospina y la indignación por la pérdida de Gaitán, las elecciones de 1950 fueron ganadas con más de un millón de votos – cifra inédita – por Laureano Gómez, candidato del Partido Conservador quien compitió sin rival a causa de la renuncia del candidato de los liberales, Darío Echandía, por falta de garantías y seguridad.</p>
<p style="text-align:justify;">La historiografía colombiana ve en el Bogotazo el inicio del periodo conocido como “La Violencia” (1948-1953), cuyos efectos, de algún modo, son manifiestos hasta la fecha. Entre ellos, acaso, el más persistente lo constituyan las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entrevista com o cientista político José Macuane, especialista moçambicano em DH.]]></title>
<link>http://africaua.wordpress.com/2009/08/17/entrevista-com-o-cientista-politico-jose-macuane-especialista-mocambicano-em-dh/</link>
<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 14:23:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://africaua.wordpress.com/2009/08/17/entrevista-com-o-cientista-politico-jose-macuane-especialista-mocambicano-em-dh/</guid>
<description><![CDATA[De Bantulândia (http://www.bantulandia.blogspot.com/) &gt;&gt;&gt; blogjornalismo para a promoção do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>De Bantulândia (http://www.bantulandia.blogspot.com/) &#62;&#62;&#62; blogjornalismo para a promoção dos direitos humanos.</p>
<div><strong><em>O cientista político José Macuane* é dos pouquíssimos moçambicanos que pode discutir sobre os direitos humanos, misturando o saber teórico e a retórica cidadã. Ele aponta caminhos para a compreensão multidisciplinar dos direitos humanos. Hoje, em entrevista no bantulândia, Macuane diz: “não vejo nenhum elemento distintivo neste Governo na concretização dos direitos humanos. O que vejo é uma tentativa de implementação de políticas num contexto de um Estado ainda fraco, combinado a um discurso político às vezes abstracto e autista (excessivamente voltado para dentro de si mesmo) e um défice de diálogo com a sociedade em alguns assuntos”. Num outro subtema declara que as discussões abertas no Parlamento, a exposição de casos de violação dos direitos humanos, a fiscalização do Governo (mesmo que precariamente), foram possíveis apenas num contexto de multipartidarismo. “Nesse ponto, posso dizer que a existência da Renamo, como partido de oposição e como um actor legislativo, contribuiu para o debate sobre os direitos humanos”, sublinha. Josué Bila é condutor da entrevista. </em></strong></div>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<div><strong><em><br />
</em></strong></div>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<p><strong>Governação de Guebuza<br />
Bantulândia</strong> &#8211; <strong><em>Como é que a governação de Armando Guebuza conduziu a materialização dos direitos humanos?<br />
</em>José Macuane (JM)</strong> &#8211; É muito difícil situar a materialização dos direitos humanos em Moçambique em torno de um só Governo, sob risco de acabarmos recorrendo a episódios aqui e acolá. Para ser sincero, não vejo elementos distintivos do Governo de Guebuza, que se distingam do Governo anterior, que sejam marcantes no que concerne aos direitos humanos. Talvez referir que há uma tentativa discursiva de enfatizar alguns elementos que podem nos remeter aos direitos humanos, tais como o discurso emblemático de combate à pobreza e a ideia de resgate da auto-estima dos moçambicanos. O discurso de combate à pobreza encontra a sua âncora na tentativa de colocar o distrito na base de desenvolvimento deste país, com a alocação dos 7 milhões. Há também algumas iniciativas de melhoria do acesso à justiça. A expansão da cobertura do Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ); a criação dos palácios de justiça em alguns distritos; a nova lei da organização judiciária (Lei 24/2007, de 20 de Agosto), para citar alguns exemplos. Sobre a auto-estima dos moçambicanos, penso que é um dos discursos mais abstractos que tivemos nos últimos tempos.</p>
<p><strong>Bantulândia</strong> &#8211; <strong><em>Qual é, então, a ligação que pode estabelecer entre o discurso de auto-estima e os direitos humanos?<br />
</em>JM </strong>– Coloco o discurso de auto-estima no conjunto de iniciativas que promovem os direitos humanos, porque interpreto a auto-estima como corolário da dignificação da vida humana. Isso só é possível com políticas de acesso aos direitos mais básicos, tais como a saúde, educação, garantia da defesa, segurança e dignidade dos moçambicanos dentro e fora das fronteiras, direito de associação, de expressão, etc. No entanto, acho que há uma tentativa excessiva de simplificar a auto-estima em momentos e episódios, do que vê-la como um processo e consequência da confluência de vários elementos. Por exemplo, é inegável que a reversão de Cabora Bassa orgulha-nos como moçambicanos. Mas a sua reversão só nos trará auto-estima se expandirmos o acesso à energia eléctrica a maior número possível de moçambicanos e a melhoria dos serviços nessa área. A expansão da electrificação rural é um facto, mas não é menos verdade que a arrogância na prestação de serviços e um completo desrespeito ao consumidor ainda estão lá, neste e em outras áreas dos serviços públicos. Assinamos acordos de livre circulação na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), mas os moçambicanos ainda são vandalizados em alguns países da região e nem sempre com apoio e protecção adequadas do Governo.</p>
<p><strong>Bantulândia &#8211; </strong><strong><em>Antes de entrar noutra pergunta, em linhas gerais, que pode acrescentar?<br />
</em>JM</strong> – Olha, o processo de descentralização em curso está a transferir o poder de decisão para o nível local, com particular incidência para o distrito. Porém, não deixa de ser preocupante, como o próprio Presidente da República o reconheceu em recente visita à província de Manica, que os cidadãos tragam preocupações de casos mal resolvidos pela máquina administrativa aos comícios presidenciais. Aqui parece haver um hiato entre o discurso político e a prática. A expansão da rede escolar é uma realidade, mas a qualidade do ensino está a baixar e o diálogo com a sociedade civil nesta área é quase nulo. A mesma situação se estende à reforma em curso no ensino superior, que até há bem pouco tempo estava a ser feita com um rolo compressor, sem levar em conta as várias sensibilidades. Poderia citar vários exemplos, os que aqui escolhi são para dizer que, no meu entender, há avanços, recuos e contradições. Portanto, não vejo nenhum elemento distintivo neste Governo na concretização dos direitos humanos. O que vejo é uma tentativa de implementação de políticas num contexto de um Estado ainda fraco, combinado a um discurso político às vezes abstracto e autista (excessivamente voltado para dentro de si mesmo) e um défice de diálogo com a sociedade em alguns assuntos.</p>
<p><strong>Bantulândia</strong> &#8211; <strong><em>Por que os PARPA’s não são desenhados como políticas públicas?<br />
</em>JM</strong> &#8211; Confesso que não entendo a essência da sua pergunta, porque, no meu entender, o Plano de Acção Contra a Pobreza Absoluta (PARPA) é uma política pública ou ao menos um quadro de políticas públicas. Repare que, como princípio, as diversas políticas sectoriais derivam das prioridades definidas no PARPA nos seus diferentes pilares. Por isso, devo dizer que os PARPA´s são transformados em políticas, sim. Talvez o que se pode questionar é se há consistência entre os elementos programáticos definidos no PARPA e as políticas específicas. Mais ainda, pode-se perguntar se há uma capacidade já instalada de produção e gestão de políticas públicas no País. À primeira questão eu diria que a resposta virá daqui a alguns meses, quando a avaliação do PARPA II, actualmente em curso, terminar. Quanto à segunda questão, devo dizer que análises feitas sobre o assunto mostram que ainda há fraca capacidade de definição e gestão de políticas públicas no País. Isso pode comprometer as perspectivas de desenvolvimento do País. É missão da reforma do sector público, cuja estratégia está a ser implementada até 2011, resolver esse problema.</p>
<p><strong>Bantulândia &#8211; </strong><strong><em>Por que o governo de Moçambique operacionaliza mais actividades de cunho assistencialista e filantrópica, furtando-se de garantir direitos humanos para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos?<br />
</em>JM</strong> &#8211; Mais uma vez não estou certo se entendi a questão. Preferia que fosse mais concreto. Mas presumo que quando fala de assistencialismo se refere a iniciativas como os 7 milhões (!?). Penso que as minhas respostas à primeira e segunda questões vão parcialmente de encontro ao que pergunta aqui. Mas posso retomar o assunto: penso que o problema central é a fraca ligação entre as grandes políticas (exemplo, PARPA); as políticas sectoriais e as necessidades ao nível de base. A isso associaria o dilema do político: a garantia da consistência técnica das políticas versus dos resultados eleitorais dos mesmos. Os políticos que enfrentam eleições periodicamente não se podem dar ao luxo de esperar que grandes programas levem o seu tempo para completar o ciclo em que produzirão resultados, se este tempo não coincidir com os ciclos eleitorais (o espaço entre duas eleições). Aí a tentação de optar por políticas populistas ou imediatistas é maior. E, justiça seja feita, isso não é monopólio dos políticos moçambicanos. Aí você me perguntará por que nos outros países é diferente? Aí eu diria que o que muda é o lado da demanda. Enquanto no nosso país pensamos que o que o Governo nos dá é uma dádiva, nos outros os cidadãos olham para isso como um dever e como retorno dos impostos que pagam. E aí está o ponto central: impostos; a contribuição do cidadão para as políticas públicas e o seu estímulo para fiscalizar. Quantos é que pagam imposto neste país? Daí pode ver as consequências. Se o cidadão não paga imposto, tem duas opções: (1) se for pobre (que é a maioria), espera que o governo aja como um benfeitor – daí vem a receptividade ao assistencialismo e à filantropia; (2) se não for necessitado, mas assim mesmo não paga imposto ou não sabe que paga ou não está organizado em grupos de interesse, o seu estímulo e capacidade para fiscalizar o governo e pressionar por políticas são mínimos. Então, deixa as coisas como estão e abre o espaço livre para o Governo optar por políticas que mais se adequam às suas capacidades e às preocupações políticas dos políticos. Nos países onde os cidadãos têm consciência da sua contribuição para as políticas públicas e dos deveres dos Governos a eventual adopção de políticas assistencialistas não exclui a existência de outras políticas, porque haverá grupos que também reivindicarão a sua parte e farão tudo para o governo responder à essa demanda. Isso terá como consequência a existência de um âmbito mais amplo de políticas públicas que respondam às demandas dos vários grupos sociais. Há evidentemente muito mais que se possa dizer sobre isto, mas pela natureza deste espaço ficaria por aqui.</p>
<p><strong>Bantulândia</strong> &#8211; <strong><em>Por que a Agenda 2025 não é mencionada pelo actual Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, e pelo seu governo, sabido que é um tratado nacional de desenvolvimento até 2025?<br />
</em>JM</strong> &#8211; No meu entender, o País ainda não tem condições para adoptar uma visão supra-partidária como projecto nacional. A nossa política é essencialmente partidária e aquilo que se chama jogo de soma zero: quem ganha leva tudo. Enquanto for assim, seja qual for o partido que estiver no poder, programas supra-partidários como a Agenda 2025 poderão até ser feitos, mas o seu destino será a gaveta. As preocupações de incutir um cunho partidário na governação, tendo em conta os dividendos eleitorais e a ânsia de “eliminar politicamente” os adversários políticos, tornam o processo governativo moçambicano uma arena árida (mais que o deserto do Sahara) para a implementação de programas supra-partidários.</p>
<p><strong>RENAMO e direitos humanos<br />
Bantulândia</strong> &#8211; <em><strong>A entrada de Afonso Dhlakama e da Renamo no cenário político, na década de ‘90, criou grandes expectativas democráticas e sociais, a exemplo da defesa dos direitos humanos.<br />
</strong></em>- <em><strong>Desde 1994, que nível de debate sobre direitos humanos foi trazido pela Renamo e seu líder, Afonso Dhlakama?</strong></em><br />
<strong>JM</strong> &#8211; Há duas dimensões da Renamo e de Dhlakama que têm implicações na sua contribuição para os direitos humanos. A primeira tem a ver com o seu estatuto de oposição, num país que historicamente foi governado por um só partido. Com a introdução do multipartidarismo surgiu finalmente um contraponto ao poder centralizado, que passou a fiscalizar o poder. É evidente que isto teve um efeito positivo na preocupação do regime pelos direitos humanos. As discussões abertas no Parlamento, a exposição de casos de violação dos direitos humanos, a fiscalização do Governo (mesmo que precariamente), foram possíveis apenas num contexto de multipartidarismo. Nesse ponto, posso dizer que a existência da Renamo, como partido de oposição e como um actor legislativo, contribuiu para o debate sobre os direitos humanos. A segunda dimensão já é mais contraditória. Em 15 anos de democracia formalmente multipartidária a Renamo não se democratizou internamente e continua a girar em torno do seu líder, Afonso Dhlakama. A forma como este tem gerido o partido, organizado os processos eleitorais internos e lidado com os seus quadros, é uma contradição à reivindicação que a Renamo faz de ser defensora dos direitos humanos e da democracia. Mas repare que isso também contribui para o debate sobre os direitos humanos e eu tiro já uma ilação: a natureza bipartidária e bipolarizada da nossa democracia nestes quinze anos, caracterizada pelo domínio e competição de dois partidos cuja estratégia dominante parece ser a eliminação mútua, faz com que a discussão dos direitos humanos seja secundarizada. Neste contexto, acho que a Renamo e Dhlakama, pelas contradições entre o seu discurso e a prática dos direitos humanos, acabaram sendo reféns da dinâmica acima descrita. Isso consequentemente empobrece o debate mais amplo dos direitos humanos no País, pelo menos no que concerne à contribuição dos partidos políticos.</p>
<p><strong>Bantulândia</strong> &#8211; <strong><em>Qual é a relação entre a perda significativa de assentos no Parlamento por parte da Renamo e o fraco debate sobre direitos políticos em Moçambique?<br />
</em>JM</strong> &#8211; Não entendi se se refere às eleições de 2004 ou está a prever os resultados das eleições de 2009.</p>
<p><strong>Bantulândia</strong> &#8211; <strong><em>Refiro-me a 2004&#8230;<br />
</em>JM</strong> &#8211; Ironicamente acho que o debate sobre os direitos políticos neste último mandato foi mais intenso. Da parte da Renamo diria que o recrutamento de uma massa crítica (os jovens intelectuais como Ismail Mussá, João Colaço, Manuel Araújo, Eduardo Namburete), que está agora a sair, contribuiu para a melhoria do debate político. Mas não creio que os ventos soprem apenas da Renamo. A sociedade no geral está mais madura, mais crítica e informada. Há maior exercício da liberdade de expressão. Os media são claro reflexo disso: o seu activismo atingiu um nível muito bom durante este último mandato parlamentar. Por isso, acho que a perda dos assentos não afectou o debate político. Até porque a Renamo sempre foi minoria parlamentar, sem poder decisório nenhum, a não ser em matérias constitucionais que requerem o consenso de 2/3.</p>
<p><strong>Bantulândia</strong> &#8211; <em><strong>Independentemente dos vaticínios de que a Renamo poderá “desaparecer”, que legado de sociali<img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" border="0" alt="Itálico" />zação político-democrática e educação cívica às populações o partido oposicionista deixa para Moçambique?</strong><br />
</em><strong>JM</strong> &#8211; Acho a sua pergunta muito interessante. A Renamo tem um passado político muito negativo e muitas vezes as pessoas tendem a olhar para isso quando analisam a sua contribuição para a democracia moçambicana. Mas é preciso lembrar que tem, ou pelo menos já teve, uma base social relevante. A prova disso é a votação recorde que teve nas eleições de 1999, e as vitórias nos maiores círculos eleitorais, como a Zambézia e Nampula (este perdido para a Frelimo em 2004). Isso é indício de que é (ou foi) vista por parte significativa dos moçambicanos como alternativa à governação do país. Por isso, eu duvido que a Renamo desapareça por completo, a não ser que outro partido incorpore os anseios dos que votaram historicamente nela. Diria que o seu legado é esse: a ideia de que se pode pensar uma alternativa ao poder constituído. Esse eleitorado pode funcionar como fiel da balança no sistema político e estimular a busca por uma maior qualidade dos nossos políticos. Da parte do Governo, há um óbvio interesse de atrair esses eleitores para o seu partido. Isso pode estimular a adopção de políticas cada vez mais inclusivas. Por parte de outros partidos da oposição, certamente haverá um incentivo para conquistar esta base social, sem os erros que a Renamo cometeu. Isso pode melhorar a estratégia e organização dos partidos que pretendem ter um futuro promissor na política moçambicana. O MDM tem todos os sinais de querer seguir essa via. Em suma, eu diria que o legado da Renamo é a expressão de um posicionamento alternativo ao “establishment”, que é uma manifestação do pluralismo político característico da democracia; e o legado de uma base social que estimulará uma maior competitividade entre as forças políticas existentes no País para conquistá-lo. Estes elementos poderão contribuir para uma maior pujança da nossa democracia.</p>
<p><strong>Abstenção e direitos políticos</strong><br />
<strong>Bantulândia</strong> – <em><strong>Que relação pode estabelecer entre abstenção, por frustração popular, e violação dos direitos políticos?<br />
</strong></em>A abstenção por frustração popular seria a percepção de que nem o partido no Governo, nem as forças que se apresentam como suas alternativas representam efectivamente os interesses dos cidadãos. Nesse contexto, melhor mesmo é ficar em casa; porque a política perde a sua essência transformacional. A abstenção por violação dos direitos políticos se manifestaria pela ineficácia dos órgãos de administração eleitoral de registar os eleitores, a desorganização dos processos eleitorais, a violência política, as intimidações (como os incêndios a sedes de partidos), a cooptação e outros episódios que aqui e acolá vão sendo reportados. Não havendo liberdade suficiente para expressão da escolha pelo voto, as pessoas preferem não ir votar, anular o voto ou simplesmente deixá-lo em branco. Tendo em conta a sua questão, diria que no nosso contexto essas são as causas que podem estar por detrás da alta abstenção que tivemos nas eleições mais recentes.</p>
<p><strong>*BI de Macuane<br />
Macuane nasceu em Maputo, aos 30 de Novembro de 1973. Em 1991 foi ao Brasil fazer ciências sociais, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo concluído o Bacharelato em 1994. Em 1995 ingressou no Mestrado em Ciência Política do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), tendo o concluído em 1996. No mesmo ano foi convidado a prosseguir o doutorado ainda no IUPERJ, que durou de 1997 a 2000. Em 2001, voltou a Moçambique e ingressou na Universidade Eduardo Mondlane como docente e Chefe do Departamento de Ciência Política e Administração Pública. Exerceu essa função até 2003. Em 2002, também foi convidado para se juntar à Unidade Técnica da Reforma do Sector Público (UTRESP), onde foi consultor até 2003 e posteriormente coordenador de programas, até 2006, quando deixou a UTRESP.<br />
Actualmente, é docente da Universidade Eduardo Mondlane afecto ao Departamento de Ciência Política e Administração Pública, onde também exerce as funções de Director do Curso de Governação e Administração Pública. Também é sócio-gerente da empresa de consultores e advogados, ACS, Lda, criada em 2004.</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Níger: referendo sob temor de violência]]></title>
<link>http://africaua.wordpress.com/2009/08/11/niger-referendo-sob-temor-de-violencia/</link>
<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 21:20:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://africaua.wordpress.com/2009/08/11/niger-referendo-sob-temor-de-violencia/</guid>
<description><![CDATA[ANDREA MURTA DA REDAÇÃO &gt;&gt;&gt; Pé na África: http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/ Em regiã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span><span style="font-family:Tahoma;color:#000000;font-size:x-small;"><span style="color:black;"><strong>ANDREA MURTA</strong><br />
</span><span style="font-size:10pt;color:black;">DA REDAÇÃO &#62;&#62;&#62; Pé na África: </span></span></span>http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/<span><span style="font-family:Tahoma;color:#000000;font-size:x-small;"><span style="color:black;"></p>
<p>Em região semidesértica, paupérrima e quase sem infraestrutura, o Níger entra hoje para o crescente grupo dos países cujos mandatários puseram em marcha referendos a fim de permitir a reeleição ilimitada.<br />
Para isso, o presidente Mamadou Tandja, 71, passou por cima do Parlamento e do Tribunal Constitucional. Ambos se opuseram à votação e foram sumariamente dissolvidos.<br />
Nas últimas semanas, milhares de pessoas tomaram as ruas da capital nigerina, Niamey, em manifestações contra o referendo e a abolição das instituições democráticas. Em 15 de julho, um ato terminou em confronto com a polícia.<br />
Há temores de mais violência. A Frente para a Defesa da Democracia (FDD), grupo que uniu 20 ONGs e partidos de oposição, considera o presidente culpado de &#8220;alta traição&#8221; e promete fazer de tudo para bloquear a votação de hoje.<br />
O risco de instabilidade preocupa não só vizinhos como a Nigéria, já ocupada com seus próprios conflitos internos, como parceiros comerciais como a França, ávida consumidora das reservas de urânio locais.<br />
Os EUA exortaram norte-americanos a não viajar ao Níger por enquanto. &#8220;Cidadãos americanos devem estocar água, comida e artigos de necessidade básica devido a possíveis interrupções na distribuição de suprimentos e serviços&#8221;, informou o governo em nota.<br />
O referendo visa aprovar uma nova Constituição, que daria a Tandja mais três anos no poder -em período de transição-, eliminaria limites para reeleição e concentraria poder.<br />
O Níger já foi alvo de três golpes de Estado desde a independência, conquistada da França em 1960, e opositores afirmam que Tandja está lentamente preparando o quarto.</p>
<p><strong>Condenação externa</strong><br />
Os defensores do presidente afirmam que Tandja, eleito em 1999 e reeleito em 2004, merece continuar governando por ter trazido crescimento econômico ao país. Mesmo com crescimento do PIB esbarrando 5% ao ano, o Níger ocupava em 2008 a 174º posição no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que avaliou 177 países.<br />
A União Europeia (UE), a ONU e organismos africanos têm visto a situação com preocupação e tentam, com ameaças de sanções, evitar o referendo. A UE suspendeu parte da ajuda ao Níger.<br />
Mas críticos temem que o comércio de urânio (do qual o país é o quarto produtor mundial) enfraqueça a condenação. Um terço do urânio usado para energia nuclear da França, por exemplo, é originado no Níger.<br />
Tandja também tem acordos com a China no valor de mais de US$ 5 bilhões para a exploração de petróleo no país.<br />
Apesar da tensão, um diplomata estrangeiro que falou à Folha em condição de anonimato afirmou que o clima nas ruas da capital nigerina é calmo. &#8220;Não há presença anormal de policiais nas ruas&#8221;, disse, por telefone, de Niamey.<br />
A expectativa geral é que o referendo será favorável ao presidente. Segundo o diplomata, os críticos têm sido incapazes de engajar a população. &#8220;A oposição já é conhecida do povo desde eleições passadas, e historicamente tem pouco poder de convencimento.&#8221;</span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[En la Venezuela Bolívarista existe un relativismo moral absoluto, sectario y demagógico donde los ciudadanos no somos iguales ante la ley]]></title>
<link>http://pedrogalvis.wordpress.com/2009/06/14/en-la-venezuela-bolivarista-existe-un-relativismo-moral-absoluto-sectario-y-demagogico-donde-los-ciudadanos-no-somos-iguales-ante-la-ley/</link>
<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 03:07:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>pgalvis</dc:creator>
<guid>http://pedrogalvis.wordpress.com/2009/06/14/en-la-venezuela-bolivarista-existe-un-relativismo-moral-absoluto-sectario-y-demagogico-donde-los-ciudadanos-no-somos-iguales-ante-la-ley/</guid>
<description><![CDATA[Tenemos un gobierno fascista que ampara, protege y ordena a bandas de delincuentes para que arremeta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Tenemos un gobierno fascista que ampara, protege y ordena a bandas de delincuentes para que arremeta]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ato Público relembra ataques do PCC]]></title>
<link>http://violenciaemdebate.wordpress.com/2009/05/12/ato-publico-relembra-ataques-do-pcc/</link>
<pubDate>Tue, 12 May 2009 20:16:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Olga Kurst</dc:creator>
<guid>http://violenciaemdebate.wordpress.com/2009/05/12/ato-publico-relembra-ataques-do-pcc/</guid>
<description><![CDATA[Ataque à Polícia continua por Rafael Coelho Salles Há três anos,  do dia 12 a 20 de maio, foi inicia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_354" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/search/?q=ataques+PCC&#38;l=cc&#38;ct=0"><img class="size-full wp-image-354" src="http://violenciaemdebate.wordpress.com/files/2009/05/85872656_f8786accb2.jpg" alt="Ataque à Polícia continua por Rafael Coelho Salles" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Ataque à Polícia continua por Rafael Coelho Salles</p></div>
<p style="text-align:justify;">Há três anos,  do dia 12 a 20 de maio, foi iniciada uma onda de ataques na cidade de São Paulo realizados pela faccção criminosa Primeiro Comando da Capital ( PCC). Representantes de organizações dos Direitos Humanos e do Cremesp (Conselhor Regional de Medicina do Estado de São Paulo) orgarizaram o ato que tem como meta estabeler quantos inquéritos foram concluídos. Foram registradas 493 mortes tanto de civis quanto de policiais e 63% das mortes de civis que indicavam que houve abuso por parte das ações policiais foram arquivadas. O jornal Folha de São Paulo fez um <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u564278.shtml" target="_self">levantamento</a> onde 102 policiais foram suspeitos de matar 170 pessoas e alguns casos são caracterizados por execução. No ato que acontece hoje, na sede da Cremesp,  estarão presentes representantes do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Ouvidoria da Polícia, Condepe e Pastoral Carcerária.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><em>Fonte: Folha On Line</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La Gran Depresión de 1929: violencia y sociedad]]></title>
<link>http://historiapr.wordpress.com/2009/04/12/la-gran-depresion-de-1929-violencia-y-sociedad/</link>
<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 17:45:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mario R. Cancel</dc:creator>
<guid>http://historiapr.wordpress.com/2009/04/12/la-gran-depresion-de-1929-violencia-y-sociedad/</guid>
<description><![CDATA[  Mario R. Cancel Pero la violencia no fue un coto cerrado dominado por nacionalistas. Entre 1930 y ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p class="MsoNormal" align="right"><span lang="ES-TRAD">Mario R. Cancel</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/files/2009/04/policia_insular.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-144" src="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/files/2009/04/policia_insular.jpg" alt="policia_insular" width="252" height="169" /></a>Pero la violencia no fue un coto cerrado dominado por nacionalistas. Entre 1930 y 1939 la <em>conflictividad social</em> se generalizó. El hecho es que la <em>violencia política</em> y la <em>violencia social</em> fueron comunes. Igual que el PN de PR utilizó aquella coyuntura para promover su causa, los <em>socialistas rojos</em> y los <em>comunistas</em> también promovieron las suyas. La incertidumbre provocada por la Gran Depresión estimuló la revisión ideológica en todas direcciones.</p>
<p class="MsoNormal"><em>Violencia y sociedad</em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="ES-TRAD"><span style="font-style:normal;">Uno de los escenarios más comunes entonces fueron las</span> protestas de consumidores</span></em><span lang="ES-TRAD">. La activación de los mismos fue notable entre los años 1933 y 1934, dada el alza desmedida en los precios luz, teléfono y la gasolina. La actitud de los consumidores organizados reflejó una interesante apropiación de las tradiciones de resistencia en el país.</span></p>
<p class="MsoNormal">El siglo 19 puertorriqueño había estado lleno de <em>sociedades incendiarias</em>, <em>sociedades abolicionistas</em>, <em>sociedades del boicot </em>y <em>grupos rurales violentos</em> como los famosos “tiznados” o “sediciosos” que estaba activos desde 1895. En su momento los consumidores adoptaron el <em>boicot</em> al pago de las facturas de luz y acordaron con los pequeños y los medianos comerciantes de la capital, ejecutar <em>apagones voluntarios</em> en sus propiedades. Aquellos actos de resistencia pacífica se combinaron con atentados explosivos contra plantas eléctricas.</p>
<p class="MsoNormal">Del mismo modo, los llamados “Comités de Defensa Social” estimularon el boicot contra el servicio telefónico por su alto costo y su mala calidad y amenazaron con sabotear las líneas e incomunicar San Juan. Los costos de la gasolina provocaron que se declarara una huelga de choferes públicos todo los cual, combinado con un boicot del combustible fue muy eficaz. No creo que deba recordar que la telefonía, el combustible y la energía eléctrica eran servicios ofrecidos por poderosas compañías estadounidenses.</p>
<p class="MsoNormal">Lo más interesante de aquella situación era que la gente actuaba como <em>consumidores insatisfechos</em>. En cierto modo, reconocían que el corazón del sistema capitalista era el “consumo” por lo que el <em>boicot</em> o “no consumir”, era el modo idóneo de enfrentar el poder del capitalismo. La meta de aquella lucha no era la independencia o el socialismo sino un mercado justo” que ofreciera <em>acceso igual</em> a todos los consumidores.</p>
<p class="MsoNormal">¿Cómo enfrentó el gobierno la crisis? Del mismo modo que enfrentaría el reto nacionalista revolucionario. Los <em>grandes intereses</em> recomendaron en diciembre de 1933 al gobernador que activara la Guardia Nacional y al 65 de Infantería para ayudar a las empresas contra los trabajadores. El <em>gobierno</em> respondió movilizando más efectivos de la <em>Policía Insular</em>, autorizando el nombramiento de 150 agentes especiales anti-motín y autorizando el uso de la <em>Guardia Nacional</em> en los conflictos generados por los consumidores.</p>
<p class="MsoNormal">En aquel momento, la alta dirección del Partido Socialista (PS en adelante), que estaba en el poder como parte de la Coalición Puertorriqueña, solicitó a sus militantes que <em>no participaran de las protestas y el boicot</em> generados por los consumidores y se alinearon al lado del gobierno y los grandes intereses. Los socialistas radicales no tuvieron más remedio que apartarse del PS.</p>
<p class="MsoNormal"><em>Violencia y protestas obreras</em></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES-TRAD">Entre 1934 y 1938 las luchas obreras se radicalizaron en dos nervios del capitalismo: la <em>industria azucarera</em> y los <em>muelles</em>. Como se sabrá la industria azucarera y el comercio fueron los dos grandes pilares de la presencia americana en el país desde 1898.</span></p>
<p class="MsoNormal">En diciembre de 1933, se declaró un paro en la Guánica Central. Hacia el mes de enero de 1934, la huelga dominaba hasta las centrales del Oriente del país. Las protestas de los trabajadores era las típicas: los <em>salarios bajos</em> y la necesidad de de se diseñe un <em>salario uniforme</em> para la industria, el trabajo a <em>destajo</em> o <em>por ajuste</em> que subyaga la labor del trabajador en beneficio del propietario, y manifiestas su oposición a <em>las tiendas de la central</em> y al hecho de que el patrono pretende pagar el trabajo en especie y no en dinero.</p>
<p class="MsoNormal">La violencia afloró de inmediato en la forma de la quema de cañaverales y, hacia el año 1935, el estado reconocía que había 9,474 obreros en huelga.No se reaccionó distinto que con los nacionalistas revolucionarios y los consumidores. El gobierno y los grandes intereses favorecieron el uso de <em>rompehuelgas</em> protegidos por la <em>Policía Insular</em> en los centros de trabajo. Los trabajadores desplazados, viéndose en la necesidad de detener la producción, respondieron con más violencia. El Gobernador Benjamin Horton consideró pedir el envío de tropas al Ejército de Estados Unidos al país para asegurar la producción.</p>
<p class="MsoNormal">En 1938 el escenario de la huelga se trasladó a los <em>muelles</em>, eventualidad que paralizó el comercio local e internacional. El gobierno movilizó la <em>Policía Insular</em> y reiteró la política aplicada al para en el sector azucarero: ordenó a la <em>Policía Insular</em> proteger a los rompehuelgas y a las Navieras con el fin de mantener abierto el tráfico. La violencia entre trabajadores y policías, y obreros radicales y moderados fue común entonces. La <em>Federación Libre de Trabajadores</em> (FLT) y la <em>Committe for Industrial Organization</em> (CIO) fueron enormes. El socialismo amarillo del PS, estaba entonces herido de muerte.</p>
<p class="MsoNormal"><em>Conclusiones</em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="ES-TRAD">Nacionalistas</span></em><span lang="ES-TRAD">, <em>consumidores</em> y <em>obreros</em> protestaron en los años 1930. Todos recurrieron a la violencia en algún momento. La reacción del gobierno y los grandes intereses no fue distinta ante ninguno de ellos. La violencia del Estado estaba legitimada por su hipotético papel de sostenedor de un orden. Su carta de triunfo a la hora de la pacificación o represión fue su acceso a la Policía Insular, la Guardia Nacional y el Ejército de EU en caso de necesidad.</span></p>
<p class="MsoNormal">El ascenso del populismo dependió de su capacidad para convencer a aquellos sectores de que había una esperanza de cambio que podía prescindir de la violencia y volver a confiar en Estados Unidos. Es probable que convenciera a los consumidores y a los trabajadores. Pero a los nacionalistas nunca convenció. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La Gran Depresión de 1929: la política, el “mantengo” y la gente]]></title>
<link>http://historiapr.wordpress.com/2009/04/09/la-gran-depresion-de-1929-la-politica-el-%e2%80%9cmantengo%e2%80%9d-y-la-gente/</link>
<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:07:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mario R. Cancel</dc:creator>
<guid>http://historiapr.wordpress.com/2009/04/09/la-gran-depresion-de-1929-la-politica-el-%e2%80%9cmantengo%e2%80%9d-y-la-gente/</guid>
<description><![CDATA[Mario R. Cancel   Hacia el año 1929, Puerto Rico dependía de las decisiones del Congreso. Del mismo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;">Mario R. Cancel</p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES-TRAD"><a href="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/files/2009/04/gran_depresion3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-138" src="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/files/2009/04/gran_depresion3.jpg" alt="gran_depresion3" width="213" height="187" /></a>Hacia el año 1929, Puerto Rico dependía de las decisiones del Congreso. Del mismo modo, la economía insular se comportaba al ritmo de la continental. En ese sentido, la integración de la vida puertorriqueña a la americana era un hecho. Por eso la Gran Depresión afectó de inmediato la vida diaria local.</span></p>
<p class="MsoNormal">La reacción política de los puertorriqueños y su liderato ante la crisis de 1929, fue inmediata pero contradictoria. En términos políticos, dominó la voluntad revisionista y un sector del independentismo se radicalizó, como ya había ocurrido en la coyunturas políticas del 1912 y el 1913. La tendencia en 1929 fue distinta: un segmento del independentismo se militarizó y tomó la decisión de plantear un reto y generar una crisis al sistema colonial americano. Esa fue la postura de la dirección del Partido Nacionalista de Puerto Rico tras la asamblea de 1930 y el ascenso de Pedro Albizu Campos.</p>
<p class="MsoNormal">De modo paralelo, las propuestas socialistas de corte pro-soviético tomaron forma en Partido Comunista Puertorriqueño fundado en 1934. Si bien es un lugar común reconocer que el PC fue incapaz de conectarse con las masas puertorriqueñas, su fundación es un fenómeno que no debe pasarse por alto. El prestigio del socialismo internacional en 1934 todavía era mucho. José Stalin no había sido demonizado todavía por el orden internacional.</p>
<p class="MsoNormal">Ambas organizaciones optaron por el activismo no electoral después de las elecciones 1932 que llevaron a la Coalición Puertorriqueña y su propuesta anexionista- estadista al poder. Su condición de organizaciones no electorales forzó al PN  y al PC, a establecer escenarios nuevos para la discusión del problema puertorriqueño mediante un activismo que los separó del puertorriqueño común que todavía celebraba, con razón, los métodos de la democracia liberal y electoral. E PN y el PC volvieron a hablarse de la “violencia” como un método legítimo para conseguir un “cambio”. Ya fuese en su versión nacionalista o de clase, aquellas organizaciones iniciaron una nueva época en la vida del país. El PN se reconectó con la tradición de la Sección de Puerto Rico del Partido Revolucionario Cubano adoptando su bandera y, con ello, afirmando su voluntad conspirativa. El PC, por medio de una idea de la “revolución proletaria” y las “repúblicas soviéticas” que recordaba al bolchevismo de 1917.</p>
<p class="MsoNormal">A pesar de que el PN y el PC estaban en los extremos opuestos del espectro filosófico-político, la condición colonial del país les forzó a percibirse como potenciales aliados de una lucha común: la independencia. Las fronteras del activismo entre estas organizaciones fueron muy laxas. El tránsito de militantes nacionalistas al comunismo fue un hecho común, tal y como lo demostraron el figuras como la de Juan Gallardo Santiago, Clemente Soto Vélez y Juan Antonio Corretjer, entre otros, después de 1937. Este fenómeno representaba una anomalía, dada la distancia que nacionalistas y comunistas pusieron entre ellos en otros contextos como el europeo y el norteamericano.</p>
<p class="MsoNormal">El triunfo electoral de la Coalición Puertorriqueña en 1932, dejó al Partido Liberal Puertorriqueño y al independentismo electoral maltrecho y no estimularon el crecimiento de las posturas anti-electorales. Las elites en el poder estaban dispuestas a presionar en el Congreso a favor de la estadidad por medio de su comisionado residente Santiago Iglesias Pantín como de hecho lo hicieron desde 1933. Pero también quedó claro que, en tiempos de crisis, el electorado puertorriqueño prefiere las garantías de una relación estrecha con Estados Unidos que la separación.</p>
<p class="MsoNormal">Las políticas de la Coalición se establecieron sobre la premisa de la defensa del Mercado Libre y la confianza idealista en su capacidad autorreguladora propia del republicanismo de derecha. Pero una vez iniciada la política del “Nuevo Trato” de Franklyn D. Roosevelt la situación no les fue favorable. Roosevelt resaltó la necesidad de la intervención reguladora del Estado sobre el Mercado Libre, siguiendo el modelo del economista inglés John M. Keynes. De ese modo, Washington tomó distancia de la Coalición y comenzaría a gobernar en Puerto Rico con la oposición liberal y, desde 1938, con los populistas en ascenso.</p>
<p class="MsoNormal">La situación era interesante: mientras el estado en Puerto Rico afirmaba políticas propias de la derecha, Washington, reconociendo las virtudes de la intervención estatal en la economía manifiestas en la economía soviética, giraba hacia la izquierda. Las acusaciones de comunismo a la administración Roosevelt fueron comunes. La integración de la vida puertorriqueña a la americana no era tanta como aparentaba.</p>
<p class="MsoNormal">Entre 1933 y 1938 la política local fue controlada por una Coalición Puertorriqueña del Partido Unión Republicana y el Socialista, cuya praxis reflejaba las ideas más tradicionales del republicanismo estadounidense, mientras en Washington lo demócratas cuestionaban los valores de aquel republicanismo con políticas originales y radicales. Los parecidos entre aquel momento y el presente que antepone el dueto Obama-Fortuño, son muchas.</p>
<p class="MsoNormal">Los efectos sobre la vida política puertorriqueña fueron enormes. Puerto Rico entró en un proceso por medio del cual se afianzaron sus lazos de dependencia con los Estados Unidos. Desde 1933 la <em>Puerto Rico Emergency Relief Administration</em> (P.R.E.R.A.), financió proyectos comunales y facilitó subsidios alimentarios a la población hasta el punto de que, en 1934, el 35% de la población dependía de ello. Los tiempos del &#8220;mantengo&#8221;, como se le conoció entonces, iniciaban. El control de los fondos federales se convirtió en un nuevo motivo de lucha entre los políticos del patio, terreno en el que la Coalición, por su vinculación con los intereses azucareros, no se veía favorecida.</p>
<p class="MsoNormal">La <em>Puerto Rico Reconstruction Administration</em> (P.R.R.A.), creada en 1934, inició un proceso de inversiones infraestructurales que estimularían la modernización material soñada pero que, a la larga, generarían nuevas contradicciones a los pensadores del treinta que se cuestionaron los efectos que esos cambios produciría en el espíritu puertorriqueño. Las inversiones en plantas hidroeléctricas, en la electrificación y las comunicaciones en el mundo rural, alteraron la imagen del campo puertorriqueño.</p>
<p class="MsoNormal">En 1934, la <em>Puerto Rico Policy Commission</em> (P.R.P.C.) formuló lo que se conocería como el Plan Carlos Chardón, uno de los documentos más relevantes del siglo.<span>  </span>En el mismo se señalaba al latifundio, el monocultivo y el ausentismo de las compañías azucareras como los tres grandes problemas de la economía puertorriqueña y se proponía un programa de industrialización para garantizar el futuro del país. El reclamo en favor del fortalecimiento de la clase se los pequeños terratenientes criollos –el jíbaro y el colono azucarero- era patente en el discurso de Chardón. Se trata de uno de los temas dominantes en el pensamiento social de la Generación de 1930.</p>
<p class="MsoNormal">El cuadro del fracaso del proyecto americano en el país estaba completo. Es curioso que los mayores opositores de la transferencia de fondos federales para el “mantengo” en el país, fueran los republicanos anexionistas y los nacionalistas. Los primeros porque interpretaban en ello una amenaza al mercado libre y al capitalismo, y los segundos por el argumento moral de que la práctica estimulaba la dependencia de Estados Unidos. Ninguno de los dos extremos se puso en la posición de la gente común que vivía la escasez y la necesidad. El crecimiento del populismo en aquel contexto era de esperarse.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LOS MUERTOS DE AYACUCHO ]]></title>
<link>http://jugaz.wordpress.com/2009/04/02/los-muertos-de-ayacucho/</link>
<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 05:43:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>jugaz</dc:creator>
<guid>http://jugaz.wordpress.com/2009/04/02/los-muertos-de-ayacucho/</guid>
<description><![CDATA[Ayacucho tuvo un promedio de 26,200 muertos durante las dos décadas de violencia terrorista, según l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0     false false false  EN-US X-NONE X-NONE                           &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--><br />
<span lang="ES"><img class="alignnone size-full wp-image-42" title="f-icono02" src="http://jugaz.wordpress.com/files/2009/04/f-icono02.jpg" alt="f-icono02" width="421" height="282">Ayacucho tuvo un promedio de 26,200 muertos durante las dos décadas de violencia terrorista, según la Comisión de la Verdad, cifras que también son recogidas por el ex director del Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI), <a href="http://29x55.wordpress.com/2009/03/05/%C2%BFmejor-una-balsa-que-una-fosa/">Farid Matuk</a>, en un post publicado en su blog.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Este número traza en el horizonte el grado de dolor, abatimiento y desamparo de un pueblo azotado por la hecatombe de la violencia sanguinaria cuyas secuelas las viven a diario cientos de miles de familiares, sobrevivientes, viudas, huérfanos, mujeres violadas, que han debido desplazarse y adecuar sus existencias a la doble discriminación de ser, además de personas de condición humilde, señalados como colaboradores del terrorismo ante los ojos de los citadinos y de los funcionarios.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Todo ello agudiza más la brecha cultural y socioeconómica que existe entre peruanos. Los pobres siguen siendo más pobres, y los ricos… </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">El 97% de esta población tenía como idioma materno un idioma diferente del castellano, es decir, hablaban quechua, asháninka u otra lengua nativa. El 80% de estas víctimas tenía algún grado de primaria y eran analfabetos. El 90 por ciento de estas víctimas fatales procede del sector rural. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Los dos apellidos más frecuentes entre las personas muertas y desaparecidas y registradas en la base de datos de la CVR son Quispe y Huamán.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">De las 26 mil 200 víctimas fatales ayacuchanas, alrededor de trece mil fueron asesinadas por Sendero Luminoso. Asesinatos cometidos en cientos de comunidades campesinas, luego de torturar a sus víctimas, en uno de los mayores crímenes de lesa humanidad, tipificado por el Estatuto de Roma de la Corte Penal Internacional, el cual señala que este tipo de crímenes no solo lo comete un Estado sino también una organización terrorista.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Otro grupo de víctimas fatales, que asciende a cuatro mil, tuvo como agentes perpetradores a ronderos, comités de autodefensa, </span><span lang="ES">grupos paramilitares, agentes no identificados o víctimas ocurridas en enfrentamientos o situaciones de combate armado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Pero la cifra de más escándalo y vergüenza para la opinión nacional, que genera a su vez la negación cobarde e irresponsable de los que tuvieron implicancia política, social y militar, es la que señala con el dedo acusador a los agentes del Estado (policía nacional, ejército, marina y fuerza aérea) como responsables por la muerte de diez mil ayacuchanos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Ante tal cantidad de muertos, repito, de escasos recursos económicos, campesinos, analfabetos, indefensos, en medio de un conflicto irracional, no podemos dudar de que se aplicara una estrategia de aniquilamiento promovida desde el Estado y que fuera resumida por las nefastas frases “limpiar la zona”, “tierra arrasada” y “no importa matar a algunos campesinos si entre ellos matamos terroristas”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Lo lamentable es que los responsables no solo hacen de la vista gorda ante sus crímenes –léase nomás los casos flagrantes de Alan García y Giampietri sobre el Frontón, y Fujimori sobre las matanzas con el Grupo Colina- sino que acometen una serie de ataques a discreción contra todos aquellos que hablan de alguna muerte ocasionada por el Estado contra personas inocentes y más cuando se habla de judicializarlos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">No nos queda más que seguir insistiendo en que lo vivido debe conocerse. Aquí algunos casos que comprometen al menos a un miembro de las fuerzas armadas en masacres cometidas sólo en Ayacucho:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Accomarca</span></b><span lang="ES">. Las fuerzas armadas al mando de Juan Manuel Elías Rivera Rondón y Telmo Hurtado Hurtado asesinaron en un día, el 14 de agosto de 1985, a 62 personas, entre gestantes, niños, ancianos. Posteriormente asesinaron a varios otros comuneros como para desaparecer testigos del crimen.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Pucayacu</span></b><span lang="ES">. El 7 de agosto de 1985 las fuerzas armadas asesinaron a 7 personas en esta localidad en la que el ejército tenía su base contrasubversiva. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Ejecuciones en hospital de Huamanga. El 3 de marzo de 1983, las fuerzas armadas asesinaron a tres personas procesadas por terrorismo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Chilcahuaycco</span></b><span lang="ES">.- El 21 y 22 de setiembre de 1990, 23 campesinos de las comunidades de Santiago de Pischa y San José de Ticllas, en Huamanga, fueron ejecutados extrajudicialmente por una patrulla militar de la Base de Castropampa, en Huanta y ronderos de los pagos Ccollpa, Compañía, Simpapata y Chanchara, en la misma provincia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">El Frontón</span></b><span lang="ES">.- El 18 y 19 de junio de 1986 más de 200 internos de los penales El Frontón, Lurigancho y Santa Bárbara murieron ejecutados extrajudicialmente por agentes del Estado, tras un motín de miembros de Sendero Luminoso. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Los Cabitos</span></b><span lang="ES">.- El famoso cuartel de Huamanga fue escenario de las más crueles torturas y masacres ocurridas en el mundo en los primeros años de la violencia política. Poseía un horno en el que se incineró a más de 500 cadáveres ayacuchanos. Se estima que mil personas ingresaron a este cuartel para nunca más salir.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Cayara</span></b><span lang="ES">.- El 14 de mayo de 1988, más de cien militares ingresaron a este poblado persiguiendo senderistas. En una sucesión de asesinatos que incluyó la eliminación de testigos, las fuerzas armadas desaparecieron a más de cincuenta personas… con el abierto respaldo del presidente Alan García, actitud que repite en su segundo gobierno para los casos de los campesinos de Suso asesinados por la policía durante el paro agrario de febrero y la masacre de seis pobladores, incluida una gestante de seis meses y dos niños menores de seis años, en la localidad de Vizcatán a manos de las fuerzas armadas, ambos en el año 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Chuschi</span></b><span lang="ES">.- El 14 de marzo de 1991, el ejército y la policía sacaron de sus domicilios a cuatro autoridades comunales y civiles de Chuschi para desaparecerlas hasta la actualidad. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Huancapi</span></b><span lang="ES">.- El 19 de abril de 1991, el ejército detuvo a siete pobladores y los desapareció al interior de la base militar de Huancapi, incluida una mujer con ocho meses de gestación. </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Matero</span></b><span lang="ES">.- A fines de julio de 1986 el ejército fue responsable por la desaparición forzada de una veintena de ciudadanos de esta localidad y de las zonas aledañas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Putis</span></b><span lang="ES">.- La base militar ubicada en esta localidad es la responsable por la desaparición física de más de 400 pobladores de la zona, ocurrida en 1984. En la actualidad se han exhumado más de 80 cadáveres. Se estima que habría catorce fosas comunes. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Pujas.-</span></b><span lang="ES"> El 8 de octubre de 1986, se produjo uno de los hechos de violencia más recordados en Vilcashuamán. Un helicóptero artillado del Ejército atacó la comunidad de Pujas mientras se celebraba una fiesta costumbrista, ocasionando la muerte de 32 personas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES"><a href="http://www.cverdad.org.pe/ifinal/pdf/TOMO%20VII/Casos%20Ilustrativos-UIE/2.23.%20POMATAMBO.pdf">Pomatambo y Parcco Alto</a>.-</span></b><span lang="ES"> El 22 y 23 de octubre de 1986, los miembros del EP cometieron los delitos de Secuestro, Lesiones Graves, Homicidio Calificado y Encubrimiento Real. Asesinaron en total a trece personas pertenecientes a estos poblados.</span></p>
<p class="MsoNormal"><b><span lang="ES">Umaru-Bellavista.-</span></b><span lang="ES"> En octubre de 1985, se denunció la muerte de 63 campesinos, incluidos 35 niños. La responsabilidad de los hechos fue atribuida a miembros de las fuerzas armadas.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LOS DOCUMENTOS SOBRE LA MUERTE DE EDMUNDO CAMANA]]></title>
<link>http://jugaz.wordpress.com/2009/04/01/los-documentos-sobre-la-muerte-de-edmundo-camana/</link>
<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 08:12:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>jugaz</dc:creator>
<guid>http://jugaz.wordpress.com/2009/04/01/los-documentos-sobre-la-muerte-de-edmundo-camana/</guid>
<description><![CDATA[De todo lo que han escrito sobre el tema destacados líderes de opinión como Rosa María Palacios, Car]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0     false false false  EN-US X-NONE X-NONE                           &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--> <span lang="ES">De todo lo que han escrito sobre el tema destacados líderes de opinión como Rosa María Palacios, <a href="http://www.larepublica.pe/al-margen/22/03/2009/la-cvr-y-el-comunero-camana">Carlos Castro</a>, <a href="http://www.desdeeltercerpiso.com/2009/03/edgar-nunez-y-expreso-siguen-usando-a-sobreviviente-de-lucanamarca/">José Alejandro Godoy</a>, <a href="http://utero.pe/2009/03/26/%C2%BFcomo-murio-edmundo-camana/">Marco Sifuentes</a>, y reporteado por Carlos Hidalgo, Miluska Soko, Vilma Escalante, María Elena Castillo, <a href="http://caviardecianuro.wordpress.com/2009/03/26/la-negligencia-de-%E2%80%9Clamebota%E2%80%9D/">Caviar de Cianuro</a>, Abilio Arroyo, <a href="http://pucapicante.blogspot.com/2009/03/uno-mas-del-apra-edgar-nunez.html">Puca Picante</a>, <a href="http://www.buengobierno.com.pe/ver_noticia.php?id=1235&#38;tipo=0">Mabel Barreto</a>, entre muchos otros, solo me queda añadir algunas ideas personales en torno a la muerte de Camana.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Falta todavía uno de los documentos más importantes de este caso como es el informe del médico legista que practicó la necropsia, documento que según se nos informó fue escrito a mano y consta de once hojas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">LA TESIS DEL ALCOHOL:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Edmundo Camana Sumari nunca pudo haber muerto de alcoholismo. Menos de alcoholismo crónico como asegura el doctor Olivera, el médico de la clínica militar que lo vio morir, en su informe dirigido a la congresista Juana Huancahuari. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Varias razones descartan esta afirmación, que se torna gravísima porque la Clínica Virgen de las Mercedes y Olivera estarían presentando información falsa para tratar de desviar la atención de las verdaderas causas de su muerte.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Primero, se cuenta con <a href="http://www.diariolaprimeraperu.com/online/edicionNota.php?IDnoticia=35542&#38;EN=1456">el testimonio de Crispina, hermana mayor de Camana Sumari, quien ha negado tajantemente que él fuera un bebedor</a>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Segundo, el testimonio del médico legista Walter Mostajo quien practicó la necropsia a Camana Sumari. Mostajo afirmó que una persona que sufre de alcoholismo crónico presenta signos externos que son fácilmente detectables por los médicos y que no lucía Edmundo Camana. Esto es algo que cualquier profesional de la salud que se respete podrá suscribir. Asimismo, en lo que a Mostajo respecta, la revisión interna que hizo de los órganos que deberían ser afectados producto de un alcohólico crónico, arrojaron lo contrario, es decir, no estaban dañados por el exceso de alcohol (léase hígado, páncreas, riñones y otros órganos).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Tercero, el informe del Instituto Nacional de Ciencias Neurológicas (INCN) sostiene de manera categórica varias afirmaciones que revuelcan el pobre informe del doctor Olivera:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">a.- Que el paciente niega antecedentes de importancia. b.- Salvo la paraparesia espástica, era un paciente hemodinámicamente estable. c.- Todos los exámenes auxiliares (excepto el de HTLVI-II de la paraparesia) estaban normales: hemograma completo, examen de orina, <strong>perfil hepático</strong>, perfil de coagulación, perfil lipídico, velocidad de sedimentación, serología, aglutinaciones y rayos equis de tórax. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Así, el informe deberá ser incorporado en la investigación de la 37º Fiscalía Penal Provincial y el médico de la clínica militar debería ser citado por el fiscal para que rinda su testimonio y confrontarlo con los otros documentos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Olivera tendrá mucho que explicar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">LA TESIS DEL ENVENENAMIENTO</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Bueno, en exacta correspondencia intelectual con las cualidades del parlamentario Núñez Román, sólo a él se le pudo ocurrir que Camana Sumari habría sido envenenado ocho días antes de su muerte por un frugos entregado por los miembros de la Coordinadora Nacional de Derechos Humanos, quienes visitaron al paciente al día siguiente de ingresar al Instituto de Ciencias Neurológicas. La denuncia de Núñez fue presentada “como verdadera bomba” por el noticiero 24 Horas de Panamericana Televisión y la ratificó Núñez frente a un receloso César Hildebrandt <em>en El perro del hortelano</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">LA TESIS DE LA NEGLIGENCIA MÉDICA</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Evidentemente, esta tesis es la más generalizada entre la opinión pública, que pocas veces se equivoca. Sin embargo, no hay pruebas hasta el momento. Falta el desarrollo de la investigación fiscal y el informe del médico legista, para descartar o validar este supuesto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">LA TESIS DE MUERTE SÚBITA</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">La tesis de muerte súbita esconde por lo general, el contexto y los verdaderos agentes detonantes que derivaron en los edemas cerebral y pulmonar de Edmundo Camana. No es una tesis que se pueda descartar, más cuando habría una causal que pudo derivar en su muerte: el ambiente en el cual fue “secuestrado” –permítanme la expresión, no se me ocurre otra mejor, porque soy un convencido de que Edmundo Camana fue víctima en primer lugar por el ambicioso de su sobrino Raúl Wilder Jiménez Camana quien cedió a los ofrecimientos del legislador aprista-.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Edmundo Camana salió bien, estable, del INCN, aun cuando desde el punto de vista psicológico y relacional ya se había producido un primer encontronazo con los agentes del diario Expreso -dos periodistas y un fotógrafo- y Rosa Reyna, asesora de Núñez. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Tras su secuestro y posterior traslado a la clínica militar, Edmundo Camana debió someterse a las exigencias de todos quienes le rodearon: el congresista Núñez, los asesores del congresista, el diario Expreso, el sobrino aprista, el médico, enfermeras y quién sabe, algunas personas con traje militar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">No es descabellado pensar que inclusive pudieran haber condicionado la ayuda médica a Edmundo Camana con tal de que lea un guión escrito por una lagartija para avivar los agravios contra la CVR.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">No es descabellado pensar que Edmundo Camana fuera sometido a una situación crítica de stress, de presión psicológica para utilizarlo con malos propósitos y que él fuera consciente de que lo estaban manipulando.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">¿Se le podría llamar asesinato? Yo pienso que sí. Lo que se hizo con Edmundo Camana fue forma de tortura, un ensañamiento contra una persona débil, sin posibilidad de resistencia ante el acoso y el abuso de poder. </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span lang="ES">Comparto con ustedes esta primera parte.<br />
</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[¿Devaluación en puerta? Los planes de Néstor Kirchner para el día después de las elecciones]]></title>
<link>http://elojodigital.wordpress.com/2009/03/17/%c2%bfdevaluacion-en-puerta-los-planes-de-nestor-kirchner-para-el-dia-despues-de-las-elecciones/</link>
<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 14:17:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>elojodigital</dc:creator>
<guid>http://elojodigital.wordpress.com/2009/03/17/%c2%bfdevaluacion-en-puerta-los-planes-de-nestor-kirchner-para-el-dia-despues-de-las-elecciones/</guid>
<description><![CDATA[Cabalgando hacia el abismo. Los planes de devaluación que Néstor deja para después de las elecciones]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Cabalgando hacia el abismo. Los planes de devaluación que Néstor deja para después de las elecciones]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La Marcha contra la Inseguridad ya tiene los sitios específicos para concentrarse a nivel nacional. Aquí el detalle]]></title>
<link>http://elojodigital.wordpress.com/2009/03/15/la-marcha-contra-la-inseguridad-ya-tiene-los-sitios-especificos-para-concentrarse-a-nivel-nacional-aqui-el-detalle/</link>
<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 02:50:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>elojodigital</dc:creator>
<guid>http://elojodigital.wordpress.com/2009/03/15/la-marcha-contra-la-inseguridad-ya-tiene-los-sitios-especificos-para-concentrarse-a-nivel-nacional-aqui-el-detalle/</guid>
<description><![CDATA[La Marcha contra la Inseguridad del 18 de marzo ya es un dolor de cabeza para el Gobierno Nacional L]]></description>
<content:encoded><![CDATA[La Marcha contra la Inseguridad del 18 de marzo ya es un dolor de cabeza para el Gobierno Nacional L]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La Insurrección de Lares (Parte II)]]></title>
<link>http://historiapr.wordpress.com/2009/02/01/la-insurreccion-de-lares-parte-ii/</link>
<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 15:06:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mario R. Cancel</dc:creator>
<guid>http://historiapr.wordpress.com/2009/02/01/la-insurreccion-de-lares-parte-ii/</guid>
<description><![CDATA[Mario R. Cancel Historiador y escritor Se puede explicar la derrota del intento revolucionario desde]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoPlainText" style="text-align:left;">
<p class="MsoPlainText">
<div class="mceTemp" style="text-align:center;"><span style="font-size:small;"><span style="line-height:17px;"><br />
</span></span></div>
<ul style="text-align:right;">
<li>Mario R. Cancel</li>
<li>Historiador y escritor</li>
</ul>
<p>Se puede explicar la derrota del intento revolucionario desde una diversidad de puntos de vista que siempre serán parciales. No hay una explicación definitiva para ningún asunto que depende tanto del azar y de la subjetividad de los involucrados. Lo que hago es, por lo tanto, una mera propuesta para la discusión.</p>
<p class="MsoPlainText"><em><span lang="ES-TRAD"><span style="font-style:normal;"><img class="size-full wp-image-114 alignleft" title="ramon_e_betances" src="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/wp-content/blogs.dir/3/files//2009/02/ramon_e_betances.jpg" alt="Dr. Ramón E. Betances" width="167" height="167" /></span>La derrota de la insurrección: cuestiones tácticas y militares</span></em></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">La<span><span> </span></span><em><span>eficacia de la seguridad española</span></em>, su sistema de espionaje y su red de informantes, unidas a la eventualidad del descubrimiento del miliciano de Camuy, fue determinante. Una vez reconocida la amenaza, el efecto sorpresa se perdió. La revolución tuvo que cambiar de fecha y de escenario. Las reglas del drama cambiaron totalmente desde ese momento. La situación de ofensiva se perdió, dejando a los militantes a la defensiva y debilitados.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">Las descripciones de la confrontación y los documentos de los procesos demuestran la<em><span>limitada capacidad de fuego</span></em><span><span> </span></span>de los rebeldes. La ausencia de armas modernas y pólvora, sustituidas por herramientas y armas caseras, combinado con el hecho de que un cargamento destinado a la revuelta fuese incautado en Santo Domingo, fue decisiva. Si a ello se añade que no se realizó un desembarco o invasión de apoyo a la causa, se reconocerá que la insurrección se redujo a un acto localizado y aislado sin proyección.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">A esto habría que sumar el hecho de que<span><span> </span></span><em><span>no hubo alzamientos en otros pueblos</span></em>. Esto se puede explicar de una diversidad de modos. Los Comité Revolucionarios estaban inmovilizados ante el nuevo escenario; hacer una revolución a la defensiva no debe ser muy cómodo, por lo que muchos de los comprometidos pudieron abandonar el proyecto con anticipación. Debo recordar que aquí no se trató de revolucionarios profesionales con entrenamiento castrense, sino de civiles comprometido con un cambio pero con poca disciplina militar. La cuestión de la disciplina sirve no solo para explicar el fracaso en El Pepino, sino el fracaso del proyecto completo. Un ejército de esa naturaleza no podía ser presionado en exceso porque la línea de mando podía quebrarse, como en efecto sucedió.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">También es probable que los lideratos locales no se hubiesen podido poner de acuerdo sobre cuál era la finalidad de la insurrección. Ese fue el caso de un Comité Revolucionario de Mayagüez en que los anexionistas y los independentistas debatieron y se distanciaron desde mayo de 1868. Pero esta vertiente no ha sido investigada por la historiografía nacionalista por todo lo que implica en términos de la revisión de la finalidad ideológica de los hechos de Lares.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><em><span lang="ES-TRAD">La derrota de la insurrección: cuestiones sociales y políticas</span></em></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">Uno de los comentarios de<span><span> </span></span></span><span><a title="Imagen de Betances" href="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/2008/04/27/imagen-de-betances/" target="_blank"><strong><span lang="ES-TRAD">Betances</span></strong></a></span><span><span lang="ES-TRAD"> </span></span><span lang="ES-TRAD">posterior a la Insurrección afirma la teoría de que los sectores acomodados y de poder -los grandes propietarios o hacendados- no los respaldaron en el proyecto. La moderación política de esa clase debió ser una reacción a las propuestas populares de los insurrectos. Abolir la esclavitud y abolir la libreta, no fueron asuntos cambios fáciles de aceptar por los sectores ligados a la tierra. Betances reconocía que las finanzas de la revolución eran precarias y que un proyecto de aquella naturaleza necesitaba dinero. Betances no era el iluso romántico e idealista que cierto nacionalismo ha querido inventar con su vida.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">El hecho de que la actividad militar no fuese exitosa y que la República de Puerto Rico sobreviviese solo 48 horas, explica porqué países como Venezuela y Estados Unidos no se expresaron ante el levantamiento. El aislamiento no fue solo local sino internacional. Sin “guerra” no es posible el reconocimiento de una “beligerancia”. Y la “guerra” en la diplomacia moderna, no se identificaba con la resistencia de un puñado de personas. Por eso fue tan fácil desviar la opinión pública y dar la impresión de que Lares había sido una “algarada” o un tumulto, como lo apunto Salvador Brau en su libro general de historia de Puerto Rico (1903). </span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD"> </span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">Por último, es notable el distanciamiento entre el discurso del liderato en el exilio, el liderato de la insurrección y la base de la revolución. El<span><span> </span></span><em><span>liderato en el exilio</span></em><span><span> </span></span>estaba luchando para construir una nación-estado moderna sobre la base de un nacionalismo militante de fuerte contenido romántico. El<span><span> </span></span><em><span>liderato de la insurrección</span></em><span><span> </span></span>y su<em><span>base</span></em><span><span> </span></span>en Puerto Rico, peleaban contra problemas concretos: la esclavitud, la libreta de jornaleros, las deudas con los comerciantes, el acceso a la tierra. Pero las reivindicaciones sociales concretas, no equivalen o no generan una conciencia nacional de manera automática.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">Lares integró<span><span> </span></span><em><span>dos proyectos modernizadores</span></em>. Un ejemplo de ello es que, si bien Betances proponía la abolición inmediata de la esclavitud, la revolución puso como requisito a los esclavos integrarse al ejército para ser considerados iguales. Se trataba de exigir al esclavo la condición de ser “patriota” para entonces se considerado un “par”. En la praxis Betances, Rojas y Ramírez, no hablaban el mismo lenguaje político.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><em><span lang="ES-TRAD">Después de Lares</span></em></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">Entre los años 1868 y 1872 se intentó revivir la violencia política en Puerto Rico sin éxito. Todas las conspiraciones fueron disueltas. En ese sentido los separatistas perdieron una gran oportunidad. En octubre de1868, el Grito de Yara en Cuba, un combate comparable al de El Pepino, abrió a la Guerra de 10 Años (1868-1878). Desde entonces, el proyecto de una Insurrección en Puerto Rico se asoció a Cuba.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD">Tras los hechos de Lares, el independentismo se debilitó. Lo mismo puede decirse del anexionismo. El Estado se ocupó de desprestigiarlos mediante una propaganda intensa. La revolución de 1868 en España, la “Septembrista”, también colaboró en ese proceso. En 1869 el Gobierno Revolucionario Español liberó a todos los presos de Lares mediante una Amnistía General. El acto fue bien recibido en el país. En 1870 permitió la organización de partidos políticos en la colonia. Y entre 1872 y 1873, abolió la esclavitud de una manera gradual y autorizó una compensación económica a los esclavistas por las pérdidas en el proceso. La vida política en el país ya no sería la misma desde aquel momento.</span></p>
<p class="MsoPlainText"><span lang="ES-TRAD"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El viejo anarquista se prefiere solo]]></title>
<link>http://eltingladodesantaeufemia.com/2009/01/31/el-viejo-anarquista-se-prefiere-solo/</link>
<pubDate>Sat, 31 Jan 2009 06:55:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Angel Duarte</dc:creator>
<guid>http://eltingladodesantaeufemia.com/2009/01/31/el-viejo-anarquista-se-prefiere-solo/</guid>
<description><![CDATA[El padre de Trini y abuelo de Ramonet, el envejecido -más que viejo- Milmany, ha tenido que refugiar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[El padre de Trini y abuelo de Ramonet, el envejecido -más que viejo- Milmany, ha tenido que refugiar]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Che Guevara Discurso Revolucionario]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/che-guevara-discurso-revolucionario/</link>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 01:59:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/che-guevara-discurso-revolucionario/</guid>
<description><![CDATA[Che Guevara Discurso Revolucionario Se trata del discurso revolucionario del Che Guevara, en el que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><pre style="text-align:justify;"><a title="Che guevara discurso" href="http://es.youtube.com/watch?v=OfMvvGw4lIs&#38;feature=PlayList&#38;p=436E7D8830A8CCD6&#38;playnext=1&#38;index=37" target="_blank">Che Guevara Discurso Revolucionario</a>

<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/OfMvvGw4lIs&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/OfMvvGw4lIs&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span>

Se trata del discurso revolucionario del Che Guevara,
en el que exhalta la lucha revolucionaria,un mundo
mejor que solo podrá conseguirse con la lucha
revolucionaria.
Rechaza el imperialismo dando cuenta de las víctimas
que crea a lo largo y ancho de la geografía mundial
(Vietnam, Angola, Laos,etc.).
Hace especial hincapié en la lucha que mantiene
"El Congo" con Bélgica, que se desarrolla en el momento
del discurso.</pre>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El 50 aniversario de la polémica ]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/el-50-aniversario-de-la-polemica/</link>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 01:44:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/el-50-aniversario-de-la-polemica/</guid>
<description><![CDATA[El 50 aniversario de la polémica A raíz de los hechos acaecidos en los últimos días, este editorial ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--></p>
<h2><a title="polémica" href="http://www.larazon.es/hemeroteca/el-50-aniversario-de-la-polemica" target="_blank">El 50 aniversario de la polémica </a></h2>
<h2>A raíz de los hechos acaecidos en los últimos días, este editorial pone de manifiesto las opiniones antagonistas de un bando y otro: a favor y en contra del régimen castrista.</h2>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[¿Celebrar los 50?]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/%c2%bfcelebrar-los-50/</link>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 01:33:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/%c2%bfcelebrar-los-50/</guid>
<description><![CDATA[¿Celebrar los 50? Visión bastante pesimista acerca de la celebración del aniversario de la Revolució]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-100" title="casa" src="http://lacalopez.wordpress.com/files/2009/01/casa.jpg" alt="casa" width="151" height="197" /></p>
<p><a title="celebrar los 50" href="http://www.cubamatinal.com/Noticia.cfm?NoticiaID=10021" target="_blank">¿Celebrar los 50?</a></p>
<p>Visión bastante pesimista acerca de la celebración del aniversario de la Revolución Cubana y de la trayectoria de la misma a lo largo de la historia. El autor nos habla de patetismo en los actos de celebración, tanto dentro como fuera de la isla.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El PP pide una protesta contra Cuba por atacar a Aguirre]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/el-pp-pide-una-protesta-contra-cuba-por-atacar-a-aguirre/</link>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 00:51:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/el-pp-pide-una-protesta-contra-cuba-por-atacar-a-aguirre/</guid>
<description><![CDATA[El PP pide una protesta contra Cuba por atacar a Aguirre En este artículo se informa acerca de las m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--></p>
<h1><img class="alignnone size-full wp-image-86" title="esperanza-aguirre" src="http://lacalopez.wordpress.com/files/2009/01/esperanza-aguirre.jpg" alt="esperanza-aguirre" width="151" height="152" /></h1>
<h1></h1>
<h1><a title="El pp protesta contra Cuba" href="http://www.elpais.com/articulo/espana/PP/pide/protesta/Cuba/atacar/Aguirre/elpepuesp/20090115elpepunac_8/Tes" target="_blank">El PP pide una protesta contra Cuba por atacar a Aguirre</a></h1>
<p>En este artículo se informa acerca de las medidas que ha tomado el Partido Popular ante los acontecimientos de los días posteriores a la celebración del 50 aniversario de la Revolución Cubana, en los que se acusaba a la Presidenta de la Comunidad de Madrid, Esperanza Aguirre, de pertenecer e incentivar a la mafia de Miami.</p>
<p>El PP pide al Gobierno Español que tome cartas en el asunto y exija las disculpas pertinentes por parte del Gobierno Cubano.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[50 años]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/50-anos/</link>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 00:31:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/50-anos/</guid>
<description><![CDATA[50 años Este artículo informa acerca de la emisión de un documental especial acerca de los 50 años d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a title="50 años" href="http://www.laopinion.es/secciones/noticia.jsp?pRef=2009011600_20_193682__Television-revolucion-cubana" target="_blank">50 años</a></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-71" title="art" src="http://lacalopez.wordpress.com/files/2009/01/art.jpg" alt="art" width="390" height="260" /></p>
<p>Este artículo informa acerca de la emisión de un documental especial acerca de los 50 años de revolución cubana, mostrando opiniones de ambas partes; es decir, personas que están a favor y en contra del régimen castrista. Además, se emite una película basada en la revolución en la  el canal 2 de televisión española.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La revolución cubana aguarda a su undécimo presidente de Estados Unidos]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/la-revolucion-cubana-aguarda-a-su-undecimo-presidente-de-estados-unidos/</link>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 00:20:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/20/la-revolucion-cubana-aguarda-a-su-undecimo-presidente-de-estados-unidos/</guid>
<description><![CDATA[La revolución cubana aguarda a su undécimo presidente de Estados Unidos Con motivo del nombramiento ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--></p>
<p><a title="Décimo presidente de Estados Unidos dentro del régimen" href="http://www.univision.com/contentroot/wirefeeds/lat/7867194.html" target="_blank"><span class="v20b"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">La revolución cubana aguarda a su undécimo presidente de Estados Unidos</span></span></a></p>
<p>Con motivo del nombramiento de Barack Obama como Presidente de los Estados Unidos, en este artículo se realiza una perspectiva de la trayectoria de los 9 restantes presidentes a los que ha &#8220;sobrevivido&#8221; la revolución cubana. Resalta ante todo los obstáculos y trabas que han supuesto cada uno de ellos, pero en especial el último: George W. Bush.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ “SOMOS UN PUEBLO QUE NO PIERDE LA ESPERANZA” ]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/19/%e2%80%9csomos-un-pueblo-que-no-pierde-la-esperanza%e2%80%9d/</link>
<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 23:27:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/19/%e2%80%9csomos-un-pueblo-que-no-pierde-la-esperanza%e2%80%9d/</guid>
<description><![CDATA[En el 50 aniversario de la revolución Este artículo trata de los miles de personas que se han visto ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--></p>
<h2><a title="En el 50 aniversario de la revolución " href="http://www.debatecallejero.com/?p=876">En el 50 aniversario de la revolución<br />
</a></h2>
<h2>Este artículo trata de los miles de personas que se han visto obligadas a exiliarse debido a que el gobierno cubano los considera como una amenaza para el régimen. Algunos personajes destacados prestan su opinión acerca del aniversario y de la situación en sí que atraviesa la isla. Todos coinciden en la decadencia de lo que en un principio supondría una liberación total de todos los cubanos y que no se ha convertido en otra cosa que una férrea dictadura para todos los ciudadanos, que claramente sienten miedo a expresar su verdadera opinión. Además, muestran su visión de cómo debería ser la transición de la dictadura a la democracia en la isla, coincidiendo todos ellos en que debe realizarse de forma pacífica, sin violencia.</h2>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[50 Aniversario de la Revolución Cubana]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/19/43/</link>
<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 23:01:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/19/43/</guid>
<description><![CDATA[50 Aniversario de la Revolución Cubana Se trata de un documental realizado por el períodico digital ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-42" title="50-anos" src="http://lacalopez.wordpress.com/files/2009/01/50-anos.jpg" alt="50-anos" width="390" height="158" /></p>
<p><a title="50 aniversario" href="http://especiales.diariosur.es/revolucion-cubana/" target="_blank">50 Aniversario de la Revolución Cubana</a></p>
<p>Se trata de un documental realizado por el períodico digital &#8220;sur.es&#8221; en el que se muestran imágenes reales de ciertos acontecimientos de la revolución cubana.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sí, valió la pena]]></title>
<link>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/19/si-valio-la-pena/</link>
<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 22:50:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>lacalopez</dc:creator>
<guid>http://lacalopez.wordpress.com/2009/01/19/si-valio-la-pena/</guid>
<description><![CDATA[Cuba, 1959: sí, valió la pena Se trata de un &#8220;dossier&#8221; realizado por la redacción digita]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a id="add_image" class="thickbox" title="Añadir una Imagen" href="media-upload.php?post_id=-1232404266&#38;type=image&#38;TB_iframe=true&#38;width=640&#38;height=523"><img class="alignnone size-full wp-image-38" title="dibujo2" src="http://lacalopez.wordpress.com/files/2009/01/dibujo2.jpg" alt="dibujo2" width="390" height="295" /></a></p>
<p><a title="si, valió la pena" href="http://www.prensa-latina.cu/Media/Aviversario50Revolucion/Index50Aniv.html" target="_blank">Cuba, 1959: sí, valió la pena</a></p>
<p>Se trata de un &#8220;dossier&#8221; realizado por la redacción digital del períodico &#8220;Prensa Latina&#8221;, en el que se hace un seguimiento de lo que fue la revolución cubana, los acontecimientos clave, personajes destacables, objetivos y efectos de la revolución, etc. Tiene un gran contenido gráfico.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Líder clerical de EU llama a matar a Hugo Chávez Editar]]></title>
<link>http://ugoolcese.wordpress.com/2009/01/08/lider-clerical-de-eu-llama-a-matar-a-hugo-chavez-editar/</link>
<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 13:02:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>olcese</dc:creator>
<guid>http://ugoolcese.wordpress.com/2009/01/08/lider-clerical-de-eu-llama-a-matar-a-hugo-chavez-editar/</guid>
<description><![CDATA[Para Pat Robertson sería ”más barato que una guerra”; la Casa Blanca pinta su raya Por: DAVID BROOKS]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="storycontent">
<div class="snap_preview">
<p class="sumary">Para Pat Robertson sería ”más barato que una guerra”; la Casa Blanca pinta su raya</p>
<p class="author">Por: DAVID BROOKS</p>
<p><!--foto--></p>
<div class="portrait_200"><img src="http://www.jornada.unam.mx/2005/08/24/fotos/052n1mun.jpg" alt="Foto" width="200" height="300" /><span style="font-weight:bold;font-size:85%;">Pat Robertson, quien tiene el programa de televisión evangélico The 700 Club, encabeza una organización que ha sido clave en la reorientación conservadora de George W. Bush FOTO Reuters</span></div>
<p><!--finfoto--> “Si él piensa que estamos intentando asesinarlo, yo creo que en verdad deberíamos proceder y hacerlo. Es mucho más barato que empezar una guerra”, declaró anoche el televangelista Pat Robertson, fundador de la Coalición Cristiana, al hablar sobre Hugo Chávez, presidente de Venezuela, en su programa nacional de televisión transmitido por la Christian Broadcast Network.</p>
<p>Los comentarios obligaron al gobierno de George W. Bush a negar hoy cualquier intención de cometer actos violentos contra el gobierno de Venezuela, y a deslindarse de la posición de Robertson, insistiendo en que es sólo la opinión de “un ciudadano”.</p>
<p>El problema es que este personaje ha sido poderosa figura en la cúpula política republicana y representa a un sector que tuvo un papel clave en la elección de Bush. Además, su programa evangélico de televisión, <em>The 700 Club</em>, se transmite, según su sitio de Internet, a un millón de televidentes al día.</p>
<p>Robertson es fundador de uno de los movimientos fundamentalistas cristianos más poderosos de Estados Unidos, y su organización ha sido clave en la reorientación conservadora de la política nacional de Bush. También ha sido candidato presidencial republicano y una de las voces más reconocidas del ala ultraconservadora del movimiento fundamentalista cristiano. Ha criticado a la Casa Blanca por no haber actuado de manera más firme para apoyar el golpe de Estado contra Chávez en 2002.</p>
<p>En su programa de anoche, Robertson advirtió: Chávez “ha destruido la economía de su país y va a hacer de él una plataforma de lanzamiento para la infiltración comunista y el extremismo musulmán por todo el continente”. Agregó: “este hombre es un peligro terrible para Estados Unidos (… ) ésta es nuestra zona de influencia, por tanto, no podemos permitir que eso ocurra. Tenemos la doctrina Monroe, tenemos otras doctrinas que hemos enunciado, y sin duda éste es un enemigo peligroso, al sur, que controla un enorme yacimiento de petróleo y nos puede dañar mucho”.</p>
<p>Afirmó que “tenemos la capacidad de deshacernos de él, y creo que ha llegado el momento de ejercer esa capacidad. No necesitamos otra guerra de 200 mil millones de dólares para terminar con un dictador de mano dura. Es mucho más fácil que algunos de los <em>operativos</em> encubiertos hagan la chamba”.</p>
<p>Hoy, el secretario de Defensa, Donald Rumsfeld, en conferencia de prensa en el Pentágono, respondió a preguntas sobre los comentarios de Robertson, en particular de si Estados Unidos estaba evaluando la opción de atentar contra Chávez: “No a mi entender, y creo que lo sabría. Sin duda iría contra la ley. Nuestra secretaría no hace cosas como esa. El (Robertson) es un ciudadano privado. Y los ciudadanos privados dicen todo tipo de cosas todo el tiempo”.</p>
<p>En el Departamento de Estado, los comentarios de Robertson fueron el primer tema abordado por periodistas en la conferencia de prensa diaria. El vocero de esa dependencia, Sean McCormack, fue obligado a repetir varias veces que “Pat Robertson es un ciudadano privado y sus opiniones no representan la política de Estados Unidos; no compartimos su opinión, y sus comentarios son inapropiados. Y, como hemos declarado previamente, todo alegato de que estamos planeando ejercer una acción hostil contra el gobierno venezolano carece completamente de bases; no hay tal hecho”.</p>
<p>Cuestionado sobre si considera que esos comentarios sean amenazas “terroristas”, como hoy sostuvo el gobierno venezolano, McCormack se limitó a reiterar la posición que presentó al inicio. Un reportero señaló que si alguien que viviera en Gran Bretaña declarara tal cosa, sería deportado. McCormack simplemente respondió: “bueno, pero no vivimos en Gran Bretaña”.</p>
<p>Reafirmó que el gobierno estadunidense ha expresado “sus preocupaciones” en el pasado sobre algunas formas del “comportamiento de Venezuela en el hemisferio”, y que se espera que esa nación tenga un “papel positivo” en el continente. “Hemos invitado al gobierno venezolano a sumarse a nuestra agenda para el hemisferio, en la que buscamos promover la democracia y mayor prosperidad para todos los ciudadanos del continente”, afirmó McCormack.</p>
<p>Sin embargo, un enfoque de la gira por algunos países sudamericanos realizada la semana pasada por el secretario de Defensa Donald Rumsfeld fue el de invitar a los países de la región a aislar a Venezuela y los alertó de lo que considera “influencias extranjeras” sobre la estabilidad interna de varios países de la región. Esta prioridad también formó parte de la agenda de la gira de la secretaria Condoleezza Rice por la región hace unos meses, y varios altos funcionarios del gobierno de Bush han repetido la preocupación de Washington por la creciente alianza entre Chávez y el gobierno de Fidel Castro y sus posibles implicaciones para la región.</p>
<p>Rumsfeld reiteró hoy que la preocupación del gobierno estadunidense son las actividades de Venezuela en la región. “Favorecemos que cada país trabaje sus propias soluciones políticamente, libres de la influencia externa”, dijo, al responder a una pregunta sobre Venezuela. En los últimos días, Rumsfeld y el Departamento de Estado han indicado sus preocupaciones sobre lo que consideran la influencia negativa de Venezuela y Cuba en las crisis internas de Bolivia y Ecuador.</p>
<p>Por otro lado, los comentarios de Robertson fueron denunciados por otros líderes religiosos. Bob Edgar, secretario general del Consejo Nacional de Iglesias de Estados Unidos, asociación de iglesias protestantes, consideró que “el llamado de Pat Robertson por el asesinato del presidente de Venezuela Hugo Chávez es pasmoso al punto de ser increíble”.</p>
<p>Los comentarios de este hombre del clero, añadió, simplemente dejan de lado miles de años de ley judeo-cristiana “incluyendo el mandamiento de que no debemos matar”. Robertson, añadió, “desafía la lógica de que un ex candidato a la presidencia puede caminar al margen de la ley internacional para llamar por el asesinato de un líder extranjero sobre la base de que él podría ser algún día un peligro para nosotros”. Edgar señaló que “uno se pregunta si la primicia de Robertson podría ser aplicada algún día a candidatos de oposición en este país que podrían amenazar la reelección de un candidato”.</p>
<p>El reverendo Jesse Jackson denunció los comentarios de Robertson, y señaló que son “moralmente reprensibles y peligrosamente sugerentes”.</p>
<p>A la vez, la noticia de los comentarios de Robertson provocó el inicio de un debate entre varios expertos y activistas sobre si estas declaraciones de alguna manera violan leyes estadunidenses, pero al parecer el derecho de “libertad de expresión” permite tales exabruptos. A fin de cuentas, no es la primera vez que Robertson ofrece su sabiduría al país: en alguna ocasión señaló que tal vez una pequeña bomba nuclear debería ser detonada en el Departamento de Estado, y en otra ocasión, recuerda la agencia Ap, dijo que el feminismo insta a las mujeres a “matar a sus hijos, practicar la brujería, destruir el capitalismo y convertirse en lesbianas”.</p>
<p>Sin embargo, aunque su influencia política se ha desvanecido en los últimos años, su voz aún puede provocar que el gobierno se vea obligado a responder a sus palabras y un enorme público sintoniza sus mensajes. Hoy, por lo menos dos de los tres noticieros nacionales de televisión dedicaron tiempo a la controversia provocada por Robertson.</p></div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El Ciclo Revolucionario y la Política en Puerto Rico (1814-1837) (Parte II)]]></title>
<link>http://historiapr.wordpress.com/2008/11/27/el-ciclo-revolucionario-y-la-politica-en-puerto-rico-1814-1837-parte-ii/</link>
<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 15:00:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mario R. Cancel</dc:creator>
<guid>http://historiapr.wordpress.com/2008/11/27/el-ciclo-revolucionario-y-la-politica-en-puerto-rico-1814-1837-parte-ii/</guid>
<description><![CDATA[Mario R. Cancel   La muerte de Fernando VII en 1833 cerró un periodo de la historia política de Espa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;" align="right"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Trebuchet MS';"><a href="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/files/2008/11/san_juan_19.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-108" src="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/files/2008/11/san_juan_19.jpg" alt="" width="300" height="227" /></a></span>Mario R. Cancel</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"><a href="http://blogs.uprm.edu/mrcancel/files/2008/11/san_juan_19.jpg"></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">La muerte de Fernando VII en 1833 cerró un periodo de la historia política de España. Por aquel entonces su única heredera Isabel, hija de María Cristina de Nápoles, tenía 3 años. La monarquía quedó bajo la Regencia de la madre abriendo un nuevo periodo de inestabilidad. Carlos María Isidro de Borbón, hermano del fallecido, aspiraba al trono y cuestionó la decisión. Uno de sus argumentos era que una mujer no tenía derecho a fungir como Monarca. En aquel momento, fuerzas liberales apoyadas por el ejército, volvieron a conspirar contra la Monarquía. La amenaza forzó a la Regente a establecer el Estatuto Real en 1834.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">Los liberales se posicionaron a favor de eliminar el Estatuto Real y favorecieron la restitución de la Constitución de 1812. El instrumento para ello sería un gobierno castrense de corte liberal y racional con un Rey o Reina con poderes limitados. La conjura militar liberal se extendió como reguero de pólvora a las colonias. En 1835, en San Juan, se descubrió un complot del Regimiento de Granada estacionado en la Capital cuyo líder era el Capitán Pedro de Loizaga. Los objetivos de los militares locales eran los mismos que en España. Una vez delatada desde adentro de las fuerzas conspirativas, Loizaga terminó sus días en las cárceles de El Morro, como tantos otros rebeldes en el siglo 19.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">El Gobernador Miguel de la Torre adoptó una política inteligente en aquella ocasión: trasladó a los oficiales del Regimiento de Granada involucrados a otras partes del país y a Cuba. Con ello lograba que, si había un núcleo de conspiradores, el mismo fuera disuelto de inmediato sin recurrir a la violencia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">Las presiones políticas en la península y en las colonias, condujeron a la Regente a autorizar la redacción de una nueva Constitución en 1837. Pero las Cortes que la redactaron decidieron no hacerla extensiva a Puerto Rico. Para los insulares prometieron redactar Leyes Especiales para su gobierno en un futuro no precisado. La idea de gobernar a las colonia mediante Leyes Especiales establecía que los peninsulares no apreciaban como sus iguales a los insulares. Aquella lógica los condujo a pensar que las leyes que rigieran la vida colonial debían ser distintas a las que regían el imperio. Ese reconocimiento de la diferencia que sostenía al concepto de las Leyes Especiales, es la base de las tendencias autonomistas del siglo 19.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">Es cierto que la reacción política en Puerto Rico no fue uniforme. Algunos sectores aceptaron la promesa de buena fe y fueron denominados especialistas. Se trataba de intelectuales y juristas liberales pero moderados. Otros rechazaron la oferta y pidieron la aplicación de la Constitución de 1837 a Puerto Rico. Eran militares liberales del Regimiento de Granada dispuestos a tomarse mayores riesgos por su causa. Pero algunos aprovecharon la confusión y trataron de separar a Puerto Rico de España en 1838 mediante un golpe militar bien ejecutado. Eran militares radicales que querían integrar el país a la Hispanoamérica independiente. Las tendencias políticas dominantes durante todo el siglo 19 estaban maduras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">España entre 1808-1837: conclusiones</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">El Ciclo Revolucionario tuvo en España unos efectos particulares. España no tuvo un 1789 radical como lo vivió Francia. La nobleza aristocrática sobrevivió el cambio y se convirtió en un freno poderoso para el cambio modernizador. Las posibilidades de que una parte de la nobleza aristocrática estableciera alianzas o acuerdos eficaces con las fuerzas de la burguesía que promovían el cambio, eran pocas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">Debo recordar que esa fue la fórmula aliancista fue lo que garantizó que el Congreso de Viena de 1815 fuera exitoso. Las alianzas y las concesiones hechas de parte y parte en aquellas discusiones al final de la Guerras Napoleónicas, garantizaron la posibilidad de un nuevo orden duradero hasta la Primera Guerra Mundial. Los acuerdos, en cierto modo, pospusieron la lucha final entre la nobleza y la iglesia, de un lado, y la burguesía, de otro, para el futuro. La confrontación final nunca se dio. Era un sueño utópico pensar en la victoria final de la burguesía, tanto como luego lo fue imaginar la victoria final de la clase trabajadora ante la burguesía.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">En la España Católica, la burguesía de los negocios, el ejército, los intelectuales liberales como los masones, fueron sectores que siempre fueron vistos con desconfianza por la aristocracia y la iglesia. Los procesos hacia la modernización polarizaron la situación. Ello condujo al establecimiento de un precario balance de fuerzas entre los liberales y los conservadores y a los altibajos que ya hemos discutido antes. Esa incertidumbre se reflejó en la vida puertorriqueña de una manera palmaria. Pero la vida política moderna en las colonias inició como consecuencia de esos procesos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:&#34;">Lo más interesante es que en ambos mundos los intelectuales y los militares liberales fueron una fuerza revolucionaria enorme. Aquellos sectores retaban a la Monarquía por dos frentes: el intelectual y el práctico. El papel de los intelectuales críticos en la modernidad se estrenó en aquellas circunstancias. Ciertamente, unas fuerzas armadas que cuestionaban el poder civil eran peligrosas. Lo cierto es que para España el Ejército representaba una opción real para el cambio. Con posterioridad los intelectuales rompieron esa relación con el ejército pero esa situación se discutirá en otra ocasión</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
