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	<title>vitor-roma &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "vitor-roma"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 15:10:54 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A cansativa expressão do ser]]></title>
<link>http://sejogabrasil.wordpress.com/2008/01/10/a-cansativa-expressao-do-ser/</link>
<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 12:16:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>braunebastos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não são poucas vezes em que vemos e admiramos o que se encontra longe e ignoramos o que está logo ab]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Não são poucas vezes em que vemos e admiramos o que se encontra longe e ignoramos o que está logo abaixo do nosso próprio nariz. Isso parece se tornar uma verdade ainda mais forte quando o assunto é o mundo artístico, principalmente suas últimas tendências. Quase sempre estamos com nossas atenções votadas para os templos mundiais das artes, como o <i>Metropolitan Museum of Art </i>em Nova Iorque ou o <i>Louvre</i> em Paris. Ironicamente, não se precisam ir tão longe para ir longe da nossa região, afinal o centro das artes no Brasil é São Paulo com seu MASP, que, com um jeitinho bem brasileiro e infame, conseguiu ser destaque no noticiário mundial recente. E o que vale para a arte, também vale para os artistas. Temos dificuldades em avaliar nossos artistas plásticos, parece que todos precisam primeiro conquistar aprovação de fora para serem admirados pelos compatriotas.</p>
<p>Mas há assim muita coisa acontecendo em termo de arte bem perto da gente, e para conferir o que está sendo feito, entrei em contato com Bruna Rafaella, uma artista local de 24 anos, natural do município de Vitória de Santo Antão, de traços angulares e raros olhos, e que obteve seu diploma no curso de Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco recentemente, em 2006. Ela marcou o nosso primeiro encontro em um apartamento que seria usado como set de filmagem para um curta-metragem local no qual ela participou nos bastidores como assistente de cenário.</p>
<p><b>10% inspiração, 90% transpiração</b></p>
<p>Era quase 9 da noite quando eu já me encontrava na esquina do prédio do apartamento em que seria executada a filmagem, dois rapazes entravam e saiam carregando diversos pacotes, quando me olharam e perguntaram se eu era quem eu sou, se apresentaram como Eduardo, vulgo Duda, de estatura mediana e barba fechada, e o outro se chamava Antônio, loiro, magro, alto, de olhos azuis, que mais tarde descobri ser irmão do diretor do filme.</p>
<p>Logo depois, chega uma van enorme, com Bruna e mais pessoas que para ajudar na preparação do cenário, como, uma jovem Lu que fazia parte da equipe do filme e Luísa, que como Eduardo, estava lá pelo prazer de dar uma mão mesmo,além de muito equipamento. Bruna me pôs a parte rapidamente sobre o filme, que era a estória de um casal, cuja mulher guarda um segredo em uma caixinha e o marido se tornar alcoólatra em sua angústia para saber o que há na caixa. Até então, o título provisório do filme era &#8220;Caixa-preta&#8221;. Também explicou que seu dever como assistente de cenário era deixar o lugar com um jeito e atmosfera que combinasse com o filme.</p>
<p>Subimos no apartamento, logo vemos porta-retratos dos ilustres desconhecidos que cederam o apartamento e se encontravam em uma viagem, mas a empregada doméstica se encontrava lá para supervisionar o caos.</p>
<p>Logo começaram a preparação do cenário, todos ajudando a carregar cadeiras, centros, sofás, etc. Quase todos os móveis sofreram alguma mudança. Até mesmo livros que refletissem as ocupações dos personagens foram postos nas estantes. O ápice dessa odisséia foram duas telas enormes, emprestadas por uma galeria, que tinham 1,80m de altura por 3m de largura. Não couberam nos elevadores e quase que ocorria o mesmo na escada do prédio, um conjunto de manobras sincronizadas, que salvou a noite, teve que ser desenvolvido para as telas poderem ser trazidas pela escada.</p>
<p>Sem dúvida, todo esse esforço se mostrou mais revelador do que qualquer coisa que poderia ser dita por qualquer um que participou da arrumação do cenário. Parece comum a idéia que se tem que artistas são criaturas puramente boêmias, que só trabalham e criam quando uma inspiração mágica baixa, porém apenas uma noite preparando uma sala de estar para uma filmagem pões essa idéia abaixo.</p>
<p>Quando questionada sobre trabalhar no meio cinematográfico quando sua formação em artes plásticas é mais associada com pinturas, esculturas e exposições, Bruna tem a resposta na ponta da língua, <i>&#8220;</i><i>Tenho uma enorme satisfação pessoal em me envolver com vários meios  profissionais das artes</i>&#8220;, mas filosofa um porém &#8220;<i>Às vezes fico um pouco em crise com isso, porque parece que nosso sistema tende a estar mais aberto a absorver pessoas cada vez mais especializadas. A tendência que surge disso é ‘marginalizar&#8217; o ser múltiplo que insiste em me perseguir&#8221;.</i></p>
<p><b>Desencontros</b></p>
<p>Na manhã seguinte visitei o set mais uma vez para finalmente ver as filmagens no apartamento que já possuía o espírito do filme. Logo que a porta do elevador, fui atordoado por uma forte luz, uma luminária tipo &#8220;canhão de luz&#8221; estava à posta logo à frente, seguida por vários outros equipamentos. Pessoas indo de um lado ao outro, algumas usando as bermudas que com mais bolso que já vi na vida, nem posso imaginar a miríade de utensílios que deveriam estar naqueles tantos bolsos.</p>
<p>Mas foi fácil achar o diretor naquela correria, tinha os mesmos traços nórdicos do seu irmão-ajudante Antônio, e uns 10 cm a mais, sendo enorme, quase 2m de altura. Enquanto Bruna não chegava, eu tentava achar o momento certo para abordar o diretor, mas ele parecia tão focado no que fazia que parecesse não haver jeito de abordá-lo.</p>
<p>Mas, cerca de meia hora após minha chegada, Lu me expulsa educadamente, afirmando que, como a quantidade de pessoas no set é algo como uma conta exata, minha presença pode prejudicar a filmagem. Digo que compreendo, apesar da decepção formigando na minha cabeça, ela provavelmente nota isso no meu semblante, mas permanece impassível, não posso querer reclamar por alguém ter um forte profissionalismo, ainda mais quando artistas locais sempre estão lutando para serem levados a sério e Bruna ainda demoraria a chegar. Então me retirei, pensando no lado positivo, no almoço que se aproximava.</p>
<p>Algumas semanas depois, Bruna me avisou sobre uma exposição de curtas-metragens no Cinema do Parque, cujo um dos muitos filmes exibidos era dirigido pelo seu próprio namorado, Daniel Aragão, e atuado somente pelo casal. Ela chegou faltando apenas alguns minutos para começar seu filme, cujo título era &#8220;Por andarem distraídos&#8221;. O curta enfoca a natureza de relacionamentos amorosos, de como começam puros e espontâneos e depois são corroídos por cobranças e expectativas. O casal é mudo, apenas representando cenas do começo e fim da relação, enquanto uma narradora recita o poema que explica o título do filme, com um jazz tocando ao fundo. O filme, que poderia ser facilmente piegas, revelou-se muito bem executado e foi recepcionado calorosamente pelo público. Mas Bruna só soube disso depois, pois ela sumiu durante a exibição do filme, primeiro pensei que ela tinha ido ao banheiro, mas ela não se encontrava em canto algum do recinto.</p>
<p>Somente no outro dia que entramos em contato, ela revelou o motivo do desaparecimento: vergonha. Ela, que se mostra vaga sobre a natureza do seu trabalho e obra, afirma categoricamente &#8220;Não sou atriz!&#8221;, explicando em seguida &#8220;Olha, eu nunca atuei formalmente, isso devo deixar bem claro&#8230; tudo que fiz (no filme) foi resultado de algumas indicações, e a personagem era praticamente eu mesma&#8221;.</p>
<p>Ela também reclama da competição que há entre o pessoal de cinema e o de artes plátiscas, &#8220;Cinema, é impressionante. Por circularem mais recursos monetários nessa área, surge um grande preconceito por parte de ambos os lados que se definham&#8230; diálogo entre essas áreas, nenhum&#8230; acho q  sou um E.T. por querer fazer tudo ao mesmo tempo&#8221;.</p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Pau pra toda obra</b></p>
<p>Quando o assunto envolve dinheiro e suporte, não há caminho fácil. Já é duro criar algo original, e mais ainda algo que seja original e que consiga ter um mínimo de apelo comercial. <i>&#8220;</i><i>Um artista trabalha e muito pra poder se estabelecer&#8230; não é só a embriaguez do sucesso não, é duro depender de editais públicos. O  Sistema comercial privado de arte é um porcaria onde dondocas ricas que adoram aparecer na coluna social ficam com 50% do valor da sua obra no momento de compra&#8230;Infelizmente só tenho galeria aqui em Recife. Nem tenho meu portifólio bem feito.&#8221;</i></p>
<p>Quanto à questão da imprensa local, a cidade do Recife mostra uma com espírito moderno, <i>talvez por uma sobrevivente verve burguesa liberal, receptivo a arte contemporânea. &#8220;Entrei em 2006, na segunda formação desse grupo com eles fiz pelo menos quatro exposições consideráveis com registro da imprensa, sendo uma delas minha primeira individual&#8221;</i>, comentando sobre o projeto intitulado Branco do Olho, que originou várias exposições de instalações de arte contemporânea no Poço da Panela, zona norte da cidade. Mas quando questionada sobre certo ranço regionalista por parte do Estado, que prefere apoiar projetos culturais estereotipados, ela confirma, &#8220;<i>Pois isso existe e muito forte, toca artes plásticas também&#8230; é um saco, mas a gente tem q sair pela tangente, e tem várias formas que nos amparam&#8221;</i> e <i>continua &#8220;Tipo, outro dia fui numa reunião com ministro de cultura e representantes de um dos órgãos de cultura que vieram aqui, e o que eles queriam eram frevo, maracatu e circo. Também houve um edital de não sei das quantos aí, e o circo, os maracatus e frevos ganharam a maior parcela de grana.&#8221;.</i></p>
<p><i> </i></p>
<p>Ela também reclama que essa indiferença em relação à arte contemporânea é muito forte entre a população, <i>&#8220;É muito louco isso, público muito restrito, não há formação de público que arte moderna e contemporânea precisa. Mas agora o maracatu está lá fazendo barulho, um monte de playboy tocando ensurdecedoramente no Recife Antigo e um monte de gente vendo, um monte de turista feliz&#8221;</i>, admitindo com amargor a utilidade comercial de se evitar mudanças de paradigma.</p>
<p>Com tantas dificuldades, o artista local precisa ser no mínimo versátil, e não somente em fazer projetos em áreas diferentes, mas às vezes ter que apelar para um emprego, como se pode dizer, mais convencional. Nossa artista faz uma pequena lista do que já fez, <i>&#8220;Estagiei em museus como mediadora cultural, dei aulas para educação infantil no Colégio Boa, já que o curso era de licenciatura. Eu também trabalhei com restauração e conservação de obras de arte&#8221;</i>, revelando-se uma garota pau pra toda obra. Mas ela tem discorda totalmente desse rótulo de ser &#8220;tudo&#8221;, e prefere o outro extremo: <i>&#8220;Acho que não sou artista, não sou nada na verdade. Vivo e trabalho através de extasia. Se isso é bom ou ruim, não sei&#8221;.</i></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Teste de Notícia]]></title>
<link>http://braunebastos.wordpress.com/2007/11/02/teste-postagem/</link>
<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 03:56:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>braunebastos</dc:creator>
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