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	<title>voltando-as-origens &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/voltando-as-origens/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "voltando-as-origens"</description>
	<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 17:04:51 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Kurisumasu Omedetô]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/12/25/kurimasu-omedeto-2/</link>
<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 11:33:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ano passado foi Utada Hikaru. Esse ano, Ken Hirai. E como me permito momentos adolescentes e amores ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ano passado foi Utada Hikaru. Esse ano, Ken Hirai. E como me permito momentos adolescentes e amores platônicos: ai se ele estivesse aqui&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-423 aligncenter" title="ken_hirai_1" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/12/ken_hirai_1.jpg" alt="Ken Hirai" width="405" height="324" /></p>
<p>E acreditem ou não, ele é japonês.</p>
<p>Merry Xmas!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Agora é Cebola!]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/08/15/agora-e-cebola/</link>
<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 13:16:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2008/08/15/agora-e-cebola/</guid>
<description><![CDATA[Se você nunca ouviu falar na Turma da Mônica, então você é de outro planeta. Sim, de outro planeta p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Se você nunca ouviu falar na Turma da Mônica, então você é de outro planeta. Sim, de outro planeta porque a Turma da Mônica é conhecida mundialmente. E agora, o Maurício de Sousa entra em um novo campo. Quase todas as crianças do Brasil já devem ter lido as historinhas da Turma, mas o tempo passa na vida real e essas crianças hojes são adultos ou adolescentes e a Turminha sempre permaneceu  com seus sete anos de idade por décadas. Agora, eles cresceram e viraram jovens. E não só isso: eles agora são personagens de mangá.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-356" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/08/turmajovem.jpg" alt="" width="380" height="552" /></p>
<p>E o que muda além de eles terem crescido e usarem roupas modernas? Bem, como toda pessoa que cresce, algumas coisas mudam e outras permanecem. A Mônica não é mais baixinha e virou uma menininha, ou seja, não bate mais nos garotos (com tanta freqüência, mas uma vez ou outra ela ainda desce a mão). O Cebolinha, agora chamado de Cebola, não quer mais ser o dono da rua, mas talvez tenha planos para ser o dono do mundo; e pasmem, ele não troca mais os erres pelos eles, só quando ele fica nervoso. A Magali não é mais tão comilona e quer tentar manter a forma com uma dieta balanceada. E o Cascão, ah o Cascão&#8230; pasmem mais, ele toma banho!!! Mas só de vez em quando, mas não é porque ele quer, mas sim por causa da Maria Cascuda. Ah, o que o amor não faz, né?</p>
<p><!--more--></p>
<p>Estranhou essas mudanças? Estranhou o fato da Mônica e do Cebolinha (oops, Cebola) estarem abraçados? Sim. O Cebola tem uma queda pela Mônica. Bem, nos quadrinhos sempre houve deixas para os leitores que os dois iriam ficar juntos no final das contas. Agora o que me preocupa é a Magali. Será que ela se rendeu ao culto da magreza? Os outros personagens também cresceram. O Franjinha, agora Fran continua um cientista. E a grande novidade para mim é ver o Anjinho crescido. Tudo bem que eu odiei o nome novo dele&#8230;</p>
<p>Realmente foi meio estranho receber e conciliar as novas informações e características dos personagens há tempo conhecidos. Mas depois de ver o Cascão tomando uma bronca do pai para sair logo do banho, você para, olhar ao redor para ver se o mundo não está acabando e continua a leitura. Ou você pode ter a mesma reação do pai da Mônica ao saber dessa nova informação.</p>
<p>Foi divulgado que o mangá tratará de assuntos um pouco mais pesados para crianças como drogas, bebidas e sexo. Será que no futuro a Magali vai virar uma anoréxica, o Cebolinha um drogado, o Cascão um alcóolatra e a Mônica uma bipolar? Bem, se for assim o caminho está errado para mim. Mesmo eles sendo jovens, ainda os vejo como as crianças do bairro do Limoeiro. Mas no primeiro número não há nada disso e, por sinal, a aventura é muito legal. E como é mangá, há o apelo oriental na história e como descendente, eu sou suspeito para falar&#8230;</p>
<p>Enfim, algumas pessoas estão torcendo o nariz, mas elas não tem com o que se preocupar. Os gibis ainda continuarão a serem publicados. O mangá é um projeto paralelo. Ainda poderemos ver a Mônica atirando seu coelhinho, o Cebolinha com seus planos mirabolantes, o Cascão fugindo da água e a Magali sempre com alguma comida na mão. Sou fã da Turminha e já virei um fã da Turma Jovem. A embalagem cresceu, mas a essência continua a mesma e um dia todas as crianças crescem, e por que não deixar a Turminha crescer também?</p>
<p>Quer dar uma olhada na Turma? <a title="Turma da Mônica Jovem" href="http://www.assinepanini.com/turmadamonicajovem/" target="_blank">Clique aqui. </a></p>
<p><strong>Imagem:</strong> <em>Divulgação</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Replicante "de arte"]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/07/28/replicante-de-arte/</link>
<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 12:06:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2008/07/28/replicante-de-arte/</guid>
<description><![CDATA[Depois de anos e anos vendo apenas suas obras em livros, finalmente tenho a oportunidade de ver ao v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Depois de anos e anos vendo apenas suas obras em livros, finalmente tenho a oportunidade de ver ao vivo as obras de Marcel Duchamp (1887-1968). Bem, pelo menos, as réplicas. Pois muita coisa se perdeu e só poderíamos ter uma exposição através de réplicas. E como sempre digo, vá com uma amiga artista nessa exposições. É sempre mais divertido e mais educativo.</p>
<p>Mas algo continua martelando na minha cabeça. Vi réplicas da obra de Duchamp. Isso é a mesma coisa que ver a obra que nasceu das mãos do artista? O conceito que nasceu na cabeça do artista continua lá, isso é fato. Mas a mão daquele que fez a réplica, é diferente da mão do artista. Duas pessoas não possuem a mesma letra. Nem a mesma pessoa faz duas letras iguais. Será que ver uma réplica é como ver as fotos de um livro?</p>
<p style="text-align:center;"><img class="   aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3066/2701296752_93175a27ef.jpg?v=0" alt="Detalhe de Fonte. " width="500" height="375" /></p>
<p>Fiquei emocionado de, finalmente, ver a Fonte ao vivo, mas admito que fiquei um pouco decepcionado ao ver a palavra réplica no título. Palavra que se repetia em quase todas as obras. Será que a exposição deveria ser atribuída ao Duchamp ou deveria ser uma homenagem ao Duchamp. No subtítulo da exposição, fica subentendido uma homenagem. Então, acho que não posso me sentir enganado por pensar que veria obras originais, ainda mais porque muita coisa foi para o lixo. Afinal, Duchamp fez uma reviravolta no conceito de obra de arte. E muitas pessoas não conseguiam entender a arte que Duchamp fazia. E como diz a história, até sua irmã jogou obra de arte no lixo.</p>
<p>E no turbilhão no meu cérebro, acho que utilizar réplicas numa exposição de Duchamp tem a ver com o conceito de arte que ele queria expressar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gaijin ou Nihonjin?]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/06/18/voltando-as-origens/</link>
<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 15:18:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2008/06/18/voltando-as-origens/</guid>
<description><![CDATA[Um século. Claro que não dá para comparar com os 500 anos que o Brasil tem, mas há um século meu bis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Um século. Claro que não dá para comparar com os 500 anos que o Brasil tem, mas há um século meu bisavô e meu avô pisavam nesse solo tropical. Há algum tempo tento resgatar a história da minha família e agora com as comemorações do centenário fica mais fácil porque todos só falam nisso. Não cheguei a conhecer meu bisavó, mas o sentimento de parentesco surgiu quando eu vi o nome dele na telinha do computador na exposição do Banco Real, que possui um banco de dados com as informações de partida e chegada dos imigrantes japoneses.</p>
<p>Uma emoção tomou conta de mim ao ver os nomes dos meus avôs e avós, dos meus bisavôs e bisavós. Uma emoção de saber que eu tenho uma história. Tenho um nome para carregar. E por que não, também passar todas as manias e tradições que a minha família possui. Nunca conheci meus bisavós e só conheci o meu avô paterno, que eu não tive muita convivência, mas o pouco que eu convivi, eu tenho guardado na memória e embora as pessoas digam que ainda sou jovem, eu sinto uma responsabilidade passar essas memórias para a nova geração da minha família para que elas não desapareçam quando eu morrer. A única coisa que me entristece em lembrar do meu avô é que eu descobri que eu tinha uma completa afinidade com ele muito depois que ele se foi. Ele faleceu quando eu tinha oito anos. Eu adorava ter a presença dele, mas naquela época eu não sabia ainda o que era afinidade. Fico pensando se ele ainda estivesse vivo quantas histórias ele teria para me contar.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-316" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/06/img_2915.jpg" alt="" width="497" height="372" /></p>
<p>E como toda a história de uma família japonesa, a terceira geração fez o caminho inverso. E foram com o mesmo objetivo que nossos avós: trabalhar muito, ajuntar um dinheiro e voltar para o Brasil. Mas também como nossos avós, eles resolveram ficar por lá mesmo. Estão casados e tendo filhos. Será que a sexta geração resolverá voltar para o Brasil?</p>
<p>E para fechar esse post, falo novamente sobre o limbo de identidade que alguns japoneses podem sentir. Embora na certidão de nascimento esteja escrito &#8216;brasileiro&#8217;, alguns se sentem japoneses aqui no Brasil, mas no Japão eles serão brasileiros. Se sofremos algum preconceito aqui por sermos descendentes de japoneses, sofremos também algum preconceito lá por sermos brasileiros. Eu me sinto assim. Às vezes, eu acho que meu jeito é muito japonês para os padrões brasileiros, mas ao mesmo tempo eu acho que meu jeito é muito brasileiro para os padrões japoneses. Sou os dois ou sou nenhum? Mas fico feliz de sentir o orgulho de ser japonês e de ser brasileiro.</p>
<p>E você quiser saber mais sobre a imigração japonesa, vá visitar as milhares de exposições que temos na cidade. E recomendo assistir o filme da Tizuka Yamazaki: <em>Gaijin &#8211; Ama-me como sou</em>. Releve as atuações e se concentre apenas na história e verá a história de quase todas as famílias japonesas aqui no Brasil.</p>
<p><em>Imagem gentilmente cedida por Charo.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Imigração com Gopala]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/06/06/imigracao-com-gopala/</link>
<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 03:00:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
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<description><![CDATA[Mais uma vez continuo sendo uma pessoa temporariamente sortuda que pode se dar o luxo de passear pel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mais uma vez continuo sendo uma pessoa temporariamente sortuda que pode se dar o luxo de passear pela Paulista em plena quinta-feira. Tirar o dia para curtir a cidade e os amigos. Se você é ou vai se tornar uma dessas pessoas sortudas até julho e, principalmente, você for descendente de japoneses como eu, é ponto obrigatório a exposição &#8220;O Japão Em Cada Um de Nós&#8221;. Além de trazer os artefatos básicos japoneses, eles possuem um banco de dados digitalizado contendo todos os registros dos imigrantes japoneses que chegaram aqui no Brasil a partir de 1908 até 1973. Portanto pegue o nome de sua <em>bachan</em> e seu <em>dichan</em> e vá lá pesquisar.</p>
<p>Confesso que foi uma grande emoção saber de onde eu venho. Saber a minha origem. Ou como disse para a <a title="A charolastra" href="http://charo.com.br/" target="_blank">minha amiga que sempre me faz companhia</a>: é bom saber que eu não sou produto de geração espontânea. Com toda essa febre do Centenário de Imigração, eu, novamente, resolvi resgatar as minhas origens. Ver fotos expostas em tamanho grande da cidade natal dos meus pais foi um sentimento de orgulho para mim no momento. E claro, sempre que estou na companhia da minha amiga, tudo vira um exercício fotográfico e um exercício para o cérebro pensante.</p>
<p>E admito que fiquei com medo de mim hoje. Será que os japoneses estão tomando conta do mundo? Na exposição havia produtos comerciais de empresas fundadas por imigrantes japoenses que iam do café nosso do dia-a-dia a alisador de cabelos crespos. Produtos que vemos no supermercado e nem damos conta que há um nome oriental estampado. Será que o Japão já está tão incorporado na cultura brasileira ou é uma conspiração japonesa para tomar conta do mundo?</p>
<p>Bem, depois de ter encontrado o ponto central do vão do MASP e ter encontrado as minhas origens. Fomos comer. Claro! Um bom passeio sem uma boa refeição é só uma volta por aí. E já que estávamos na Paulista, fomos direto para o <a title="Gopala Prasada" href="http://www.gopalaprasada.com.br/" target="_blank">Gopala Prasada</a>, restaurante indiano lacto-vegetariano que há muito tempo eu não ia. Nao sou vegetariano, mas eu adoro comida vegetariana. E depois de uma boa refeição, uma tentantiva de descanso no trânsito caótico e congestionado de São Paulo (que parece piorar a cada dia) e depois um pouco de exercício.</p>
<p>E sempre recomendo, se possível, esses tipos de passeios. É ótimo para arejar a mente para retornar ao trabalho renovado. E como sempre digo e sempre acredito: mesmo o mais bravo do guerreiros precisa de um momento de descanso.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nagi Noda]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/05/20/nagi-noda/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 21:50:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2008/05/20/nagi-noda/</guid>
<description><![CDATA[Já sabemos que embora a maioria dos japoneses mantêm a tradição. E já conhecemos a maior parte dessa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Já sabemos que embora a maioria dos japoneses mantêm a tradição. E já conhecemos a maior parte dessas tradições: sushis, cerimônias do chá, quimonos, etc. E também sabemos que os japoneses possuem uma certa fama de corretos e tal. Bem, sempre há exceções e as exceções são muitas neste caso.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-290" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/05/noda.jpg" alt="" width="315" height="368" /></p>
<p>Com um visual que pode lembrar Harajuku, Nagi Noda é a artista japonesa do momento. Diretora de curtas, comerciais, clipes, diretora de arte de campanhas publicitárias, artista plástica e criadora de um híbrido de panda com alguma coisa. Passou cinco anos em Nova York estudando arte antes de retornar para Tóquio.</p>
<p>Noda ficou conhecida mundialmente com um curta chamado &#8220;Ex-Fat Girl&#8221; com o qual ganhou vários prêmios. Se você acha que japoneses são esquisistos (sim! nós somos!), você vai achar eles mais esquisitos ainda depois de ver esse vídeo de Noda, que foi feito para a Panasonic durante as Olimpíadas de 2004. Você pode não achar nada demais, mas você vai ter alguma reação (boa ou ruim) e vai comentar com seus amigos no bar, na faculdade ou no restaurante. E assim, o comercial faz o seu papel.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/vdX_OBUeHb4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/vdX_OBUeHb4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><!--more--></p>
<p>E por falar em comerciais, Noda também fez um comercial para a Coca-Cola, repetindo seu premiado clipe para a cantora japonesa Yuki. Idéias simples sempre parecem causar um impacto maior. Ah, quer saber quem canta a música? Reconhece a voz? Sim, é o Jack White.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/OPlMKz4-7nA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/OPlMKz4-7nA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Mas parece que Noda caiu no gosto popular com sua criação linda, fofinha e maravilhosa que segura na foto acima. É um <a title="Hanpanda" href="http://www.hanpanda.com" target="_blank">Hanpanda</a>. Hanpanda é um panda e mais alguma coisa, um outro animal. E ganhou tanto notoriedade que existe um hanpanda-hello-kitty. E para quem não sabe, a Hello Kitty é um fenômeno no Japão.</p>
<p>Noda possui uma estética, às vezes, bizarra e por isso, acho, que chama atenção. É uma estética diferente e inovadora no mundo (até quando, eu não sei). Suas propagandas de moda também são fascinantes (ou intrigantes?) porque precisamos parar para observar e decifrar o que estamos vendo. E mesmo que seja segundos a mais do que você gastaria para ver qualquer outra propaganda de moda, já fez uma diferença. E no mundo da moda atual onde parece que modelos e comida não combinam, Noda coloca os dois elementos no mesmo comercial.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/oet9iYY4tms&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/oet9iYY4tms&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>E se você achou tudo meio bizarro e esquisito, dê uma olhada no site dela e veja o curta que ela fez sobre duas canecas apaixonadas (se é vendido em par, nunca compre um só!). O amor também pode ser bizarro e surreal.</p>
<p>Quer um hanpanda? <a title="Hanpanda" href="http://www.hanpanda.com" target="_blank">Clique aqui</a>.</p>
<p>Quer saber mais sobre Nagi Noda? Então <a title="Uchu Country" href="http://www.uchu-country.com/" target="_blank">é aqui</a>.</p>
<p> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Wii will rock you]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/05/06/wii-will-rock-you/</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 02:50:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2008/05/06/wii-will-rock-you/</guid>
<description><![CDATA[Bem, eu não nego e nunca negarei que eu adoro video games. Não cheguei a pegar a época do Pong porqu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Bem, eu não nego e nunca negarei que eu adoro video games. Não cheguei a pegar a época do <em>Pong</em> porque eu era pequeno e meus primos não deixavam eu jogar. Mas tive um Atari, um nintendinho. Jogava Master System e MegaDrive na casa do meu amigo. Com o nintendinho me apaixonei pelo Link e a Zelda e claro, o italianho baixinho de bigode simpático. Tive um PS e tenho um PS2. O PS3 só daqui um tempo. Claro que não estou citando todos os jogos de PC que joguei desde quando ganhei o meu primeiro.</p>
<p>Mas atualmente um videogame está me deixando maluco pelo jeito diferente de se jogar. Sim, estou falando do Nintendo Wii. Bonitinho e para quem estava acostumado com o joystick básico do Atari, mudar para um controle com quatro botões e depois para um com oito foi uma experiência incrível. Eram tantos botões para apertar que sempre me perdia. Mas agora com o Wii chega a estranheza de fazer os movimentos que você quer que seu personagem faça. Não é nenhuma revolução, mas agora você pode pagar mico em casa. Igual quando lançaram o tapete de dança caseiro: você poderia se sentir o astro do street dance sem se preocupar se estava pagando mico na frente de estranhos.</p>
<p>E como todo produto que quer ser vendido precisa estar acompanhado de um bom comercial. O comercial do Wii empolga as pessoas e deixam no mínimo curiosas em saber se o videogame realmente funciona do jeito que o comercial mostra ou é apenas montagem. E quero deixar claro que como todo comercial, há um certo exagero nos movimentos. Os controles respondem com movimentos mais simples. Mas o plus do Wii é você entrar na pele do seu personagem e jogar como se você estivesse lá. E se parecer ridículo, você vai estar pagando mico para seu amigos e parentes. Afinal, se for para ficar sentadinho com um controle na mão, é melhor ficar com os consoles tradicionais.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/mCufArSg-SQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/mCufArSg-SQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>E por falar em controles. Aqui está um guia prático do que se pode fazer e o que não se pode fazer com o controle do Wii.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/nO37jzM59SM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/nO37jzM59SM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>E antes que comecem a falar que o XBox é melhor que o Wii, que o PS3 é melhor que o Wii. Cada um possui sua qualidade e por enquanto o Wii me deixa entretido por muito tempo. Quando o PS3 baixar o preço, com certeza, vai entrar na minha lista de compras, afinal acabaram de lançar GTA4. E sem esse jogo eu não posso ficar.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/jtE-zSTedBk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/jtE-zSTedBk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[J.]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/05/02/j/</link>
<pubDate>Fri, 02 May 2008 17:32:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2008/05/02/j/</guid>
<description><![CDATA[E eis que surge pela primeira vez aqui um personagem que eu criei na minha época de faculdade, o J. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://5fingers.files.wordpress.com/2008/04/tira00.jpg"></a>E eis que surge pela primeira vez aqui um personagem que eu criei na minha época de faculdade, o J. Traços toscos porque eu não sou o melhor desenhista do mundo, mas o que vale é a intenção. Eu acho&#8230;</p>
<p><a href="http://5fingers.files.wordpress.com/2008/04/tira00.jpg"></a></p>
<p><a title="Clique para ver a tirinha inteira" href="http://5fingers.files.wordpress.com/2008/05/tira00.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-268" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/04/01.jpg" alt="Clique para ver a tirinha inteira" width="376" height="327" /></a></p>
<p> </p>
<p><a href="http://5fingers.files.wordpress.com/2008/04/tira00.jpg"></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[De Beyoncé ao Período Edo]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/04/26/de-beyonce-ao-periodo-edo/</link>
<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 16:37:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2008/04/26/de-beyonce-ao-periodo-edo/</guid>
<description><![CDATA[A influência artística de artistas sobre outros artistas sempre existiu. Enquanto alguns conseguem t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A influência artística de artistas sobre outros artistas sempre existiu. Enquanto alguns conseguem transpor mídias, outros apenas renovam o mesmo. Seguinda essa linha influências, cópias e transformação, Beyoncé tem um quê de influência das antigas pinturas japonesas do período Edo (1603-1867). Claro que como em um telefone sem fio, muita coisa se perde no caminho e muita coisa se transforma, e a influência nem sempre salta aos olhos.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/cclg66IHe98&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/cclg66IHe98&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Este é o clipe da música <em>Green Light</em>, lembrou de alguma coisa?</p>
<p><!--more--></p>
<p>Se você lembrou do clipe da Shania Twain, <em>Man I feel like a woman, </em>você está parcialmente certo. O buraco é mais embaixo. O clipe da Shania também possui as mesmas influências que o clipe da Beyoncé.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Qns6Dt3McgQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Qns6Dt3McgQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Descobriu as semelhanças entre os dois clipes? E o que isso tem a ver com as pinturas japonesas do período Edo? E pegando um caminho paralelo, ouso até dizer que podemos colocar Toulouse-Lautrec no meio também! Bem, a influência para os dois clipes acima é este.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/4dNHKEF05zs&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/4dNHKEF05zs&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Esse é o clipe da música <em>Addicted to Love</em> de Robert Palmer. O pessoal que está na versão 3.0 pode não lembrar da música, mas com certeza, lembra das modelos dançando com rostos inexpressivos. E como podemos ver, o clipe ainda possui sua força de influência no cenário pop atual. Robert Palmer vendo que a receita deu certo, repetiu a identidade gráfica em outros clipes nos anos seguintes. E provavelmente, <em>Simply Irresistible</em>, é uma forte influência também.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/M3geoXOdnJQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/M3geoXOdnJQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Mas enfim, saltamos de 2008 para a década de 80 e nada ainda do período Edo. Temos mais duzentos anos para percorrer. Na verdade, é um salto. Ainda estamos na década de 80. E o clipe de Robert Palmer possui uma forte influência do artista Patrick Nagel. Quem? Talvez, você não associe o artista com sua obra, mas que você já viu as obras dele por aí, você viu.</p>
<p><a href="http://5fingers.files.wordpress.com/2008/04/duranrio.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-259" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/04/duranrio.jpg?w=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>A capa do disco do Duran Duran, <em>Rio</em>, foi feita por Patrick Nagel, artista nasceu em Ohio e contribuiu com diversas revistas entre elas a Playboy e Rolling Stones. Suas obras retratam mulheres focando em suas formas, poucos traços e cores chapadas. Muitos situam sua obra no movimento do Realismo Fantástico. Nagel faleceu em 1984 de ataque cardíaco.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Df7GJaGj7F8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Df7GJaGj7F8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Agora sim, estamos no caminho certo. Já fizemos a ligação entre Beyoncé e Patrick Nagel. Agora para o período Edo é um mínimo pulo. Adivinhe qual a principal influência de Nagel? Isso mesmo. As pinturas japonesas do período Edo, feitas através da impressão de blocos de madeira. Esse tipo de obra tornou-se popular no Japão pelo possibilidade de ser produzida em massa, fazendo a felicidade dos comerciantes burgueses que não possuíam dinheiro para comprar uma pintura original.</p>
<p><a href="Nenhum"><img class="alignnone size-medium wp-image-260" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/04/81.jpg?w=219" alt="" width="219" height="300" /></a></p>
<p>Depois de muito destilado, o clipe da Beyoncé possui influências dessas pinturas japonesas. Mas como eu disse, é um telefone sem fio. E o que já era uma interpretação de um tipo de arte, ganha outras interpretações, não só dos artistas influenciados, mas a mídia em que eles trabalham. E claro, sempre existe a tecnologia disponível na época e todos o contexto social em que as obras foram criadas.</p>
<p>Ok. Mas eu citei também Toulouse-Lautrec acima. O que ele tem com isso? Bem, Lautrec também tem influência dessas pinturas japonesas em suas obras. Ainda não pesquisei, mas acho que o mais perto de Lautrec chega do cenário pop atual é no filme Moulin Rouge de Baz Lurhmann. Ou talvez ele tenha sido influência para algum artista pop por aí. Se alguém sabe, please, tell me!</p>
<p>Mais sobre Patrick Nagel? <a title="Patrick Nagel" href="http://www.patricknagel.com/index.html" target="_blank">Clique aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Orimoto com Toast]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2008/03/25/orimoto-com-fnac/</link>
<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 06:14:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2008/03/25/orimoto-com-fnac/</guid>
<description><![CDATA[Poucas pessoas podem se dar o luxo de vagabundear, quero dizer, de fazer uma caminhada cultural pela]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Poucas pessoas podem se dar o luxo de vagabundear, quero dizer, de fazer uma caminhada cultural pela Paulista em plena terça-feira. Agradeço ser uma dessas pessoas temporariamente sortudas. Se você é uma dessas pessoas, aproveite e vá para o MASP ver a exposição <a title="O conv�vio social aos olhos de Tatsumi Orimoto" href="http://masp.uol.com.br/exposicoes/2008/tatsumiorimoto/" target="_blank">&#8220;O convívio social aos olhos de Tatsumi Orimoto&#8221;</a>, artista contemporâneo japonês. Você tem até abril para fazer isso. E é melhor ir com uma ótima companhia.</p>
<p><img src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/03/orimoto_3.jpg" alt="Tatsumi Orimoto" /></p>
<p><!--more--></p>
<p>Como toda arte contemporânea, o primeiro olhar é de estranheza, mas depois de tentar em vão encontrar uma interpretação para as obras de Orimoto, desisti e apenas curti as imagens. A interpretação e entendimento vêem depois, depois que a idéia amadurecer na caixola. Mas a caixola já está funcionando a toda para tentar entender ou não entender a arte de Orimoto.</p>
<p><img style="width:555px;height:375px;" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/03/orimotoo5.jpg" border="1" alt="A mãe de Orimoto (ao centro) sofre de alzheimer e é a personagem principal dessa exposição" hspace="1" vspace="1" width="1" height="1" /></p>
<p>O tema dessa exposição é o convívio social e sua personagem principal é a mãe do artista que sofre de Alzheimer e desse conflito de idéias surgem imagens belas e ternas e, às vezes, tristes. Pesquisando um pouco sobre a doença, encontrei o seguinte tópico sobre a comunicação:</p>
<blockquote>
<p align="center"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">&#8220;A<em> linguagem é a base universal da comunicação entre pessoas que se comunicam basicamente por perguntas e respostas, estabelecendo assim um entendimento.</em></span></p>
<p align="center"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;"><em>Com o paciente, entretanto, para que se estabeleça uma comunicação eficiente é necessário também o exercício constante da criatividade. Por meio de artifícios, por vezes extremamente simples, pode-se atingir um bom nível de entendimento, estabelecendo um verdadeiro dialeto entre o paciente, seu estranho e particular mundo e a realidade.</em></span></p>
<p align="center"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;"><em>Comunicar-se com o paciente é uma tarefa difícil, porém se alcançarmos um bom nível de entendimento com ele, boa parte de suas necessidades poderão ser atendidas com relativa facilidade. O sucesso dessa empreitada irá, além de favorecer substancialmente o convívio, refletir positivamente na melhoria da sua qualidade de vida.&#8221;</em></span></p>
<p align="right"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;"><a title="Alzheimer - Comunicação" href="http://www.alzheimermed.com.br/m3.asp?cod_pagina=1045" target="_blank">(AlzheimerMed)</a></span></p>
</blockquote>
<p>E eis que a primeira peça da exposição surge: talvez Orimoto além de homenagear sua mãe com suas obras, estava dando uma chance de sua mãe também se expressar criativamente, ajudando assim no seu tratamento com a doença. Colocar um pneu no pescoço de uma senhora que sofre de Alzheimer pode parecer ridículo ou uma agressão, mas eu vejo como um jeito da pessoa usar a criatividade para se adaptar ao ambiente. Claro, um pneu pode não fazer diferença, mas nas devidas proporções, seria como ficar cego de um dia para o outro: a adaptação é necessária.</p>
<p>E se o tema é o convívio social e a base para o convívio social é a comunicação, Orimoto nada mais faz do que registrar sua comunicação com sua mãe, colocando-a em situações inusitadas ou simplesmente cotidianas.</p>
<p><img src="http://5fingers.wordpress.com/files/2008/03/13.jpg" alt="Orimoto e sua mãe" /></p>
<p>Arte é comunicação. O inverso é verdadeiro também. Orimoto apenas registrou uma das milhares de formas de comunicação entre as pessoas. Talvez tudo isso que tenho escrito e pensando venha a cair por terra, pois como disse a idéia ainda precisa amadurecer na caixola. E essas são as primeiras impressões.</p>
<p><a title="AlzheimerMed" href="http://www.alzheimermed.com.br/" target="_blank">Quer saber mais sobre o Mal de Alzheimer?</a></p>
<p><a title="MASP" href="http://masp.uol.com.br/exposicoes/2008/tatsumiorimoto/" target="_blank">Quer saber mais sobre a exposição de Tatsumi Orimoto no MASP?</a></p>
<p><em>Imagens &#8211; Art Mama (In the big box), 1997. Tire Tube Communication &#8211; Mama and Neighbors, 1998. Fotografia da série &#8220;Art Mama+Son&#8221;, 2005.</em></p>
<p>P.S. &#8211; Querida amiga, muito obrigado por me levar nessa caminhada cultural e despertar novamente minha paixão por arte e por pensar arte.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Kurisumasu Omedetô]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2007/12/25/kurimasu-omedeto/</link>
<pubDate>Tue, 25 Dec 2007 04:18:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2007/12/25/kurimasu-omedeto/</guid>
<description><![CDATA[Se ano passado foi um Jazzy Xmas, esse ano eu volto às origens e desejo um Kurisumasu Omedetô para t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Se ano passado foi um Jazzy Xmas, esse ano eu volto às origens e desejo um <em>Kurisumasu Omedetô</em> para todos ao som de Utada Hikaru.</p>
<p><img border="1" vspace="1" width="512" src="http://5fingers.wordpress.com/files/2007/12/traveling.jpg" hspace="1" alt="Utada Hikaru" height="384" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Naftalinas Nostálgicas]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2007/12/11/naftalinas-nostalgicas/</link>
<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 01:41:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2007/12/11/naftalinas-nostalgicas/</guid>
<description><![CDATA[Talvez eu esteja nostálgicos esses dias. Será culpa do espírito de Natal? Mas onde está o espírito d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Talvez eu esteja nostálgicos esses dias. Será culpa do espírito de Natal? Mas onde está o espírito de Natal? Provavelmente fazendo compras por aí porque ele já deve ter se rendido ao consumismo desenfreado que rola este mês. Até eu vou entrar e preciso me planejar para não deixar para a última hora. Mas hoje a nostalgia tomou conta de mim. Foi uma sensação gostosa de caminhar na rua em horário de verão comendo comidas que engordam e não possuem nenhum valor nutritivo. Mas esse tempo já passou e tudo que ficou para trás, está lá trás e deveria me concentrar no presente. Mas está difícil ficar no presente quando bons momentos estão no passado. Talvez eu goste tanto de controle que eu prefiro ficar no controle de selecionar memórias do que tentar lidar com o presente incerto todo dia. E o futuro apenas chega.</p>
<p>Talvez eu deva tirar as bolinhas de naftalinas dos armários e colocar minha roupa para tomar um sol, tirar a poeira dos móveis e ver que eles possuem uma outra cor debaxio de toda poeira. Já limpei a janela do meu quarto, assim eu posso ver em technocolor as cores do mundo. Agora só falta fazer uma limpeza (antes do final do ano) e jogar fora tudo que não tem utilidade. Apesar que algumas coisas não serão jogadas fora e sim guardadas com carinho em algum lugar protegido do mundo. Talvez isso corte meu coração quando encontrá-las inesperadamente algum dia. Talvez eu ria de toda a situação. Ou talvez eu sorria um sorriso melancólico e saudoso lembrando os bons momentos que dificilmente serão apagados. Não serão substituídos por outros porque isso nunca acontecerá. Apenas outros bons momentos surgirão e ganharão mais importância do que esses de agora.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Sempre fiz promessas de final de ano, mas esse ano eu penso em não fazer nada disso. Não porque não funcionava, ao contrário, sempre eu via minha lista eu sempre tinha conquistado tudo o que desejava (tá bom, a maior parte). Mas esse ano eu não quero desejar. Não quero planejar como sempre eu planejei tudo (e que nem sempre acontecia do jeito que eu queria), tentarei apenas lidar com o que vier. Tentarei não ter medo de tentar, de amar e se machucar de novo, de amar e achar o amor da minha vida, de desistir e de persistir. Tentarei não colocar tudo na balança para chegar à conclusão que tinha chegado antes de colocar tudo na balança. Vou arriscar mais porque se eu perder, eu não perderei a oportunidade. E olha, aqui estou fazendo promessas para o ano que chega.</p>
<p>Estou preso ao passado porque foi no passado que eu fui feliz. E agora não sou, ou pode ser que a felicidade que eu sinto agora é diferente da que eu sentia antes e gostava mais da que ficou para trás. Tenho que aceitar a felicidade em sua forma pura e não esperar que ela tome a forma do passado. Se quero amar, devo escolher o amor e não a pessoa que eu amava. Se quero ter amigos, devo escolher a amizade e não os amigos que ficaram para trás. Alguns sumiram depois de uma fase, outros continuam, mas eles não são as mesmas pessoas que conheci há anos atrás, afinal as pessoas mudam e então devo escolher a amizade.</p>
<p>A vida trouxe novas pessoas, novas aventuras e novas novidades. Talvez eu tenha medo do novo (novamente meu gosto por controle). Talvez eu queria plastificar as pessoas para que elas sejam as mesmas para sempre, pois foram elas por quem eu me apaixonei, foram elas que conquistaram a minha amizade. Algumas até hoje conseguem me conquistar, outras se perderam nas mudanças que fiz. Como fotos que ficam perdidas no fundo de uma gaveta ou atrás do armário. Outras ganharam um moldura nova e estão em destaque na sala de estar.</p>
<p>Uma coisa eu não mudei: minha paixão por metáforas. Será que um dia conseguirei dizer o que tem que ser dito claramente, ou para sempre ficarei falando sobre a beleza de uma rosa ( não de todas as rosas, mas somente aquela que mora no meu planeta.)</p>
<p>E admito. Eis o culpado de toda essa naftalina nostálgica.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/3v1anN4Cf1s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/3v1anN4Cf1s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Toy Art]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2007/11/11/toy-art/</link>
<pubDate>Sun, 11 Nov 2007 18:05:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2007/11/11/toy-art/</guid>
<description><![CDATA[Que a expressão artística é totalmente subjetiva, nós já sabemos. Que tudo pode ser considerado arte]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Que a expressão artística é totalmente subjetiva, nós já sabemos. Que tudo pode ser considerado arte, também sabemos. Mas a arte só é arte quando consideramos arte e a nova arte contemporânea são os <em>toys art.</em> Sim! Agora brinquedos são considerados arte pop contemporânea. Mas não são simples bonecos para colecionar, são bonecos desenhados por artistas e que além de sua estética e de serem lúdicos, criticam valores do mundo atual. Ou, às vezes, simplesmente não. E os personagens são fofinhos e bonitinhos como o Happy Tree Friends e parecem ser malditos&#8230; como o Happy Tree Friends.</p>
<p> <img src="http://shop.tokidoki.it/_images/products/bastardino_vinyl.jpg" border="1" alt="Bastardino" hspace="1" vspace="1" width="356" height="260" /></p>
<p><!--more--></p>
<p>O bonequinho acima é da loja <a title="tokidoki" href="http://www.tokidoki.it" target="_blank"><em>tokidoki</em> </a> e embora tenham uma estética japonesa, é italiano. Mas a moda não começou na Itália e sim com chineses. Dois chineses apresentaram numa feira de brinquedos bonecos do Comando em Ação vestindo roupas urbanas ao ivés dos tradicionais uniformes e com cabeças de outros personagens. E claro, virou mania mundial.</p>
<p><img src="http://shop.tokidoki.it/_images/products/sabochan.jpg" border="1" alt="Sabochan" hspace="1" vspace="1" width="356" height="260" /></p>
<p>Acredito que a mania desses bonecos pegou porque, além de serem bonitinhos e levarem os adultos para a infância, eles também permitem que qualquer um vire um artista. Já existe até moldes para você fazer o seu próprio boneco. E está girando muito dinheiro em torno desses bonequinhos , que custam de R$100,00 a quantias de 4 a 5 dígitos. E como dinheiro é sempre dinheiro no mundo atual, muitas empresas já entraram na onda do toy art para vender seus produtos.</p>
<p><img src="http://www.guiadasemana.com.br/photos/event/teen-toyart6_r.jpg" border="1" alt="" hspace="1" vspace="1" width="300" height="265" /></p>
<p>Eu já me apaixonei por esses personagens fofinhos e malditos, mas não quero entrar na mania como consumista, quem sabe eu não consiga ser um artista e fazer meus próprios toys art. E agora, mais fotinhos&#8230;</p>
<p><img src="http://shop.tokidoki.it/_images/products/mozzarella_vinyl_toy.jpg" border="1" alt="Mozzarella" hspace="1" vspace="1" width="356" height="260" /></p>
<p><img src="http://shop.tokidoki.it/_images/products/adios_vinyl_toy.jpg" border="1" alt="Adios" hspace="1" vspace="1" width="356" height="260" /></p>
<p>Se interessou? Tem uma loja aqui em São Paulo que vende esses bonequinhos, mas custam caro. Se você não tiver mais o que fazer com o seu dinheiro, pode gastar nos bonequinhos, ou caso contrário, você pode ficar babando, como eu, por eles. Ou até fazer os seus próprios, como eu pretendo.</p>
<p><em>Plastik: Rua Melo Alvez, 459 &#8211; Jardins. Telefone: 3081-2056. </em>A primeira loja especializada em Toy Art aqui em São Paulo.</p>
<p>Imagens: <a title="tokidoki" href="http://www.tokidoki.it" target="_blank">Tokidoki</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Alta Costura (e pesada)]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2007/11/04/alta-costura-e-pesada/</link>
<pubDate>Sun, 04 Nov 2007 14:43:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2007/11/04/alta-costura-e-pesada/</guid>
<description><![CDATA[Alunos de Tóquio da Faculdade de Moda de Bunka desenharam roupas para o festival anual da escola. Ma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Alunos de Tóquio da Faculdade de Moda de Bunka desenharam roupas para o festival anual da escola. Mas o que destaca as roupas além da criatividade, são as mil e quinhentas moedas de ouro da Áustria costuradas em três peças de roupa: um vestido e dois casacos, que pesa no total mais de 50kg.</p>
<p>As roupas são lindas e as moedas deixam elas caras (as moedas valem 1,2 milhões de dólares). Adorei  os casacos. Lembra algo de samurai. Não sei se a inspiração veio do sangue. Mas é uma pena que sejam peças de arte porque realmente não dá para usar um casaco de 21 quilos e sair desfilando por aí. Se os casacos lembram os samurais, o vestido tem um ar de Carmem Miranda. Mas tudo é liberdade artística e inspiração, pois quem tem Harajuku Street pode tudo.</p>
<p><img src="http://5fingers.wordpress.com/files/2007/11/vestidoouro_f_0051.jpeg" alt="Alta Costura" /></p>
<p>Imagem: <a title="UOL" href="http://estilo.uol.com.br/moda/album/vestidoouro_album.jhtm" target="_blank">UOL</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escolhas. Não. ]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2007/10/25/escolhas-nao/</link>
<pubDate>Thu, 25 Oct 2007 01:17:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2007/10/25/escolhas-nao/</guid>
<description><![CDATA[A Itália está entre os países mais conservadores do mundo quanto à questão da homossexualidade. E é ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A Itália está entre os países mais conservadores do mundo quanto à questão da homossexualidade. E é lá que a polêmica atual surgiu. Uma campanha contra a discriminação sexual está dando o que dizer: a imagem de um recém-nascido com uma pulseira de identificação escrita “homossexual” é o caminhão-chefe dessa polêmica. A campanha é patrocinada pelo Ministério de Igualdade de Oportunidade e a imagem será utilizada em um evento contra a discriminação sexual realizado em Florença. O lema da campanha é “A orientação sexual não é uma escolha”. Essa imagem levanta a questão de qual seria origem da homossexualidade, embora essa não seja a pretensão da campanha.</p>
<p>Os opositores já entraram na briga por causa da associação da imagem de um bebê com a palavra “homossexual” como se a homossexualidade fosse algo horroroso (nas palavras que os opositores da campanha utilizaram). Para Luca Volonté, líder da conservadora União de Democratas Cristãos na Câmara Baixa, “utilizar recém-nascidos para dar a idéia de que os impulsos homossexuais são uma característica inata das crianças é uma desculpa vergonhosa do ponto de vista científico, político e social”.</p>
<p><img src="http://img.terra.com.br/i/2007/10/24/621678-7004-it2.jpg" border="1" alt="A orientação sexual não é uma escolha. " hspace="1" vspace="1" width="286" height="320" /></p>
<p><!--more--><br />
As crianças e os bebês são somente crianças e bebês. Somos nós, os adultos, que rotulam as crianças. Não somente as crianças, mas todos os outros. A campanha, na minha visão, levanta muitas questões quanto à discriminação. Você abandonaria seu bebê porque ele é homossexual? Se um ser tão frágil e que não possui capacidade de avaliação e escolha é homossexual, a culpa é dele? E qualquer pessoa que não seja <em>narrow-view</em> sabe que a homossexualidade não é uma doença, vício ou coisa do demo. E sabemos que não é crime (embora em alguns países ainda seja). Então, por que ficar escandalizado com a imagem da associação de um bebê com a palavra homossexual?</p>
<p>A homossexualidade não possui uma origem definida. Houve estudos científicos para determinar se a homossexualidade provinha da carga genética, mas não houve conclusões definitivas. Também não há conclusões que seja condicionado. Como homossexual, eu, sinceramente, não lembro se houve um fato que determinou minha homossexualidade ou não. Eu somente sei que sou e sei do que eu gosto. A melhor e única saída que parece que encontraram para determinar a homossexualidade é “o resultado de influências biológicas, psicológicas e sócio-culturais, sem peso maior para uma ou outra”. Acredito que cada um vai tirar suas próprias conclusões, e quem sabe, a origem da homossexualidade vire uma lenda urbana: todo mundo sabe que existe, mas ninguém sabe de onde surgiu.</p>
<p>Foi levantada a questão da ética na publicidade. Não vejo na imagem algo chocante. Talvez ofensivo porque, de certa forma, mostra que cada vez mais rotulamos as pessoas no mundo e que a discriminação, embora haja muita luta para acabar, ela ainda existe e é forte. Se pudessem determinar a orientação sexual de uma pessoa desde seu nascimento, provavelmente haveria discriminação já no berçário. Nunca ouvi falar, mas quem não garante que há discriminação racial em um berçário? Assim passaríamos a vida inteira sendo discriminados (veja o post <a title="A velha homofobia" href="http://5fingers.wordpress.com/2007/10/14/a-velha-homofobia/" target="_blank">A velha homofobia</a>). Mas a ofensa surge quando uma verdade é jogada na nossa cara, uma verdade que não queremos aceitar porque é incômodo. Por isso que muitos conservadores acabam ofendidos pela homossexualidade porque eles sabem que é uma realidade no mundo atual, mas vai contra os seus princípios, derrubando-os.</p>
<p>E mais uma vez insisto na mesma questão. Se a homossexualidade é causa genética, psicológica ou sócio-cultural, isso não importa. O que importa é que a homossexualidade é uma simples característica dos seres humanos. E vale lembrar que os animais também possuem a homossexualidade. E quem sabe eles são felizes. Nós, seres humanos, achamos que somos superiores por ser seres pensantes, mas não vemos que somos infelizes com toda essa discriminação e preconceito que causamos.</p>
<p>Imagem: <a title="Terra" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2017444-EI8142,00.html" target="_blank">Terra</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dia de Assumir]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2007/10/10/dia-de-assumir/</link>
<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 02:52:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2007/10/10/dia-de-assumir/</guid>
<description><![CDATA[Amanhã é o Dia de Assumir. Tudo começou com a campanha gringa Coming Out Day, que é o dia  onde os g]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Amanhã é o Dia de Assumir. Tudo começou com a campanha gringa <em>Coming Out Day</em>, que é o dia  onde os gays são incentivados a sair do armário. Claro que uma campanha assim tinha que ter sua versão brasileira. Porém aqui a coisa é uma pouquinho diferente. Claro que vale assumir e enfiar o pé no armário, mas também assumir qualquer coisa: que gosta do Bon Jovi, que não goste de comer legumes, que é passivo, que finge que é a Madonna durante o banho entre outras coisas.</p>
<p>Ainda estou pensando o que vou assumir amanhã e pensando mais ainda se vou assumir para alguém que não sabe sobre mim, apesar que a minha homossexualidade para os meus amigos já está fora do armário e exposta da mesa de centro da sala.</p>
<p>E aí, o que você tem para assumir?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Babel]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2007/02/21/babel/</link>
<pubDate>Wed, 21 Feb 2007 23:55:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2007/02/21/babel/</guid>
<description><![CDATA[Assisti Babel, de Alejandro González Iñarrítu. Ótimo filme. É um daqueles filmes que você fica ansio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Assisti <a title="Babel - Cinema com Rapadura" href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/2058/babel_(babel_2006)" target="_blank">Babel</a>, de Alejandro González Iñarrítu. Ótimo filme. É um daqueles filmes que você fica ansioso em saber o final, mas ao mesmo tempo não tem a mínima idéia de como pode acabar. O filme não tem uma história linear, apenas mostra como um fato pode afetar diferentes pessoas em diferentes lugares do mundo. Acredito que isso serve para mostrar que todos os nossos atos possuem suas consequências e afetam algumas pessoas diretamente e outras indiretamente, e por isso devemos tomar cuidado com o que fazemos.</p>
<p>E, às vezes, até parece ridículo como um fato pode causar diversas coincidências do outro lado do mundo. Alguns dizem que o filme é lento e cansativo, porém eu achei o contrário, mas também não é uma sequência frenética de edição de imagens. Ah, e claro, estou cada vez mais fã do Gustavo Santaolalla desde que ele me emocionou com a trilha de Brokeback Mountain.</p>
<p style="text-align:center;"><img style="width:270px;height:400px;" src="http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/poster/2058-2006-08-28-13:15:32_1.jpg" border="1" alt="Babel" hspace="1" vspace="1" width="270" height="400" /></p>
<p><!--more--></p>
<p>Babel tem o seu começo com um fato muito comum para a sociedade atualmente. Um ônibus em Marrocos é atingido por um tiro de rifle de caça, ferindo gravamente uma turista norte-americana. Primeira palavra que vem a cabeça de todos: terrorismo. Porém a partir desse ponto já podemos tirar algumas conclusões para a vida: todos os fatos possuem mais fatores que imaginamos. É fácil apontar o dedo e culpar. E a partir desse fato, diversas consequências surgem e junto todos os males do ser humano como egoísmo e crueldade e intolerância.</p>
<p>De todos os personagens envolvidos, o mais interessante é uma adolescente japonesa surda-muda que vive na correria de Tokio. Às vezes, é impressionante imaginar (ou ver) como uma adolescente pode viver em um mundo cheio de som e não pode usufruir.</p>
<p>Vemos também que o amor e o carinho não vencem barreiras geográficas como é o caso da babá mexicana que leva as crianças norte-americanas para o México para uma festa de casamento. E logo as diferenças culturais surgem.</p>
<p>Podemos observar também que um povo que não tem nada sempre tem a mão para estender ao próximo, não importa sua raça ou cor e que, às vezes, nosso semelhante pode ser aquele que vira a cara quando precisamos.</p>
<p>Enfim, no final cabe a cada um tirar suas conclusões e essas podem ser otimistas ou pessimistas, depende do seu ponto de vista porque o ser humano sempre vai ser o ser humano de sempre. Nunca totalmente bom. Nunca totalmente mau.</p>
<p>Imagem: <a title="Cinema com Rapadura" href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/galeria/poster/2058/3447/babel_(babel_2006)" target="_blank">Cinema com Rapadura</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[15, 18, 21, 27 em direção aos 30]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/09/28/15-18-21-27-em-direcao-aos-30/</link>
<pubDate>Thu, 28 Sep 2006 20:00:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2006/09/28/15-18-21-27-em-direcao-aos-30/</guid>
<description><![CDATA[Sem crises existenciais. Tá. Só uma bem pequena. Bem pequenininha. Mas já passou!

Imagem: Cineguns
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sem crises existenciais. Tá. Só uma bem pequena. Bem pequenininha. Mas já passou!</p>
<p><img border="1" vspace="1" width="200" src="http://www.cineguns.com/photos/datas/BrigitteBardot_02.jpg" hspace="1" alt="Brigitte Bardot" height="250" /></p>
<p>Imagem: <a target="_blank" href="http://www.cineguns.com/photos/photo.php?id=223" title="Cine Guns">Cineguns</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Sabor da Melancia]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/09/16/o-sabor-da-melancia/</link>
<pubDate>Sat, 16 Sep 2006 03:27:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2006/09/16/o-sabor-da-melancia/</guid>
<description><![CDATA[Assisti o filme O Sabor da Melancia. Curioso. Intrigante. Diferente. Divertido. Brega. E surreal.

M]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Assisti o filme <a title="O Sabor da Melancia" href="http://www.omelete.com.br/cinema/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=3287" target="_blank">O Sabor da Melancia</a>. Curioso. Intrigante. Diferente. Divertido. Brega. E surreal.</p>
<p><img src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos2/sabor_melancia/poster.jpg" border="1" alt="O Sabor da Melancia" hspace="1" vspace="1" width="200" height="294" /></p>
<p>Muitas palavras para definir um filme só? Pois é. Este consegue.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Este é um filme que pode incomodar alguns, divertir outros e entediar a maioria. Nada de produções hollywoodianas, nem uma história complexa. A complexidade aqui surge da complexidade humana em seus relacionamentos porque nunca podemos adivinhar o que a outra pessoa está sentindo ou pensando. É uma comédia também porque há cenas a là comédia pastelão. É um musical e se você odeia pessoas começando a cantar do nada. Há muitas cenas assim. Não se preocupe em ler as legendas, são muitas poucas falas. A experiência está em sentar e ver/ouvir o filme e deixar que sua linguagem corporal mostre as reações quanto as cenas.</p>
<p>E a melancia? A melancia está na história por um motivo. Há falta de água e a única fruta é a melancia. Simbolismo ou não (fica a cada pessoa interpretar), vi neste filme como a melancia é uma fruta esteticamente bonita. Às vezes, desengonçada, mas bela. E suas cores vivas destacam-se no meio ao tom pastel que o filme possui. O seu vermelho chega a incomodar em alguns momentos, mas o seu verde a faz passar despercebida por algumas cenas.</p>
<p>E se você nunca entendeu de enquadramentos de cenas num filme, neste você ainda continuará não entendendo, mas verá a intenção do diretor na composição da cena, sempre utilizando a dualidade como um yin e yang. E o tom de espontaneidade em algumas cenas me fez pensar que o diretor deu um ordem simples para os atores que acabaram por dar um certo tom de complexidade à cena simplesmente por serem humanos.</p>
<p>Por fim, é um filme de arte. E como todo filme de arte, passará despercebido pelo público. Vale a pena ver? Sim, pois é um filme que te faz pensar nem que o pensamento for &#8220;por que assistir essa merda?&#8221;, mas com um pouco de esforço você pode metaforizar o filme inteiro e esse é o trunfo do filme. Não é um filme para se sentar passivamente e assistir. É um filme que exige a inteligência (ou consciência) de quem está assistindo para ver além do que está sendo mostrado. E a minha interpretação? Somos todos melancias. Temos o vermelho da paixão dentro de nós, mas é o verde sem graça que vemos. Temos que nos esforçar um pouco mais para descobrirmos o interior da melancia. E nem sempre vamos encontrar uma melancia doce e saborosa por dentro.</p>
<p><a title="Contra Campo Crôica" href="http://www.contracampo.com.br/81/critmelancia.htm" target="_blank">Quer tentar entender do que estou falando?</a></p>
<p><a title="Globo Online Crôica" href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2006/08/31/285492870.asp" target="_blank">Ou é tudo bobagem para você?</a></p>
<p>Imagem: <a title="O Sabor da Melancia" href="http://www.omelete.com.br/cinema/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=3287" target="_blank">Omolete</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Festival do Japão]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/07/15/festival-do-japao/</link>
<pubDate>Sat, 15 Jul 2006 23:27:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2006/07/15/festival-do-japao/</guid>
<description><![CDATA[Neste final de semana (15 e 16) e nos dias 22 e 23 vai ter o Festival do Japão no Centro de Exposiçõ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Neste final de semana (15 e 16) e nos dias 22 e 23 vai ter o <a target="_blank" href="http://www.festivaldojapao.com/festival2005/principal.php" title="IX Festival do Japão">Festival do Japão</a> no Centro de Exposições Imigrantes (rodovia dos Imigrantes km 1,5) com transporte gratuito dos metrôs Jabaquara e São Judas. E agora tem que pagar (R$5,00 de entrada) e o estacionamento quinze contos! Saudades quando era na Assembléia&#8230; estacionamento e entrada na faixa&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sol Nascente no País Tropical]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/06/22/sol-nascente-no-pais-tropical/</link>
<pubDate>Thu, 22 Jun 2006 13:58:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2006/06/22/sol-nascente-no-pais-tropical/</guid>
<description><![CDATA[Hoje o Brasil joga contra o Jap&atilde;o. E para os descendentes de japoneses aqui no Brasil, n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje o Brasil joga contra o Jap&#227;o. E para os descendentes de japoneses aqui no Brasil, n&#227;o importa quem ganhe ou perca, a festa vai acontecer.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Os imigrantes japoneses chegaram aqui em 1908 e desde ent&#227;o tudo aconteceu. Imigrantes japoneses que n&#227;o aceitaram a derrota do Jap&#227;o na Guerra Mundial e achavam que o Brasil estava escondendo o jogo. Descendentes de japoneses imigraram para o Jap&#227;o para tentar ganhar a vida como dekasseguis. E por a&#237; vai.</p>
<p><img border="1" vspace="1" width="288" src="http://www.educacional.com.br/imagens/reportagens/japao/kasato_maru.jpg" hspace="1" alt="O vapor Kasato-Maru ancorado no porto de Santos." height="185" />&#160;</p>
<p>Por causa do jogo, hoje est&#225; passando v&#225;rias reportagens sobre o pa&#237;s do sol nascente e como descendente de japoneses, &#233; engra&#231;ado ver caracter&#237;sticas brasileiras e nip&#244;nicas misturadas. Por exemplo, uma obassan (senhora) falou que o Brasil iria ganhar o jogo e o Jap&#227;o n&#227;o teria menor chance, ent&#227;o o rep&#243;rter perguntou por qu&#234;, e ela respondeu: Porque o Brasil &#233; o mestre do Jap&#227;o no futebol, n&#233;?</p>
<p>Por um momento pensei na descren&#231;a do seu pa&#237;s de origem, mas analisando melhor percebi que embora os japoneses morem no Brasil e j&#225; t&#234;m o jeitinho brasileiro, as tradi&#231;&#245;es e valores nip&#244;nicos continuam no sangue. Esse neg&#243;cio de mestre e aprendiz tem tudo a ver com os valores de artes marciais, samurais, etc. Nunca um aprendiz conseguir&#225; superar um bom mestre. Agora se o Brasil &#233; um bom mestre, a&#237; eu n&#227;o sei responder.</p>
<p><img border="1" vspace="1" width="215" src="http://www.educacional.com.br/imagens/reportagens/japao/cartaz.jpg" hspace="1" height="284" />&#160;</p>
<p>E essa volta &#224;s origens &#233; algo forte no sangue japon&#234;s. Assim como nossos av&#243;s vieram para o Brasil para tentar novas oportunidades, nossa gera&#231;&#227;o vai para o Jap&#227;o para tentar novas oportunidades l&#225; tamb&#233;m. Mas eu sei que falo pela maioria dos japoneses aqui no Brasil: o Brasil pode ter todos os problemas que tem, se um dia eu tiver que sair daqui para morar em outro pa&#237;s, sentirei saudades.</p>
<p>Fonte das Imagens: Museu Hist&#243;rico da Imigra&#231;&#227;o Japonesa<br />
Imagens retiradas do site: <a target="_blank" href="http://www.educacional.com.br/reportagens/japao/default.asp" title="Educacional - Imigra&#231;&#227;o Japonesa">Educacional</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Who you're gonna call?]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/05/03/who-youre-gonna-call/</link>
<pubDate>Wed, 03 May 2006 18:05:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2006/05/03/who-youre-gonna-call/</guid>
<description><![CDATA[Bem, assisti o filme Espíritos &#8211; A morte está ao seu lado. E admito, não é o melhor filme de t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Bem, assisti o filme <a title="Espritos - A morte está ao seu lado" href="http://www.espiritosofilme.com.br" target="_blank">Espíritos &#8211; A morte está ao seu lado</a>. E admito, não é o melhor filme de terror que eu assisti, mas é interessante ver mais um filme de terror vindo do oriente. Este filme é tailandês, mas possui uma estética muito parecida com os famosos filmes japoneses Ringu e O Grito. Mas em Espíritos, acho que os caça-fantasmas se dariam bem.</p>
<p><!--more--></p>
<p><img src="http://www.cinemacomrapadura.com.br/criticas/imgs/espiritosa.jpg" border="1" alt="Espritos - A morte está ao seu lado" hspace="1" vspace="1" width="222" height="311" /></p>
<p>Esse filme é sobre espíritos que aparecem em fotografias. Com certeza você já ouviu falar, ou já viu em algum lugar uma dessas fotos. E como Jack, O Estripador diria: vamos por partes.</p>
<p>No Japão existem muitas histórias de fantasmas, de lugares assombrados porque os proprietários se suicidaram ou foram mortos de maneira violenta. E quando alguém espalha que tal casa pe assombrada, daí nenhuma alma viva fica perto e os corajosos que se aproximam, às vezes, somem. Mas na verdade só foram para outra cidade, mas a lenda urbana é mais forte. Esta cultura de história de fantasma faz com que filmes como Ringu e O Grito tenham maior influência do que para nós brasileiros.</p>
<p>Em Espíritos, a história consegue ser mais geral e atingir todas as nacionalidades, afinal você ver uma foto com alguém atrás de você quando você estava posando sozinho é medonho. No filme, eles fazem uma pequena discussão sobre falsificar esses tipos de foto e as ditas reais.</p>
<p>As primeiras fotos de fantasmas que surgiram nada mais eram do que pessoas vestindo lençois brancos com uma máscara medonha e eram fotografadas num canto de alguma sala. Sinceramente não eram nada assustadoras e hoje em dia até engraçadas. Não convencia ninguém. Então, alguém teve a brilhante idéia de sobrepor uma foto com alguma outra e assim surgiram fotos até que convincentes de fantasmas.</p>
<p><img src="http://www.prairieghosts.com/ph_history6.jpg" border="1" alt="A spirit photo taken by Fredrick Hudson. The sitter was Raby Wootton, who, with friends, took the photograph and developed it themselves without allowing Hudson to take part in it. They never realized how easy it would be for Hudson to switch the plate that he gave them to develop!" hspace="1" vspace="1" width="196" height="179" /></p>
<p>Hoje em dia, então, com a tecnologia disponível é extremamente fácil falsificar uma foto de fantasma. E nem é preciso ser o mago do Photoshop para fazer uma falsificação. Existe um outro fator que é o erro humano. Pode ser um dedo esquecido na frente da camera, a correia da máquina também dá um belo fantasma. Fumaça de cigarro pode virar um vapor fantasmagórico. Reflexos do flash em superfícies dão ótimas aparições. Poeiras iluminadas por um flash também dá ótimas bolas de energia fantasma.</p>
<p><img src="http://www.ghostvillage.com/legends/spiritography/aa0.jpg" border="1" alt="" hspace="1" vspace="1" width="200" height="150" />  <img src="http://www.ghostvillage.com/legends/spiritography/zz2.jpg" border="1" alt="" hspace="1" vspace="1" width="200" height="150" /> <img src="http://members.tripod.com/~GSOLTESZ/baby_ghost.jpg" border="1" alt="" hspace="1" vspace="1" width="137" height="172" /></p>
<p>Mas, uma coisa que chamou minha atenção no filme foi o fato de fotos em polaroid. Não tem como falsificar uma foto polaroid, mas ainda continua a existir o fator dos dedos e objetos na frente da lente. Mas agora pergunta se eu eu achei alguma foto de fantasma em polaroid convincente o bastante. Se algum dia você conseguir uma foto de fantasma em polaroid e conseguir me provar que não é nada na frente da lente. Aí, eu ficarei com medo mesmo.</p>
<p>Quanto ao filme. Se você não ganhou ingressos para assistir o filme, espere sair em DVD, rache o aluguel com os amigos e se divirta. Tem pelo menos uma cena cômica no filme, que eu rachei o bico. Não falo para assistir na tv porque é interessante ver o pessoal falando em tailandês. Não espere sustos demais, nem climas tensos ao extremo. É só mais um filme de terror com a diferença de ter uma visão tailandesa da coisa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Japonismos]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/04/21/japonismos/</link>
<pubDate>Fri, 21 Apr 2006 23:48:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2006/04/21/japonismos/</guid>
<description><![CDATA[Antes, respire fundo e responda rápido: O que te faz lembrar o Japão? Agora pare e pense, se o que v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Antes, respire fundo e responda rápido: O que te faz lembrar o Japão? Agora pare e pense, se o que você respondeu  é realmente japonês ou é fruto de uma imagem que você viu em algum lugar, um filme, um comercial, etc.</p>
<p>Provavelmente a resposta pensada se encaixa no chamado Japonismo. Um termo para definir a imagem do Japão vista por outros olhos. Deixa eu explicar melhor (ou tentar, pelo menos).</p>
<p><!--more--></p>
<p>O Japonismo é a visão do estrangeiro sobre o povo japonês. Bem, então poderíamos falar sobre brasileirismo, norte-americanismo? Sim, mas no caso falarei sobre o japonismo porque sou <span style="text-decoration:line-through;">japonês</span>. Esse japonismo afeta o mundo e até o povo japonês. Os jovens japoneses já não tem idéia do que é ser japonês, a sua cultura foi criada em imagens bombardeadas de como seria o japonês.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/fR4hvcuesA8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/fR4hvcuesA8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Todo o mundo é bombardeado por imagens, no mínimo, estereotipadas do Japão. Usar um quimono lembra o Japão. A vestimenta possui toda aquela magia e tal, mas na verdade nada mais é do que um traje elegante usado em ocasiões especiais. Um quimono mais simples é usado para treinamento de artes marciais. O quimono também lembra a <a title="Gueixas" href="http://www.nihonsite.com/gue/index.cfm" target="_blank">gueixa</a> e há todo aquele mistério por trás dela, mas na verdade é apenas uma imagem criada pelo Ocidente. Todas essas imagens que vemos em filmes ou clipes, como o da Madonna em <em>Nothing Really Matters </em>são japonismos. Sâo visões estrangeiras sobre o Japão.</p>
<p><img src="http://barbara.clarence.com/archive/images/o%20ultimo%20samurai_02.jpg" border="1" alt="O Último Samurai" hspace="1" vspace="1" /></p>
<p>Outra imagem bastante difundida pelo cinema é a dos samurais, que no meu ver, equivaleriam aos cavaleiros medievais. Houve uma época que existiu um <em>boom</em> da imagem dos samurais: o livro Musashi, o mangá Vagabond e o filme O Último Samurai. A imagem que temos é que um samurai é um super-herói, um cowboy de quimono, na verdade ele era apenas <a title="Samurai e Bushido" href="http://www.niten.org.br/samurais.htm" target="_blank">um guerreiro</a>, um tipo de soldado que defendia as terras do seu senhor. A lealdade, determinação e dedicação pelos quais o povo japonês geralmente é conhecido nasceu nessa época com o Bushido, os ensinamentos dos samurais. E digo que qualquer um pode seguir esses ensinamentos e ser leal, determinado e dedicado. Não precisa ser japonês para fazer isso. <a title="Samurais, o fim de uma era. Em 1877, na tentativa de modernizar a sociedade japonesa, o exército imperial eliminou os samurais, pondo fim a uma época lendária." href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/conteudo/materia/materia_66.html" target="_blank">Os samurais foram dizimados quando houve a abertura para o Ocidente.</a> </p>
<p>Toda essa imagem sobre o Japão afeta os jovens japoneses, sejam eles japoneses ou brasileiros. Acaba com a individualidade de maneira que os japoneses acabam tentando ser os mais diferentes possiveis uns dos outros.</p>
<p><img src="http://feedonfeeds.com/minutillo.com/steve/weblog/images/harajuku-hardcore.jpg" border="1" alt="Harajuku" hspace="1" vspace="1" width="300" height="224" /></p>
<p>Essa procura pela individualidade tem como conseqüências outro japonismo: o japonismo do próprio Japão. Os jovens estão cada vez mais distantes das tradições japonesas e acabam criando uma imagem deles mesmos a partir do conflito de suas tradições e das idéias difundidas no Ocidente. O principal exemplo pode ser encontrado no Harajuku Station. A primeira impressão que fica é que esses jovens estão fantasiados, mas na verdade eles estão se expressando. Eles não fazem por diversão, é um estilo de vida. Na tentativa de se rebelar contra a tradição japonesa, eles se vestem desta maneira e acabam criando mais uma atração turística no Japão, e mais um japonismo.  </p>
<p><img style="border:1px solid black;margin:1px;" src="http://www.tizukayamasaki.com.br/cartaz_gaijin.jpg" alt="Gaijin 2" width="400" height="508" /></p>
<p>Disse acima que sou japonês, mas isso é outro conflito porque aqui no Brasil, as pessoas me olham e eu sou japonês, mas no Japão eu serei um brasileiro, mesmo tendo as mesmas características físicas. Exemplos de como o japonismo afeta os brasileiros: as pessoas acham que falo japonês, que eu conheço todas as tradições japonesas e que as sigo fielmente, que eu participo cerimônias do chá, que freqüento um templo budista. Poderia citar milhares de japonismos. Um bom exemplo desse japonismo aqui no Brasil é o filme da Tizuka Yamazaki, <a title="Gaijin 2" href="http://www.tizukayamasaki.com.br/" target="_blank">Gaijin 2</a> que mostra o conflito entre o Oriente (Japão) e o Ocidente (Brasil). Mostra a imigração japonesa, a imagem que o japonês tem dele mesmo, a imagem do estrangeiro sobre o japonês e a imagem do japonês sobre o estrangeiro. É um bom filme para tentar entender o que é ser japonês fora do Japão e tentar resgatar valores tradicionais.</p>
<p>Então qual a imagem que você tem do Japão agora?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Arte Espontânea - O Retorno]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/04/08/arte-espontanea-o-retorno/</link>
<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 18:56:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2006/04/08/arte-espontanea-o-retorno/</guid>
<description><![CDATA[Vendo este artigo da Revista Cult, lembrei de um curso sobre as artes japonesas e como o corpo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="left">Vendo este artigo da <a target="_blank" href="http://revistacult.uol.com.br/101_corpoimagem.htm" title="Corpo e imagem em movimento">Revista Cult</a>, lembrei de um curso sobre as artes japonesas e como o corpo &#233; utilizado. Neste curso dado pela Funda&#231;&#227;o Jap&#227;o, o corpo e as poss&#237;veis linguagens que ele pode usar para a comunia&#231;&#227;o&#160;foram o foco. &#201; estranho como o tempo passa e de repente, as pe&#231;as come&#231;am a se encaixar. <!--more--></p>
<p>No teatro japon&#234;s chamado <em>&#34;angura&#34;, </em>a quest&#227;o sobre o papel no corpo no palco &#233; pertinente, assim eles tentam encontrar novos temas e novos corpos para as apresenta&#231;&#245;es. E para ter novos corpos, foi preciso estudar<a href="http://5fingers.wordpress.com/files/2006/04/noh.jpeg" title="Teatro Noh" class="imagelink"></a> novos movimentos. Criar novos movimentos, mudar a velocidade de movimentos conhecidos para ver como o corpo se comporta como um todo. Um simples movimento de respira&#231;&#227;o mais profunda mexe m&#250;sculos que talvez nem tenho consci&#234;ncia de sua exist&#234;ncia. E as diversas formas de respirar profundamente pode mexer outros m&#250;sculos que antes ficam parados.</p>
<p><img border="5" vspace="2" width="200" src="http://www.congre.co.jp/ici/images/noh.jpg" hspace="2" alt="Teatro Noh" height="136" /></p>
<p>E por que estou falando sobre isso, voc&#234; deve se perguntar. Bem, estava discutindo com um grupo de amigos sobre a exist&#234;ncia&#160;de uma arte espont&#226;nea. Chegamos a conclus&#227;o parcial que na&#245; existe uma arte final espont&#226;nea, mas os meios que fazem esta arte podem ser espont&#226;neos. Sendo a arte definida como um registro, uma marca seja num papel, no ar, num plano ou mesmo somente na mem&#243;ria das pessoas, essa espontaneidade da arte &#233; ef&#234;mera, pois ao mesmo tempo que o movimento espont&#226;neo surge, ele log deixa de ser espont&#226;neo porque &#233; registrado pelo c&#233;rebro e a sua repeti&#231;&#227;o j&#225; n&#227;o o torna espont&#226;neo. Por&#233;m como nos estudos do teatro japon&#234;s, a repeti&#231;&#227;o do mesmo movimento tomando o cuidado em dar pequenas varia&#231;&#245;es&#160;pode ser um meio de&#160;encontrar um movimento espont&#226;neos. E sim, o produto final, n&#227;o &#233; espont&#226;neo.</p>
<p>Resumindo, a linha entre a espontaneidade e a n&#227;o-espontaneidade &#233; muito t&#234;nue, e criar uma arte atrav&#233;s de meios espont&#227;neos &#233; mais complexo do que parece ser. N&#227;o &#233; somente jogar tintas em telas.</p>
<p>Provavelmente, esse post vai render mais continua&#231;&#245;es&#8230;aguardem&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Cursos de Cultura Japonesa]]></title>
<link>http://5fingers.wordpress.com/2006/06/13/cursos-de-cultura-japonesa/</link>
<pubDate>Tue, 13 Jun 2006 12:23:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>E. Cohen</dc:creator>
<guid>http://5fingers.wordpress.com/2006/06/13/cursos-de-cultura-japonesa/</guid>
<description><![CDATA[De Julho a Setembro,&nbsp;a Funda&ccedil;&atilde;o Jap&atilde;o iniciar&aacute; cursos gratuitos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>De Julho a Setembro,&#160;a <a target="_blank" href="http://www.fjsp.org.br/" title="Funda&#231;&#227;o Jap&#227;o">Funda&#231;&#227;o Jap&#227;o</a> iniciar&#225; cursos gratuitos&#160;de cultura japonesa que incluem a cultura do teatro, butoh&#160;e da arte japonesa p&#243;s anos 90.</p>
<p><img border="1" vspace="1" width="425" src="http://www.fjsp.org.br/agenda/06_06_cursos_anos90_img01.jpg" hspace="1" alt="Arte Japonesa P&#243;s Anos 90 - Curto Circuito das Identidades" height="201" /></p>
<p>Para mas informa&#231;&#245;es sobre os cursos e sobre as inscri&#231;&#245;es, acesse o site da <a target="_blank" href="http://www.fjsp.org.br/" title="Funda&#231;&#227;o Jap&#227;o ">Funda&#231;&#227;o Jap&#227;o</a>.</p>
<p>A Funda&#231;&#227;o Jap&#227;o fica na Avenida Paulista 37 ou Alameda Santos 74. Atr&#225;s da Casa das Rosas.</p>
<p>Foto: Yoshitomo Nara&#160;<br />
Imagem: <a target="_blank" href="http://www.fjsp.org.br/agenda/06_06_cursos_anos90.htm" title="Funda&#231;&#227;o Jap&#227;o">Funda&#231;&#227;o Jap&#227;o</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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